sexta-feira, 28 de março de 2014



Foghat - Foghat (1972)





A Foghat formou-se com três ex-membros da Savoy Brown mais o Rod Price que saíra da Black Cat Bones. Todos, portanto, com bastante experiência no blues-rock mas que na Foghat levaram a coisa para o boogie e o hard de uma maneira bem simples, que garantiu o sucesso.


"Lonesome" Dave Peverett -guitarra, vocal
Rod Price -guitarra, slide
Tony Stevens -baixo, vocal
Roger Earl -bateria

1 Just Wanna Make Love To You [Willie Dixon]
2 Trouble Trouble
3 Leavin' Again (Again!)
4 Fool's Hall Of Fame
5 Sarah Lee
6 Highway (Killing Me)
7 Maybelline [Chuck Berry]
8 A Hole To Hide In
9 Gotta Get To Know You [Deadric Malone]

quinta-feira, 27 de março de 2014

Free - Tons of Sobs (1968)






Tons of Sobs é um dos melhores álbuns de estréia que uma banda já fez. Na verdade ele é tão bom que se duvida que a banda faça um melhor. E não fez. O disco também merece reconhecimento por ter aberto o caminho para uma infinidade de outras bandas e por lançar as bases do hard rock à partir do blues rock.
Paul Kossof e Paul Rogers, ambos pertenceram a bandas de blues e um dia decidiram formar uma nova. O nome de Simon Kirke para a bateria logo veio por ter tocado na mesma Back Cat Bones de Kossoff. Restava um baixista. Aí entra a figura de Alexis Korner que sugere Andy Fraser. Fraser era um jovem prodígio bem formado em piano clássico que decidiu mudar para o baixo e, então, pelas mesmas mãos de Korner entrou para a Bluesbreakers de John Mayall. Ele tinha apenas 15 anos e lá tocou com Mick Taylor, que tinha 18. Eu acredito que o trabalho do Fraser foi fundamental para o som da Free. Alexis Korner, aliás, também sugeriu o nome Free.


Paul Rodgers -vocal
Paul Kossoff -guitarra
Andy Fraser -baixo
Simon Kirke -bateria
com
Steve Miller (Delivery, Caravan, Matching Mole) -piano


1  Over The Green Hills (Pt. 1)
2  Worry
3  Walk In My Shadow
4  Wild Indian Woman
5  Goin' Down Slow
6  I'm A Mover
7  The Hunter
8  Moonshine
9  Sweet Tooth
10 Over The Green Hills (Pt. 2)
11 I'm A Mover (BBC Session)
12 Waitin' On You (BBC Session)
13 Guy Stevens Blues (Blues Jam)
14 Moonshine (Alternate Vocal)
15 Sweet Tooth (Early Take & Alternative Lyrics)
16 Visions Of Hell (Unreleased Master Mix)
17 Woman By The Sea (Alternative Version)
18 Over The Green Hills (BBC Session)




quarta-feira, 26 de março de 2014

Black Cat Bones - Barbed Wire Sandwich (1970)







Além de ser lembrada como a primeira banda do Paul Kossoff, a BCB também leva o crédito por ter sido o embrião de duas outras grandes bandas: a Free e a Foghat. Ela foi formada em 66 pelos irmãos Brooks e pelo Kossoff, que tinha apenas 15 anos de idade. A primeira formação tocava covers de Elmore James e Sonny Boy Williamson pelos clubes de Londres. Mais adiante Simon Kirke assumiria a bateria mas logo ele e Kossoff sairiam para formar a Free. Antes disso eles receberam o reconhecimento de Champion Jack Dupree que os convidou para a gravação do seu álbum de 68 e para a turnê subsequente — antes já havia empregado a Groundhogs. Com a saída de Kossoff veio o Rod Price que se encarregou da maioria das composições desse único disco. E a Black Cat Bones se separou quando Price foi formar a Foghat. Contudo, muitos consideram que ela continuou rebatizada de Leaf Hound com um novo vocalista e com Stu Brooks e seu irmão Derek.


Rod Price -guitarra, vocal (9)
Derek Brooks -guitarra
Brian Short -vocal
Stu Brooks -baixo
Phil Lenoir -bateria
Robin Sylvester -piano (4)
Steve Milliner -piano (3)

1 Chauffeur
2 Death Valley Blues [Arthur Big Boy Crudup]
3 Feelin' Good
4 Please Tell Me Baby
5 Coming Back
6 Save My Love
7 Four Women [Nina Simone]
8 Sylvester's Blues
9 Good Lookin' Woman




terça-feira, 25 de março de 2014

Mississippi John Hurt - Live (2002)





John Smith Hurt cresceu na pequena cidade de Avalon, onde aprendeu sozinho a tocar violão. Aos dez anos de idade ele deixou a escola e começou a tocar. Ele fez suas primeiras gravações em 1928, quando já tinha 35 anos. Depois, gradativamente caiu no esquecimento por outros 35 anos. Essa é a história do MJH mas poderia ser a de muitos dos grandes mestres do blues, aqueles homens simples, sempre falando de coisas simples e de dores reais. Hurt foi redescoberto no início dos anos 60 pela pesquisa do estudioso Tom Hoskins, que o encontrou lá na mesma Avalon. De todos os "redescobertos", ele é que aparentava maior jovialidade. Quando voltou a se apresentar, exibiu o mesmo dedilhar hábil e intrincado e a mesma voz suave e gentil daquelas primeiras gravações. As faixas desse álbum foram gravadas em abril de 66 no conservatório musical do Oberlin College, em Ohio; uma instituição famosa por ter sido a primeira a admitir negros entre seus alunos. MJH faleceu em novembro do mesmo ano, aos 73 anos, deixando o legado de ter sido uma das grandes influências para gerações de guitarristas.


