quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Thors Hammer - Thors Hammer (1971)







A Thors Hammer surgiu em Copenhague entre 1969 e 1970 e se separou logo em 1972, depois de lançar esse ótimo disco. Ela fez um rock progressivo com maiores doses de jazz e bons arranjos instrumentais destacando os teclados e a guitarra. É um pouco parecido com a Traffic e o andamento da faixa 1 até lembra a Living In The Past da Jethro Tull, que saíra quase dois anos antes. 
É um disco bem legal que teve algumas edições não oficiais em CD até esta definitiva pelo selo Thors Hammer — que não tem nada a ver com a banda e é uma subsidiária do prestigiado selo alemão Garden of Delights.
Depois que essa banda acabou, Michael Bruun e Henrik Bødtcher formaram uma outra chamada Tyggegummibanden, totalmente diferente — ela tocava covers de sucessos do rock e do pop com letras em dinamarquês, fez sucesso e lançou vários discos. No meio disso, retornaram ao jazz-rock formando a Heavy Joker.





Peter Nielsen - vocal
Michael Bruun - guitarra, piano 
Jesper Neehammer - sax alto, tenor e soprano
Henrik Langkilde - órgão, piano 
Henrik Bødtcher - baixo
Simon Koppel - bateria





1  Mexico  
2  Not Worth Saying  
3  Blind Gypsy Woman  
4  Believe in What You Want 
5  Evasive Dreams Beyond 

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Heavy Joker - Heavy Joker (1976)







A dinamarquesa Heavy Joker foi formada por Michael Bruun e Henrik Bødtcher, dois ex-membros da banda Thors Hammer. Enquanto a antecessora era prog com elementos do jazz, a Heavy Joker é jazz-rock com elementos prog. Seu som é instrumental e sofisticado, ficando entre as cenas Krautrock e Canterbury; entre Soft Machine e Missus Beastly. 





Michael Bruun - guitarra, cordas
Max Leth Jun - piano, piano elétrico, órgão, marimba, vibrafone
Henrik Bødtcher - baixo
Jan Sivertsen - bateria, percussão
com
Klaus Nordsø - percussão (7)
Kasper Winding - teclados (2)
Jesper Nehammer (Thors Hammer) - sax soprano (9)
Palle Mikkelborg - cordas (3)
Anders Gårdmand - sax tenor (4)
Jesper Nehammer - sax tenor (8)





1 Ace Of Spades
2 That's It!
3 Heavy Joke
4 Canasta Funk
5 Ambrosia
   Symphonia:
6 Highway Habits
7 Leaving For Cala Bassa
8 Suburban Heaven
9 Transylvania Chase

domingo, 2 de setembro de 2018

After Crying - Overground Music (1990)







Os húngaros da After Crying criaram algumas das melhores obras de rock sinfônico dos anos 90. A banda surgiu em 1986 como um grupo totalmente acústico pela falta de acesso aos instrumentos eletrônicos; foi se transformando, e estreou em disco com Overground Music.
Sua maior influência é a King Crimson dos primeiros discos, Frank Zappa e a ELP — se bem que a After Crying sempre procura transpor todas as fronteiras que seus ídolos estabeleceram. O folclore húngaro está sempre presente, bem como a forte raiz erudita evidenciada pelo uso de instrumentos característicos da música clássica. A ausência da bateria deixa a banda ainda mais com cara de grupo de câmara. Muito criativa, respeitada, After Crying é um nome distinto e importante no cenário Prog.





Csaba Vedres - piano, sintetizadores, vocal (1,3,5,6), backing vocals
Péter Pejtsik - cello, vocal (2,4), backing vocals
Kristóf Fogolyán - flauta
Zsolt Maroevich - viola
com
Judit Andrejszki - vocal (8), backing vocal
Pál Makovecz - trombone (2,5,6,8)
Ottó Rácz - oboé (1,5,8)
Aladár Tüske - fagote (1,5,6,8)
Balázs Winkler - trompete (1,2,5,6,8)





1 European Things (Hommage À Frank Zappa) 
2 Don't Betray Me 
3 Confess Your Beauty
4 Madrigal Love Part One
5 ...To Black...
6 Madrigal Love Part Two (Over Every Sea) 
7 Madigral Love Part Free
8 Shining (...To The Powers Of Fairyland) 

