segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Frank Zappa - Jazz From Hell (1988)



Em setembro de 1985 Zappa depôs diante da comissão de comércio, tecnologia e transporte do Senado norte-americano atacando a "Parents Music Resource Center" ou "PMRC", um organismo de censura fundado pela espôsa do então senador Al Gore e outras espôsas de outros políticos, incluindo 5 membros dessa comissão. Ele disse mais ou menos:

" O propósito do PMRC é uma peça doentia de non-sense que, sem apresentar qualquer benefício às crianças, infringe as liberdades civís dos adultos e promete manter as côrtes ocupadas por anos com os problemas de interpretação causados por esta proposta. Em meu entendimento, pela lei, os artigos da Primeira Emenda decidem pelo mínimo de restrição à expressão. Nesse contexto, as ações do PMRC são o equivalente à tratar a caspa pela decapitação.
... A adoção de um sistema de classificação abre a porta para um desfile sem fim de programas de contrôle de qualidade moral baseados naquilo que alguns cristãos não gostam. E se o próximo bando de esposas de Washington exigir um grande "J" em todo material escrito ou executado por judeus no intuito de proteger criancinhas indefesas da exposição à doutrina sionista? "

Quando nós brasileiros assistimos o Partido dos Trabalhadores, que detém provisoriamente o poder nesse país, tentar por todos os meios impôr restrições à liberdade de imprensa e de expressão, é um bom momento para refletirmos sobre este pronunciamento do Zappa. Eventuais mudanças na Constituição promovidas por um bloco partidário fisiológico e de caráter prá lá de duvidoso, podem não ser tão facilmente revertidas quando a probidade for restabelecida — queiram os Deuses que seja.

Zappa incluiu trechos gravados desse seu depoimento no disco de 85, Frank Zappa Meets the Mothers of "Prevention", onde se ouve ele interagindo com os senadores e o próprio Al Gore se declarando seu fã.
O álbum Jazz from Hell de 86 deu à Zappa seu primeiro Grammy por "melhor performance instrumental de rock" e o PMRC fêz com que constasse na capa uma tarja advertindo para "letras explícitas". No entanto é um álbum "instrumental" e com excessão de alguns ruídos distorcidos não há letras. Lá como cá, a ignorância campeia, só que com um delay de 20 e tantos anos.

Ed Mann -percussão
Tommy Mars -teclados,vocal
Bobby Martin -teclados,sax,vocal
Scott Thunes -sints,baixo,vocal
Steve Vai -guitarra
Chad Wackerman -bateria,vocal
Ray White -guitarra
Ike Willis -guitarra
Frank Zappa -guitarra,Synclavier...

1 Night School
2 The Beltway Bandits
3 While You Were Art II
4 Jazz from Hell
5 G-Spot Tornado
6 Damp Ankles
7 St. Etienne
8 Massaggio Galore

Jack Bruce - Monkjack (1995)



Monkjack é um disco intimista com Jack Bruce ao piano. É preciso dizer que ele não está para o piano como está para o baixo. As músicas são muito bonitas mas para alguns ouvidos podem ser um tanto enfadonhas. A acompanhá-lo está apenas o Bernie Worrell, que é um ótimo tecladista, gravou uns discos super com o Ginger Baker, porém aqui fica lá no fundo e não acrescenta muito do seu talento.

Jack Bruce -vocal e piano
Bernie Worrell -órgão Hammond B3

1 The Food
2 The Boy
3 Shouldn't We
4 David's Harp
5 Time Repairs
6 Laughing on Music Street
7 Know One Blues
8 Folk Song
9 Weird of Hermiston
10 Tightrope
11 Third Degree
12 Immortal Ninth

Cuby + Blizzards - Dancing Bear (1998)



Erwin Raymond Java -guitarra,dobro
Helmig van der Vegt -piano,órgão
Herman Deinum -baixo
Hans Lafaille -bateria
John Lagrand -harmônica
Harry Muskee -vocal


1 Dancing Bear
2 Don't Wanna Be Black in Mississippi
3 I Don't Care
4 Faceless Voices
5 Where Rats Don't Go
6 T.V. Blues
7 If You Were an Alien
8 Designer Baby
9 The Big Sleep

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Isotope - Illusion (1974)



O primeiro álbum da Isotope foi muito elogiado pela crítica o que os ajudou a realizar mais e mais concertos. Gary Boyle foi considerado o terceiro melhor guitarrista pela revista Melody Maker, mas isso não impediu que Brian Miller e Jeff Clyne saíssem. Foram substituídos por Laurence Scott e pelo ex-Soft Machine Hugh Hopper. Hopper assumiu a co-autoria das composições nesse segundo disco, o que foi uma adição e tanto.