Mississippi John Hurt -violão e vocal


1 Here Am I, Oh Lord, Send Me
2 I Shall Not Be Moved
3 Nearer My God To Thee
4 Baby, What's Wrong With You?
5 Ain't Nobody's Business
6 Salty Dog
7 Coffee Blues
8 Avalon My Home Town
9 Make Me A Pallet On The Floor
10 Since I've Laid My Burden Down
11 Sliding Delta
12 Monday Morning Blues
13 Richland Woman Blues
14 Candy Man
15 Stagolee
16 My Creole Belle
17 C.C. Rider
18 Spanish Fandango
19 Talking Casey
20 Chicken
21 You Are My Sunshine
22 Hop Joint 
23 Trouble I Had All My Days
24 Spike Driver Blues

quinta-feira, 20 de março de 2014

Mick Taylor - A Stones' Throw (1998)







O Mick Taylor pertence à categoria "guitarrista dos guitarristas". Ele tem elegância e refinamento ímpares. Coube à ele a tarefa de substituir dois ícones em seguida na Bluesbreakers de John Mayall: Clapton e Peter Green. Se sua postura era bem mais discreta, na verdade a banda ganhou coesão e um detalhezinho fundamental para o blues: Slides.
Aí ele foi para os Stones e contribuiu pra os melhores discos dos caras (Forty Licks, Exile...). Só que, segundo dizem, ele foi de certo modo tolhido pela vaidade dos demais. Foi demitido sob a alegação de que estaria querendo "ensinar" à eles —  foi Keith Richards quem disse isso.
Taylor é um músico de banda, sua carreira solo nunca despontou, a não ser por uns 2 ou 3 álbuns, mas principalmente esse aqui. Os slides estão em abundância e o destaque vai pra faixa Blind Willie McTell que é uma composição um tanto obscura do Bob Dylan homenageando esse bluseiro seminal ("ninguem canta blues como Blind Willie McTell, diz o refrão); o arranjo dela é ótimo.
Quanto às guitarras, talvez a mais frequente seja a Gibson Les Paul mas no passado foi adepto da Gibson SG e da Stratocaster. Nesse álbum, em particular, ele usa muito a Fender Telecaster e a Gibson 335.



Mick Taylor -guitarra,vocal
Robert Ahwai -guitarra
Jeff Allen(East of Eden) -bateria
Michael Bailey -baixo
Richard Bailey -bateria
Hillary Briggs -Hammond,sint
John "Rabbit" Bundrick(Free) -Hammond
Lisa Daniel -vocal
Martin Ditcham -perc
Kuma Harada -baixo acústico
Andy Macintosh -sax
Max Middleton(Jeff Beck Group) -piano,Clavinet


1. Secret Affair
2. Twisted Sister
3. Never Fall in Love Again
4. Losing My Faith
5. Morning Comes
6. Lost in The Desert
7. Blues in The Morning
8. Late At Night
9. Here Comes The Rain
10. Blind Willie McTell






quarta-feira, 19 de março de 2014

Tiger B. Smith - Tiger Rock (1972)





A capa é medonha, o nome é idiota mas o som é muito legal e pesadão. Essa banda foi formada em Bad Camberg, perto de Frankfurt, e na sua primeira encarnação chamou-se Second Life. Em 71 ela lançou um disco e em seguida tiveram agrande ideia de mudar o nome. Esses caras foram influenciados por Hendrix e  Atomic Rooster, Edgar Broughton e Hawkwind. O blues-rock que fizeram parece-se um pouco com a Status Quo mas tem uns toques de space e boas passagens instrumentais.

Holger Schmidt -guitarra, vocal
Klaus Meinhardt -baixo
Karl-Heinz Traut -bateria

1 Tiger Rock
2 These Days
3 Everything I Need
4 To Hell
5 Tiger Blues

terça-feira, 18 de março de 2014

Dr. Z - Three Parts To My Soul (Spiritus, Manes Et Umbra) 1971





Esse é o único disco que a banda Dr. Z lançou e, além de raro até seus relançamentos em cd, é bastante incomum. Ela foi liderada pelo tecladista Keith Keyes que também era professor de música numa universidade galesa. Era um trio como a ELP ou Triunvirat mas mesmo tendo todos os elementos prog, acabou soando bem diferente, sem aquela grandiosidade toda e sem os Moogs. Na verdade, a métrica e o vocal se parecem mais com um pós-punk que nem sonhava em existir. O selo Vertigo apostou alto na banda; tanto que o lp saiu com a arte gráfica muito caprichada: a capa se abria pelo meio para exibir os encartes, investimento que seria feito em medalhões prog quatro, cinco anos depois deste. Só que o disco não fez sucesso e virou item de colecionador até seu resgate pelo selo alemão Second Battle. Outros o relançaram e este é o mais recente, todos mantendo aquele formato gráfico original. O sub-título em latim exprime a idéia de Keyes de que após a morte a alma se dividiria em três partes: Spiritus vai pro céu; Manes vai pro inferno e Umbra fica vagando pela terra, vendo FDPs do tipo lula, gilberto carvalho, franklin martins, zé dirceu e dilma arruinando nações. Aí, Manes fica até parecendo um hotel chique em Campos do Jordão.
Discão, viu?


Keith Keyes -órgão, piano, harpsichord, vocal
Rob Watson -baixo
Bob Watkins -bateria, percussão


1 Evil Woman's Manly Child
2 Spiritus, Manes et Umbra
3 Summer for the Rose
4 Burn in Anger
5 Too Well Satisfied
6 In a Token of Despair
7 Lady Ladybird
8 People in the Street