sábado, 6 de janeiro de 2018

Man - Back Into The Future (1973)








A Man foi a primeira banda do País de Gales a entrar para o circuito do rock britânico. Ela surgiu em 1969 liderada por Micky Jones, que foi o único membro permanente nas suas 14 formações e nos seus 30 álbuns. Micky faleceu em 2010.
Ela se diferenciou por misturar o prog à música característica da costa oeste  americana, e ficou famosa por ser muito melhor ao vivo. E assim é Back Into The Future. Aqui está a segunda formação da Man e o LP dividia-se em metade no estúdio, gravada em maio de 73, e metade ao vivo, gravada no Roundhouse de Londres no mês seguinte. Essa edição em CD incrementou esse lado.





Micky Jones - guitarra, violão, vocal
Alan "Tweke" Lewis - guitarra, violão, vocal (5-9)
Phil Ryan - órgão Hammond, piano elétrico, Moog Satellite, vocal
Will Youatt - baixo, vocal
Terry Williams - bateria, percussão

com
Gwalia Male Voice Choir (7,8,2.1,2.3)





CD 1: 1973 original
1 A Night In Dad's Bag 
2 Just For You 
3 Back Into The Future 
4 Don't Go Away 
5 Ain't Their Fight 
6 Never Say Nups To Nepalese 
7 Sospan Fach (Live) 
8 C'mon (Live) 
9 Jam Up Jelly Tight / Oh No Not Again [Spunk Rock '73] (Live)


CD 2: 2008 remaster
1 Sospan Fach (Live)
2 A Night In Dad's Bag (Live)
3 C'mon (Live)
4 Just For You (Live) 
5 Jam Up Jelly Tight / Oh No Not Again [Spunk Rock '73] (Live)


CD 3: 2008 remaster
1 Bananas (Live)
2 Life On'the Road (Live)
3 Ain't Their Fight (Live)
4 The Single [I'm Dreaming] 
5 The Symbol Who Came To Dinner

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Jethro Tull - Living in the Past ( 1972)








Living in the Past é o melhor roteiro para se conhecer a Jethro Tull nos seus primeiros quatro anos. Essa semi-coletânea foi lançada após o estrondoso sucesso de Aqualung e foi pensada para apresentar a banda ao público norte-americano que não tinha ouvido muito da sua música até então. Ela contém singles, lados A e B, músicas de estúdio não incluídas em álbuns, duas faixas ao vivo e o EP Life is a Long Song (5 últimas). Se fôssemos considerar Living in the Past como sendo da discografia, ele seria um dos melhores da JT. Nessa versão em CD, a bem da qualidade sonora, foram deixadas de fora duas faixas que estavam do LP duplo original: Bouree e Teacher em versão americana.





Ian Anderson - vocal, flauta, balalaika, bandolim, órgão Hammond, violão
Mick Abrahams - guitarra (1 à 3) 
Martin Barre - guitarra (4 à 21) 
John Evans - celeste, piano (9 à 21) 
Glenn Cornick - baixo, órgão Hammond (1 à 11; 13 à 15) 
Jeffrey Hammond-Hammond - baixo, vocals (16 à 21) 
Barriemore Barlow - bateria (17 à 21) 
Clive Bunker - bateria, glockenspiel, percussão (1 à 11; 13 à 16) 
com
David Palmer - regência e arranjos para orquestra (7)





1  Song For Jeffrey
2  Love Story
3  Christmas Song
4  Living In The Past
5  Driving Song
6  Sweet Dream
7  Singing All Day
8  Witches Promise
9  Inside
10 Just Trying To Be
11 By Kind Permission Of
12 Dharma For One
13 Wond'ring Again
14 Locomotive Breath
15 Life Is A Long Song
16 Up The 'Pool
17 Dr. Bogenbroom
18 For Later
19 Nursie

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Journey - Look Into The Future (1976)








