terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Mike Bloomfield, Al Kooper, Steve Stills - Super Session (1968)






Super Session foi isso aí mesmo, uma jam onde todos tocaram espontaneamente e a união das musicalidades de cada um produziu um marco no blues rock. Pode-se dizer que foi Bob Dylan quem uniu esses caras. Kooper e Bloomfield tocaram no Highway 61 Revisited e Kooper, Goldberg e Brooks acompanharam Dylan no Newport Festival. Bloonfield vinha da Electric Flag e de alguns projetos bem sucedidos e Kooper vinha da Blood, Sweat & Tears. Stephen Stills era da Buffalo Springfield e formaria a CSN&Y, mas por quê está aí? Por causa da dependência em heroína de Michael Bloomfield que o impediu de terminar as gravações. Apesar dos pesares, os solos do Bloomfield são muito especiais e pode-se colocá-lo no mesmo patamar de Clapton ou Hendrix, desde que sem fazer comparações.




Al Kooper - piano, órgão Ondioline, guitarra, violão 12 cordas, vocal
Mike Bloomfield - guitarra (1 à 5)
Stephen Stills - guitarra (6 à 9)
Barry Goldberg - piano elétrico (1, 2)
Harvey Brooks - baixo
Eddie Hoh - bateria



1 Albert's Shuffle
2 Stop
3 Man's Temptation
4 His Holy Modal Majesty
5 Really
6 It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry [Bob Dylan]
7 Season Of The Witch
8 You Don't Love Me
9 Harvey's Tune


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Johnny Young - Chicago Blues (1968)







Naquele álbum Live on Maxwell St. do Robert Nighthawk estava o Johnny Young na segunda guitarra. Tocar ali já não era novidade para ele que já tinha acompanhado Snooky Pryor e Floyd Jones. E na verdade, naquele ponto ele já tinha acompanhado um bocado de gente.
Young nasceu em 1917 no Mississippi e aprendeu com um tio a tocar guitarra, bandolim e harmônica. Aos 23 anos ele mudou-se pra Chicago para tocar com Sonny Boy Williamson. Esse CD reúne dois álbuns que ele gravou para a Arhoolie: da faixa 1 à 12 está Johnny Young and His Chicago Blues Band de 1965, e da 13 em diante está a maior parte de Chicago Blues, de 1967. Olhando line-up percebe-se a importância que ele teve, pois a produção colocou o que de melhor havia, ou seja, quase toda banda de Muddy Waters.




1-12
Johnny Young - guitarra, bandolim elétrico, vocal
James Cotton - harmônica
Otis Spann - piano
Jimmy Lee Morris - baixo
S.P. Leary - bateria


13-20
Johnny Young - guitarra, vocal
Walter Horton - harmônica
Jimmy Dawkins - guiatrra
Lafayette Leake - piano
Ernest Gatewood - baixo
Lester Dorsie - bateria




1   Wild, Wild Woman
2   Keep Your Nose Out Of My Business
3   I'm Having A Bail
4   My Trainfare Out Of Town
5   I'm Doing All Right
6   Stealin'
7   Keep On Drinking
8   Hot Dog!
9   Come Early In The Morning
10 Moaning And Groaning
11 Cross-Cut Saw
12 Slam Hammer
13 Strange Girl
14 Ring Around My Heart
15 Sometimes I Cry
16 Don't You Lie To Me
17 On The Road Again
18 Walter's Boogie
19 Stockyard Blues
20 Drinking Straight Whiskey

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Robert Nighthawk - Live on Maxwell Street (1964)






Robert Nighthawk foi um grande guitarrista e, pra encurtar a história, ele ensinou Muddy Waters e Earl Hooker a tocar. Em 1964 ele retornou à Chicago para uma série de gravações que incluíram essas feitas na rua Maxwell, uma região de mercado de rua que já tinha sido dominada pela comunidade judaica (Jewtown), mas que se tornou o centro do gueto negro e o berço do blues de Chicago. Tocar ao livre ali era uma tradição domingueira que sempre atraiu a nata do blues, todos os grandes mestres. Nighthawk fez uma ponte entre o blues do Delta e o blues elétrico de Chicago. Apesar do seu amplo espectro de influência, ele nunca realmente fez sucesso comercial. Um dos seus discípulos mais reverentes foi Michael Bloomfield que aqui faz uma entrevista, bem como toca um pouco. Essas sessões (e a entrevista) foram capturadas para um documentário sobre o blues e as músicas em que Bloomfield domina não foram incluídas nessa edição em nome do purismo — existe um cd triplo que as inclui. 



