sexta-feira, 10 de julho de 2015

Kaleidoscope - Tangerine Dream (1969)






Essa Kaleidoscope (existem outras duas no mesmo período) surgiu em Londres, em 1967, e é um dos melhores frutos do "verão do amor". Eles fizeram um rock psicodélico com ótimas melodias, tudo inspirado em contos de fadas — e com algumas letras bobinhas mesmo. Esse som foi rotulado como a "música do amanhã". Quem dera que hoje fosse o amanhã que eles imaginaram. Esse foi o primeiro disco e um segundo foi lançado no ano seguinte, exatamente enquanto mudavam o nome da banda para Fairfield Parlour.



Peter Daltrey  - teclados, vocal
Eddie Pumer - guitarra
Steve Clark - baixo, flauta
Danny Bridgman - bateria


1   Kaleidoscope
2   Please Excuse My Face
3   Dive Into Yesterday
4   Mr. Small, The Watch Repairer Man
5   Flight From Ashiya
6   The Murder Of Lewis Tollani
7   (Further Reflections) In The Room Of Percussion
8   Dear Nellie Goodrich
9   Holidaymaker
10 A Lesson, Perhaps
11 The Sky Children
12 A Dream For Julie
13 Jenny Artichoke
14 Just How Much You Are

quinta-feira, 9 de julho de 2015

The Beat Of The Earth - The Beat Of The Earth (1967)




Eu não tenho muita informação sobre esse disco de 1967. Não sei, por exemplo, quem toca o quê. São duas faixas de jams lisérgicas que lembram bastante coisas que a The Doors fez, mas que não se atreveu a alongar além dos oito minutos. Esse único álbum desse grupo, apesar de obscuro, pode ter cruzado o Atlântico e influenciado bandas como a Agitation Free e a Amon Duul, por exemplo. Seu líder, Phil Pearlman, foi um cara oriundo da surf music e que mais adiante formaria a banda The Electronic Hole. Quem curte Spirit, Iron Butterfly e os Jeffersons deve gostar.


Phil Pearlman - guitarra, percussão ...
Karen Darby - violão, piano, vocal, ...
Ron Collins - órgão, ...
J.R. Nichols - 
Phil Phillips - 
Sherry Phillips - 


1 Beat of the Earth pt. 1 
2 Beat of the Earth pt. 2

terça-feira, 7 de julho de 2015

Cream - Disraeli Gears (1967)





A Cream não inventou o blues-rock mas é como se tivesse. Os três carinhas pegaram a fusão germinada por Alexis Korner e John Mayall e a levaram onde ninguém tinha ido. Eles pegaram a batida do rhythm'n'blues, colocaram em melodias pop e se soltaram em solos e improvisações dignos do free-jazz. Em 1967 eles lançaram o segundo disco. Produzido pelo "Mountain" Felix Pappalardi e com a maioria das músicas compostas por Jack Bruce, Disraeli Gears alterou o formato do rock e do pop. Com longas jams ao invés daqueles famosos três minutos, eles transformaram o blues num rock intelectualizado e seduziram o público que estava farto dos Beatles. 
A faixa Tales Of Brave Ulysses, composta por Clapton, disputa com a Burning of the Midnight Lamp de Hendrix, o título de primeira música a usar um pedal wah-wah.



Eric Clapton - guitarra, vocal
Jack Bruce - baixo, harmônica, vocal
Ginger Baker - bateria, vocal



1   Strange Brew
2   Sunshine Of Your Love
3   World Of Pain
4   Dance The Night Away
5   Blue Condition
6   Tales Of Brave Ulysses
7   SWLABR
8   We're Going Wrong
9   Outside Woman Blues
10 Take It Back
11 Mother's Lament

segunda-feira, 6 de julho de 2015

The Zodiac - Cosmic Sounds (1967)






A idéia desse álbum conceitual partiu do presidente da gravadora Elektra e saiu a reboque do sucesso que o primeiro disco da The Doors teve — antes dele, a Elektra dedicava-se ao folk. Um engenheiro da Elektra chamado Alex Hassilev conheceu Robert Moog numa convenção, ficou encantado com o instrumento que ele inventou e levou a idéia de usá-lo ao estúdio. Então, Cosmic Sounds foi um dos primeiros discos a usar o sintetizador analógico Moog; eles alugaram uma unidade de demonstração.
The Zodiac foi uma espécie de coletivo reunindo alguns dos músicos de estúdio mais experientes de Los Angeles e que, ao que tudo indica, levavam a astrologia muito a sério. Paul Baever, por exemplo, era um especialista em efeitos sonoros para cinema. Portanto, o resultado foi um interessante exemplo de rock psicodélico, bem viajante a ponto de recomendar-se sua audição no escuro, mas feito por músicos totalmente sóbrios, que podiam curtir os astros, sim, mas eram alheios a certos elementos da Tabela Periódica.



