domingo, 13 de agosto de 2017

Tibet - Tibet (1978)








A Tibet teve origem na região de Dortmund e esse é o único que disco que lançou. Desde 1972 ela atuava ao vivo, abrindo shows da Out Of Focus e da Embryo, e nesse início seu som estava mais para Yes e Pink Floyd do que para essas bandas. Antes desse disco ela lançou um single que tendia ao pop. Aí, para o LP, eles repensaram todo o trabalho e o resultado foi um prog complexo e sofisticado, com teclados clássicos e com elementos do space-rock. Contudo, sua característica mais marcante está no vocal que, antes de ler-se os créditos, pode-se jurar ser feminino.





Kalus Werthmann - vocal
Deff Ballin - teclados, percussão
Jürgen Grutzsch - guitarra, percussão
Dieter Kumpakischkis - teclados
Karl Heinz Hamann - baixo, percussão
Fred Teske - bateria, guitarra, vocal





1 Fight Back 
2 City By The Sea
3 White Ships And Icebergs 
4 Seaside Evening  
5 Take What's Yours  
6 Eagles
7 No More Time 


sábado, 12 de agosto de 2017

Octopus - The Boat of Thoughts (1976)








A Octopus era de Frankfurt e foi fundada por Pit Hensel e Claus Kniemeyer. Seu som tinha um pé firmemente apoiado no início dos anos 70, enquanto aproveitava as novas tecnologias para criar seu prog pesado e refinado. As letras são em inglês e o vocal feminino a aproxima da Curved Air, porém sem o lado clássico. Eles mesmos financiaram esse primeiro disco e rodaram com ele como demo, até que a gravadora Sky os contratasse e o lançasse no ano seguinte. Ele tem boas estruturas rítmicas e arranjos para os sintetizadores. 





Pit Hensel - guitarras
Werner Littau - teclados
Jennifer Hensel  - vocal
Claus D. Kniemeyer - baixo
Frank Eule - bateria





1 The First Flight Of The Owl
2 Kill Your Murderer
3 If You Ask Me
4 The Delayable Rise Of Glib
5 We're Losing Touch 
6 The Boat Of Thoughts

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Blinddog Smokin' - Up From The Tracks (2010)








A Blinddog Smokin' foi formada em 1993 por Carl Gustafson e Chuck Gullens, e desde então foi indicada ao Grammy e ganhou outros dez prêmios. Ela faz uma mistura bem legal de blues, soul e funk e parece ser mais um coletivo do que uma banda. Há uns oito membros mais ou menos estáveis e os demais são convidados. Entre eles destacam-se Bobby Rush e Billy Branch, assíduos nas indicações para o Grammy.





Carl Gustafson - vocal, harmônica
Bobby Rush - harmônica
Billy Branch - harmônica 
Gino Matteo - guitarra
Chalo Ortiz - guitarra
Carl Weathersby - guitarra
Sherman Robertson - guitarra
Donald Markowitz - guitarra, violão
Mo Beeks - teclados, vocal
Alan Steinberger - piano, Wurlitzer, Fender Rhodes
Chicago   (Mr. Look so good) - bateria, vocal
Roland “Junior Bacon” Pritzker - baixo, vocal
Ronnie Gutierrez - percussão
Chuck Findley - trompete
Barry Kim - trompete
Nick Lane - trombone
Tom Saviano - sax
Rev. Dave Bonuff - sax
Mindi Abair - sax
Linda McCrary - vocal
Angela Michael - vocal
Robbyn Kirmssé - vocal
Kayla Balch - vocal





1  Money
2  Angels At The Crossroads 
3  Bobby Rush's Bus
4  Lace & Leather
5  Just Come Home To Die 
6  Miss Peggy's 
7  Funky Old Man
8  Church Of Fools 
9  Cognac And Chocolate 


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Onesko Bogert Ceo Project - Big Electric Cream Jam (2009)








Esse disco é um tributo ao Cream mas não é só isso. Esses caras acabaram por fazer aquilo que a gente esperava que a "Cream Reunion" de 2005 tivesse sido e não foi. Ou seja, eles pegaram dez músicas emblemáticas com aqueles riffs de matar e aplicaram todas as transformações que o blues-rock sofreu em trinta anos. O resultado tem mais musculatura e energia mas cada um segue respeitosamente fiel ao seu correspondente original, especialmente Tim Bogert em relação a Jack Bruce. E Bogert é tão lendário quanto Bruce; certamente dois dos maiores baixistas do rock. Onesko é um veterano virtuoso e em algumas faixas sua guitarra parece encaixar-se melhor que a de Clapton (é heresia minha, eu sei). Emery Ceo é um cara que veio do heavy-metal mas aqui também mantem-se reverente ao estilo jazzy de Ginger Baker. Enfim, o disco foi gravado ao vivo e é pra lá de bom.