As pessoas que gostam de rock progressivo como eu e que ouviram todos aqueles sucessos da banda Journey que pipocavam nas rádios um após o outro nos anos 80, provavelmente não imaginavam, como eu, que lá no começo da carreira ela foi uma banda muito boa. Nesse início ela era uma banda de jazz-rock que incorporava elementos do hard-rock e do prog. Ela foi formada por dois ex-integrantes da banda do guitarrista Santana (Schon e Rolie), mais um ex-membro da Steve Miller Band (Valory). O baterista original logo foi substituído pelo grande Aynsley Dunbar, ex-Frank Zappa. 
Esse é o segundo disco que ela lançou. Os três primeiros discos parecem ser de uma outra banda. E quase são mesmo, e de uma banda desconhecida. É que eles venderam muito pouco e tiveram pouca difusão também. Então a gravadora CBS começou a pressionar por mudanças. Impôs um novo vocalista, o Steve Perry. Dunbar não gostou e saiu. O próprio Rolie também saiu. Aí a coisa descambou para um pop pomposo e totalmente sem sentido nem inspiração, apenas fantasiado de rock — aquilo que chamam de AOR.





Gregg Rolie - vocal, teclados
Neal Schon - guitarra, vocal
Ross Valory - baixo, vocal
Aynsley Dunbar - bateria, percussão





1 On A Saturday Night 
2 It's All Too Much (George Harrison)
3 Anyway 
4 She Makes Me (Feel Alright)
5 You're On Your Own 
6 Look Into The Future
7 Midnight Dreamer 
8 I'm Gonna Leave You

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Peter Hammill - The Future Now (1978)








Em 1978 a Van Der Graaf Generator se separou pela terceira vez e isso permitiu que Peter Hammil continuasse com o limitado sucesso que obteve na sua carreira solo, pois ele já lançara seis discos enquanto a VDGG estava ativa.
The Future Now não difere muito do álbum anterior da VDGG — e metade dela está aqui — e foca em músicas mais curtas e despidas até o osso. As letras são mais maduras e abordam o envelhecimento, futilidade e política, no caso, o apartheid. Esse é o tema da faixa "A Motor-Bike In Afrika", que trata da prisão e morte de Steve Biko. Essa música teria influenciado seu amigo, vizinho e colega de viagens Peter Gabriel a escrever sua própria canção sobre o mártir sul-africano, que fez um enorme sucesso.
Hammill toca tudo em quase todas as partes intrumentais usando os "tape-loops" e trilhas rítmicas sintetizadas para apoiar seus vocais.





Peter Hammill - vocal, guitarra, violão, baby grand piano, sintetizador análogo, 
harmonium, Aphex Aural Exciter, Roland beatbox, baixo, harmônica 
David Jackson (VDGG) - sax
Graham Smith (String Driven Thing, VDGG) - violino





1  Pushing Thirty
2  The Second Hand
3  Trappings
4  The Mousetrap (Caught In)
5  Energy Vampires
6  If I Could
7  The Future Now
8  Still In The Dark
9  Mediaevil
10 A Motor-Bike In Afrika
11 The Cut
12 Palinurus (Castaway)
13 If I Could (Live)
14 The Mousetrap (Caught In) (Live)




    ... I want a reason to be proud
I want to see the light
   I want the future now ...


domingo, 31 de dezembro de 2017

The Seeds - Future (1967)








The Seeds foi uma banda formada em 1965, em Los Angeles, que representou um importante link entre o rock de garagem e os movimentos underground que emergiram na segunda metade da década. Ela foi uma das muitas que tentaram emular as bandas da "British Invasion", mas foi a melhor delas pela
originalidade brilhante.
"Future" é o terceiro álbum dela e marca sua entrada no movimento flower-power. A simplicidade das músicas anteriores dá lugar a elementos e instrumentos do oriente médio, e também à letras ácidas e a uma concepção quase conceitual.





Sky Saxon - vocal, baixo
Daryl Hooper - piano, órgão, sitar, vocal
Jan Savage - guitarra, gongo, vocal
Harvey Sharpe - baixo
Rick Andridge - bateria





1  Introduction
2  March Of The Flower Children
3  Travel With Your Mind
4  Out Of The Question
5  Painted Doll
6  Flower Lady & Her Assistant
7  Now A Man
8  A Thousand Shadows
9  Two Fingers Pointing At You
10 Where Is The Entrance Way To Play
11 Six Dreams
12 Fallin'
13 Sad And Alone
14 Chocolate River

sábado, 30 de dezembro de 2017

Nektar - Remember The Future (1973)








