sexta-feira, 2 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
The Tony Williams Lifetime - Emergency! (1969)
Tony Williams integrou o quinteto de Miles Davis desde 1962 e é considerado um dos maiores bateristas que o mundo já viu. Nem seria preciso dizer que a influência de Miles é enorme nesse primeiro disco da sua própria banda, mas o discípulo foi além. "Emergency!" é um marco, um dos primeiros discos de fusion e, portanto, um dos mais influentes. É o jazz envolvendo a aspereza do rock, com suas distorções e agressividade.
Tony conheceu o jovem John Mclaughlin através de uma gravação mostrada a ele por Jack DeJohnette, na qual ele, McLaughlin e Dave Holland improvisam no clube de Ronnie Scott, em Londres. Nessa época John era apenas um acompanhante para diversos músicos, principalmente de Rhythm & Blues — os mais conhecidos foram Graham Bond e Jack Bruce. À partir da Lifetime, ele foi apresentado ao público americano, mas principalmente à Miles Davis. Aqui estão alguns dos seus melhores momentos.
Larry Young já era um músico respeitado, ao lado de Jimmy Smith eram os grandes organistas da época. Ele e Tony já tinham afinidade, pois ambos tocavam com Miles. Young aproximou o som do seu órgão àquilo que as bandas de rock estavam fazendo, mas em seus solos manteve a sua levada de jazz.
Três caras geniais.
Tony Williams -bateria
John McLaughlin -guitarra
Larry Young -órgão
1 Emergency
2 Beyond Games
3 Where
4 Vashkar
5 Via the Spectrum Road
6 Spectrum
7 Sangria for Three
8 Something Special
quarta-feira, 30 de abril de 2014
John McLaughlin - Devotion (1970)
McLaughlin de certa forma renega este álbum pois não gostou do resultado. John acusa o produtor, que também tinha produzido Jimi Hendrix, de ter juntado partes que não deveriam estar assim e de ter omitido outras durante a edição final, que não foi acompanhada por ele. Quando ele reclamou furioso, o produtor veio com a desculpa de que as masters tinham se estragado e tal. O fato é que eu não posso convidar Mclaughlin e Alan Douglas pra passar o Dia do Trabalho lá em casa. Durante as sessões de gravação, John e Hendrix fizeram umas jams mas esses takes foram lançados como bootlegs e com uma qualidade sofrível. E todos os músicos aqui tinham tocado com Hendrix.
Devotion foi concebido entre a partida de McLaughlin da banda de Miles Davis e a formação da Mahavishnu Orchestra. Ele não tem o brilhantismo de Inner Mountain Flame, mas tá no caminho. O som é alto, distorcido, rock esfregado na cara com a sofisticação do jazz.
Como McLaughlin não dá muita bola pra esse disco, ele já foi lançado por vários selos e com as capas mais diferentes. Essa é uma edição sueca de uma subsidiária da RCA dedicada ao prog, que não tem a melhor capa mas cujo som é melhor classificado.
John McLaughlin -guitarra
Larry Young -órgão, piano elétrico
Jerry Goodman -violino
Billy Rich -baixo
Buddy Miles -bateria, percussão
1 Marbles
2 Siren
3 Don't Let The Dragon Eat Your Mother
4 Purpose Of When
5 Dragon Song
6 Devotion
terça-feira, 29 de abril de 2014
Miles Davis - A Tribute to Jack Johnson (1970)
Esse álbum, que seguiu-se ao Bitches Brew, foi proposto para ser a trilha sonora de um documentário sobre o boxeador Jack Johnson. Davis identificava-se com ele pelo estilo de vida, por ser mulherengo, gostar de ostentar e dirigir bons carros. Aos 67 anos Johnson ainda fazia lutas de exibição e acabou morrendo num acidente de carro, quando saiu furioso de um restaurante que recusou atendê-lo. Miles morreu aos 65, mas nessa época estava no auge e estava completamente saudável — até levava um personal trainer nas turnês. Enfim, ninguém nem lembra do boxeador, ninguém sabe do tal documentário, mas do disco...
Tudo começou com um improviso de John McLaughlin antes mesmo de Miles entrar no estúdio, e ele já entrou tocando. E que entrada.
Fragmentos dele espalharam-se pela terra e estão no prog, no kraut, ... e por aí vai.
Miles Davis -trompete
Steve Grossman -sax soprano
John McLaughlin -guitarra (ele diz ter usado uma Fender Mustang mas não parece que seja)
Herbie Hancock -órgão Farfisa
Michael Henderson -baixo Fender
Billy Cobham -bateria
não creditados em um trecho da faixa 2:
Sonny Sharrock -guitarra echoplex
Bennie Maupin -clarineta
Chick Corea -piano elétrico
Dave Holland -baixo
Jack DeJohnette -bateria
1 Right Off
2 Yesternow
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Wayne Shorter - Super Nova (1969)
Esse álbum foi gravado quase que simultaneamente ao Bitches Brew do Miles Davis. Acho que uma semana após ao início daquele, deu-se a gravação deste. Contudo, o processo de edição de Davis foi mais demorado e Bitches saiu depois. É praticamente o mesmo line-up iluminado e há quem diga que seria um Bitches sem Miles. Nem tanto. Mas se Bitches Brew foi uma revolução, é certo que este álbum foi sua primeira consequência no mundo da música. Shorter experimentou também; colocou até três guitarristas e dispensou o piano. E por ser um momento de transição para todos os envolvidos e com a liberdade que eles aparentam ter tido, o álbum precisa de uma audição mais atenta.