Gary Boyle - guitarras
Laurence Scott - teclados,sints
Hugh Hopper - baixo
Nigel Morris - bateria

1 Illusion
2 Rangoon Creeper
3 Spanish Sun
4 E-Dorian
5 Frog
6 Sliding Dogs / Lion Sandwich
7 Golden Section
8 Marin County Girl
9 Lily Kong
10 Temper Tantrum

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

August, 29 - Anti-Smoking National Day




Não caia nas armadilhas do cigarro!
A indústria do tabaco usa aditivos com aromas e sabores para enganar você. Mas o que ela vende mesmo é dependência química, câncer e uma série de outras doenças. Não caia nessa! Fuja das armadilhas do fumo.

Do not fall into the traps of smoking!
The tobacco industry uses additives with aromas and flavors to deceive you. But in fact what it sells is addiction, cancer and a host of other diseases. Do not fall into it! Run away from the pitfalls of smoking.

Muddy Waters - Muddy "Mississippi" Waters Live (1979)



Essa é a versão extendida do álbum de 1979 que continha gravações ao vivo do mestre acompanhado por Johnny Winter feitas em agosto do ano anterior. A primeira versão está no cd 1 e suas músicas apareceram em outros discos, enquanto que o cd 2 contém o restante das gravações daquele mesmo mês e nunca tinham sido ouvidas antes.

Muddy Waters -guitarra,vocal
Johnny Winter -guitarra
Bob Margolin -guitarra
Pinetop Perkins -piano
Luther "Guitar Junior" Johnson -guitarra
Jerry Portnoy -harmônica
James Cotton -harmônica
Charles Calmese -baixo
Calvin "Fuzz" Jones -baixo
Willie "Big Eyes" Smith -bateria


CD 1

1 Mannish Boy
2 She's Nineteen Years Old
3 Nine Below Zero
4 Streamline Woman
5 Howling Wolf
6 Baby Please Don't Go
7 Deep Down in Florida

CD 2

1 Medley: After Hours/Stormy Monday Blues
2 Trouble No More
3 Champagne & Reefer
4 Corrina, Corrina
5 (I'm Your) Hoochie Coochie Man
6 She Moves Me
7 Kansas City
8 Pinetop's Boogie Woogie
9 Mad Love (I Want You to LoveMe)
10 Everything's Gonna Be Alright
11 Got My Mojo Working

Steely Dan - Can't Buy a Thrill (1972)



O disco de estréia da dupla Fagen/Becker não tem tanta influência jazzística como os seguintes mas já se reconhece a assinatura naquilo que alguns chamam de artesanato musical, ou seja, composições muito bem construídas e arranjadas.
É provável que, como toda estréia, a intenção fosse atingir um público o maior possível; por isso alguns elementos pop estão aí, bem como um cantor soul, o David Palmer. Nese sentido eles foram muito bem, já que Do It Again é um clássico.

Walter Becker -baixo,guitarra,vocal
Donald Fagen -órgão,piano,teclados,vocal
Jeff Baxter -guitarra,violão,Pedal Steel
Elliot Randall -guitarra
Denny Dias -guitarra,sítara elétrica
David Palmer -vocal
Venetta Fields -backing Vocal
Clydie King -backing vocal
Shirley Matthews -backing vocal
Jerome Richardson -sax tenôr
Snooky Young -metais
Jim Hodder -bateria
Victor Feldman -percussão


1 Do It Again
2 Dirty Work
3 Kings
4 Midnight Cruiser
5 Only a Fool Would Say That
6 Reelin' in the Years
7 Fire in the Hole
8 Brooklyn (Owes the Charmer Under Me)
9 Change of the Guard
10 Turn That Heartbeat Over Again

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Billy Cobham - Spectrum (1973)





O primeiro disco solo do Cobham, logo após a Mahavishnu, é um clássico irretocável. A influência da Mahavishnu está aí bem como seu tecladista, porém Cobham deixa de lado a espiritualidade e a complexidade em favor de suas raízes latinas e do seu interesse pelo funk e pelo rock. Nada mais rock, então, do que o encapetado guitarrista Tommy Bolin conversando com Jan Hammer, que acertava os timbres dos Moogs para soarem como guitarras. Spectrum é um disco essencial no gênero e um marco de uma época em que músicos tinham talento e liberdade para experimentar. 




