sábado, 16 de março de 2019

Andy Summers & John Etheridge - Invisible Threads (2002)







O ex-The Police Andy Summers foi membro da Soft Machine por alguns meses em 1968. Ele substituiu Kevin Ayers mas não gravou com a banda. Ele saiu para voltar a tocar com Zoot Money numa nova encarnação da The Animals. Depois disso ele foi para os EUA estudar guitarra por três anos. Ele é um amante do jazz e foi a combinação do jazz com o reggae que baseou o som da The Police.
John Etheridge já é um cara mais envolvido com o jazz desde o início, tendo tocado com Stéphane Grappelli, Didier Lockwood e Darryl Way. Etheridge tornou-se membro da Soft Machine em 1976, substituindo Allan Holdsworth.
Os dois são velhos amigos e compuseram algumas peças ao longo tempo mas Invisible Threads é a primeira parceria em disco. É um disco instrumental e acústico muito bonito; não só as músicas mas o timbre dos violões também.




Andy Summers - violões, baixo acústico
John Etheridge - violões, baixo acústico 




1   Broken Brains
2   Moravia
3   Stoneless Counts
4   Lolita
5   Nuages [Django Reinhardt]
6   The Big Gliss
7   Counting The Days
8   Radiant Lizards
9   Monks Mood [Thelonious Monk]
10 Archimedes
11 Heliotrope
12 Little Transgressions

quarta-feira, 13 de março de 2019

Sister Rosetta Tharpe - The Original Soul Sister (1938 - 1949)







Eu acredito que o Rock não foi propriamente criado e sim que surgiu de um longo processo. Sendo assim, ele não teria um pai ou talvez tivesse muitos. Ok que digam que o pai é Chuck Berry pois ninguém calçou melhor esses sapatos. Mas eu ainda acredito que Berry deu a forma final. E se há ao menos um pai, há avós. É aí que se encaixa Sister Rosetta Tharpe: A avó do Rock. Essa mulher era uma bola de energia. Uma banda se apresentava, outra banda se seguia e o público continuava bebendo, conversando e rindo. Mas quando ela entrava, ninguém ficava sentado. Ela era uma ótima pessoa, muito acessível, que tratava todos como parentes. Não se sabe ao certo como foi que ela deixou uma igreja ultra-tradicionalista em Chicago para chegar ao Cotton Club de Nova York mas acredita-se que, para alguém que usava roupas doadas, a perspectiva de uma carreira tenha sido bem atrativa. Quem a descobriu é que é controverso. O marido, um pastor, disse que não a acompanharia — adeus querido. Isso foi por volta de 1938.
Não foi só a mudança geográfica, mas também a cultural — como a música gospel sagrada e secular foi das igrejas e das reuniões de rua onde era desenvolvida, para os nightclubs e depois para as salas de concerto de Nova York. Rosetta a transformou.
Rosetta foi a primeira estrela do gospel, a primeira a levar o gênero para grandes plateias, e esteve entre os primeiros músicos a usar distorção na sua guitarra, se antecipando ao Blues elétrico. E foi misturando o Blues ao Swing e ao Gospel que ela criou seu estilo. Ou seja, pré-rock. Elvis Presley era seu fã. Chuck Berry também. Já os puristas religiosos ficaram chocados. Depois de algumas gravações que fez só com blues, a música do diabo, a coisa ficou feia. 
Rosetta mudou-se para a Europa até que as coisas esfriassem. Foi retornando aos poucos. Mas lá na Europa sua técnica na guitarra com um vibrato forte acabou influenciando muitos dos que fariam parte do boom do Blues britânico. 




CD 1: Shout Sister Shout
1 Rock Me
2 That's All
3 My Hand And I
4 The Lonesome Road
5 Bring Back Those Happy Days
6 This Train
7 I Looked Down The Lane (And I Wondered)
8 God Don't Like It
9 Beams Of Heaven
10 Saviour Don't Pass Me By
11 The End Of My Journey
12 Sit Down
13 There Is Something Within Me
14 Stand By Me
15 Trouble In Mind
16 Rock Daniel
17 Four Or Five Times
18 Shout, Sister, Shout
19 The Lonesome Road
20 Shout, Sister, Shout