Wayne Shorter -sax soprano
John McLaughlin -guitarra, violão clássico
Sonny Sharrock -guitarra
Miroslav Vitous -baixo acústico
Walter Booker -violão clássico (3)
Maria Booker -vocal (3)
Jack DeJohnette -bateria, kalimba
Chick Corea (sem piano!!!) -bateria (?!), vibrafone
Airto Moreira -percussão
1 Super Nova
2 Swee-Pea
3 Dindi [A.C. Jobim]
4 Water Babies
5 Capricorn
6 More Than Human
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Bakerloo - Bakerloo (1969)
A Bakerloo foi formada em 68 na Inglaterra. Inicialmente ela se chamava Bakerloo Blues Line e obviamente seu som era baseado em blues. Quando eles começaram a experimentar outros elementos, encurtaram o nome e substituíram o baterista original pelo Keith Baker. A banda excursionou bastante, inclusive com a Earth que viraria Black Sabbath, mas gravou esse único e ótimo disco, que mistura blues, jazz, e clássico.
A banda acabou quando Clem foi convidado por Jon Hiseman para integrar a Colosseum. Poole e Baker formaram a May Blitz mas Baker logo saiu para juntar-se à Uriah Heep e, então, Poole foi tocar com Grahan Bond.
Dave 'Clem' Clempson -guitarra, piano, harpsichord, harmônica, vocal
Terry Poole -baixo
Keith Baker -bateria
1 Big Bear Ffolly
2 Bring It On Home
3 Drivin' Bachwards
4 Last Blues
5 Gang Bang
6 This Worried Feeling
7 Son Of Moonshine
8 Once Upon A Time (B-Side Of Single)
9 This Worried Feeling (Alternate Take)
10 Georgia
11 Train
12 Son Of Moonshine Part One (Alternate Take)
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Gun - Gun (1968)
A Gun sobreveio à banda pop The Knack. Os membros permaneceram os mesmos mas o nome mudou porque mudou o som — ela foi uma das sementes do hard rock, comumente comparada à Cream. Além de acrescentar muito peso, esses caras também puseram umas orquestrações que deram um toque prog, mas sem muito compromisso com a coisa. Eles emplacaram um single ( a faixa 1) entre os dez mais e ganharam notoriedade pelas apresentações impecáveis e pelos solos intrincados de Adrian Gurvitz. Aliás, naquela época os irmãos preferiam o sobrenome Curtis. Gravaram dois discos, esse é o primeiro e sua capa foi criada pelo célebre Roger Dean. Um clássico.
Adrian Gurvitz -guitarra, vocal
Paul Gurvitz -baixo
Louie Farrell -bateria
1 Race With the Devil
2 The Sad Saga of the Boy and the Bee
3 Rupert's Travels
4 Yellow Cab Man
5 It Won't Be Long
6 Sunshine
7 Rat race
8 Take off
9 Race With The Devil - Single Version
10 Sunshine - Single Version
11 Drives You Mad
12 Rupert's Travels - Single Version
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Three Man Army - Three Man Army (1973)
Os irmãos Gurvitz ganharam fama com a banda Gun, que na sua formação final era um trio com o baterista pete Dunton. Quando Dunton saiu para formar a T2, os Gurvitz planejaram algo mais ainda mais pesado e convidaram o ex-Spooky Tooth Mike Kellie para seu lugar. Assim nasceu a Three Man Army. No primeiro disco, além de Kellie, Buddy Miles teve uma participação especial que ajudou a chamar atenção. No mais, a guitarra de Adrian Gurvitz era o destaque. Nesse segundo disco Tony Newman substituiu Kellie e o som aproximou-se mais do blues, rendendo-lhes comparações com a Cream. Esse trio lançou mais um disco e deixou material gravado que só foi lançado em 2005 — diante do pequeno resultado comercial os irmãos apostaram ainda mais e juntaram-se a Ginger Baker.
Adrian Gurvitz -guitarra, slide, órgão, vocal
Paul Gurvitz (aka P. Curtis) -baixo, vocal, guitarra, violão
Tony Newman -bateria, percussão
1 My Yiddishe Mamma
2 Hold On
3 Come Down To Earth
4 Take Me Down From The Mountain
5 Woman
6 Mahesha
7 Take A Look At The Light
8 Can I Leave The Summer/ Part 1 & 2
9 The Trip
terça-feira, 22 de abril de 2014
May Blitz - May Blitz (1970)
Depois de participar da banda/projeto Plus, o Tony Newman assumiu a bateria da May Blitz. Ela foi um power trio britânico cujo nome refere-se à um bombardeio em Liverpool ocorrido em 1941. A May Blitz fez uma ótima mistura de blues com o rock psicodélico e esse disco é um clássico, mesmo não tendo obtido muito sucesso comercial. Se por um lado a intenção dos caras era fazer os crânios latejarem, por outro compensavam com a sofisticação de alguns elementos prog. Alguns dizem que a May Blitz foi a continuação da Bakerloo, e sob o aspecto temporal foi, mas seus membros foram distintos.
James Black -guitarra, vocal
Reid Hudson -baixo, vocal
Tony Newman -bateria, vibrafone, percussão
1 Smoking The Day Away
2 I Don't Know?
3 Dreaming
4 Squeet
5 Tomorrow May Come
6 Fire Queen
7 Virgin Waters
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