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Damnation - The Damnation Of Adam Blessing & The Second Damnation (1969-71)







Damnation Of Adam Blessing, ou Damnation apenas, surgiu em Cleveland no ano de 1968 pela reunião de duas bandas de garagem, uma delas liderada pelo vocalista Bill Constable, ou Adam Blessing. Eles tocaram sem parar por meses, muitas vezes abrindo shows para a conterrânea James Gang, até conseguirem um contrato com a United Artists. O primeiro e autointitulado disco saiu em 1969. Logo depois eles caíram novamente na estrada abrindo shows para a Faces. O segundo disco saiu pouco mais de um ano depois e chamou-se The Second Damnation.
A música deles diferenciou-se do Hard-rock dos seus contemporâneos por ser mais aventurosa, ter melhores arranjos e explorar harmonias. Adam Blessing também não era muito chegado na gritaria da maioria dos vocalistas do gênero.
Em 1973 eles lançaram o álbum Which Is Justice, Which Is the Thief e logo depois rebatizaram a banda como "Glory". Não deu certo e se separaram, voltando 28 anos depois para uma apresentação no Rock and Roll Hall of Fame & Museum.





Adam Blessing (Bill Constable) - vocal
Bob Kalamasz - guitarra, vocal
Jim Quinn - guitarra, percussão, vocal
Ray Benich - baixo
Bill Schwark - bateria





The Damnation of Adam Blessing
1 Cookbook 
2 Morning Dew 
3 Le' voyage 
4 You Don't Love Me 
5 Strings and Things
6 Last Train to Clarksville
7 Dreams
8 Hold On
9 Lonely 

The Second Damnation
10 No Way 
11 Death of a Virgin
12 Driver 
13 Everyone
14 Back to the River 
15 Money Tree 
16 Ba-Dup
17 New York City Woman 
18 In the Morning
19 Smile

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Josefus - Josefus...Plus (1970)







A Josefus foi formada no Texas em 1968 por Doug Tull e meses depois eles atraíram a atenção de um produtor que os convidou para gravar um disco, mas insistiu que o nome da banda deveria mudar para Come. A coisa não deu certo e os caras voltaram ao antigo nome. Assim, um pouco adiante gravaram o primeiro disco chamado Dead Man, por outro selo. Esse disco fez um razoável sucesso e despertou o interesse da gravadora Mainstream Records, que os contratou para a gravação desse disco aqui, Josefus. Ele vai na mesma linha Hard-rock do primeiro com evoluções. As músicas são melhores e os riffs também. Sempre comparada (nas devidas proporções) com a Led Zeppelin, o vocalista não soa tanto à la Plant como no primeiro. Infelizmente a Josefus se separou no mesmo ano quando Bailey e Turner foram tocar na Stone Axe. Em 1978 Mitchell e Bailey a reformaram, mas não durou. 





Dave Mitchell - guitarra
Pete Bailey -vocal, harmônica
Ray Turner - baixo
Doug Tull - percussão





1  Bald Peach 
2  B.S. Creek 
3  America 
4  I'm Gettin' On 
5  Sefus Blues 
6  Jimmy, Jimmy 
7  Feelin' Good 
8  Condition 
9  I Saw a Killin' 
10 Such Is Life 
11 Country Boy (Single)
12 Crazy Man (Single)
13 I Love You (Bonus)
14 Get Of My Case (Live)
15 Louisiana Blues (Live)
16 Light In Heaven (Live)


terça-feira, 28 de agosto de 2018

Public Foot The Roman - Public Foot The Roman (1973)







Essa banda britânica com esse nome pra lá de estranho fez bastante sucesso no circuito universitário, o suficiente para garantir a gravação desse álbum com uma ótima produção, que incluiu a arte da capa feita pelo estúdio Hypgnosis. O produtor foi Derek Lawrence, que trabalhou com a Deep Purple e com a Wishbone Ash. Então, não é à toa que dizem que o som da PFTR parece-se com o da Wishbone Ash, se ela tivesse um tecladista.
O disco é bastante consistente, bom do início ao fim, e tem alguns momentos em que lembra também a Yes. Contudo, isso não motivou outros lançamentos e esse álbum permaneceu na obscuridade até este relançamento de 2011. Eu recomendo.