CD 2: Rock Me
1 Rock Me
2 That's All
3 Just A Closer Walk With Thee
4 Precious Lord, Hold My Hand
5 I'm In His Care
6 Nobody's Fault But Mine
7 I Want A Tall Skinny Papa
8 What He Done For Me
9 I Want Jesus To Walk Round My Bedside
10 All Over The World
11 Pure Religion
12 Rock Me
13 That's All
14 Trouble In Mind
15 Rock Daniel
16 Down By The Riverside
17 I Want A Tall Skinny Papa
18 This Train
19 Sin Is To Blame
20 That's All


CD 3: Singing In My Soul
1 Let That Liar Alone
2 The Devil Has Thrown Him Down
3 Sleep On Darling Mother
4 God Don't Like It
5 I Want To Live So God Can Use Me
6 Rock Me
7 What's The News
8 Nobody Knows, Nobody Cares
9 Jesus Taught Me How To Pray
10 Forgive Me Lord And Try Me One More Time
11 What Is The Soul Of Man ?
12 Singing In My Soul
13 I Claim Jesus First
14 Strange Things Happen Every Day
15 Two Little Fishes And Five Loaves Of Bread
16 Don't Take Everybody To Be Your Friend
17 How Far From God
18 When I Move To The Sky
19 Jesus Is Here To Stay
20 Jonah


CD 4: This Train
1 God's Mighty Hand
2 The Lord Followed Me
3 This Train
4 Oh, When I Come To The End Of My Journey
5 Didn't Rain
6 Stretch Out
7 This Train
8 When I Come To The End Of My Journey
9 Beams Of Heaven
10 Up Above My Head I Hear Music In The Air
11 My Journey To The Sky
12 Teach Me To Be Right
13 I Heard My Mother Call My Name
14 Heaven Is Not My Home
15 The Natural Facts
16 Ain't No Grave Hold My Body Down
17 Lay Down Your Soul
18 Precious Memories
19 Family Prayer
20 Down By The Riverside
21 Were You There When They Crucified My Lord ?


terça-feira, 12 de março de 2019

Herbie Hancock - Speak Like A Child (1968)







Speak Like A Child foi lançado logo após Herbie Hancock deixar o quinteto de Miles Davis. Agora ele lidera um sexteto e encontrou a música que sonhava fazer desde 1961. Ele expandiu as harmonias usando as vozes extras dos metais — numa formação pouco usual — e seus solos imprevisíveis e substituição de acordes, compondo uma atmosfera sofisticada. A música é bela sem escorregar para o sentimental. Há momentos em que a música se aproxima do Cool Jazz mas, no geral, ele é um dos melhores exemplos do Post Bop.




Herbie Hancock - piano
Thad Jones - flugelhorn
Jerry Dodgion - flauta alto
Peter Phillips - trombone baixo
Ron Carter - baixo
Mickey Roker - bateria




1 Riot
2 Speak Like A Child
3 First Trip [Ron carter]
4 Toys
5 Goodbye To Childhood
6 The Sorcerer
7 Riot (First Alternate Take)
8 Riot (Second Alternate Take)
9 Goodbye To Childhood (Alternate Take)

segunda-feira, 11 de março de 2019

John Surman - Brewster's Rooster (2009)







O inglês John Surman pertence à geração de músicos que estabeleceu a identidade do Jazz na Europa pela experimentação e pela consequente expansão dos horizontes do gênero. Desta forma, sempre esteve na vanguarda e transitou por diversos estilos. Gravou com diferentes formações, com coral, big bands e orquestras. Brewster's Rooster é uma volta às origens num quarteto com velhos e célebres amigos. Ele também é considerado um dos melhores discos de Post Bop, um estilo que surgiu a partir do Hard Bop de Miles Davis, o qual infundiu o Blues ao Jazz. Por sua vez, o Post Bob estendeu as harmonias, inverteu acordes, etc. Esses estilos foram uma reação ao Bebop que foi uma reação ao Swing, um gênero meramente dançante e popular na sua época.




John Surman - sax barítono, sax soprano
John Abercrombie - guitarra
Drew Gress - baixo
Jack DeJohnette - bateria




1 Slanted Sky
2 Hilltop Dancer
3 No Finesse
4 Kickback
5 Chelsea Bridge
6 Haywain
7 Counter Measures
8 Brewster's Rooster
9 Going For A Burton


domingo, 10 de março de 2019

Tomasz Stanko - Balladyna (1976)







O polonês Tomasz Stanko é um cara que esteve no centro da formação do Jazz europeu. Ele balanceou o Free-jazz ou o Jazz de vanguarda com seus sentimentos e emoções nas melodias.
Esse é o primeiro disco que gravou para o selo ECM que está completando 50 de jornada para além do horizonte.