Mort Garson - música
Jacques Wilson - letras
Paul Beaver – Moogs, teclados, eletrônicos
desconhecido - guitarras, sítara
Bud Shank - flauta baixo
Mike Melvoin - órgão, Harpsichord
Carol Kaye - baixo
Hal Blaine - bateria
Emil Richards - percussão
Cyrus Faryar - narração



1   Aries: The Fire-Fighter
2   Taurus: The Voluptuary
3   Gemini: The Cool Eye
4   Cancer: The Moon Child
5   Leo: The Lord Of Lights
6   Virgo: The Perpetual Perfectionist
7   Libra: The Flower Child
8   Scorpio: The Passionate Hero
9   Sagittarius: The Versatile Daredevil
10 Capricorn: The Uncapricious Climber
11  Aquarius: The Lover Of Life
12  Pisces: The Peace Piper

domingo, 5 de julho de 2015

The Syn - Armistice Day (2007)





Esse é o outro álbum da The Syn em que Chris Squire tocou, acompanhado por outro membro da Yes, o Alan White. Também participa o ótimo guitarrista Shane Theriot, um cara que transita por vários gêneros e que integrou a The Syn na turnê do álbum Syndestructible. Esse disco tem faixas de estúdio com tema pacifista e faixas acústicas gravadas ao vivo que pertencem ao álbum anterior.


Chris Squire - baixo
Steve Nardelli - vocal
Shane Theriot - guitarra
Gerard Johnson - teclados
Alan White - bateria 
Tom Misselbrook - bateria (1)


1 Armistice Day
2 Silent Revolution
3 Cathedral Of Love
4 21st Century
5 Golden Age
6 Some Time, Some Way
7 Reach Outro

sábado, 4 de julho de 2015

The Moody Blues - Days Of Future Passed (1967)





A Moody Blues foi formada em 1964 e então era uma banda de rhythm and blues liderada pelo tecladista Mike Pinder e pelo flautista Ray Thomas, ambos vindos de uma banda de rockabilly chamada Riot. Essa formação também teve Denny Laine nos vocais e guitarra. Depois de alcançarem muito sucesso com um cover da música Go Now, a banda foi praticamente refundada com a entrada de John Lodge e Justin Hayward. Eles adotaram harmonizações vocais em quatro vozes, à la Beach Boys, e Mike Pinder começou a experimentar com teclados. Em 1967 o produtor Peter Knight teve a ideia de usar o Mellotron, um instrumento recém inventado que simulava uma orquestra sinfônica através do rodar infinito de fitas gravadas associadas à cada tecla. Assim surgiu o terceiro álbum deles, Days Of Future Passed, tanto emulando a grandiosidade de uma orquestra como utilizando uma de verdade, e harmonizando vocais com inspiração renascentista e gospel, algo um tanto pretensioso para a época. Contudo, ele não foi o primeiro álbum de rock a utilizar uma orquestra, mas acabou por ser o mais coerente até então, pela qualidade do material composto. Inicialmente, o projeto proposto pela gravadora era gravar uma versão de uma sinfonia de Dvorak, que por bem foi abandonado em favor do material que eles mesmos estavam lapidando há tempos. O resultado não foi clássico e não foi pop. Tampouco foi prog, como querem alguns. It's psychedelic baby.



Justin Hayward - violão, guitarra, piano, teclados, vocal
John Lodge - baixo, guitarra, vocal
Mike Pinder - teclados, Mellotron, piano, vocal
Ray Thomas - flauta, cornetas, percussão, teclados, vocal
Graeme Edge - bateria, percussão, vocal
The London Festival Orchestra
Peter Knight - regente



1   The Day Begins
2   Dawn: Dawn Is A Feeling
3   The Morning: Another Morning
4   Lunch Break: Peak Hour
The Afternoon:
5a Forever Afternoon (Tuesday?)
5b (Evening) Time To Get Away
Evening:
6a The Sun Set
6b Twilight Time
7   The Night: Nights In White Satin
8   Don't Let Me Be Misunderstood
9   Fly Me High
10 I Really Haven't Got The Time
11 Love And Beauty
12 Leave This Man Alone
13 Cities
14 Tuesday Afternoon (Alternate Mix)
15 Dawn Is A Feeling (Alternate Version)
16 The Sun Set (Alternate Version Without Orchestra)
17 Twilight Time (Alternate Vocal Mix)