Formada por britânicos expatriados, a Nektar construiu sua carreira em Hamburgo, a partir de 1969 e por mais dez anos, sempre produzida por Dieter Dierks. 
Remember The Future é o quarto álbum da banda e o mais progressivo. Ele tem fortes elementos do space-rock que dominou os álbuns anteriores e um ar floydiano, sobretudo nos vocais. O tema é baseado na ficção científica e gira em torno de um menino que pode conversar com extraterrestres. 
A despeito da duração das faixas, Remember The Future tornou-se um sucesso nas rádios, inclusive nos Estados Unidos, e incentivou o relançamento dos álbuns anteriores da Nektar.
O terceiro CD é um bônus fora do digipack e contém jams da banda no estúdio tomadas logo após a gravação do álbum original, e elas revelam o lado mais pesado dela.





Allan Freeman - teclados, vocal
Roye Albrighton - vocal, guitarra
Derek Moore - baixo, vocal
Ron Howden - bateria, vocal





Disc 1: Original Release

1 Remember The Future, Pt. 1 
  a. Images Of The Past
  b. Wheel Of Time
  c. Remember The Future
  d. Confusion
2 Remember The Future, Pt. 2 
  e. Returning Light
  f. Questions And Answers
  g. Tomorrow Never Comes
  h. Path Of Light
  i. Recognition
  j. Let It Grow

Disc 2: 

Radio Edits:
1 Remember The Future 
2 Lonely Roads
3 Let It Grow 

The 1970 Boston Tapes:
4  New Day Dawning 
5  Do You Believe In Magic 
6  Candlelight
7  Good Day 
8  The Life I've Been Leading 
9  Where Did You Go 
10 Sealed With A Kiss 
11 Our Love Will Last Forever 

Disc 3: 

Live At Chipping Norton Studios 1974:
1 Desolation Valley 
2 Oops - Unidentified Flying Abstract 
3 Mundetango 
4 One Mile Red/The Ticket 
5 We Must Have Been Smashed 
6 Summer Breeze 


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

The Bad Plus - For All I Care (2008)








 The Bad Plus é aquele trio que costuma incluir em seus discos releituras jazzísticas de clássicos do rock, ou clássicos dos clássicos e por aí vai. Essas releituras em geral são bem humoradas e fazem bom uso de acordes dissonantes. Esse, que é o sétimo disco do grupo, é diferente. Muito embora os três sejam ótimos compositores e, portanto, as composições próprias sempre tenham tido prevalência, neste disco só há covers, ou, melhor dizendo, reconstruções. E é muito legal.





Ethan Iverson - piano
Reid Anderson - baixo
Dave King - bateria
com:
Wendy Lewis - vocal





1  Lithium [Kurt Cobain]
2  Comfortably Numb [Unknown]
3  Fém (Etude No. 8) [György Ligeti]
4  Radio Cure [Wilco]
5  Long Distance Runaround [Totally unknown]
6  Semi-Simple Variations
7  How Deep Is Your Love [Bee Gees]
8  Barracuda [Heart]
9  Lock, Stock And Teardrops
10 Variation D'Apollon [Stravinsky]
11 Feeling Yourself Disintegrate [Flaming Lips]
12 Semi-Simple Variations (Alternate Version)

domingo, 24 de dezembro de 2017

Wayne Shorter - Alegría (2003)








Almejar, a gente sempre almeja. Obter está cada vez mais difícil, e quando acontece, logo fica opaca quando a gente olha o mundo ao redor. De qualquer forma eu vou desejando, pra mim e pra vocês.