Mike Onesko (Blindside Blues Band) - guitarra, vocal
Tim Bogert (Vanilla Fudge, Cactus, Beck, Bogert & Appice) - baixo
Emery Ceo (Blindside Blues Band) - bateria, vocal
Chris Boras - baixo (Sweet Wine)





1   Crossroads [Robert Johnson]
2   Politician
3   Sitting On Top Of The World [Howlin' Wolf]
4   Outside Woman Blues
5   Tales Of Brave Ulysses
6   I'm So Glad [Skyp James]
7   Spoonful [Willie Dixon]
8   Toad
9   We're Going Wrong
10 Sunshine Of Your Love + Hidden Jam : Sweet Wine

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Otis Spann - Otis Spann's Chicago Blues (1966)








Otis Spann definiu o papel do piano no blues ao lado de outros grandes como Memphis Slim ou Big Maceo Merryweather. Durante a maior parte da sua carreira ele foi o fiel escudeiro de Muddy Waters. Sua carreira solo começou tarde e sua vida terminou muito cedo, aos quarenta anos. Seu primeiro disco solo chamou-se "Otis Spann Is The Blues" e nem de longe foi um exagero, muito menos presunção. Este álbum reúne gravações de 1665/1966 divididas entre apresentações solo e com acompanhamento. E é uma outra dimensão de acompanhamento, pois aí está a banda de Muddy Waters. Originalmente ele foi lançado como "Nobody Knows My Troubles", meio que um lamento premonitório. Daí por diante a saúde dele degenerou-se rapidamente, até sua morte em 1970. Mas ele não parou de fazer obras-primas. Neste disco há algumas das poucas músicas em que ele aventurou-se no órgão.





Otis Spann - piano, vocal, órgão
James Cotton - harmônica (1, 3, 6, 9, 12)
Big Walter Horton - harmônica (15)
Johnny Shines - guitarra (15)
Johnny Young - guitarra (1, 3, 6, 9, 12)
Jimmy Lee Morris - baixo (1, 3, 6, 9, 12)
Lee Jackson - baixo (15)
Fred Below - bateria (15)
Robert Whitehead - bateria (8) 
S.P. Leary - bateria (1, 3, 6, 9, 12)





1   Get Your Hands Out Of My Pocket
2   Nobody Knows My Troubles
3   Sarah Street
4   Worried Life Blues
5   You Can't Hide
6   Jack-Knife
7   What's On Your Worried Mind?
8   Vicksburg Blues
9   Who's Out There?
10 Spann's Boogie Woogie
11 See See Rider
12 Lovin' You
13 One-Room Country Shack
14 Mr. Jelly-Roll Baker
15 G.B. Blues (Instrumental)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Chris Farlowe With The Hill - From Here To Mama Rosa (1970)








Chris Farlowe é uma das vozes mais distintas da Inglaterra. Sua carreira começou nos anos 50 e até este álbum ela foi relacionada ao Rhythm & Blues e ao Blues. Antes, ele atuava numa banda chamada Thunderbirds que tinha Dave Greenslade nos teclados e Carl Palmer na bateria. Aqui ele juntou-se à banda The Hill e aproximou-se do folk e do prog. Se a voz de Farlowe era especial, os membros da The Hill eram instrumentistas de primeira, todos treinados por Chris Barber, o mestre do jazz e do blues britânicos. A associação deles ficou só neste disco e Farlowe foi rever Dave Greenslade na extraordinária Colosseum. Depois ainda deu uma passada na Atomic Rooster mas Carl Palmer não estava mais lá.





