terça-feira, 19 de março de 2019

Soft Machine - Softs (1976)







Por volta de 1973 a The Soft Machine só possuía um membro fundador, Mike Ratledge, e incorporou três membros da banda Nucleus, Jenkins, Babbington e Marshall. Ela também incluiu um guitarrista (Allan Holdsworth) e o colocou como foco do seu som, um fato sem precedentes. Também passou a nomear seus álbuns ao invés de usar um número com título, também sem precedentes. O som mudou também. Ficou estruturado e melódico ante a improvisação de antes. A banda se reinventou.
Holdsworth saiu e foi substituído por John Etheridge. E então veio Softs com músicas ainda melhor estruturadas e belas melodias, algumas com um clima realmente tocante. Ainda que que siga a idéia do álbum anterios, Softs soa totalmente diferente de todos. 
Alan Wakeman entrou para que Jenkins se dedicasse mais aos teclados — Alan é primo de Rick Wakeman. 
Quem brilha é John Marshall, um grande virtuoso. Etheridge o segue.
Há que se lamentar a saída de Mike Ratledge no meio das gravações. Segundo Etheridge, ele estava cansado da banda.




Karl Jenkins - piano, piano elétrico, pianette, Mini-Moog, sintetizador para cordas, orquestração
John Etheridge - guitarras, violões
Alan Wakeman - sax tenor e soprano
Roy Babbington - baixo
John Marshall - bateria, percussão
com
Mike Ratledge - sintetizador (3, 4)




1   Aubade
2   The Tale of Taliesin
3   Ban-Ban Caliban 
4   Song of Aeolus 
5   Out of Season
6   Second Bundle 
7   Kayoo 
8   The Camden Tandem 
9   Nexus 
10 One Over the Eight 
11 Etika 

segunda-feira, 18 de março de 2019

Icarus - The Marvel World Of Icarus (1972)







Essa foi a primeira banda da qual o John Etheridge participou que gravou um disco. Ele é um álbum conceitual sobre os heróis da Marvel. E se esse não é o tema mais idiota pra se fazer um álbum conceitual, eu é que não conheço um pior. Acontece que de tão idiota, o disco acaba sendo divertido. Digo isso quanto ao tema porque quanto à música, ela é legal. É meio difícil de categorizar mas vai de hard-rock, rock psicodélico e jazz. Não bastasse o tema, os caras ainda foram tão, tão idiotas que acharam que a Marvel não os processaria. Processou e ganhou. O disco já havia sido lançado em cinco países, incluindo EUA, quando tiveram que recolher tudo. Sem um disco para apresentar, a banda não se manteve. John Etheridge então foi para Darryl Way's Wolf.
As poucas unidades vendidas de "The Marvel World Of Icarus" tornaram-se super cobiçadas por colecionadores até hoje.




Steve Hart - vocal
John Etheridge - guitarra
Iain Hines - teclados
Norrie Devine - sax, flauta, clarinete
Jimmy Wiley - baixo
Peter Curtain - bateria
Jonathan Plotel - baixo adicional
David Plotel - guitarra adicional (solo)




1   Prologue
2   Spiderman
3   Fantastic Four
4   Hulk
5   Madame Masque
6   Conan The Barbarian
7   Iron Man
8   Thor
9   Black Panther
10 The Man Without Fear
11 Silver Surfer
12 Things Thing
13 Captain America

domingo, 17 de março de 2019

John Etheridge and Ric Sanders - 2nd Vision (1980)







Certa vez Pat Metheny referiu-se a John Etheridge como um dos melhores guitarristas do mundo. Ele, além de virtuoso, é versátil e eclético, não reconhecendo fronteiras na música. E parece se dar bem com violinistas.
Ric Sanders entrou na Soft Machine um pouco depois de Etheridge e nela começou o entrosamento entre os dois. Assim que saíram decidiram criar uma banda, a 2nd Vision. Pena que aconteceu de ficar num só disco.
Pode-se dizer que Sanders é tão eclético quanto Etheridge, um tanto mais ao jazz mas com uma importante presença no folk através da Fairport Convention.
Essa mistura se faz notar em 2nd Vision, embora na primeira ouvida o que vem à mente é Mahavishnu Orchestra e Weather Report.




