terça-feira, 25 de abril de 2017
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Cressida - Cressida (1970)
Cressida surgiu em Londres, em 1968, no Big Bang do rock progressivo. Ela gravou dois discos e o segundo deles, Asylum, foi lançado postumamente em 1971. O pouco tempo na ativa talvez seja o motivo para ela ter permanecido numa certa obscuridade, porque qualidades ela tinha. Esse disco de estréia não é lá muito prog — as faixas são curtas e relativamente acessíveis, embora muito bem compostas. Há o domínio do órgão e uma certa influência da Moody Blues no seu som. Proto-prog então? Proto-prog.
No segundo disco, com um novo guitarrista, a banda entrou mais pelo campo prog.
Angus Cullen - vocal
John Heyworth - guitarra, vocal (5)
Peter Jennings - órgão, piano, harpsichord
Kevin McCarthy - baixo
Iain Clark - bateria
1 To Play Your Little Game
2 Winter is Coming Again
3 Time For Bed
4 Cressida
5 Home And Where I Long To Be
6 Depression
7 One Of A Group
8 Lights In My Mind
9 The Only Earthman In Town
10 Spring '69
11 Down Down
12 Tomorrow Is A Whole New Day
domingo, 23 de abril de 2017
Eloy - Floating (1974)
A Eloy nasceu na Alemanha em 1971 e naqueles dias ela era uma banda de rock pesado, ao estilo britânico da Deep Purple, isso quando não tocava umas baladas. O primeiro e auto-intitulado disco está nesse escopo mas já inclui alguns toques psicodélicos. Contudo, o próprio Frank Bornemann o classificou como um álbum "frutuosamente ruim", de uma banda ainda amadora. Depois de repensar tudo, Bornemann assumiu a liderança da banda e os vocais, que lembram os da Jethro Tull, só que com sotaque. Então, o segundo disco chamado "Inside" veio com o space-rock em faixas longas e misturando prog ao rock psicodélico, aí com forte influência da Pink Floyd. Em "Floating" o estilo da banda amadureceu e estabeleceu-se com distinção. São músicas longas e muito bem elaboradas, com maiores passagens instrumentais e com um maior papel para a guitarra. Mas a seção rítmica é que é de deixar a boca aberta.
Frank Bornemann - guitarra, vocal
Manfred Wieczorke - órgão, guitarra
Luitjen Jansen - baixo
Fritz Randow - bateria
1 Floating
2 The Light From Deep Darkness
3 Castle In The Air
4 Plastic Girl
5 Madhouse
6 Future City (Live)
7 Castle In The Air (Live)
8 Flying High (Live)
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Neuschwanstein - Alice In Wonderland (1976 - 2002)
A Neuschwanstein foi formada na Alemnha, em 1971, por Thomas Neuroth e Klaus Mayer, músicos que tinham sólida formação acadêmica. Eles também compartilhavam a admiração pelo rock sinfônico, especialmente pelo trabalho de Rick Wakeman. Outras bandas exerceram forte influência sobre eles, como a Camel, a Eloy e a King Crimsom. A banda tornou-se um ícone do prog sinfônico graças ao disco Battlement de 1978, que tem muitas semelhanças com o som da Genesis, principalmente quando lembramos do timbre de voz do Peter Gabriel. Battlement é sempre posto como o primeiro disco dela mas em 1976 ela gravou Alice Im Wunderland, baseado na obra de Lewis Carroll, e que deveria servir de trilha para uma performance ao vivo. Esse disco dormiu na prateleira por trinta anos. Por ser uma gravação ao vivo e não lapidada, a qualidade do som é mais ou menos, mas é um disco muito interessante.
Os discos da Neuschwanstein foram lançados pelo selo brasileiro Rock Symphony mas estão fora do catálogo.
Roger Weiler - guitarras de 6 e 12 cordas, narração
Thomas Neuroth - piano, órgão, sintetizador
Klaus Mayer - flauta, sintetizador
Rainer Zimmer - baixo
Hans-Peter Schwarz - bateria, percussão
1 White Rabbit
2 Gate To Wonderland
3 Pond Of Tears
4 Old Father's Song
5 Five-O'Clock-Tea
6 Palace Of Wonderland
7 The Court Of The Animals
8 Alice's Return
terça-feira, 18 de abril de 2017
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Pops Staples - "Peace" to the Neighborhood (1992)
Roebuck "Pops" Staples nasceu em 1914 e tocou com ninguém menos que Robert Johnson. Além dele, acompanhou Son House, Robert Jr. Lockwood e Charley Patton, entre muitos outros. Com companheiros como esses, era natural que Staples se tornasse um excelente guitarrista também. Contudo, o caminho dele foi diferente, pois seu trabalho era muito voltado para a religião. Assim sendo, ele ingressou em vários grupos gospel e formou o seu próprio, com seus filhos, chamado The Staple Singers. Com o passar do tempo e sob influência de Curtis Mayfield, esse grupo foi gradualmente inveredando pela soul music e depois pelo funk.
