terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Peter Hammill - Singularity (2006)



Hammil toca todos os instrumentos.

1 Our Eyes Give It Shape
2 Event Horizon
3 Famous Last Words
4 Naked to the Flame
5 Meanwhile My Mother
6 Vainglorious Boy
7 Of Wire, Of Wood
8 Friday Afternoon
9 White Dot

Robin Trower


Robin Trower nasceu em 1945 em Catford na Inglaterra e passou seu início de carreira tocando em diversas bandas de Londres, das quais a mais bem sucedida foi The Paramounts, especializada em covers mas que gravou alguns singles de sucesso, entre 63 e 65. Em 67 ele recebeu um convite de seu antigo colega de Paramounts, o cantor e pianista Gary Brooker, para integrar seu novo grupo Procol Harum que havia estourado com A Whiter Shade Of Pale. No Procol ele participou dos álbuns Procol Harum, Shine on Brightly, A Salty Dog, Home e Broken Barricades. Nessa fase Robin tocava numa Gibson Les Paul...

...mas um dia foram se apresentar junto com o Jethro Tull e Martin Barre lhe emprestou sua Fender Stratocaster. Ele adorou e nunca mais largou.
Enquanto o Procol ajudava a decolar sua carreira, Robin sentiu que seu trabalho ali estava muito limitado e decidiu partir pra carreira solo. Convocou o baixista, compositor e excelente cantor James Dewar (Stone the Crows) e o baterista Reg Isidore, que logo seria substituído pelo extraordinário Bill Lordan, formando a Robin Trower Band.

Seu primeiro álbum Twice Removed From Yesterday, em 1973, não alcançou muito sucesso mas no ano seguinte Bridge of Sighs arrebentou e foi para os 10 mais. A partir daí foram inevitáveis as comparações entre ele e Hendrix, especialmente com o Electric Ladyland de 68, tanto que recebeu o apelido de "O Hendrix Branco".

Com esse trio Trower lançou seus melhores álbuns mas em 77 seu grande parceiro Dewar já começava a apresentar sinais de uma enfermidade que o afastaria definitivamente mais tarde e decidiu convidar o baixista Rustee Allen para que Dewar se dedicasse sómente aos vocais. Nos anos 80 a carreira de Robin sofreu um forte declínio com álbuns irregulares. Ele tentou atualizar seu blues-rock mas o resultado continuou pouco interessante. No início dos 90 ele voltou a integrar o Procol Harum num único cd, Prodigal Stranger, e depois realizou uma série de trabalhos com o ex-Roxy Music Brian Ferry (Taxi,Mamouna) inclusive sendo seu produtor. Ele também recuperou a boa forma em álbuns solo como 20th Century Blues, um trabalho extraordinário de guitarra, e apresentações ao vivo de tirar o fôlego. Em 2002 voltou a produzir e tocar com Ferry num grande sucesso, Frantic. Em 2005, com Another Days Blues, Trower fez uma releitura bluesy de algumas gravações dos anos 80 e deve ter se remoído de não tê-las feito assim originalmente.



























Músico extraordinário, pessoa afável, gentil e tímida, adora sinuca num pub qualquer. É o meu guitarrista favorito e um dos maiores mestres da guitarra de todos os tempos. Mesmo naqueles discos onde as canções deixaram a desejar, seus acordes sempre tornam a audição interessante.

Robert Wyatt - Ruth Is Stranger Than Richard (1975)



Nesse disco Robert Wyatt usa músicas de parceiros, colaboradores e influências suas e coloca sobre elas letras escritas por ele.

Robert Wyatt -bateria,teclados,vocal
Laurie Allan -bateria
Brian Eno -sints,guitarra
Mongezi Feza -trompete
Fred Frith -piano,viola
John Greaves -baixo
Nisar Ahmad Khan -saxes
Bill MacCormick -baixo
Gary Windo -clarineta,sax

1 Muddy Mouse (A)
2 Solar Flares
3 Muddy Mouse (B)
4 5 Black Notes and 1 White Note
5 Muddy Mouse (C)/Muddy Mouth
6 Soup Song
7 Sonia
8 Team Spirit
9 Song for Che

Herbal Mixture - Please Leave My Mind (1966/1994)


Depois de John Lee Hooker, o Groundhogs acompanhou outro bluesman, o Champion Jack Dupree. Ele disse à revista Melody Maker que foi a melhor banda com que tocara mas em 66 ela se desmanchou. McPhee e Cruickshank então convidaram o baterista Mike Meekham para formar um novo grupo chamado Herbal Mixture. Com um nome assim sugestivo o som deles não poderia ser outro senão um rock psicodélico. Eles gravaram alguns singles, dentre eles "Machines", uma ode anti-trabalho que virou referência no gênero. O Herbal teve vida curta mas deixou material não realizado que em 94 foi reunido num cd.