Sean Byrne - guitarra, vocal
Greg Knowles - guitarra 
Dag Small - teclados, vocal
Ward (Howard Tweddle) - baixo
Jamie Lane - bateria, vocal





1 Landowner
2 When You Lay It Down
3 King For A Day
4 Judas Returns
5 Don't Bite The Hand
6 One (On My Mind)
7 Decline And Fall

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Living Colour - Vivid (1988)







Veja como são as coisas: Caras como Muddy Waters e Willie Dixon jogaram as sementes. Chuck Berry, Little Richard e Bo Diddley, entre outros, inventaram o Rock. Jimi Hendrix o levou além dos limites. Mas no final dos anos 80 e início dos 90 o Rock era branco e nem era adequado que um negro pegasse uma guitarra. E nem era Rock, pra falar a verdade. Aí surgiu a Living Colour.
A Living Colour juntou todos os tipos de música negra numa massa e a empanou no metal. Além disso, ela era, e é, uma banda com um propósito, cujas letras expõem as dores dos afro-americanos com muita sinceridade e cuja mensagem é ainda atual. 
Mick Jagger curtiu e deu a maior força, ajudando a produzir este que é o disco de estréia — de vez em quando ele acerta.





Corey Glover - vocal
Vernon Reid - guitarra, vocal
Muzz Skillings - baixo, vocal
William Calhoun - bateria, percussão, vocal
com
Mick Jagger - harmônica (8), backing vocal (9)
The Fowler Family - backing vocal





1   Cult Of Personality
2   I Want To Know
3   Middle Man
4   Desperate People
5   Open Letter (To A Landlord)
6   Funny Vibe
7   Memories Can't Wait
8   Broken Hearts
9   Glamour Boys
10 What's Your Favorite Color? (Theme Song)
11 Which Way To America?

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Bad Blood in the City: The Piety Street Sessions (2007)







Bad Blood in the City é a terceira colaboração entre James Blood Ulmer e Vernon Reid. Ele é um álbum irado que aborda a tragédia do furacão Katrina que abatera Nova Orleans dois anos antes, e foi gravado lá mesmo em três dias. A motivação foi não deixar as coisas caírem no esquecimento.
São cinco composições próprias e seis clássicos do blues que são interpretados na infusão dos ritmos locais e permeados pelo funk. Um grande disco.





James Blood Ulmer - guitarra, vocal
David Barnes - harmônica
Vernon Reid - guitarra, violão 
Charles Burnham - violino, bandolim 
Irene Datcher - vocal 
Aubrey Dayle - bateria, percussão
Leon Gruenbaum - Hammond, piano, Mellotron, piano Fender Rhodes, clarineta 
Mark Peterson - baixo elétrico e acústico
   




1 Survivors of the Hurricane  
2 Sad Days, Lonely Nights  (Jr. Kimbrough)  
3 Katrina   
4 Let's Talk About Jesus  
5 This Land Is Nobody's Land  (John Lee Hooker) 
6 Dead Presidents (Willie Dixon) 
7 Commit a Crime  (Howlin' Wolf) 
8 Grinnin' in Your Face  (Son House)  
9 There Is Power in the Blues   
10 Backwater Blues  (tradicional)  
11 Old Slave Master  

terça-feira, 21 de agosto de 2018

James Blood Ulmer - No Escape From The Blues: The Electric Lady Sessions (2003)







James Blood Ulmer esteve apresentando-se no Brasil ao lado do guitarrista Vernon Reid. É a segunda vez que Reid vem ao país este ano — a primeira foi em maio com a Living Colour. 

"No Escape From The Blues" é o segundo disco em que Reid colabora com Ulmer, quase uma sequência de "Memphis Blood: The Sun Sessions". Igualmente, ele tem composições originais e clássicos do blues; estes parecendo até inéditos na interpretação do Ulmer, um dos melhores, um dos mais técnicos e emocionais, e  um dos mais criativos guitarristas em atividade. Tente imaginar um híbrido de Jimi Hendrix com o saxofonista Ornette Coleman. 

