sábado, 29 de abril de 2017
Fantasy - Paint A Picture (1973)
Essa banda ensaiava num celeiro no condado de Kent, aí por 1971. Eles mandaram uma demo para a Polydor usando o nome de Firequeen. A Polydor gostou e os contratou por três anos. As músicas incluíam elementos de jazz e de música clássica, mas não eram longas e tinham o foco mais nos vocais do que nas passagens instrumentais. Esse álbum presta um tributo à bandas que estabeleceram o rock progressivo na Inglaterra, como a Barclay James Harvest e a Cressida. Antes de lançá-lo, a Polydor exigiu que a banda mudasse seu nome para Fantasy. A produção foi bem cuidada e as orquestrações foram feitas por Andrew Price Jackman, ex-companheiro de Chris Squire na banda The Syn. Contudo, as vendas não foram animadoras e o contrato não foi renovado. A Fantasy deixou um segundo álbum pronto, que foi engavetado e só lançado em 1992. Parece que os caras tinham mantido seus empregos originais e seguiram neles. Foi uma pena, pois eles demonstraram muita sensibilidade e qualidade. As melodias são muito bonitas.
David Metcalfe - teclados, vocal
Peter James - guitarra, vocal
Paul Lawrence - violão 12 cordas
David Read - baixo, vocal
Jon Webster - percussão, vocal
1 Paint A Picture
2 Circus
3 The Award
4 Politely Insane
5 Widow
6 Icy River
7 Thank Christ
8 Young Man's Fortune
9 Gnome Song
10 Silent Mime
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Beggar's Opera - Act One (1970)
A Beggars Opera foi formada na Escócia em 1969 e seu nome veio de um poema musicado de autoria de John Gay (1685-1732). Esse ó primeiro disco dela e seu som é heavy-psych com a clara intenção de progredir. Poucas bandas atreveram-se, logo na estréia, a reinterpretar peças clássicas como a Beggar's Opera fez aqui com as composições de Franz von Suppé (1819-1895) e também na faixa 4, que é um arranjo sobre a Marcha Turca de Mozart, com autoria erroneamente atribuída à banda. É verdade que a The Nice havia feito isso antes, mas a ELP, por exemplo, aventurou-se dois anos depois, e Rick Wakeman, cinco anos depois. Então, Act One é uma obra-prima que esteve à frente do seu tempo. No álbum seguinte a banda trocou o baixista e incorporou Virginia Scott, que tocava Mellotron. Aí progrediu de vez.
Martin Griffiths - vocal
Ricky Gardiner - guitarra, vocal
Alan Park - órgão, piano
Marshall Erskine - baixo
Ray Wilson - bateria
1 Poet And Peasant (Franz von Suppé)
2 Passacaglia
3 Memory
4 Raymond's Road
5 Light Cavalry (Franz von Suppé)
6 Sarabande
7 Think
terça-feira, 25 de abril de 2017
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Cressida - Cressida (1970)
Cressida surgiu em Londres, em 1968, no Big Bang do rock progressivo. Ela gravou dois discos e o segundo deles, Asylum, foi lançado postumamente em 1971. O pouco tempo na ativa talvez seja o motivo para ela ter permanecido numa certa obscuridade, porque qualidades ela tinha. Esse disco de estréia não é lá muito prog — as faixas são curtas e relativamente acessíveis, embora muito bem compostas. Há o domínio do órgão e uma certa influência da Moody Blues no seu som. Proto-prog então? Proto-prog.
No segundo disco, com um novo guitarrista, a banda entrou mais pelo campo prog.
Angus Cullen - vocal
John Heyworth - guitarra, vocal (5)
Peter Jennings - órgão, piano, harpsichord
Kevin McCarthy - baixo
Iain Clark - bateria
1 To Play Your Little Game
2 Winter is Coming Again
3 Time For Bed
4 Cressida
5 Home And Where I Long To Be
6 Depression
7 One Of A Group
8 Lights In My Mind
9 The Only Earthman In Town
10 Spring '69
11 Down Down
12 Tomorrow Is A Whole New Day
domingo, 23 de abril de 2017
Eloy - Floating (1974)
A Eloy nasceu na Alemanha em 1971 e naqueles dias ela era uma banda de rock pesado, ao estilo britânico da Deep Purple, isso quando não tocava umas baladas. O primeiro e auto-intitulado disco está nesse escopo mas já inclui alguns toques psicodélicos. Contudo, o próprio Frank Bornemann o classificou como um álbum "frutuosamente ruim", de uma banda ainda amadora. Depois de repensar tudo, Bornemann assumiu a liderança da banda e os vocais, que lembram os da Jethro Tull, só que com sotaque. Então, o segundo disco chamado "Inside" veio com o space-rock em faixas longas e misturando prog ao rock psicodélico, aí com forte influência da Pink Floyd. Em "Floating" o estilo da banda amadureceu e estabeleceu-se com distinção. São músicas longas e muito bem elaboradas, com maiores passagens instrumentais e com um maior papel para a guitarra. Mas a seção rítmica é que é de deixar a boca aberta.