1 Rock Me Baby
2 Shake It
3 Someone to Love
4 Hallelujah
5 I'll Never Fall in Love a
6 Over You Baby
7 Please Leave My Mind
8 Love That Died
9 Something's Happening
10 Tailor Made
11 Over You Baby
12 MacHines
13 Please Leave My Mind
14 Tailor Made
15 Love That Died
16 Love That Died

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Gryphon - Gryphon (1973)


Gryphon pode não ser uma das bandas prog inglêsas mais conhecidas mas certamente é uma das mais interessantes. Os cinco álbuns que lançaram entre 73 e 77 mostram sua evolução de um quarteto acústico dedicado à música medieval e renascentista à uma banda de rock progressivo.
A banda foi fundada por Richard Harvey e Brian Gulland - ambos alunos da Royal Academy of Music - sobre seus interesses em música clássica antiga e folk inglês. Harvey tocava teclados e outros instrumentos enquanto Gulland era especialista em sopros medievais e seu parente moderno, o fagote. A primeira formação foi completada pelo guitarrista Graeme Taylor e o percussionista e cantor David Oberle.
Em 74, para a gravação do segundo disco, a banda recebeu o acréscimo do baixista Philip Nestor e daí em diante foi se eletrificando e se aproximando do prog na sua forma mais difundida. Tanto é, que em 74 eles excursionaram por todos os EUA abrindo os concertos do Yes e conseguiram seu lugar na prestigiada série King Biscuit Flower Hour de concertos de rádio.
Após essa turnê o baixista Nestor foi substituído por Malcom Bennett e a gravação do novo disco, Raindance, mostra uma mudança mais acentuada no som, um pouco mais pop. Em 75 eles participaram, individualmente, do disco solo de Steve Howe, Beginnings.


Logo no início de 77, o guitarrista Taylor deixou o Gryphon e foi substituído por Bob Foster; o baixista Bennett também saiu, sendo substituído por Jonathan Davie e um baterista foi adicionado (Alex Baird), deixando Oberle livre para se dedicar melhor aos vocais. Não bastassem tantas mudanças, ainda trouxeram um letrista: Tim Sebastion. O álbum resultante foi genial mas bastante pop. Depois dele o Gryphon se desfez. Richard Harvey seguiu carreira solo e participou em discos de muita gente, mais constantemente nos de Kate Bush, e Gulland se juntou ao grupo de prog-folk francês Malicorne.



Brian Gulland -fagote,sopros diversos,gravadores,teclados,vocal
Richard Harvey -violões,bandolin,gravadores,teclados,vocal
David Oberlé -percussão,vocal
Graeme Taylor -violões,vocal


01 Kemp's Jig
02 Sir Gavin Grimbold
03 Touch and Go
04 Three Jolly Butchers
05 Pastime with Good Company
06 The Unquiet Grave
07 Estampie
08 Crossing the Stiles
09 The Astrologer
10 Tea Wrecks
11 Juniper Suite
12 The Devil and the Farmer's Wife

Sunday All Over The World - Kneeling At The Shrine (1991)


Sunday All Over The World foi um projeto do Robert Fripp que incluiu sua espôsa, Toya Willcox, e que também foi seu primeiro trabalho com Trey Gunn, futuro membro do King Crimson. Esse disco bem que poderia ser do KC, algo como o elo perdido entre a trilogia encerrada com o Three of a Perfect Pair e o Thrak. É particularmente interessante porque o Fripp, que sempre trabalhou com vocais masculinos, compõe e adapta seu timbre para uma voz à la Kate Bush.

Toyah Willcox -vocal
Robert Fripp -guitarras
Trey Gunn -Chapman stick,vocal
Paul Beavis -bateria e perc

1 Sunday All Over the World
2 Blood Bruise Tattoo
3 Kneeling at the Shrine
4 Don't Take It Away
5 Transient Joy
6 Open Air
7 Strange Girls
8 If I Were a Man
9 Answered With a Smile
10 Storm Angel
11 Freedom

Robert Fripp

Há quem diga que ele é mau humorado, que nunca sorri. Nem tanto.