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Love - Forever Changes ( 1967)





Em 1967 a banda californiana Love lançou seu terceiro disco. Ele é aclamado como o melhor álbum de rock psicodélico de todos os tempos. A Love, como tal, foi formada em 1965 mas sua origem está mais longe, quando Arthur Lee, Johnny Echols e Billy Preston (sim, o tecladista Billy Preston) formaram uma banda no colégio. O sucesso que a banda teve, mesmo se recusando a excursionar muito além da sua região, deveu-se a habilidade de combinar as raízes folk do rock psicodélico com o jazz e com belas harmonias vocais à la Beach Boys. Além de tudo isso, Arthur Lee é um ótimo guitarrista, na melhor tradição do blues-rock. Note que há músicos convidados em duas faixas, mas eles não foram exatamente convidados. É que a banda quebrou o pau no estúdio e cada um foi para um lado. Quando viram que a gravadora Elektra tinha trazido os caras para gravar no lugar, se acertaram e retomaram o trabalho, sem regravar essas duas faixas. Mas nem isso estragou.



Arthur Lee - guitarra, vocal
Bryan Maclean - guitarra rítmica, vocal
Johnny Echols - guitarra
Ken Forssi - baixo
Michael Stuart - bateria, percussão
com
Billy Strange - guitarra (3, 4)
Don Randi - piano (3, 4)
Richard Leith - trombone
Ollie Mitchell - trompete
Bud Brisbois, Roy Caton - metais
Jesse Ehrlich - viola
Norman Botnick - violino
Arnold Belnick, Darrel Terwilliger, James Getzoff, Marshall Sosson, Robert Barene - cordas
Carol Kaye - baixo (3, 4)
Chuck Berghofer - baixo acústico
Hal Blaine - bateria (3, 4)



1   Alone Again Or
2   A House Is Not A Motel
3   Andmoreagain
4   The Daily Planet
5   Old Man
6   The Red Telephone
7   Maybe The People Would Be The Times Or Between Clark And Hilldale
8   Live And Let Live
9   The Good Humor Man He Sees Everything Like This
10 Bummer In The Summer
11 You Set The Scene


quarta-feira, 1 de julho de 2015

The Syn - Syndestructible (2005)






E mais um músico extraordinário partiu: Chris Squire faleceu no último dia 22. O último trabalho dele foi com Steve Hackett mas o primeiro foi nessa banda "The Syn". Ela se estabeleceu aí por 1965 quando Chris Squire encontrou-se com Stephen Nardelli num duelo de bandas e gravou dois singles no ano de 1967. Além de Squire, esteve nela o Peter Banks, outro futuro membro da Yes. Apesar do som daqueles singles não ser prog e sim um mod-psicodélico, ele já tinha certa familiaridade com a Yes. Ainda em 1967, a banda acabou — mesmo tendo aberto shows para a The Who, Pink Floyd e Jimi Hendrix — e Squire e Banks formaram a Mabel Greer's Toyshop com Jon Anderson.
Em todos esses anos, Chris Squire tornou-se o grande mestre do baixo e o membro mais permanente de uma das bandas mais longevas e cultuadas do planeta. Além do trabalho todo da Yes, ele deixou-nos uma obra-prima chamada Fish Out of Water. Por sua vêz, Stephen Nardelli, co-fundador, compositor e vocalista da The Syn, tornou-se um lojista de roupas.
Em 2004 Squire e Nardelli ressuscitaram a banda com um pessoal mais jovem e um selo chamado Umbello foi fundado por eles para lançar esse disco aqui. Ele foi gravado no estúdio de propriedade do guitarrista Paul Stacey, que também foi o engenheiro e produtor. Agora o som é prog — ou retro-prog — , porém, despretensioso e refrescante. Os fãs da Yes vão encontrar certa similaridade; há boas harmonias vocais e melodias também. Enfim, um ótimo disco, que definitivamente não é um projeto paralelo do Squire. A banda continuou e ele gravou mais um com ela.