John Etheridge - guitarras e violões
Ric Sanders - violinos elétricos e acústicos
Dave Bristow - piano, piano Fender Rhodes
Jonathan Davie (Gryphon) - baixo
Micky Barker - bateria, percussão




1 Ice Bells
2 Dancing Circle
3 Putting out the Bish
4 August 4
5 First Steps
6 Even in Sadness
7 Star Dance
8 Coanda
9 Wynsmead

sábado, 16 de março de 2019

Andy Summers & John Etheridge - Invisible Threads (2002)







O ex-The Police Andy Summers foi membro da Soft Machine por alguns meses em 1968. Ele substituiu Kevin Ayers mas não gravou com a banda. Ele saiu para voltar a tocar com Zoot Money numa nova encarnação da The Animals. Depois disso ele foi para os EUA estudar guitarra por três anos. Ele é um amante do jazz e foi a combinação do jazz com o reggae que baseou o som da The Police.
John Etheridge já é um cara mais envolvido com o jazz desde o início, tendo tocado com Stéphane Grappelli, Didier Lockwood e Darryl Way. Etheridge tornou-se membro da Soft Machine em 1976, substituindo Allan Holdsworth.
Os dois são velhos amigos e compuseram algumas peças ao longo tempo mas Invisible Threads é a primeira parceria em disco. É um disco instrumental e acústico muito bonito; não só as músicas mas o timbre dos violões também.




Andy Summers - violões, baixo acústico
John Etheridge - violões, baixo acústico 




1   Broken Brains
2   Moravia
3   Stoneless Counts
4   Lolita
5   Nuages [Django Reinhardt]
6   The Big Gliss
7   Counting The Days
8   Radiant Lizards
9   Monks Mood [Thelonious Monk]
10 Archimedes
11 Heliotrope
12 Little Transgressions

quarta-feira, 13 de março de 2019

Sister Rosetta Tharpe - The Original Soul Sister (1938 - 1949)







Eu acredito que o Rock não foi propriamente criado e sim que surgiu de um longo processo. Sendo assim, ele não teria um pai ou talvez tivesse muitos. Ok que digam que o pai é Chuck Berry pois ninguém calçou melhor esses sapatos. Mas eu ainda acredito que Berry deu a forma final. E se há ao menos um pai, há avós. É aí que se encaixa Sister Rosetta Tharpe: A avó do Rock. Essa mulher era uma bola de energia. Uma banda se apresentava, outra banda se seguia e o público continuava bebendo, conversando e rindo. Mas quando ela entrava, ninguém ficava sentado. Ela era uma ótima pessoa, muito acessível, que tratava todos como parentes. Não se sabe ao certo como foi que ela deixou uma igreja ultra-tradicionalista em Chicago para chegar ao Cotton Club de Nova York mas acredita-se que, para alguém que usava roupas doadas, a perspectiva de uma carreira tenha sido bem atrativa. Quem a descobriu é que é controverso. O marido, um pastor, disse que não a acompanharia — adeus querido. Isso foi por volta de 1938.
Não foi só a mudança geográfica, mas também a cultural — como a música gospel sagrada e secular foi das igrejas e das reuniões de rua onde era desenvolvida, para os nightclubs e depois para as salas de concerto de Nova York. Rosetta a transformou.
Rosetta foi a primeira estrela do gospel, a primeira a levar o gênero para grandes plateias, e esteve entre os primeiros músicos a usar distorção na sua guitarra, se antecipando ao Blues elétrico. E foi misturando o Blues ao Swing e ao Gospel que ela criou seu estilo. Ou seja, pré-rock. Elvis Presley era seu fã. Chuck Berry também. Já os puristas religiosos ficaram chocados. Depois de algumas gravações que fez só com blues, a música do diabo, a coisa ficou feia. 
Rosetta mudou-se para a Europa até que as coisas esfriassem. Foi retornando aos poucos. Mas lá na Europa sua técnica na guitarra com um vibrato forte acabou influenciando muitos dos que fariam parte do boom do Blues britânico. 




CD 1: Shout Sister Shout
1 Rock Me
2 That's All
3 My Hand And I
4 The Lonesome Road
5 Bring Back Those Happy Days
6 This Train
7 I Looked Down The Lane (And I Wondered)
8 God Don't Like It
9 Beams Of Heaven
10 Saviour Don't Pass Me By
11 The End Of My Journey
12 Sit Down
13 There Is Something Within Me
14 Stand By Me
15 Trouble In Mind
16 Rock Daniel
17 Four Or Five Times
18 Shout, Sister, Shout
19 The Lonesome Road
20 Shout, Sister, Shout