Robert Nighthawk - guitarra, slide, vocal
Johnny Young - guitarra, vocal (8, 11)
J.B. Lenoir - vocal (12)
Carey Bell - harmônica (2, 9, 10, 12), vocal (10)
Robert Whitehead - bateria
Michael Bloomfield - entrevistador



1  Cheating And Lying Blues
2  Juke Medley
3  The Time Have Come
4  Honey Hush
5  I Need Your Love So Bad
6  Take It Easy Baby
7  Anne Lee / Sweet Black Angel
8  Big World Blues
9  Maxwell Street Jam
10 I Got News For You
11 All I Want For Breakfast / Them Kind Of People
12 Mama Talk To Your Daughter
13 The Real McCoy
14 Interview

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Waterloo - First Battle (1970)






A Waterloo foi formada em Bruxelas em 1969 e durou menos de três anos, lançando apenas esse álbum bastante cobiçado por colecionadores até o relançamento em CD vinte anos depois. O som fica no meio do caminho entre o rock psicodélico e o prog, lembrando um pouco a Jethro Tull. Dirk Bogaert formaria a banda Pazop com Frank Wuyts e Jacky Mauer logo em seguida, que não decolou, e a Cos, voltada ao jazz-rock experimental.




Dirk Bogaert - vocal, flauta
Gus Roan - guitarra
Marc Malyster - órgão (1 à 12)
Frank Wuyts - órgão (13 à 16)
John Van Rymenant - sax (13 à 16)
Jean-Paul Janssens - baixo (1 à 12)
Jean-Paul Musette - baixo (13 à 16)
Jacky Mauer - bateria



1   Meet Again
2   Why May I Not Know
3   Tumblin' Jack
4   Black Born Children
5   Life
6   Problems
7   Why Don't You Follow Me
8   Guy In The Neighbourhood
9   Lonesome Road
10 Diary Of An Old Man
11 Plastic Mind
12 Smile
13 I Can't Live With Nobody But You
14 The Youngest Day
15 Bobo's Dream
16 Bad Time

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Ophiucus - Ophiucus (1971)






A Ophiucus foi formada depois que Michel Bonnecarrere saiu da banda Zoo. Enquanto a Zoo fez três álbuns sem relevância de blues e jazz com metais, a sucessora foi bem mais consistente. Seu som é um folk-rock psicodélico que se aproxima do prog. As faixas, embora curtas, tem ótimas passagens de violão e boas orquestrações.




Alain Labacci - guitarra, vocal
Michel Bonnecarrere - guitarra, baixo, percussão, vocal
Bernard Labacci - bateria, flauta, harmônica, percussão
Jean-Pierre Pouret - baixo, violão, vocal
Roger Loubet - sintetizadores
Michel Bernholc - piano, cordas, metais
com
Sandy Spencer - cello
Claude Cuguilliere - flauta
Jacques Cardona - voz
Roger Mason - colheres
Orchestre Du Capitole - metais



1   Prenez, donnez    
2   Patiemment          
3   Au hasard          
4   Ne cherche plus      
5   L'éveil de notre temps
6   C'est pour toi  
7   Darbouka          
8   T'inquiète pas m'man
9   Djuleka          
10 Inachevée            
11 Mirlipinious  
12 Univers              
13 Give or Take It      
14 Into Your Song    
15 You're Only Dreaming
16 Night Song            
17 Darbouka (English Version)
18 Telephone Funeral Blues
19 Gipsy Dog, Djuleka  
20 Universe              

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Damnation - Which Is the Justice, Which Is the Thief (1971)







O título desse álbum expressa muito bem o sentimento do brasileiro pela cena política do seu país e a ilustração da capa acaba por completar o quadro.
A Damnation é a Damnation of Adam Blessing, a mesma banda que nasceu em Cleveland em 1969 junto com outras como a James Gang. O acid rock dela fez bastante sucesso para abrir os shows de Eric Clapton, Janis Joplin, Alice Cooper, Grand Funk, Ten Years After e Traffic. Esse é o terceiro disco dela e o nome foi encurtado para também encurtar o ego do vocalista. O som mudou um pouco também com a adição de orquestra. Consta que essa parte foi imposta pela gravadora, mas não estragou. Depois a banda mudou o nome para Glory e depois ainda voltou ao nome original.