Tomasz Stanko - trompete
Tomasz Szukalski - sax tenor, sax soprano
Dave Holland - baixo
Edward Vesala - bateria





1 First Song
2 Tale
3 Num
4 Duet
5 Balladyna
6 Last Song
7 Nenaliina

quinta-feira, 7 de março de 2019

Amon Düül II - Carnival In Babylon (1972)







Quando Carnival In Babylon começou a ser trabalhado, a formação clássica da Amon Düül estava estabelecida, inclusive com o novo segundo baterista Danny Fichelsscher. A banda também encontrara o sucesso na Grã-Bretanha e por causa disso esse álbum que deveria ser duplo, saiu simples. É que a gravadora United Artists queria pegar o embalo do sucesso e lançar um disco que vendesse muito. Isso deixou Carnival In Babylon com uma sensação de incompleto, mas ele se tornou um marco na carreira da banda por abandonar as longas jams psicodélicas em favor de músicas com uma estrutura melhor composta, só que mais curtas. Entretanto, a assinatura musical está aqui, tanto nas composições como na execução combinando o órgão Farfisa com a guitarra transformada pelos gabinetes Leslie.
O sucesso aumentou, os concertos se sucederam e a Amon Düül se tornou mais instável.





Chris Karrer - guitarra, violão, violino, sax soprano, vocal
Renate Knaup-Krötenschwanz - vocal
John Weinzierl - guitarra, violão 12, vocal
Falk-Ulrich Rogner  - órgão
Lothar Meid - baixo, vocal
Peter Leopold - bateria, percussão
Danny Fichelsscher - bateria
com:
Karl-Heinz (Kalle) Hausmann - órgão Farfisa, teclados, eletrônicos
Olaf Kübler - sax soprano
Joy Alaska - backing vocal





1 C.I.D. In Uruk
2 All The Years 'Round
3 Shimmering Sand
4 Kronwinkl 12
5 Tables Are Turned
6 Hawknose Harlequin
7 Skylight
8 Tatzelwurmloch

segunda-feira, 4 de março de 2019

Gong - Angel's Egg - Radio Gnome Invisible Part II (1973)






No final de 1972 o casal Daevid Allen e Gilli Smyth deu um tempo na banda e foram passear. Os demais excursionaram pela Europa como "Paragong". Findo o passeio dos pombinhos, a clássica formação da banda completou uma turnê pala Inglaterra e embarcou para a França para gravar essa segunda parte da trilogia Radio Gnome Invisible. E gravaram no quintal de casa mesmo. Mas gravaram com uma bela unidade móvel trazida pelo produtor Giorgio Gomelsky, dono de clubes famosos e, portanto, um entendido em unidades móveis.
Angel's Egg é um álbum bastante democrático na medida em que todos os membros da banda participam das composições, mas tudo ainda gira em torno de Allen. As músicas são mais curtas que o usual para parecerem a apresentação de um livro de estórias, e ele é um dos álbuns mais divertidos da época. Tirando uma canção pop, ele é feita daquelas jams de space-rock influenciado pelo jazz. Angel's Egg é a representação mais coerente de toda a mitologia criada por Allen com a Gong — os habitantes do Planeta Gong.





Dingo Virgin (Daevid Allen) - guitarra, vocal
Hi. T. Moonweed (Tim Blake)- sintetizador, vocal
Bloomdidi Bad de Grass (Didier Malherbe) - sax tenor, sax soprano, flauta, vocal
Shakti Yoni (Gilli Smyth) - vocal, space whisper
Sub. Capt. Hillage (Steve Hillage) - guitarra
T, Being Esg (Mike Howlett) - baixo
Pierre De Strasbourg (Pierre Moerlen) - bateria, marimba, vibrafone
Mirielle De Strasbourg (Mireille Bauer) - glockenspiel





1   Other Side Of The Sky
2   Sold To The Highest Buddha
3   Castle In The Clouds
4   Prostitute Poem
5   Givin My Luv To You
6   Selene
7   Flute Salad
8   Oily Way
9   Outer Temple
10 Inner Temple
11 Percolations
12 Love Is How Y Make It
13 I Never Glid Before
14 Eat That Phone Book Coda
15 Other Side Of The Sky (Single Version)
16 Ooby-Scooby Doomsday Or The D-Day DJ's Got The D.D.T. Blues
17 Love Is How Y Make It (1973 Vocal Mix)
18 Eat That Phone Book Coda (Early Version)



domingo, 3 de março de 2019

Bon - To The Bone (1996)







