quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mashu - Elephants In Your Head? (1996)






Depois de tocar na Polite Force, o guitarrista Mark Hewins tocou com a Soft Heap e então partiu para uma série de projetos que incluíram desenvolver softwares e equipamentos para a Casio, por conta da sua habilidade com os MIDIs. E são esses equipamentos que encontramos nesse álbum. Mashu é uma montanha descrita no livro épico Gilgamesh mas também é uma brincadeira com as iniciais dos três membros. Hopper e Hewins já tinham cerca de dez anos de colaborações mútuas e Maïtra era o percussionista da Gong. O som que eles criaram é difícil de classificar pois é uma viagem através de diversos gêneros — ora é jazz, depois rock, new age, e por aí vai.



Mark Hewins - guitarras, MIDI
Shyamal Maïtra - percussão, MIDI
Hugh Hopper - baixo, Fuzzbox
Elton Dean - saxello (7)



1 Used To 
2 Chariot
3 Sea Beyond
4 Jus De Peche 
5 Elephant 
6 Bell & Clay 
7 Passage Thru NW
8 Afaiu 
9 Chariot Repriese

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Polite Force - Canterbury Knights (1976 - 1996)







Polite Force foi uma banda obscura dentro da cena Canterbury do prog e do jazz-rock. Contudo, seus membros participaram de bandas importantes: Dave Sinclair foi membro fundador da Caravan com seu primo Richard Sinclair e também foi membro da Matching Mole de Robert Wyatt. Com o mesmo Wyatt, Graham Flight participou da Wilde Flowers, uma banda seminal do gênero. O guitarrista Mark Hewins tocou com Phil Miller da Caravan e da Delivery. E o baterista Vince Clarke teve um projeto com Hugh Hopper da Soft Machine. Nos seus concertos, a banda costumava receber todos esses caras como convidados. Eles gravaram as faixas deste álbum mas suas credenciais não foram suficientes para que a gravadora o lançasse na época, coisa que só aconteceu vinte anos depois. 




Mark Hewins - guitarra
Dave Sinclair - piano elétrico
Max Metto - sax tenor
Geoff Corner - sax alto
Jon Rowe - flauta
Graham Flight - baixo
Vince Clarke - bateria



1   Birdworld
2   Childsplay
3   Mr. Sax Speaks 
4   Solitude
5   Food Of The Gods / Gruel For The Slobs
6   Arabadnaz
7   Extension 
8   They Shoot Indians (In Brazil) 
9   Hey Diddle Diddle
10 For Pleasure 
11 Ritual / Dance #2
12 The Man From Mars 


domingo, 29 de novembro de 2015

Crucifèrius! - A Nice Way Of Life (1970)






Crucifèrius é um ícone do prog francês e o seu som é incomum e difícil de descrever. Ele reúne influências do jazz, do soul e do R&B. As letras são cantadas em inglês e a da última faixa é um poema de Edgar Allan Poe. A faixa 5 é um clássico de Steve Winwood da época do Spencer Davis Group, mas aqui ela ganhou uma nova roupagem, muito legal. A dupla Breant e Perru continuou suas idéias na banda Nemo.



Francois Breant - teclados, vibrafone, vocal
Marc Perru - guitarra, vocal
Bernard Paganotti - baixo, vocal
Patrick Jean - bateria



1 Big Bird (Steve Cropper)
2 What Did You Do 
3 Let's Try 
4 A Nice Way Of Life 
5 Gimme Some Lovin' (Steve Winwood)
6 It's Got To Be A Rule 
7 Jungle Child 
8 Annabel Lee

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Eberhard Weber - The Colours Of Chloë (1974)






O alemão Eberhard Weber é notável por introduzir o contrabaixo vertical de corpo sólido, isto lá nos anos 70. Ele também é ouvido em vários discos dos muitos muitos músicos da gravadora ECM, incluindo Pat Metheny. O brasileiro Baden Powell é outro com teve algumas parcerias. The Colours Of Chloe é o seu primeiro disco solo e uma obra-prima que não se encaixa bem no jazz, nem no fusion mais óbvio por não ter uma guitarra. Ele vai na direção do prog e da cena Canterbury num, talvez, jazz sinfônico, mas nada bombástico. Ao contrário, o toque orquestral é abstrato e sentimental.