Adam Blessing (Bill Constable) - vocal
Bob Kalamasz - guitarra, vocal
Jim Quinn - guitarra, percussão, vocal
Ken Constable - guitarra, vocal
Ray Benich - baixo
Bill Schwark - bateria



1 Fingers On A Windmill
2 We Don´t Need It
3 Easy Come, Easy Go
4 Running Away
5 Turned To Stone
6 Please Stay Mine
7 Sometimes I Feel Like I Just Can´t Go On
8 Leaving It Up To You
9 Sweet Dream Lady

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Ange - Caricatures (1972)






Ange foi uma das principais bandas progressivas da França nos anos 70. Ela foi formada pelos irmãos Decamps e gravou alguns singles ainda em 1970. No início seu som era uma mistura de elementos da Pink Floyd, da Jethro Tull e da Genesis, mas era um som ainda por desenvolver-se. Esses singles foram reunidos depois num álbum de 1977 chamado En Concert. Caricatures é o álbum de estréia e mostra que o som acabou aproximando-se do da Genesis, não como imitação mas pelo gosto de teatralizar as coisas. A música, então, reuniu a tradição do vaudeville ao prog pesado e sinfônico, dominado pelo arsenal de teclados dos Decamps, ora melódicos, ora dissonantes. Contudo, o som ainda evoluiria mais.




Christian Decamps - órgão Hammond, piano, Mellotron, sintetizadores, vocal
Francis Decamps - órgão, sintetizadores, efeitos, vocal
Jean Michel Brezovar - guitarra, violão, flauta, vocal
Daniel Haas - baixo
Gerald Jelsch - bateria, percussão



1 Biafra 80 (Intro) 
2 Tels Quels 
3 Dignit?
4 Le soir du Diable
5 Caricatures 
6 Biafra 80 (Final)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Daniel Haas & Yves Hasselmann - Couleurs Du Temps (1978)






Yves Hasselmann era um músico com sólida formação erudita quando se interessou pelo jazz e pelo blues. Depois da banda Travelling seu trabalho ficou mais sinfônico até que se uniu ao ex-baixista da banda Ange Daniel Haas neste projeto progressivo. O som é instrumental e tranquilo e lembra um pouco a Caravan e Bo Hansson. É um belo disco.




Yves Hasselmann - piano, piano elétrico, sintetizadores
Daniel Haas - guitarra, baixo, violão 12 cordas
J. Louis Baverel - guitarra, violão
Christian Repiquet - bateria, percussão
Percussion– Richard Loury - percussão (4) 



1 À Travers Une Image
2 Quatre Heures
3 Fanfare Mécanique
4 Élodie
5 Où Je Vais D´Où Je Viens
6 N 57
7 Couleurs Du Temps
8 Au Petit Matin

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Travelling - Voici La Nuit Tombée (1973)






Essa banda é francesa e é liderada pelo órgão do Yves Hasselmann. Seu som lembra bastante a Soft Machine mas Hasselmann é bem menos acadêmico que Mike Ratledge, embora não menos talentoso. Isso significa que esse som é dado ao improviso e tem um pouco mais de alma, literalmente viajante. Essa sinceridade colocou esse único disco da Travelling entre os dez melhores da França.



Yves Hasselmann - piano, órgão Hammond, vocal
Jacques Goure - baixo
Roger Gremillot - bateria



1 Voici La Nuit Tombée
2 Flamenco
3 Passo
4 Soleil
5 Tout Compte Fait
6 Shema

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Picchio Dal Pozzo - Picchio Dal Pozzo (1976)






Picchio Dal Pozzo é de Gênova e foi o expoente da cena Canterbury na Itália, embora esse sub-gênero não tenha propriamente existido por lá. Ela era uma espécie de comunidade onde quem quisesse tocar era bem vindo, mas tudo girava em torno de Aldo De Scalzi. Seu som foi largamente influenciado pelo dadaísmo de Robert Wyatt, tanto é que esse primeiro disco é "dedicato a Roberto Viatti". As faixas são experimentais, jazzísticas, psicodélicas (Seppia) e bem humoradas.



Aldo De Scalzi - teclados, percussão, vocal
Andrea Beccari  - baixo, corneta, percussão, vocal
Paolo Griguolo - guitarra, percussão, vocal
Giorgio Karaghiosoff - percussão, vocal

com
Ciro Perrino (Celeste) - xillofone (3)
Leonardo Lagorio (Celeste) - sax contralto (5,7)
Vittorio De Scalzi - flauta (3,8)
Giorgio Karaghiosoff - flauta (5)
Gerry Manarolo - guitarra (7)
Carlo Pascucci - bateria (5,7)
Fabio Canini - bateria (5,6), percussão (3,5,7)
Cristina Pomarici - vocal (3c)



1 Merta
2 Cocomelastico
3 Seppia:
   a)Sottotitolo
   b)Frescofresco
   c)Rusf
4 Bofonchia
5 Napier
6 La Floricultura Di Tschincinnata
7 La Bolla
8 Off