Pops nunca perseguiu uma carreira solo até gravar esse disco aqui, já septuagenário. Delicioso, esse álbum marca seu retorno às origens, ao blues e ao gospel. Tem uma bela lista de convidados, foi produzido por Ry Cooder e tem a família também.
Pops Staples faleceu em 2000, depois de sofrer uma queda em casa.
Pops Staples - guitarra, vocal
Ry Cooder - guitarra
Jackson Browne - guitarra, vocal
Jim Keltner - bateria
Bonnie Raitt - guitarra, vocal
Michael Toles - guitarra
Thomas Bingham - guitarra
Lester Snell - teclados
James "Hutch" Hutchinson - baixo
Buell Neidlinger - baixo
Dwyane Thomas - baixo
Milton Price - baixo
Andrew Love - sax
Wayne Jackson - trompete
Steve Potts - bateria
James Robertson - bateria
Ricky Fataar - bateria
Debra Dobkin - percussão
Cleotha Staples - vocal
Mavis Staples - vocal
Yvonne Staples - vocal
Bertram Brown - vocal
Terry Evans - vocal
William "Bill" Greene - vocal
Jackie Johnson - vocal
Arnold McCuller - vocal
Jacquelyn Reddick - vocal
1 World in Motion
2 Love Is a Precious Thing
3 America
4 Down in Mississippi
5 This May Be the Last Time
6 (Peace to) The Neighborhood
7 Miss Cocaine
8 Pray on My Child
9 Pray
10 I Shall Not Be Moved
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Steve Cropper, Pops Staples, Albert King - Jammed Together (1969)
Albert King trocou o selo Bobbin pela ascendente gravadora Stax em 1967. Nela ele gravou um sucesso após o outro, incluindo o icônico Born Under A Bad Sign. Nesses discos ele foi acompanhado pelos músicos da casa, ou seja, Booker T. & the MG's; nem sempre com todos juntos e mais constantemente com o excelente baterista Al Jackson Jr. Esses caras eram os melhores das redondezas e conheciam a fundo tanto o blues quanto o soul, o que deu um tempero extra ao trabalho de King.
Jammed Together é exatamente o que o título diz. São três guitarristas de estilos diferentes e com diferentes tons, facilmente identificáveis pelo ouvinte. Percebe-se até que eles estão solando um para o outro, divertindo-se. Predominantemente instrumental, este é um álbum de guitarra.
Steve Cropper - guitarra, vocal
Albert King - guitarra, vocal
Roebuck "Pops" Staples - guitarra, vocal
Booker T. & the MG's:
Booker T. Jones - teclados
Donald "Duck" Dunn - baixo
Al Jackson Jr. - bateria
Isaac Hayes - piano elétrico, piano
Marvell Thomas - piano elétrico
Willie T. Hall - bateria
Terry Manning - harmônica
The Mar-Keys - metais
1 What'd I Say (Ray Charles)
2 Tupelo (John Lee Hooker)
3 Opus De Soul
4 Baby, What You Want Me To Do (Jimmy Reed)
5 Big Bird (Eddie Floyd)
6 Homer's Theme
7 Trashy Dog
8 Don't Turn Your Heater Down
9 Water
10 Knock On Wood
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Otis Redding - Otis Blue / Otis Redding Sings Soul (1965)
Esse álbum é um clássico da soul music. Mais que isso, é um marco da música e nem Otis Redding, nem os músicos que entraram com ele nos estúdios da Stax Records imaginaram que ele tomaria tal dimensão. Não seria preciso dizer que é o melhor disco dele, e nem tem as melhores músicas que ele compôs. Talvez tenha sido uma conjunção astral, sei lá. O fato é que a grande motivação de Redding era fazer uma homenagem a Sam Cooke, seu ídolo que tinha falecido havia pouco tempo. Outro desejo foi gravar "Satisfaction" dos Stones, que foi inspirada em Redding e no estilo da Stax. No mais, foi a escolha perfeita do repertório, dos músicos e a química orgânica — as gravações duraram 24 horas apenas.
