quarta-feira, 5 de julho de 2017

L'Uovo di Colombo - L'Uovo di Colombo (1973)







Alguns sites e publicações especializados em rock progressivo simplesmente ignoram essa excelente banda romana. Outros desdenham desse único álbum e sugerem que a L'Uovo di Colombo é uma banda de hard-rock que quis fazer prog, ou que é uma seguidora da ELP. Eu não concordo com nada disso. E eu, que nem sou dos maiores fãs do rock progressivo italiano, gosto muito desse álbum e o tenho como um favorito. 
A banda foi formada em 1970 pelos irmãos Volpini — Elio havia sido membro da conceituada Flea On The Honey e depois tocaria com a Etna. O som é dominado pelo órgão, e se não é dos mais originais e emotivos, é muito bem elaborado e altamente energético. Há ainda quem critique o vocalista. OK, mas e o Bob Dylan, hein?





Enzo Volpini - teclados eletrônicos e acústicos, violão, vocal (1), backing vocal
Elio Volpini - baixo, guitarra, backing vocal
Toni Gionta - vocal
Ruggero Stefani - bateria, percussão, backing vocal





1L'indecisione (Vedi "I King")
2 Io
3 Anja (Coscienza E Vanità)
4 Vox Dei
5 Turba
6 Consiglio
7 Vision Della Morte
8 Scherzo

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Edhels - Oriental Christmas (1985)








Essa banda é de Mônaco, foi fundada em 1981 e este aqui é o segundo disco dela. Ela, aparentemente, ainda está na ativa e ainda é liderada pelo excelente guitarrista Marc Ceccotti. Nessa época aí seu som era progressivo e é inegável a influência de Steve Hackett sobre ele e sobre o estilo de Ceccotti também. Se o disco não é nenhum primor de originalidade, ao menos deve-se elogiar a banda por lançar um trabalho assim numa década em que o prog praticamente extinguiu-se e o próprio Steve Hackett estava meio perdido. 





Marc Ceccotti - guitarra, baixo, teclados
Jean Louis Suzzoni - guitarra
Noël Damon - teclados
Jacky Rosati - bateria, percussão, teclados
Valérie - backing vocal (8)





1   Ragtag
2   Spring Road
3   Tepid Wind
4   Ca... Li... Vi... Sco
5   Oriental Christmas
6   F... D... Smile
7   Imaginary Dance
8   Souvenir 76
9   Absynthe
10 Agatha
11 Nan Madol

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Paranoise - Private Power (2000)








Paranoise se define como uma irmandade de músicos que frequentam mais ou menos os mesmos círculos, e aí eu me refiro aos trabalhos do ex-Brand X Percy Jones, do guitarrista David Torn e do trompetista Don Cherry. Aí a gente percebe que o prog e o jazz são elementos do som da banda mas não só, pois tem muito de hard-rock também. O grupo é liderado pelo guitarrista Jim Matus que estudou na Berklee e foi aluno de Pat Metheny e John Scofield. Mas talvez o elemento mais importante, e presente nos cinco discos lançados, é a temática política. Eles criticam duramente a ganancia das corporações e denunciam sua intenção de manter pobres na pobreza. Private Power é o terceiro disco e é muito legal.





Jim Matus - guitarra, violão, dulcimer, alaúde, harmonium, sampling
Thorne Palmer - vocal, violão
Rohan Gregory - violino
Bob Laramie - baixo
Geoffrey Brown - bateria, percussão 
com:
Jim Cole - harmonização vocal (7, 9, 12)
Judy Stanton Cohen - violino elétrico de 5 cordas (1)
Scott Spencer - digeridoo (3, 9, 12)





1   Evil Vs. Evil 
2   Instability, Containment, Rollback 
3   Tetrahedral Metaphor 
4   Mechanical World 
5   International Monetary Fun 
6   Constant Fear
7   Structural Adjustment 
8   Private Power 
9   Tarana 
10 Not There 
11 Centerless Grinding
12 Monuments

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Priam - 3 Distances (1998)








Priam foi uma excelente banda francesa que equilibrou seu som com jazz-rock, prog-rock sinfônico e space-rock — mas pode chamar de fusion. A guitarra é o instrumento dominante, assim como o guitarrista Casagrande é o compositor de quase tudo. Esse é o primeiro disco dela e no lançamento original o título era "... 3 Distances / Irregular Signs ...". A banda lançou mais um álbum e depois se separou. De todos os quatro, apenas o baterista é quem tem uma carreira longeva. 