Wayne Shorter – sax tenor e soprano
Danilo Perez - piano 
John Patitucci - baixo
Brian Blade - bateria

com:
Brad Mehldau – piano (2, 5, 8)
Chris Potter – sax tenor (5), clarinete baixo (5)
Chris Gekker- trompete
Lew Soloff – trompete (3, 9)
Jeremy Pelt – trompete (5)
Michael Boschen – trombone (9)
Steve Davis – trombone (5)
Bruce Eidem – trombone (3, 9)
Jim Pugh – trombone (3, 5)
Papo Vázquez – trombone (3)
John Clark – trompa inglêsa (3, 9), sax alto (track 9)
Stewart Rose – horn (tracks 3, 9)
Stephen Taylor – trompa (2, 8), oboé (2, 8)
Marcus Rojas – tuba (9)
Paul Dunkel – flauta (2, 3, 8)
Allen Blustine – clarinete (2, 3, 8), clarinete (2, 3, 8)
Frank Morelli – fagote (2, 8)
Charles Curtis – cello (2, 4, 8)
David Garrett, Barry Gold, Gloria Lum, Daniel Rothmuller, Brent Samuel, Cecilia Tsan – cello (4)
Terri Lyne Carrington – bateria (3, 5, 9)
Alex Acuña – percussão (3, 4, 5, 9)
Robert Sadin – regente (2, 3, 8, 9)





1  Sacajawea
2  Serenata
3  Vendiendo Alegría
Bachianas Brasileiras No. 5
5  Angola
6  Interlude
7  She Moves Through The Fair
8  Orbits
9  12th Century Carol
10 Capricorn II

sábado, 23 de dezembro de 2017

McCoy Tyner - Live At Newport (1964)








McCoy Tyner é um dos grandes pianistas do jazz, parceiro de longa data de John Coltrane. Ao contrário de muitos que perseguem a exuberância dos acordes, Tyner é um artífice simplista. Ele é seguidor do conceito criado por Fats Waller, no qual o piano é visto como uma orquestra microcósmica, mas dá ao instrumento a agilidade de um dançarino. Esse álbum é apontado como um dos melhores exemplos desse seu estilo e espírito. Considerando que essa banda foi reunida na última hora e que eles ainda não tinham tocado juntos, a precisão e a leveza atingidas são impressionantes. 






McCoy Tyner - piano
Charlie Mariano - sax alto (1, 2, 5)
Clark Terry - trompete (1, 2, 5)
Bob Cranshaw - baixo
Mickey Roker - bateria





1 Newport Romp
2 My Funny Valentine
3 All Of You
4 Monk's Blues
5 Woody'n You


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Lightnin' Hopkins - Live at Newport (2002)








No início dos anos 60 o blues já estava sombreado pelo rock quando aconteceu o "folk revival", tornando as coisas ainda mais difíceis para os músicos. Na esteira desse "revival" surgiu o festival de Newport, no extremo nordeste americano, inspirado no Newport Jazz que já existia há algum tempo. 
A grande questão era "O quê é folk, afinal?". De repente tudo era folk e o surgimento de Bob Dylan e Joan Baez confundiu ainda mais. Bob Segger disse que estavam apenas colocando novas palavras em velhas melodias. 
Os organizadores do festival então quiseram aprimorar a autenticidade pela diversidade das raízes. Assim, convidaram expoentes do blues, mesmo que a plateia fosse predominantemente jovem e branca. E em nome da autenticidade chegaram ao ridículo de exigir que Muddy Waters, John Lee Hooker e Lightnin' Hopkins se apresentassem ao violão, sendo que desde os anos quarenta eles já vinham se dedicando à guitarra elétrica. Nenhum deles estava em posição de recusar um palco, mas Hopkins foi bastante crítico. Ele escreveu que lá no norte tudo era blues, mesmo o que não era, e, da mesma forma, tudo era folk. Disse que os músicos brancos podiam tocar blues muito bem mas não tinham voz para cantá-lo, pois não cresceram nele, não vivam o blues. Ironicamente, Hopkins foi introduzido ao palco na edição de 1965 pelo Mike Bloomfield, branco e filho de um milionário. Nova ironia, mais adiante aconteceu o "blues revival" e todos estavam devidamente plugados novamente, e enaltecidos como mestres que são.





Lightnin' Hopkins - vocal, violão
Sam Lay - bateria





1  Introduction By Michael Bloomfield
2  Where Can I Find My Baby? Lightnin'
3  Baby Please Don't Go 
4  Mojo Hand
5  Trouble In Mind
6  The Woman I'm Loving, She's Taken My Appetite
7  Come On Baby
8  Cotton Patch Blues
9  Instrumental
10 Jealous Of My Wife
11 Every Day About This Time (Instrumental)
12 Shake That Thing