segunda-feira, 29 de agosto de 2011

August, 29 - Anti-Smoking National Day




Não caia nas armadilhas do cigarro!
A indústria do tabaco usa aditivos com aromas e sabores para enganar você. Mas o que ela vende mesmo é dependência química, câncer e uma série de outras doenças. Não caia nessa! Fuja das armadilhas do fumo.

Do not fall into the traps of smoking!
The tobacco industry uses additives with aromas and flavors to deceive you. But in fact what it sells is addiction, cancer and a host of other diseases. Do not fall into it! Run away from the pitfalls of smoking.

Muddy Waters - Muddy "Mississippi" Waters Live (1979)



Essa é a versão extendida do álbum de 1979 que continha gravações ao vivo do mestre acompanhado por Johnny Winter feitas em agosto do ano anterior. A primeira versão está no cd 1 e suas músicas apareceram em outros discos, enquanto que o cd 2 contém o restante das gravações daquele mesmo mês e nunca tinham sido ouvidas antes.

Muddy Waters -guitarra,vocal
Johnny Winter -guitarra
Bob Margolin -guitarra
Pinetop Perkins -piano
Luther "Guitar Junior" Johnson -guitarra
Jerry Portnoy -harmônica
James Cotton -harmônica
Charles Calmese -baixo
Calvin "Fuzz" Jones -baixo
Willie "Big Eyes" Smith -bateria


CD 1

1 Mannish Boy
2 She's Nineteen Years Old
3 Nine Below Zero
4 Streamline Woman
5 Howling Wolf
6 Baby Please Don't Go
7 Deep Down in Florida

CD 2

1 Medley: After Hours/Stormy Monday Blues
2 Trouble No More
3 Champagne & Reefer
4 Corrina, Corrina
5 (I'm Your) Hoochie Coochie Man
6 She Moves Me
7 Kansas City
8 Pinetop's Boogie Woogie
9 Mad Love (I Want You to LoveMe)
10 Everything's Gonna Be Alright
11 Got My Mojo Working

Steely Dan - Can't Buy a Thrill (1972)



O disco de estréia da dupla Fagen/Becker não tem tanta influência jazzística como os seguintes mas já se reconhece a assinatura naquilo que alguns chamam de artesanato musical, ou seja, composições muito bem construídas e arranjadas.
É provável que, como toda estréia, a intenção fosse atingir um público o maior possível; por isso alguns elementos pop estão aí, bem como um cantor soul, o David Palmer. Nese sentido eles foram muito bem, já que Do It Again é um clássico.

Walter Becker -baixo,guitarra,vocal
Donald Fagen -órgão,piano,teclados,vocal
Jeff Baxter -guitarra,violão,Pedal Steel
Elliot Randall -guitarra
Denny Dias -guitarra,sítara elétrica
David Palmer -vocal
Venetta Fields -backing Vocal
Clydie King -backing vocal
Shirley Matthews -backing vocal
Jerome Richardson -sax tenôr
Snooky Young -metais
Jim Hodder -bateria
Victor Feldman -percussão


1 Do It Again
2 Dirty Work
3 Kings
4 Midnight Cruiser
5 Only a Fool Would Say That
6 Reelin' in the Years
7 Fire in the Hole
8 Brooklyn (Owes the Charmer Under Me)
9 Change of the Guard
10 Turn That Heartbeat Over Again

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Billy Cobham - Spectrum (1973)





O primeiro disco solo do Cobham, logo após a Mahavishnu, é um clássico irretocável. A influência da Mahavishnu está aí bem como seu tecladista, porém Cobham deixa de lado a espiritualidade e a complexidade em favor de suas raízes latinas e do seu interesse pelo funk e pelo rock. Nada mais rock, então, do que o encapetado guitarrista Tommy Bolin conversando com Jan Hammer, que acertava os timbres dos Moogs para soarem como guitarras. Spectrum é um disco essencial no gênero e um marco de uma época em que músicos tinham talento e liberdade para experimentar. 