Entre os músicos estão os membros da Booker T. & MG's, residentes da casa, agora com um novo baixista, o Duck Dunn que se tornaria um dos mais requisitados em muitos gêneros.
Otis Redding faleceu dois anos depois num acidente aéreo.
Otis Redding - vocal
Booker T. & the MG's:
Booker T. Jones - órgão, teclados
Steve Cropper - guitarra
Donald "Duck" Dunn - baixo
Al Jackson Jr. - bateria
com
Isaac Hayes - piano, teclados
James Young - guitarra
Floyd Newman - sax barítono
Albrisco Clark - sax tenor
Andrew Love - sax tenor
Robert Holloway - sax tenor
Robert Pittman - sax tenor
Charles "Packy" Axton - sax tenor
Clarence Johnson Jr. - trombone
Gene "Bowlegs" Miller - trompete
Joe Arnold - trompete
John Farris - trompete
Sammie Coleman - trompete
Wayne Jackson - trompete
Ralph Stewart - baixo
Elbert Woodson - bateria
Earl Sims - backing vocals
William Bell – backing vocals
CD 1 - The Original Mono Album
1 Ole Man Trouble
2 Respect
3 A Change Is Gonna Come (Sam Cooke)
4 Down In The Valley (Solomon Burke)
5 I've Been Loving You Too Long
6 Shake (Sam Cooke)
7 My Girl (Smokey Robinson)
8 Wonderful World (Sam Cooke)
9 Rock Me Baby (B.B. King)
10 Satisfaction (Mick Jagger & Keith Richards)
11 You Don't Miss Your Water
Alternates & Singles:
12 I've Been Loving You Too Long (Mono Mix Of Stereo Album Version)
13 I'm Depending On You (B-Side)
14 Respect (Mono Mix Of Stereo Album Version)
15 Ole Man Trouble (Mono Mix Of Stereo Album Version)
16 Any Ole Way (B-Side)
17 Shake (Live, 1967 - Stereo Mix Of Single Version)Sam Cooke
Live At The Whisky A Go Go 1966
18 Ole Man Trouble
19 Respect
20 I've Been Loving You Too Long
21 Satisfaction
22 I'm Depending On You
23 Any Ole Way
CD 2 - The Original Stereo Album
1 Ole Man Trouble
2 Respect
3 Change Gonna Come
4 Down In The Valley
5 I've Been Loving You Too Long
6 Shake
7 My Girl
8 Wonderful World
9 Rock Me Baby B.B. King
10 Satisfaction
11 You Don't Miss Your Water
Alternate
12 Respect (1967 Version)
Live In Europe 1967
13 I've Been Loving You Too Long
14 My Girl
15 Shake
16 Satisfaction
17 Respect
terça-feira, 11 de abril de 2017
Booker T. & the MG's - Green Onions (1962)
E pensar que houve um tempo em que um disco instrumental podia chegar aos primeiros lugares nas paradas e ainda influenciar toda uma geração de jovens músicos do outro lado do Atlântico.
Booker T. Jones teve seu primeiro contato com o piano através da sua mãe que tocava Chopin e Lizt em casa. Aos 17 anos, ainda na escola, ele ganhava dinheiro como músico de estúdio da Stax, e foi aí que tudo começou. Booker T havia sido escalado para acompanhar um músico de rockabilly que não apareceu nos estúdios. Então, ele e os outros músicos, todos a serviço da Stax, começaram a brincar com um blues chamado Behave Yourself. O pessoal da produção curtiu e gravou. Booker disse que estava com um riff de órgão na cabeça e, menos de uma hora depois, surgiu Green Onions que estourou como single.
A banda que nasceu por acidente tornou-se a oficial da Stax Records e trabalhou em centenas de discos dos maiores nomes do blues, soul, etc... De certa forma, eles ajudaram a moldar esses discos anonimamente.
Tão importante quanto sua influência musical, foi o fato de ter se tornado um símbolo de integração racial no sul dos Estados Unidos, numa época de luta pelos direitos civis — dois membros eram negros e dois eram brancos.
Booker T. Jones - Hammond M3, baixo, guitarra
Steve Cropper - guitarra
Lewie Steinberg - baixo acústico e elétrico
Al Jackson Jr. - bateria
1 Green Onions
2 Rinky-Dink
3 I Got A Woman (Ray Charles)
4 Mo' Onions
5 Twist And Shout
6 Behave Yourself
7 Stranger On The Shore
8 Lonely Avenue (Doc Pomus)
9 One Who Really Loves You (Smokey Robinson)
10 You Can't Sit Down
11 A Woman, A Lover, A Friend
12 Comin' Home Baby
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