Frank Bornemann - guitarra, vocal
Manfred Wieczorke - órgão, guitarra
Luitjen Jansen - baixo
Fritz Randow - bateria
1 Floating
2 The Light From Deep Darkness
3 Castle In The Air
4 Plastic Girl
5 Madhouse
6 Future City (Live)
7 Castle In The Air (Live)
8 Flying High (Live)
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Neuschwanstein - Alice In Wonderland (1976 - 2002)
A Neuschwanstein foi formada na Alemnha, em 1971, por Thomas Neuroth e Klaus Mayer, músicos que tinham sólida formação acadêmica. Eles também compartilhavam a admiração pelo rock sinfônico, especialmente pelo trabalho de Rick Wakeman. Outras bandas exerceram forte influência sobre eles, como a Camel, a Eloy e a King Crimsom. A banda tornou-se um ícone do prog sinfônico graças ao disco Battlement de 1978, que tem muitas semelhanças com o som da Genesis, principalmente quando lembramos do timbre de voz do Peter Gabriel. Battlement é sempre posto como o primeiro disco dela mas em 1976 ela gravou Alice Im Wunderland, baseado na obra de Lewis Carroll, e que deveria servir de trilha para uma performance ao vivo. Esse disco dormiu na prateleira por trinta anos. Por ser uma gravação ao vivo e não lapidada, a qualidade do som é mais ou menos, mas é um disco muito interessante.
Os discos da Neuschwanstein foram lançados pelo selo brasileiro Rock Symphony mas estão fora do catálogo.
Roger Weiler - guitarras de 6 e 12 cordas, narração
Thomas Neuroth - piano, órgão, sintetizador
Klaus Mayer - flauta, sintetizador
Rainer Zimmer - baixo
Hans-Peter Schwarz - bateria, percussão
1 White Rabbit
2 Gate To Wonderland
3 Pond Of Tears
4 Old Father's Song
5 Five-O'Clock-Tea
6 Palace Of Wonderland
7 The Court Of The Animals
8 Alice's Return
terça-feira, 18 de abril de 2017
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Pops Staples - "Peace" to the Neighborhood (1992)
Roebuck "Pops" Staples nasceu em 1914 e tocou com ninguém menos que Robert Johnson. Além dele, acompanhou Son House, Robert Jr. Lockwood e Charley Patton, entre muitos outros. Com companheiros como esses, era natural que Staples se tornasse um excelente guitarrista também. Contudo, o caminho dele foi diferente, pois seu trabalho era muito voltado para a religião. Assim sendo, ele ingressou em vários grupos gospel e formou o seu próprio, com seus filhos, chamado The Staple Singers. Com o passar do tempo e sob influência de Curtis Mayfield, esse grupo foi gradualmente inveredando pela soul music e depois pelo funk.
Pops nunca perseguiu uma carreira solo até gravar esse disco aqui, já septuagenário. Delicioso, esse álbum marca seu retorno às origens, ao blues e ao gospel. Tem uma bela lista de convidados, foi produzido por Ry Cooder e tem a família também.
Pops Staples faleceu em 2000, depois de sofrer uma queda em casa.
Pops Staples - guitarra, vocal
Ry Cooder - guitarra
Jackson Browne - guitarra, vocal
Jim Keltner - bateria
Bonnie Raitt - guitarra, vocal
Michael Toles - guitarra
Thomas Bingham - guitarra
Lester Snell - teclados
James "Hutch" Hutchinson - baixo
Buell Neidlinger - baixo
Dwyane Thomas - baixo
Milton Price - baixo
Andrew Love - sax
Wayne Jackson - trompete
Steve Potts - bateria
James Robertson - bateria
Ricky Fataar - bateria
Debra Dobkin - percussão
Cleotha Staples - vocal
Mavis Staples - vocal
Yvonne Staples - vocal
Bertram Brown - vocal
Terry Evans - vocal
William "Bill" Greene - vocal
Jackie Johnson - vocal
Arnold McCuller - vocal
Jacquelyn Reddick - vocal
1 World in Motion
2 Love Is a Precious Thing
3 America
4 Down in Mississippi
5 This May Be the Last Time
6 (Peace to) The Neighborhood
7 Miss Cocaine
8 Pray on My Child
9 Pray
10 I Shall Not Be Moved
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