 Billy Cobham -bateria 
Tommy Bolin -guitarra 
Jan Hammer -piano elétrico,Moogs,teclados 
Lee Sklar -baixo 
Ron Carter -baixo acústico 
Joe Farrell -flauta,sax 
Jimmy Owens -trompete 
John Tropea -guitarra 
Ray Barretto -percussão 



1 Quadrant 4  
2 Searching For The Right Door 
3 Spectrum 
4 Anxiety 
5 Taurian Matador 
6 Stratus 
7 To The Women In My Life 
8 Le Lis 
9 Snoopy's Search 
10 Red Baron 
11 All 4 One (Out-take)

Alice Cooper - Love It to Death (1971)



"Love It..." é o terceiro disco — e o primeiro grande sucesso — da banda Alice Cooper. É, no início era uma banda que tinha um vocalista chamado Vincent. Aliás, no início mesmo, eles se chamavam "Earwigs", depois Spiders e depois The Nazz. Aí eles descobriram que o Todd Rundgreen já tinha uma banda com esse nome e tiveram que mudar de novo rapidinho. Diz a lenda que o nome Alice Cooper foi dado ao Vincent numa daquelas tábuas com letras ao redor que um fantasminha vem e empurra um ponteiro ou coisa assim — confesso que já tentei fazer isso com um copo mas só bem depois do fracasso é que me avisaram que o copo tinha que estar vazio e de boca prá baixo. Enfim, Vincent seria a reencarnação de uma fulana com esse nome.
A banda gravou uns singles sem muita repercussão e eventualmente acabou conhecendo o Frank Zappa, que gostou deles e os contratou pelo seu sêlo Straight. Zappa se identificou com o estilo altamente teatral deles, toda aquela mise-en-scène baseada em filmes de terror, a violência fake e tal. O som é que era meio desfocado, com elementos psicodélicos e de garage rock. Os dois primeiros LPs também não se saíram muito bem, mas o suficiente para atrair a atenção do produtor da Warner, Bob Ezrin. O cara ajudou a banda a se concentrar em elementos mais pesados, porém muito simples e diretos, que combinavam melhor com as peripécias no palco. Nisso também ele deu um upgrade, botando cadeira elétrica, guilhotina e o falso xixí. Ah, o xixí...O coronel Erasmo Dias, secretário dôce de candura da ditadura, se lembrava bem.
Esse foi um dos poucos casos em que um produtor realmente contribuiu para o som de uma banda. Nessa época, todos os cinco membros participavam das composições e Michael Bruce até tinha mais destaque, muito embora Vincent Furnier já estivesse incorporando o nome Alice Cooper até o dia em que trocou oficialmente.

Alice Cooper -vocal
Michael Bruce -guitarra,teclados
Glen Buxton -guitarra
Dennis Dunaway -baixo
Neal Smith -bateria


1 Caught in a Dream
2 I'm Eighteen
3 Long Way to Go
4 Black Juju
5 Is It My Body
6 Hallowed Be My Name
7 Second Coming
8 Ballad of Dwight Fry
9 Sun Arise


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Steve Howe - Not Necessarily Acoustic (1994)



Esse álbum é a reunião de várias apresentações bem intimistas que o Howe fêz em 93 e abrange quase 30 anos de criação. O homem definitivamente tem um dom, e não é a voz. Curiosamente, a faixa mais bacana é um meddley dos movimentos do Tales from Topographic Oceans e ele canta nela.


1 The Valley of Rocks
2 Heritage
3 Arada
4 Country Mix: White Silver Sands/Green Bay Polka/Steel Guitar ...
5 Excerpts from Tales from Topographic Oceans: The Revealing Science ...
6 Bareback
7 Sketches in the Sun
8 Cactus Boogie
9 Second Initial
10 Corkscrew
11 The Glory of Love [Alexander Hill]
12 Dorothy
13 Meadow Rag
14 Concerto in D, 2nd Movement [Vivaldi]
15 Surface Tension
16 Masquerade
17 Mood for a Day
18 Swedish Rhapsody [Hugo Alfvén]
19 Whispering [David Rose]
20 Roundabout
21 Ram
22 Clap

Ardo Dombec - Ardo Dombec (1971)



O som dessa banda alemã lembra bastante o da Colosseum por causa da inclusão de elementos do jazz e do uso predominante do sax. Na verdade, ele parece mais com o prog inglês e também lembra um pouco o começo da Camel. A bateria e o baixo são rápidos e as letras são em inglês, um tanto soturnas. É o único disco desses caras.