Chris Casagrande - guitarra
Laurent Lacombe-Colomb - teclados
Bertrand Hulin-Bertaud - baixo
Emma.M (Emmanuel Mario) - bateria





1   Metamorphosis 
2   Labyrinth 
3   Signs Beyond the Euphrates 
4   Initiatic Quotient of the Monk - I. Hyper Eyes 
5   Initiatic Quotient of the Monk - II. Birth of Ucbald 
6   Initiatic Quotient of the Monk - III. Spiral Irregular End 
7   Dream in a Blue Forest 
8   Distances 
9   Eternal Spheres 
10 Irregular Signs 

terça-feira, 27 de junho de 2017

John Coltrane Quartet - Ballads (1962)








Os últimos anos de vida de John Coltrane não foram moleza. Seu trabalho vinha derrubando barreiras, todas aquelas notas, duas notas ao mesmo tempo... No álbum 'Live at Village Vanguard', notadamente na faixa 'Chasin the Trane', ele viaja por 15 minutos sem sequer um tema. Por essas coisas ele começou a ser duramente criticado, acusado de nonsense e de não mais estar tocando jazz. Deve ter sido duro. Com esse seu quarteto solidificado ele respondeu com o álbum 'Ballads' que consiste em releituras de oito clássicos dos seus tempos mais dançantes. Este é um álbum belíssimo, capaz de transformar um dia ruim, o trânsito caótico ou o noticiário político. Aí os tais críticos caíram de pau em cima dele, acusando-o de fazer um disco acessível. 





John Coltrane - sax tenor
McCoy Tyner - piano
Jimmy Garrison - baixo
Elvin Jones - bateria





1 Say It (Over And Over Again)
2 You Don't Know What Love Is
3 Too Young To Go Steady
4 All Or Nothing At All
5 I Wish I Knew
6 What's New
7 It's Easy To Remember
8 Nancy (With The Laughing Face)

domingo, 25 de junho de 2017

Bon Scott with Fraternity - Livestock (1971)








A história das bandas Fraternity e Blackfeather se cruza quando Bon Scott e John Bisset foram colaborar na gravação do álbum da segunda e quando ambas combinaram sobre quem lançaria a música Seasons of Change. Então, o que foi sucesso para a Fraternity, acabou sendo o fim para a Blackfeather. Não porque ela não a lançou, mas porque a gravadora desrespeitou o acordo e a lançou no álbum da Blackfeather sem autorização dos membros.
Já a história do Bon Scott é bem mais complicada mas a gente pode começar pela primeira gravação dele, que foi com a banda The Valentines. Quando essa banda se dissolveu, o líder da banda Fraternity, Bruce Howe, convidou Scott para ser seu vocalista. Eles viviam em Adelaide numa comunidade hippie e assinaram contrato com um selo independente local chamado Sweet Peach. O single com a música Seasons of Change fez muito sucesso e o LP veio logo depois. A banda excursionou muito e abriu shows para bandas famosas como a Deep Purple, Free e Manfred Mann. Tudo ia muito bem até que Bon Scott se arrebentou com uma motocicleta. Ele teve inúmeras fraturas, cortes, perdeu dentes e ficou em coma por um tempão. Quando acordou, a Fraternity não existia mais. Mas ele ficou sabendo que uns tais irmãos Young estavam montando uma banda e ...
O som aqui não tem nada a ver com o hard-rock baseado em blues da AC/DC; é mais psicodélico e tem até uma vontade de ser prog na faixa 5, Raglan's Folly. Isso se deve ao bom guitarrista Mick Jurd, que foi influenciado por músicos como Wes Montgomery e Barney Kessel.