Esse é o segundo disco solo do Bon Lozaga e foi lançado alguns meses antes do segundo disco da Gongzilla, o Thrive. Hansford Howe e David Torn estão em ambos mas há diferenças entre eles. To The Bone é totalmente instrumental e tem uma pegada mais prog e pesada que Thrive. Enfim, é um ótimo álbum de guitarras.





Bon Lozaga - guitarra
Hansford Rowe - baixo
Vic Stevens - bateria
com:
David Torn - guitarra (3), loop (1) 
Geno White - guitarra (5)
Bob Kimmel - percussão (5)
Caryn Lin - violino (1, 3, 4)





1 Undertow
2 On The Spot
3 Kronos
4 Still A Dreamer
5 Of Sound Mind
6 French Movies
7 Now We Are Speaking
8 I Dance Alone

sexta-feira, 1 de março de 2019

Gongzilla - Five Even (2008)







Five Even é o quarto e último disco de estúdio da Gongzilla e apresenta uma drástica mudança no estilo da banda. Benoit Moerlen saiu e talvez a maior porção jazz tenha ido com ele. Ou talvez, de tanto esticar os limites do fusion, a banda é que acabou por sair dele. Há mais vocais que instrumentais e o som se aproxima bastante daquele das jam bands — não à toa, estão aí Jake Cinninger e Chuck Garvey, respectivamente da Umphrey's McGee e da Moe., duas expoentes do gênero. Mas aí parece que eu estou dizendo que o disco não é legal e ele é sim, e muito. Tem ótimas guitarras e dois grandes baixistas esbanjando técnica e fluidez.





Bon Lozaga - guitarra, loops, vocal
Jameison Ledonio - guitarra, vocal
Hansford Rowe - baixo, baixo, vocal
Phil Kester - bateria, marimba, percussão

com:
David Fiuczynski (Screaming Headless Torsos) - guitarra sem trastes (5, 6)
Todd Barneson - bandolin (2, 3), vocal (1, 3, 4, 7)
Jake Cinninger (Umphrey's McGee) - violão nylon (4, 7) 
Chuck Garvey (Moe.) - guitarra slide (2, 3)
Kai Eckhardt (John McLaughlin Trio) - baixo sem trastes (5, 6, 9)
Mitch Hull - bateria (2)
Lian Amber - vocal (1, 6, 7)





1 Say Hey
2 French Grass 
3 Willy 
4 American Dream 
5 Five Even 
6 When The Water's Gone
7 Jersey Pines
8 So High 
9 Jersey Pines (Bis)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Dashiell Hedayat - Obsolete (1971)







Esse é quase um álbum da Gong e se realmente fosse estaria entre os melhores. É que a Gong está todinha aqui e o som é uma prévia daquilo que se ouviria no Camembert Electrique mais adiante, no mesmo ano.
Dashiell Hedayat é um poeta e romancista francês que publicou sob diversos pseudônimos. Ele também é um guitarrista e pianista adequado. Já que assina todas as composições, ele é tão Gong quanto os demais, e ainda mais por fazer imprimir na contracapa a recomendação: "Esse disco deve ser tocado o mais alto possível, deve ser ouvido tão drogado quanto impossível e obrigado a todos".
Falando em chapado, faz aí uma ponta o escritor norte-americano William S. Burroughs, um dos gurus da contracultura. Também participa o filho de Robert Wyatt da Soft Machine, ex-banda de Daevid Allen — Sam Wyatt tinha só cinco aninhos.





Dashiell Hedayat - vocal, guitarra solo (1, 4), teclados
Daevid Allen - guitarra
Didier Malherbe sax, flauta, "water music"
Christian Tritsch - baixo, violão
Pip Pyle - bateria, guitarra (4)
Gilli Smyth - voz, space whisper
William S. Burroughs - voz (3)
Sam Wyatt (Robert's son) - voz infantil





Eh, Mushroom, Will You Mush My Room?:
   1 Chrysler 
   2 Fille de L'Ombre 
   3 Long Song for Zelda 
4 Cielo Drive/17