terça-feira, 21 de agosto de 2012
Jade Warrior - Released (1971)
O grande arquiteto Ramos de Azevedo, dos poucos que sabiam Cálculo I, nunca negou que tenha projetado o Teatro Municipal de São Paulo especialmente para receber a Jade Warrior, a qual chamava de "tudo de bom". Isso seria porque a banda combinava elementos de jazz típicos da cena Canterbury sem sê-lo, o peso bluesy do hard, a levada de flauta do Jethro Tull sem ser folk e as mudanças de tempo a que o prog se obriga.
A semente da Jade está numa fábrica inglêsa onde Tony Duhig e Jon Field se conheceram e começaram com a troca de figurinhas. Depois eles fundaram uma banda hard-psych chamada July com o futuro célebre engenheiro do Tubular Bells do Mike Oldfield, Tony Newman. A aparente influência oriental da banda está mais no nome que no som — Guerreiros de Jade são os antigos Samurais — ou, na melhor das chances não passa do Irã, para onde o Duhig viajou depois do fim da July e de onde trouxe o baixista Glyn Havard.
Eles gravaram 3 discos para o sêlo Vertigo que não os valorizou e depois mudaram para a Island Records. Aí, também mudou o som, que ficou mais instrumental, e saiu o Havard que era justo o responsável pelas letras.
É meio complicado dizer qual é o melhor disco mas se alguém nunca ouviu a Jade Warrior eu recomendo este aqui, que é o segundo, por ser mais despojado e espontâneo.
Jon Field -flauta,percussão
Tony Duhig -guitarra
Glyn Havard -baixo,vocal
Dave Conners -sax alto,sax tenôr,flauta
Allan Price -bateria
1 Three-Horned Dragon King
2 Eyes On You
3 Bride Of Summer
4 Water Curtain Cave
5 Minnamoto's Dream (Fade Out End Version)
6 We Have Reason To Believe
7 Barazinbar
8 Yellow Eyes
9 Minnamoto's Dream (Sudden End Version)
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Duncan MacKay - Chimera (1974)
Quem curte o The Alan Parsons Project é capaz de lembra-se do Duncan Mackay, que foi seu tecladista a partir do segundo álbum, I Robot. Mackay nasceu na Inglaterra mas sua família mudou-se para a Africa do Sul quando ele ainda era garoto, e já tinha vencido um concurso de violinistas. Na Africa do Sul ele aprofundou-se nos estudos musicais e eventualmente acabou embarcando com a banda de Sergio Mendes para onde?, é, prá cá mesmo. Só que essa não era mesmo a praia dele, que era fã de ELP, KC, Wakeman e tal.
Esse é o seu álbum de estréia e não recebeu a atenção que merecia na época pois foi lançado justo junto com The Lamb Lies Down on Broadway e Tales from Topographic Oceans.
Duncan Mackay -piano,Hammond B3,piano elétrico Denon,clavichord,ARP 2600,ARP Odyssey
Gordon Mackay -violino,piano elétrico Wurlirzer
Mike Gray -bateria
1 Morpheus
2 12 Tone Nostalgia
3 Song For Witches
4 The Opening
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Jan Hammer Group - Oh Yeah? (1976)
Jan Hammer é tcheco de nascimento e foi um prodígio nos teclados desde a infância. Muito jovem ele já excursionava com grupos de jazz e tocou com seu conterrâneo Miroslav Vitous, que viria a ser membro da Weather Report. Foi membro da Mahavishnu e fez dobradinha com Jeff Beck. Em "Oh Yeah?" a gente percebe a grande influência dessas duas experiências. Ou seria a influência dele nelas? Bem, da Mahavishnu tem o violino e de Beck tem a vontade de soar como guitarra — ele mesmo escreve que ao juntar o Moog e o Oberheim obteve um som parecido. De qualquer forma, o resultado é um dos melhores álbuns de fusion de todos os tempos. Oh Yeah!
Jan Hammer -Moog,Polymoog,Oberheim,piano elétrico,percussão,vocal
Steve Kindler -guitarra,violino
Fernando Saunders -baixo,piccolo
Tony Smith -bateria,vocal
David Earle Johnson -percussão
1 Magical Dog
2 One to One
3 Evolove
4 Oh, Yeah?
5 Bamboo Forest
6 Twenty One
7 Let the Children Grow
8 Red and Orange
Craig Erickson - Big Highway (2007)
O Sexto disco solo desse excelente guitarrista está entre os melhores. Ele mostra um teco do seu lado fusion (Cosmic Farm) fazendo uma desconstrução da fodástica Stratus do Billy Cobham.
Craig Erickson -guitarra,vocal
Fred Benson -baixo
Al Robinson -baixo
Jeremy Ackey -bateria
David Morgan -bateria
Jason Leroy -guitarra,vocal
1 River Keeps on Rollin'
2 Take Me Home
3 Big Highway
4 Matter of Time
5 In the Sky
6 Through with You
7 For Your Love
8 Miracle Craig
9 Midnight Light
10 Driverless Train
11 Stratus [Billy Cobham]
terça-feira, 7 de agosto de 2012
David Sancious - Dance of the Age of Enlightenment (1977)
David Sancious é um tecladista e guitarrista americano meio difícil de categorizar, já que transita por vários gêneros. Ele começou ainda adolescente na banda do Bruce Springsteen e daí em diante tocou com uma infinidade de músicos ao passo em que foi conquistando respeitabilidade. Entre eles estão Jack Bruce, Stanley Clarke, Aretha Franklin, Peter Gabriel, Tony Levin, Sting e Clapton.