Bon Scott - vocal
Mick Jurd - guitarra
Bruce Howe - baixo
John Bisset - teclados
John Freeman - bateria
"Uncle" John Eyers – harmônica (1, 11)





1   The Race Part I
2   Seasons of Change
3   Livestock
4   Summerville
5   Raglan's Folly
6   Cool Spot
7   Grand Canyon Suites
8   Jupiter's Landscape
9   You Have A God
10 It
11 The Race Part II

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Blackfeather - At The Mountains Of Madness (1971)








A Blackfeather foi uma das melhores bandas progressivas da Austrália e esse foi o primeiro disco que ela lançou. A origem dela está numa outra banda chamada The Dave Miller Set. Quando o Miller decidiu seguir em carreira solo, os remanescentes fundaram a Blackfeather e antes mesmo de lançarem esse álbum o line-up já tinha mudado. Ao todo, 50 músicos já passaram por ela. 
Para as gravações foram convidados dois músicos de uma outra banda chamada Fraternity, e um deles era o Bon Scott que mais tarde ficaria famoso como o vocalista da AC/DC. Scott adorou a música Seasons Of Change e fez um acordo com o pessoal da Blackfeather para que ele pudesse lançá-la com a Fraternity num single. Esse single foi um grande sucesso e a gravadora da Blackfeather não respeitou o acordo e incluiu a música no LP. Os caras brigaram com a gravadora, brigaram entre si, e se separaram. Neale Johns detinha os direitos sobre o nome e a reformulou; e reformulou...





John Robinson - guitarra, violão, efeitos
Neale Johns - vocal
Robert Fortescue - baixo
Alexander Kasn - bateria
com:
Ronald (Bon) Belford Scott - backing vocal, percussão, gravador (3)
John Bisset - piano elétrico





1 At The Mountains Of Madness
2 On This Day That I Die
3 Seasons Of Change Part 1
4 Mangos Theme Part 2
5 Long Legged Lovely
6 The Rat (Suite):
  a - Main Title (The Rat)
  b - The Trap
  c - Spanish Blues
  d - Blazwaorden (Land Of Dreams)
  e - Finale (The Rat)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Legs Diamond - Legs Diamond (1977)








A Legs Diamond foi uma ótima banda de hard rock norte-americana que era encarada como uma alternativa à Deep Purple. Eu não sei se ela realmente parou — faz mais de dez anos que não lança um disco — mas contratos ruins e mau gerenciamento financeiro fizeram com que ela decaísse muito, se comparamos com seus primeiros dois discos. Esse é o primeiro, corajosamente lançado numa época em que a América do Norte só queria saber da disco music. É cheio de ótimos riffs em que cada nota tem efeito, numa mistura bacana da agressividade britânica com a melodia americana. A banda Kiss ofereceu mundos e fundos para gravar a música 'Satin Peacock' antes, mas eles recusaram solenemente.
A propósito, Legs Diamond foi um gangster dos anos 20, daí essa capa. 




Michael "Diamond" Gargano - baixo
Roger Romeo - guitarra, vocal
Rick Sanford - vocal, flauta, percussão
Michael Prince - teclados, guitarra, vocal
Jeff Poole - bateria, percussão





1 It's Not The Music
2 Stage Fright
3 Satin Peacock
4 Rock And Roll Man
5 Deadly Dancer
6 Rat Race
7 Can't Find Love
8 Come With Me

terça-feira, 20 de junho de 2017

Bakery - Momento (1972)








Bakery foi uma banda australiana com as cores do blues e da psicodelia na sua música. E ela também foi influenciada pelo jovem rock progressivo. No primeiro disco ela misturou tudo isso sem muita consistência, mas nesse aqui, o segundo ela mostra que encontrou sua identidade sonora. Momento tem ótimas passagens instrumentais com espaço para os solos de guitarra, órgão e flauta. A flauta, aliás, é tocada por um ex-membro. O som acaba por parecer com aquele que era feito anos antes, no surgimento do rock-progressivo, e pode ser comparado ao da Traffic, Family e Procol Harum. 





Peter Walker - guitarra, gaita, vocal
Rex Bullen - órgão, piano, vocal
Mark Verschuer - vocal
Eddie McDonald - baixo
Hank Davis - bateria, vocal





1 Holocaust
2 Pete For Jennie
3 Living With A Memory
4 S.S. Bounce
5 The Gift
6 When I'm Feeling
7 Faith To Sing A Song