Eberhard Weber - baixos, cello, ocarina
Rainer Brüninghaus - piano, sintetizadores
Peter Giger - bateria, percussão
Ralf Hübner - bateria (2)
Südfunk Symphony Orchestra Stuttgart - cellos
Ack Van Rooyen - flugelhorn



1 More Colours
2 The Colours Of Chloë
3 An Evening With Vincent Van Ritz
4 No Motion Picture


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Larry Coryell - Offering (1971)







Influências vão, influências vem. O rock progressivo tomou as suas do jazz e o jazz se renovou através do prog. Muitos músicos progressivos tinham formação no jazz ou eram amantes do gênero; cito só dois: Bill Bruford e Rick Wright. Não progressivos também, como Ginger Baker e Jack Bruce, por exemplo. Deu-se então que jazzistas impressionaram-se com o que essa moçada prog estava fazendo e inverteram o processo. Claro, Miles Davis foi o grande expoente e acredita-se que tenha pego o vírus de Jimi Hendrix. Na esteira vieram Herbie Hancock, Chic Corea, ... e Larry Coryell.
Esse blá-blá-blá todo foi só para introduzir esse álbum aqui, que não é dos mais conhecidos de Coryell, mas é uma pequena jóia. Ele foi lançado depois de um álbum aclamado que foi o Barefoot Boy e ele demonstra uma admiração pelo som desenvolvido, entre outros, pela Mahavishnu Orchestra. Então ele é sentido mais ao rock que ao jazz, no jeito prog da coisa e com capa meio psicodélica.



Larry Coryell - guitarra
Steve Marcus - sax soprano
Mike Mandel - piano elétrico
Mervin Bronson - baixo
Harry Wilkinson - bateria



1 Foreplay
2 Ruminations
3 Scotland I
4 Offering
5 The Meditation Of November 8th
6 Begar's Chant

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

John Abercrombie Trio - Speak Of The Devil (1994)







John Abercrombie formou-se na Berklee e caiu na estrada com o bluesman Johnny Hammond. Depois passou um tempo acompanhando Billy Cobham e foi com ele que atraiu os holofotes. Não propriamente na sua banda, mas naquela que formou com os irmãos Brecker chamada Dreams. Seu álbum de estréia chamou-se Timeless, em um trio formado por Jan Hammer no órgão e Jack DeJohnette na bateria. Speak Of The Devil reedita esse trio sem baixo. De fato esse mesmo trio já havia gravado um ano antes, mas esse segundo álbum é mais solto. Abercrombie é um guitarrista genial, com um ataque diferente em cada trabalho e um viés prog que eu curto muito.



John Abercrombie - guitarras
Dan Wall - órgão hammond B3
Adam Nussbaum - bateria



1 Angel Food
2 Now And Again
3 Mahat
4 Chorale
5 Farewell
6 BT-U
7 Early To Bed
8 Dreamland
9 Hell's Gate



sábado, 21 de novembro de 2015

Arabs in Aspic - Far out in Aradabia (2004)






A norueguesa Arabs in Aspic foi fundada por Jostein Smeby e Tommy Ingebrigtsen em 1997. O que os uniu foi a admiração pelo rock pesado dos anos 70, especialmente a Black Sabbath. Eles começaram tocando covers com acompanhantes que sempre variavam e a banda tomou forma definitiva quando o tecladista Magnar Krutvik e os irmãos Nyhus entraram. Então, adeus aos covers, olá para a Uriah Heep e seja bem vindo um viés prog-psicodélico. A semente da Black Sabbath continuou, até por uma Gibson SG bem sujona. Grande banda.