Chris Farlowe - vocal
Peter Robinson (Quatermass) - teclados
Steve Hammond (Fat Mattress) - guitarra
Bruce Waddell - baixo
Colin Davy (Ronnie Lane) - bateria
Paul Buckmaster (Quatermass, Bowie) - cello





1   Traveling Into Make Believe 
2   Fifty Years
3   Where Do We Go From Here 
4   Questions 
5   Head In the Clouds 
6   Are You Sleeping 
7   Black Sheep
8   Winter In My Life 
9   Mama Rosa
10 Put Out The Lights (A-Side 1970)
11 Sylvie (US-Only A-Side 1969)
12 The Fourth Annual Convention Of The Battery Hen Farmers' Association Part        II (US-Only B-Side 1969)
13 Dawn (A-Side 1968)
14 April Was The Month (B-Side 1968) 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

The Blues Project - Projections (1966)








A Blues Project foi uma banda do Greenwich Village de Nova York notável por fazer seu rock psicodélico profundamente enraizado no blues. Ela também ganhou fama por priorizar os palcos, tanto é que que seu disco de estréia foi gravado ao vivo. Esse é o segundo álbum dela e o primeiro gravado em estúdio. Mais adiante Al Kooper e Steve Katz formariam a Blood, Sweat & Tears, mas aí som foi mais o lado do jazz e não teve nada a ver com o que a Blues Project fez. Al Kooper, aliás, teve uma ótima parceria com Michael Bloomfield e foi produtor de grandes álbuns, tanto de jazz, como de blues.





Danny Kalb - guitarra, vocal
Al Kooper - teclados, vocal
Steve Katz - guitarra, harmônica, vocal
Andy Kulberg - baixo, flauta
Roy Blumenfeld - bateria





CD 1, Stereo
1   I Can't Keep From Cryin' Sometimes [Blind Willie Johnson]
2   Steve's Song
3   You Can't Catch Me [Chuck Berry]
4   Two Trains Running [Muddy Waters]
5   Wake Me, Shake Me
6   Cheryl's Going Home
7   Flute Thing
8   Caress Me Baby [Jimmy Reed]
9   Fly Away
10 Love Will Endure


CD 2, Mono
1   I Can't Keep From Cryin' Sometimes
2   Steve's Song
3   You Can't Catch Me
4   Two Trains Running
5   Wake Me, Shake Me
6   Cheryl's Going Home
7   Flute Thing
8   Caress Me Baby
9   Fly Away
10 When There's Smoke, There's Fire
11 No Time Like The Right Time

segunda-feira, 31 de julho de 2017

The Siegel-Schwall Band - The Complete Vanguard Recordings & More! (1966-1970)








A Siegel-Schwall está entre as primeiras bandas brancas a tocar blues e receberem reconhecimento. Quando Paul Butterfield saiu da estrada foi ela quem continuou a jornada.
Siegel e Schwall conheceram-se na faculdade e ambos tocavam na banda de jazz dela, primeiramente sem serem amigos. Siegel tocava saxofone clássico então, mas era fã de blues. Já Schwall tinha interesse em country. Nenhum dos dois pensava realmente em ter uma carreira musical. Um dia, num encontro fortuito no elevador, Siegel perguntou ao Schwall se ele também tocava blues e isso bastou para formassem a dupla em 1964. No início era só uma dupla mesmo, com Siegel tocando um pequeno kit de percussão que ficava embaixo do piano e ainda se virando na gaita e vocal. Logo eles se tornaram uma banda completa e se tornaram residentes no melhor clube de blues do mundo, o Pepper's de Chicago. Era comum que caras como Muddy Waters e Howlin' Howlf subissem ao palco com eles. E eles ainda estão na estrada.
Essa coletânea reúne os seus quatro primeiros álbuns e é muito bacana porque contém o segundo, Say Siegel-Schwall, que não foi relançado em CD e é apontado como o ponto mais alto da banda.





Corky Siegel - harmônica, piano elétrico, piano, vocal
Jim Schwall - guitarra, bandolim, vocal
Rollo Radford - baixo elétrico e acústico
Jack Dawson - baixo
Jos Davidson - baixo, vocal
Russ Chadwick - bateria
Shelly Plotkin - bateria





CD 1
The Siegel-Schwall Band, 1966
1   Howlin' For My Darlin'
2   I've Had All I Can Take (Instr.)
3   Down In The Bottom
4   I've Had All I Can Take
5   Boot Hill
6   When I Get The Time
7   I've Got To Go Now
8   Mama/Papa
9   I'll Be The Man
10 Little Babe
11 Going To New York
12 Mary
13 So Glad You're Mine
14 Hoochie Coochie Man
15 Break Song