Ulmer e Reid apresentaram-se no festival "Sesc Jazz" que ainda se estende até o próximo mês em várias cidades do estado de São Paulo, mas essa dupla já encerrou participação. Contudo, vale a pena conhecer todas as atrações. O Sesc está sempre de parabéns.





James Blood Ulmer - guitarra, vocal
Vernon Reid - guitarra, sitar elétrico, banjo, background vocal
Leon Gruenbaum - piano, Hammond B3, piano Wurlitzer, piano fender Rhodes, background vocal
Charlie Burnham - violino elétrico, bandolim, background vocal
David Barnes - harmônica, background vocal
Mark Peterson - baixo elétrico e acústico
Aubrey Dayle - bateria
com:
Queen Esther - vocal (1, 6, 8), background vocal
Olu Dara - trompetino (8)
John Kruth - tamboura (11)
Maya Smullyan Jenkins - sapateado (8)





1 Goin' To New York    
2 The Hustle Is On   
3 Who's Been Talkin'   
4 Ghetto Child   
5 Are You Glad To Be In America   
6 You Know, I Know   
7 Come On (Let The Good Times Roll)   
8 Bright Lights, Big City   
9 No Escape From The Blues   
10 Satisfy (Story Of My Life)   
11 Trouble In Mind   
12 The Blues Had A Baby And Called It Rock N Roll  

sábado, 18 de agosto de 2018

The Yardbirds - Live At The BBC (2016)







O legado da Yardbirds é imortal. Não apenas por ter lançado três dos maiores guitarristas da galáxia, mas porque efetivamente ela foi a banda que mudou a música. Não é exagero, muitos críticos convergem nesse ponto e os que não, ao menos concordam que o papel da guitarra — e do solo de guitarra — no rock e no blues começou a ser redefinido pela Yardbirds, e mais precisamente por Jeff Beck. 
Live At The BBC reúne apresentações entre 1965 e 1968 que começam logo depois da saída de Eric Clapton. Como se vê, a maioria das faixas conta com Beck na guitarra. Dizem que por causa do seu controle de feedback, volume e distorção, os ajustes no estúdio da BBC eram difíceis, pois os equipamentos eram antiquados. Então, podemos inferir que a Yardbirds também provocou certa revolução tecnológica.





Keith Relf - vocal, harmônica
Jeff Beck - guitarra (1 à 20)
Jimmy Page - guitarra (21 à 26), baixo (13)
Chris Dreja  - guitarra rítmica, baixo (21 à 26)
Paul Samwell-Smith - baixo (1 à 20)
Jim McCarty - bateria





CD 1

1 I Ain't Got You
2 Interview, Keith Relf 
3 For Your Love
4 I'm Not Talking
5 I Wish You Would
6 Interview, Paul Samwell-Smith
7 Heart Full Of Soul 
8 I Ain't Done Wrong 
9 Heart Full Of Soul [alternate version] 
10 Too Much Monkey Business
11 Love Me Like I Love You
12 I'm A Man
13 Evil Hearted You
14 Interview, Paul Samwell-Smith
15 Still I'm Sad 
16 Hang On Sloopy 
17 Smokestack Lightning 
18 Interview, The Yardbirds
19 You're A Better Man Than I 
20 The Train Kept A-Rollin' 
21 Smokestack Lightning [edited version]




CD 2

1 Shapes Of Things 
2 Dust My Broom 
3 You're A Better Man Than I 
4 Baby, Scratch My Back
5 Interview, Keith Relf 
6 Over, Under, Sideways, Down
7 The Sun Is Shining [edited version]
8 Interview, Keith Relf 
9 Shapes Of Things [alternate version] 
10 The Sun Is Shining 
11 Over, Under, Sideways, Down [original TV version] 
12 Comment, Jeff Beck's Guitar Playing 
13 Most Likely You Go Your Way (And I'll Go Mine) 
14 Little Games 
15 Drinking Muddy Water 
16 Think About It 
17 Interview, Jimmy Page 
18 Goodnight Sweet Josephine 
19 My Baby