Fripp é naturalmente um canhoto que decidiu tocar como destro e é oriundo da escola flamenca de violão. Sua primeira guitarra foi uma Hofner President:

Daí em diante ele mesmo se define como um "homem de Les Paul"...


...muito embora use com frequência uma Tocai japonesa, modelo Les Paul...























...e uma Fernandes em corpo de Les Paul.

Muita gente também acha esquisito o fato de ele tocar sentado e pensa que é um distanciamento da platéia mas é simplesmente porque ele sempre quis ter à mão um Mellotron e mais tarde um pouco, toda a parafernália dos Frippertronics.
À partir da sua colaboração com Brian Eno nos anos 70, Fripp decidiu levar mais à fundo as experiências com fitas e desenvolveu um sistema analógico que batizou de Frippertronics. Ele consistia basicamente em 2 gravadores de rolo Revox mandando a fita de um para o outro, passando por câmaras de eco e outros apetrechos.


A evolução dos Frippertronics veio com a era digital dos anos 80. O surgimento dos sintetizadores para guitarra trouxe possibilidades ilimitadas, eles podiam criar todo tipo de som à partir de um console muito menor. Fripp escolheu para si a Roland GR 300, em cujo console também podia plugar suas Les Paul e Tokai.


Também acrescentou alguns recursos extras como um Harmonizador Eventide 3000SE que é produzido por uma empresa de dispositivos sofisticados de aviação...

...pedais Digitech Whammy, sustainer Fernades (mesmo de Hackett) e instalou nas guitarras o têmolo da marca Kahler. Tudo isso e muito mais é o que ele chama de "Soundscapes".

Em 1984 Fripp fundou a Guitar Craft, uma escola sem fins lucrativos para difundir e pesquisar a técnica de guitarra. Dessa escola surgiu a League of Crafty Guitarists que excursionou pelo mundo todo e em cujos concertos o Fripp tocou basicamente num violão Ovation Legend 1867.









Ele sofisticou a técnica erudita acrescentando métodos de banjo e jazz dos anos 20, naquilo que define como "coração, mãos e mente". Tres dos seus alunos formaram o California Guitar Trio.

Além dessas guitarras, as de uso mais frequente, Fripp possui algumas Fender Stratocaster que ele usa ocasionalmente em trabalhos com outros músicos, tais como Bowie e Andy Summers.


Uma dessas é 57 e foi um presente de Robin Trower em 1975.

Atualmente Robert Fripp está tocando uma Crimson Guitar feita especialmente para sua assinatura.


É mogno brasileiro.


Quem disse que ele não sorri?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Pat Metheny - Pat Metheny Group (1978)



Pat-guitarras
Lyle Mays-teclados
Mark Egan-baixo
Danny gottlieb-bateria

1 San Lorenzo
2 Phase Dance
3 Jaco
4 Aprilwind
5 April Joy
6 Lone Jack

Weather Report - Sweetnighter (1973)



Joe Zawinul -teclados
Wayne Shorter -sax soprano e tenor
Herschell Dwellingham -percussão
Eric Gravatt -bateria
Dom Um Romão -percussão
Miroslav Vitous -baixos
Andrew White -baixo,guitarra

1 Boogie Woogie Waltz
2 Manolete
3 Adios
4 125th Street Congress
5 Will
6 Non-Stop Home

Frank Zappa - Cruising with Ruben & the Jets (1968)



Esse álbum é uma homenagem ao Doo-wop, estilo que ele adorava e colecionava. Algumas músicas do Freak Out! foram re-arranjadas de um jeito hilário e outras foram compostas com letras propositadamente imbecís. A capa do disco mostra uma banda chamada Rubben & The Jetts e os dizeres num balão: "É o Mothers Of Invention tocando sob outro nome na derradeira tentativa de colocar sua música tosca no rádio".

FZ-guitarra,teclados,voz,efeitos...
Jimmy Carl Black -bateria,perc
Ray Collins -guitarra,vocal
Roy Estrada -baixo,vocal,efeitos
Brian Gardner -saxes
Don Preston -baixo,piano,teclados
Jim Sherwood -guitarra,vocal,sopros
Motorhead Sherwood -saxes
Art Tripp -guitarra
Ian Underwood -guitarra,piano,sopros

1 Cheap Thrills
2 Love of My Life
3 How Could I Be Such a Fool?
4 Deseri
5 I'm Not Satisfied
6 Jelly Roll Gum Drop
7 Anything
8 Later That Night
9 You Didn't Try to Call Me
10 Fountain of Love
11 No. No. No.
12 Any Way the Wind Blows
13 Stuff Up the Cracks