Jostein Smeby - guitarras, vocal
Tommy Ingebrigtsen - violão, Theremin
Magnar Krutvik - órgão Hammond, Korg Sigma
Terje Nyhus - baixo
Eskil Nyhus - bateria, percussão
com
Line Valsø - vocal
Kurt Sprenger - vocal (1)



1 Arabs in Aspic II 
2 Seventytwo / Hair of the Sun 
3 Siseneg 
4 Talking Mushroom 
5 Come to Me 
6 Butterpriest Jam

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Ozric Tentacles - Strangeitude (1991)






Ozric Tentacles foi "a" banda de rock progressivo dos anos noventa, muito embora tenha começado na década anterior, em Glastonbury, lançando sua música em fitas cassete. Ela pegou o legado da Gong que fundia jazz-rock ao hard e ao acid-rock e acrescentou colagens sonoras inspirada pelo trabalho do Mike Oldfield. Strangeitude é o seu oitavo disco e apresenta essa mesma variedade sonora dos primeiros discos, acrescida de uma batida dançante que não é dance, nem pop, nem nada disso. Ao contrário há um certo revival dos anos 70, um quê de Hendrix e outro de Tangerine Dream. Strangeitude é um dos melhores trabalhos da Ozric. Com sons espaciais de sintetizadores e guitarras ele é cativante e, a depender da disposição, carrega o ouvinte à outros mundos. Coisa boa nessa hora.



Ed Wynne - guitarra, violão, sintetizadores
John Egan - flauta, vocal
Joie Hinton - sintetizadores
Roly Wynne - baixo
Merv Pepler - bateria
Paul Hankin - percussão
com
Christopher Lennox-Smith (Seaweed) - sintetizadores, samplers
Stuart Fisher - bateria
Silas Wynne - sintetizadores, samplers



CD 1: Strangeitude
1 White Rhino Tea
2 Sploosh!
3 Saucers
4 Strangeitude
5 Bizarre Bazaar
6 Space Between Your Ears
7 Live Throbbe
8 Weirditude

CD 2: Archives 1991-2004
1 Saucers (Live at Club 2410, Potrland, Oregon - 2009)
2 Sploosh! (Live on XFm Radio, London UK - 2003)
3 Space Between Your Ears (Live at Machester Academy - 1994)
4 White Rhino Tea (Original studio recording)
5 Weirditude (Live at Subeterranea London, UK - 1993)
6 The Throbbe (Live at Brixton Academy, London, UK - 1990)


terça-feira, 17 de novembro de 2015

French TV - The Violence Of Amateurs (1999)






French TV é americana e faz uma música de vanguarda que reúne influências de Frank Zappa, da cena Canterbury e da sueca Zamla Mammas Manna. De Zappa, está o humor e um certo nonsense, bem como a construção concreta das músicas. Dos demais, está o uso dos instrumentos de sopro e a fusão de gêneros. Pode-se dizer que ela pertence ao movimento Rock In Opposition, mas esse é só mais um elemento que usa para explorar um território bem maior. Também parece que os caras se divertem muito, mas não há muito espaço para improvisos, dada a complexidade das composições. Os caras tocam muito! Esse disco foi lançado por um sêlo próprio que não durou muito e depois só foi lançado pelo russo Mals, que é o caso aqui. 
Numa primeira audição esse disco pode parecer insano e incompreensível. Mas veja, insana e incompreensível é a bestial violência.