Esse aqui é um discaço, altamente recomendado, porém, só lançado em 2004 pelo sêlo Japonês Tachika, especializado em mini LPs. "Dance of..." foi minuciosamente composto e arranjado usando inovações em harmonia vocal, aliadas a mais avançada tecnologia da época em instrumentos e recursos de captação, como três gravadores de 24 pistas sincronizados, coisa pioneira. Sancious era vinculado à gravadora Epic que não estava mais interessada em prog ou fusion ou, no caso, em ambos. Então, ele assinou com a gravadora Arista que já estava lançando o disco quando a Epic moveu uma ação provocando a retirada de todas as cópias das lojas. A obra foi executada ao vivo e só. Vida longa aos japas da Tachika!
David Sancious -piano,Fender Rhodes,órgão Hammond,órgão Yamaha,Moogs,Clavinet,guitarra,violão,vocal
Gerald Carboy -baixo
Ernest Carter -bateria e percussão
Gayle Moran -vocal
1 Overture - Wake Up (To A Brand New World)
2 1st Movement (Dance of The Glory and Playfulness)
3 2nd Movement (Dance of Purification)
4 The Dawn
5 3rd Movement (Part I & II)
6 4th Movement (Dance of Serenity and Strength)
7 Gone Is The Veil of Illusion (Part I)
8 Dance of Gratitude and Devotion (Part II)
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Craig Erickson - Roadhouse Stomp! (1992)
Esse é o disco de estréia do Craig Erickson que é um ótimo guitarrista de blues-rock. Ele aprendeu a tocar enquanto ajudava na loja de discos de seu pai e montou sua primeira banda aos 13 anos de idade. Com o baixista Onder e o baterista Anur, sua banda estável, Erickson já acompanhou grandes nomes do blues como a saudosa Koko Taylor, Elvin Bishop e Lonnie Brooks. Também escreveu e tocou no álbum Blues do ex-Deep Purple Glenn Hughes (pena que demorou prá ser ex).
Craig Erickson -guitarra,vocal
Mark Robertson -órgão Hammond
John Onder -baixo
Atma Anur -bateria
1 Heartbreak Train
2 Blues Avenue
3 Overtime
4 The Loneliest Hour
5 River Song
6 Catch the Plane
7 Midnight Highway
8 The Storm
9 Tearin' It Up
10 Starry Sea
11 Tell Me the Truth
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Freddie King - Burglar (1974)
Freddie — ou Freddy — King foi um explosivo guitarrista e cantor de blues texano que lapidou seu estilo muito particular de tocar baseando-se tanto na escola do sul como na de Chicago. Suas performances contagiantes lhe renderam o apelido de "Texas Cannonball". Ele também foi um dos primeiros artistas a se apresentar com uma banda multi-racial. Freddy teve uma carreira de uns vinte anos, muito curta para tanto talento, pois faleceu aos quarenta e dois anos apenas. Contudo, foi o suficiente para ser altamente influente na carreira de muita gente, inclusive na do garoto aí embaixo que não vive sem tocar "Have You Ever Loved A Woman". Esse é um dos seus melhores albuns, lançado dois anos antes de sua morte por ataque cardíaco.
Freddie King -guitarra,vocal
Bobby Tench -guitarra
Eric Clapton -guitarra
George Terry -guitarra
Brian Auger -órgão
Dick Simms -órgão
Roy Davies -órgão
Pete Wingfield -teclados
Carl Radle -baixo
DeLisle Harper -baixo
Jamie Oldaker -bateria
Steve Ferrone -bateria
Bud Beadle -sax
Chris Mercer -sax
Mick Eve -sax
Ron Carthy -trompete
Gonzales Horn Section -metais
Misty Browning -vocal
Donnie Vie -vocal
P.P. Arnold -vocal
Patrick Arnold -vocal
1 Pack It Up
2 My Credit Didn't Go Through
3 I Got the Same Old Blues
4 Only Getting Second Best
5 Texas Flyer
6 Pulp Wood
7 She's a Burglar
8 Sugar Sweet
9 I Had a Dream
10 Let the Good Times Roll
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
John McLaughlin - Belo Horizonte (1981)
Evidentemente existe uma influência da música brasileira nesse disco, mas menos do que o título sugere. McLaughlin tinha estado aqui em 78 e 79 no São Paulo/Montreux Jazz e em 1980 no Rio Jazz Festival, interagindo com vários músicos brasileiros, inclusive Milton Nascimento. Em 81 ele mudo-se para França e cercou-se de um grupo de músicos realmente notáveis para lançar esse álbum subestimado até pela gravadora, que não o divulgou bem e demorou 18 anos para relançá-lo. Sacanagem, pois o álbum tem composições muito bonitas e trouxe uma nova proposta: o violão acústico dialogando com instrumentos de alta tecnolgia. Esse formato se repetiria em Music Spoken Here.
John McLaughlin -violão barítono
Paco de Lucía -violão
François Couturier -piano Fender Rhodes,sintetizadores
Katia Labèque -piano,teclados
François Jeanneau -sax
Augustin Dumay -violino,vocal
Jean Paul Celea -baixo
Tommy Campbell -bateria
Jean-Pierre Drouet -percussão
Steve Sheman -percussão
1 Belo Horizonte
2 La Baleine
3 Very Early (Homage to Bill Evans)
4 One Melody
5 Stardust on Your Sleeve
6 Waltz for Katia
7 Zamfir
8 Manitas d'Oro (For Paco de Lucia)
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