Chris Squire - baixo, vocal
Stephen Nardelli - vocal
Paul Stacey - guitarra, vocal
Gerard Johnson - teclados, vocal
Jeremy Stacey - bateria


1 Breaking Down Walls
2 Some Time, Some Way
3 Reach Outro
4 Cathedral Of Love
5 City Of Dreams
6 Golden Age
7 The Promise

segunda-feira, 29 de junho de 2015

13th Floor Elevators - Easter Everywhere (1967)






Em 1967 a 13th Floor Elevators lançou seu segundo e, praticamente, último álbum. Ela foi formada no ultra-conservador Texas e foi a primeira banda a tocar rock psicodélico como um gênero estabelecido. Nas suas letras e até mesmo nos seus encartes, eles prescreviam o uso do LSD para se atingir um nível mais elevado de consciência. Esse nível mais elevado permitiu que Roky Erickson passasse o resto da vida com problemas mentais. Tommy Hall usava um garrafão de bourbon como instrumento e, segundo uma lenda, fazia a afinação colocando erva lá dentro. Contudo, nesse álbum há um nível mais elevado de música. Eles pesquisaram na cultura oriental, no budismo e no induísmo, e incluíram inclusive conceitos de física quântica. Pouco depois, foi todo mundo em cana. Roky Erickson foi transferido para um hospital/presídio psiquiátrico por esquizofrenia, e só saiu em 1973.



Roky Erickson - vocal, guitarra rítmica, harmônica
Tommy Hall - jug (garrafão, chaleira)
Stacy Sutherland - guitarra
Dan Galindo - baixo
Danny Thomas - bateria
John Ike Walton - bateria (3, 8)
Ronnie Leatherman - baixo (3, 8)
Clementine Hall - backing vocal (9)



1   Slip Inside This House
2   Slide Machine
3   She Lives (In A Time Of Her Own)
4   Nobody To Love
5   Baby Blue
6   Earthquake
7   Dust
8   Levitation
9   I Had To Tell You
10 Postures (Leave Your Body Behind)
11 Splash 1
12 Kingdom Of Heaven
13 You're Gonna Miss Me
14 Reverberation (Doubt)
15 You Don't Know
16 Fire Engine
17 Monkey Island
18 Roller Coaster
19 Levitation (Instrumental)
20 I Don't Ever Want To Come Down (Previously Unreleased)

quinta-feira, 25 de junho de 2015

The Mothers Of Invention - Absolutely Free (1967)





Em maio de 1967 Frank Zappa lançou seu segundo álbum, creditado a sua banda. Na verdade, ele foi gravado sete meses antes mas o selo Verve atrasou o lançamento pois queria censurar as letras. As partes, enfim, fizeram um acordo e o álbum saiu sem o livreto, que podia ser pedido pelo correio. Como se deduz disso, Absolutely Free é isso mesmo, e cheio de sátira social e política. De certa forma ele fica datado; seria melhor compreendido naquele momento. Contudo, visto do alto, percebe-se logo que ele continua atual e que suas sátiras tornaram-se até amenas. O som pula do garage-rock para o jazz de vanguarda em poucas linhas, naquela sua peculiar insanidade. Esquisitices inclusas, as harmonias e as mudanças de tempo bem que podem ter influenciado Jethro Tull e Yes.


Frank Zappa - guitarra, vocal, regência
Jim Fielder - guitarra, piano
Don Preston - teclados
Bunk Gardner - sopros
Roy Estrada - baixo, vocal
Jimmy Carl Black - bateria, vocal
Billy Mundi - bateria, percussão
Ray Collins - percussão, vocal
com
Marshall Sosson - violino
Jimmy Getzoff - violino
Alvin Dinkin - viola
Armond Kaproff - cello
Don Ellis - trompete
John Rotella - clarineta contrabaixo
Terry Gilliam (Monty Python) - voz
Herb Cohen - efeitos
Lisa Cohen - vocal


Absoutely Free (1st In A Series Of Underground Oratorios)
1  Plastic People
2  The Duke Of Prunes
3  Amnesia Vivace
4  The Duke Regains His Chops
5  Call Any Vegetable
6  Invocation & Ritual Dance Of The Young Pumpkin
7  Soft-Sell Conclusion
8  Big Leg Emma
9  Why Don'tcha Do Me Right?

The M.O.I. American Pageant (2nd In A Series Of Underground Oratorios)
10 America Drinks
11 Status Back Baby
12 Uncle Bernie's Farm
13 Son Of Suzy Creamcheese
14 Brown Shoes Don't Make It
15 America Drinks & Goes Home