Mike Sary - baixo, percussão
Dean Zigoris - guitarra, sintetizador de guitarra, sintetizadores análogos, vocal, percussão 
Bob Douglas - bateria (1,5) 
Greg Acker - flautas, percussão (1,3-5) 
John Encifer - teclados
Eugene Chadbourne - banjo 
John Robinson - teclados
Brian Donohue - bateria (2,3,6) 
Steve Good - sax, clarineta
Steve Aevil - sax tenor (2)
Chris Vincent - bateria, vocal, percussão (4) 
Cathy Moeller - violino (4) 
Kirk Davis - vocal, percussão (4)




1 The Kokonino Stomp
2 The Secret Life Of Walter Riddle
3 The Odessa Steps Sequence
4 Mail Order Quarks
5 Tiger Tea
6 Joosan Lost / The Fate (Zamla Mammas Manna)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Kaipa - The Decca Years 1975-1978 (2005)






Da Suécia, a Kaipa foi a mais conhecida banda de rock progressivo sinfônico. Ela começou como um trio liderado pelos teclados e voz de tenôr do Hans Lundin. Aliás, as pilhas de teclados do cara até superavam as do homem da capa de lantejoulas — fios, plugs, knobs, osciloscópios, válvulas...; bons tempos. Em 1974 a banda acrescentou o jovem guitarrista Roine Stolt, que gradualmente iria tornar-se a maior força criativa nela. Par e passo, o som que era mais próximo daquele feito por Genesis, Camel, Greenslade e Yes, iria tornar-se menos pomposo, mais leve e com maior espaço para a guitarra.
Em 1979, Roine Stolt saiu para formar sua própria banda chamada Fantasia, cujo disco confunde-se na sua própria discografia solo. Lundin levou a Kaipa por mais dois discos, mas o som foi um decepcionante pop-rock.
Essa caixa contém os três discos da primeira fase da banda, mais dois bônus. 



Hans Lundin - orgão Hammond, órgão Krumar, pano Wurlitzer, Fender Rhodes, Hohner Clavinet, grand piano, Mellotron, Harpsichord , Korg String 2000, Logan String-machine, Minimoog, Polymoog, Yamaha Sy1, vibrafone, marimba, vocal
Roine Stolt - guitarras, violões, Talkbox, vocal
Lars Hoflund - vocal
Mats Löfgren - vocal 
Tomas Eriksson - baixo, vocal
Mats Lindberg - baixo, Moog Taurus Pedals, guitarra
Ingemar Bergman - bateria 


Disco 1: Kaipa    
1 Musiken är ljuset   
2 Saker har två sidor    
3 Ankaret   
4 Skogspromenad    
5 Allting har sin början  
6 Se var morgon gry    
7 Förlorad i Istanbul    
8 Oceaner föder liv        
9 Från det ena till det andra    
10 Karavan  

Disco 2: Inget Nytt Under Solen    
1 Skenet bedrar    
2 Ömson sken  
3 Korståg   
4 Stengrodornas parad   
5 Dagens port  
6 Inget nytt under solen    
7 Awakening / Bitterness  
8 How Might I Say Out Clearly  
9 The Gate of Day  
10 Blow Hard All Tradewinds   

Disco 3: Solo    
1 Den skrattande grevinnan    
2 Sen repris   
3 Flytet    
4 Anar dig  
5 Frog funk   
6 Visan i sommaren   
7 Taijgan   
8 Respektera min värld   
9 En igelkotts död   
10 Total förvirring   
11 Sist på plan  

Disco 4: Kaipa Live    
1 Total förvirring    
2 Skenet bedrar   
3 Visan i sommaren   
4 En igelkotts död/Ömsom sken   
5 Inget nytt under solen  
6 Copenhagen House (Jam)  
7 Flytet    
8 Musiken är ljuset   
9 Se var morgon gry   
10 Noice-Village-Stone-Frog  
11 Oceaner föder liv (Closing Section)  

Disco 5: 1974 Unedited Master Demo Recording    
1 Saker har två sidor   
2 Under stora gröna träd   
3 På färd  
4 Taktus   
5 Folke    
6 Allting har sin början genom solen  
7 Cirrus  
8 Akrobaternas flykt   
9 Akrobaternas dans (Homage to Samla Mammas Manna) 
10 Nattens affär  
11 Karavan