Helmut Hachmann -sax,flauta
Harald Gleu -guitarra,vocal
Wolfgang Spillner -bateria,vocal
Michael Ufer -baixo


1 Spectaculum
2 Supper Time
3 A Bit Near the Knuckle
4 Clean Up Sunday
5 Downtown Paradise Lost
6 Oh, Sorry
7 108
8 Unchangable Things?!
9 Heavely Rose
10 Open the Door, Open Your Mind
11 Young and Strong
12 Riverside

Procol Harum - Home (1970)







Esse álbum aborda o alcoolismo, a ganância e a morte de uma maneira implacável, ao mesmo tempo em que oferece um certo conforto aos que ainda tem que enfrentar os fatos da vida. Sabe-se que o letrista Keith Reid estava fixado nessas questões e seu trabalho assumiu ares góticos. 
Home é por muitos considerado a obra prima do PH. Apesar de não contar com o Hammond melódico de Matthew Fisher, deu mais espaço para Robin Trower e para a fenomenal bateria do BJ Wilson. Sem deixar de ser prog, Home é mais hard que os anteriores.




Gary Brooker -voz e piano
Robin Trower -guitarra
Barrie James Wilson -bateria
Chris Copping -baixo e órgão





CD 1
1   Whisky Train
2   The Dead Man's Dream
3   Still There'll Be More
4   Nothing That I Didn't Know
5   About To Die
6   Barnyard Story
7   Piggy Pig Pig
8   Whaling Stories
9   Your Own Choice

CD 2
1   Your Own Choice (Demo 1969)
2   Barnyard Story (Take 4)
3   The Dead Man's Dream (Take 7)
4   Still There'll Be More (Take 3; Backing Track)
5   Whaling Stories (Initial Backing Track)
6    About To Die (George Martin Mix)
7   Your Own Choice (Extended Remix)
8   Piggy Pig Pig (Chris Thomas Remix)
9   Whisky Train (US Radio Single Edit)
10 Your Own Choice
11 About To Die

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Soft Machine - Bundles (1975)




Da formação original só sobrou o Mike Ratledge e ele teve uma grande sacada ao efetivar o Allan Holdsworth, embora John Marshall já tenha declarado que a idéia foi dele. Holdsworth apareceu por mero acaso, convidado pelo sindicato dos músicos para ajudar a Soft numa clínica que fariam aos associados, e acabou ficando por um ano. Foi uma tremenda renovação para uma banda que estava se esvaziando de membros e idéias novas.
Esse álbum divide os fãs da banda, aqueles mais elitistas — e não raro pedantes — não gostam. O fato é que musicalmente ele é um dos melhores exemplos da era jazz-rock britânica e as linhas de guitarra são extraordinárias; Holdsworth ainda estava desenvolvendo seu legatto, mas já era demais e se tornou a peça central. Os teclados parecem que até se retraíram um pouco, ficando mais minimalistas e deixando mais espaço pro moço aí.

Roy Babbington -baixo
Allan holdsworth -guitarra,violão
Karl Jenkins -oboé,piano elétrico,sax soprano
John Marshall -bateria,percussão
Mike Ratledge -órgão,piano elétrico,sints
ray Warleigh -flautas (12)

1 Hazard Profile Part 1
2 Hazard Profile Part 2
3 Hazard Profile Part 3
4 Hazard Profile Part 4
5 Hazard Profile Part 5
6 Gone Sailing
7 Bundles
8 Land Of The Bag Snake
9 The Man Who Waved At Trains
10 Peff
11 Four Gongs Two Drums
12 The Floating World

Jean-Luc Ponty - Open Mind (1983)



Novamente desenvolvendo suas idéias com os midis, Ponty é acompanhado por não mais que 2 músicos em cada faixa e os destaques ficam por conta de George Benson dando um toque jazz-funk na faixa 4 e Chick Corea emprestando seu talento à mais duas (1 e 3). Já de cara você vai reconhecer trechos usados em sonoplastia de programas de tv.

George Benson -guitarra
Chick Corea -sintetizador
Rayford Griffin -bateria
Jean-Luc Ponty - sints,violinos,viola,violectra,piano,órgão,programação,voz
Casey Schelierell -bateria,tabla

1 Open Mind
2 Solitude
3 Watching Birds
4 Modern Times Blues
5 Orbital Encounters
6 Intuition