CD 2
Say Siegel-Schwall, 1967
1   I'm A King Bee
2   Slow Blues In A
3   You Don't Love Me
4   I.S.P.I. Blues (Illinois State Psychiatric Institution)
5   Bring It With You When You Come
6   My Baby Thinks I Don't Love Her
7   That's Why I Treat My Baby So Fine
8   I Like It Where We Walked
9   Easy Rider
10 I Like The Way You Walk
11 Don't Want No Woman
12 Sneaky Pete (Take Two)

CD 3
Shake!, 1968
1   Shake For Me
2   My Starter Won't Start
3   Jim Jam
4   Louise, Louise Blues
5   Wouldn't Quit You
6   You Can't Run That Fast
7   Think
8   334-3599
9   Rain Falling Down
10 Get Away Man
11 Yes, I Love You

Siegel-Schwall 70, 1970
12 I Don't Want You To Be My Girl
13 Do You Remember
14 Geronimo
15 Angel Food Cake
16 Walk In My Mind
17 Song
18 Tell Me
19 A Sunshine Day In My Mind

sexta-feira, 28 de julho de 2017

England - Garden Shed (1977)








Formada no condado de Kent, a banda England estreou em 1975 com um EP ambicioso gravado nos estúdios Marquee chamado The Imperial Hotel, que nunca foi lançado oficialmente. Nessa época a banda não tinha um baixista e Robert Webb fazia essas linhas no Moog. O baterista também era outro. Garden Shed é o primeiro LP, lançado após as mudanças na formação. Ele é um dos grandes exemplares do rock sinfônico britânico. Seu som mistura claramente as influências da Genesis e da Yes e, embora não seja particularmente original, é realmente inspirado e virtuosamente executado. O único motivo desse disco não figurar na galeria dos grandes clássicos é o fato de ter sido concebido e lançado numa época de declínio do prog, sendo pouco ouvido e restando pouco conhecido.





Frank Holland - guitarras, vocal, Mellotron, violão Leslie
Robert Webb - Mini-Moog, Hammond, harpsichord, Mellotron, Fender Rhodes, piano, Hohner clavinet, violão 12 cordas, vocal
Martin Henderson - baixo, violão, vocals
Jode Leigh - bateria, percussão, baixo (5), vocal

CD 2 com:
Al Johnson - guitarra, guitarra MIDI
Steve Laffy - bateria
Maggie Alexander - Mellotron
Johnny Gee - baixo
Eun Jung Lee - grand piano
Yutaka Matsuda - baixo
Marco Bernard - baixo Rickenbacker
Bogáti-Bokor Ákos - guitarra
Henrry Dagg - solo de serra
Steve Unruh - bateria,  percussão





CD 1
1. Midnight Madness
2. All Alone (Introducing) 
3. Three Piece Suite
4. Paraffinalea
5. Yellow 
6. Poisoned Youth

CD 2
1 Nanagram (Live, 2006)
2 Carmina Burana
3 Fags, Booze & Lottery
4 The Ladies Valley
5 Masters Of War
6 Three Piece Suite (Olympic Version, 1976)
7 Heebeegeebee
8 Nanagram

quarta-feira, 26 de julho de 2017

The Third Power - Believe (1970)








Esse é um incrível power trio formado em 1968, em Michigan, que aproximou o rock psicodélico do hard rock. Ele lançaram apenas esse disco e é comum haver comparações com o som da Cream. Eu acho que é por causa do estilo vocal do Jem Targal que, embora com timbre muito diferente, lembra o sobe-desce do Jack Bruce. Eu diria que a guitarra tem mais influências de Hendrix, e a seção rítmica honra a tradição dos grandes power trios. O problema é a produção; tem tanto eco no vocal que afoga os instrumentos. Mas é um discão. Depois, Drew Abbott foi tocar com Bob Segger.





Drew Abbott - guitarra, vocal
Jem Targal - vocal, baixo
Jim Craig - bateria, vocal
com:
Sam Charters - órgão, piano, produção





1   Gettin' Together
2   Feel So Lonely
3   Passed By
4   Lost In A Daydream
5   Persecution
6   Comin' Home
7   Won't Beg Any More
8   Crystalline Chandelier
9   Like Me Love Me
10 We, You, I
11 Snow