 Billy Cobham -bateria 
Tommy Bolin -guitarra 
Jan Hammer -piano elétrico,Moogs,teclados 
Lee Sklar -baixo 
Ron Carter -baixo acústico 
Joe Farrell -flauta,sax 
Jimmy Owens -trompete 
John Tropea -guitarra 
Ray Barretto -percussão 



1 Quadrant 4  
2 Searching For The Right Door 
3 Spectrum 
4 Anxiety 
5 Taurian Matador 
6 Stratus 
7 To The Women In My Life 
8 Le Lis 
9 Snoopy's Search 
10 Red Baron 
11 All 4 One (Out-take)

Alice Cooper - Love It to Death (1971)



"Love It..." é o terceiro disco — e o primeiro grande sucesso — da banda Alice Cooper. É, no início era uma banda que tinha um vocalista chamado Vincent. Aliás, no início mesmo, eles se chamavam "Earwigs", depois Spiders e depois The Nazz. Aí eles descobriram que o Todd Rundgreen já tinha uma banda com esse nome e tiveram que mudar de novo rapidinho. Diz a lenda que o nome Alice Cooper foi dado ao Vincent numa daquelas tábuas com letras ao redor que um fantasminha vem e empurra um ponteiro ou coisa assim — confesso que já tentei fazer isso com um copo mas só bem depois do fracasso é que me avisaram que o copo tinha que estar vazio e de boca prá baixo. Enfim, Vincent seria a reencarnação de uma fulana com esse nome.
A banda gravou uns singles sem muita repercussão e eventualmente acabou conhecendo o Frank Zappa, que gostou deles e os contratou pelo seu sêlo Straight. Zappa se identificou com o estilo altamente teatral deles, toda aquela mise-en-scène baseada em filmes de terror, a violência fake e tal. O som é que era meio desfocado, com elementos psicodélicos e de garage rock. Os dois primeiros LPs também não se saíram muito bem, mas o suficiente para atrair a atenção do produtor da Warner, Bob Ezrin. O cara ajudou a banda a se concentrar em elementos mais pesados, porém muito simples e diretos, que combinavam melhor com as peripécias no palco. Nisso também ele deu um upgrade, botando cadeira elétrica, guilhotina e o falso xixí. Ah, o xixí...O coronel Erasmo Dias, secretário dôce de candura da ditadura, se lembrava bem.
Esse foi um dos poucos casos em que um produtor realmente contribuiu para o som de uma banda. Nessa época, todos os cinco membros participavam das composições e Michael Bruce até tinha mais destaque, muito embora Vincent Furnier já estivesse incorporando o nome Alice Cooper até o dia em que trocou oficialmente.

Alice Cooper -vocal
Michael Bruce -guitarra,teclados
Glen Buxton -guitarra
Dennis Dunaway -baixo
Neal Smith -bateria


1 Caught in a Dream
2 I'm Eighteen
3 Long Way to Go
4 Black Juju
5 Is It My Body
6 Hallowed Be My Name
7 Second Coming
8 Ballad of Dwight Fry
9 Sun Arise


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Steve Howe - Not Necessarily Acoustic (1994)



Esse álbum é a reunião de várias apresentações bem intimistas que o Howe fêz em 93 e abrange quase 30 anos de criação. O homem definitivamente tem um dom, e não é a voz. Curiosamente, a faixa mais bacana é um meddley dos movimentos do Tales from Topographic Oceans e ele canta nela.


1 The Valley of Rocks
2 Heritage
3 Arada
4 Country Mix: White Silver Sands/Green Bay Polka/Steel Guitar ...
5 Excerpts from Tales from Topographic Oceans: The Revealing Science ...
6 Bareback
7 Sketches in the Sun
8 Cactus Boogie
9 Second Initial
10 Corkscrew
11 The Glory of Love [Alexander Hill]
12 Dorothy
13 Meadow Rag
14 Concerto in D, 2nd Movement [Vivaldi]
15 Surface Tension
16 Masquerade
17 Mood for a Day
18 Swedish Rhapsody [Hugo Alfvén]
19 Whispering [David Rose]
20 Roundabout
21 Ram
22 Clap