CD 2: Rock Me
1 Rock Me
2 That's All
3 Just A Closer Walk With Thee
4 Precious Lord, Hold My Hand
5 I'm In His Care
6 Nobody's Fault But Mine
7 I Want A Tall Skinny Papa
8 What He Done For Me
9 I Want Jesus To Walk Round My Bedside
10 All Over The World
11 Pure Religion
12 Rock Me
13 That's All
14 Trouble In Mind
15 Rock Daniel
16 Down By The Riverside
17 I Want A Tall Skinny Papa
18 This Train
19 Sin Is To Blame
20 That's All


CD 3: Singing In My Soul
1 Let That Liar Alone
2 The Devil Has Thrown Him Down
3 Sleep On Darling Mother
4 God Don't Like It
5 I Want To Live So God Can Use Me
6 Rock Me
7 What's The News
8 Nobody Knows, Nobody Cares
9 Jesus Taught Me How To Pray
10 Forgive Me Lord And Try Me One More Time
11 What Is The Soul Of Man ?
12 Singing In My Soul
13 I Claim Jesus First
14 Strange Things Happen Every Day
15 Two Little Fishes And Five Loaves Of Bread
16 Don't Take Everybody To Be Your Friend
17 How Far From God
18 When I Move To The Sky
19 Jesus Is Here To Stay
20 Jonah


CD 4: This Train
1 God's Mighty Hand
2 The Lord Followed Me
3 This Train
4 Oh, When I Come To The End Of My Journey
5 Didn't Rain
6 Stretch Out
7 This Train
8 When I Come To The End Of My Journey
9 Beams Of Heaven
10 Up Above My Head I Hear Music In The Air
11 My Journey To The Sky
12 Teach Me To Be Right
13 I Heard My Mother Call My Name
14 Heaven Is Not My Home
15 The Natural Facts
16 Ain't No Grave Hold My Body Down
17 Lay Down Your Soul
18 Precious Memories
19 Family Prayer
20 Down By The Riverside
21 Were You There When They Crucified My Lord ?


terça-feira, 12 de março de 2019

Herbie Hancock - Speak Like A Child (1968)







Speak Like A Child foi lançado logo após Herbie Hancock deixar o quinteto de Miles Davis. Agora ele lidera um sexteto e encontrou a música que sonhava fazer desde 1961. Ele expandiu as harmonias usando as vozes extras dos metais — numa formação pouco usual — e seus solos imprevisíveis e substituição de acordes, compondo uma atmosfera sofisticada. A música é bela sem escorregar para o sentimental. Há momentos em que a música se aproxima do Cool Jazz mas, no geral, ele é um dos melhores exemplos do Post Bop.




Herbie Hancock - piano
Thad Jones - flugelhorn
Jerry Dodgion - flauta alto
Peter Phillips - trombone baixo
Ron Carter - baixo
Mickey Roker - bateria




1 Riot
2 Speak Like A Child
3 First Trip [Ron carter]
4 Toys
5 Goodbye To Childhood
6 The Sorcerer
7 Riot (First Alternate Take)
8 Riot (Second Alternate Take)
9 Goodbye To Childhood (Alternate Take)

segunda-feira, 11 de março de 2019

John Surman - Brewster's Rooster (2009)







O inglês John Surman pertence à geração de músicos que estabeleceu a identidade do Jazz na Europa pela experimentação e pela consequente expansão dos horizontes do gênero. Desta forma, sempre esteve na vanguarda e transitou por diversos estilos. Gravou com diferentes formações, com coral, big bands e orquestras. Brewster's Rooster é uma volta às origens num quarteto com velhos e célebres amigos. Ele também é considerado um dos melhores discos de Post Bop, um estilo que surgiu a partir do Hard Bop de Miles Davis, o qual infundiu o Blues ao Jazz. Por sua vez, o Post Bob estendeu as harmonias, inverteu acordes, etc. Esses estilos foram uma reação ao Bebop que foi uma reação ao Swing, um gênero meramente dançante e popular na sua época.




John Surman - sax barítono, sax soprano
John Abercrombie - guitarra
Drew Gress - baixo
Jack DeJohnette - bateria




1 Slanted Sky
2 Hilltop Dancer
3 No Finesse
4 Kickback
5 Chelsea Bridge
6 Haywain
7 Counter Measures
8 Brewster's Rooster
9 Going For A Burton


domingo, 10 de março de 2019

Tomasz Stanko - Balladyna (1976)







O polonês Tomasz Stanko é um cara que esteve no centro da formação do Jazz europeu. Ele balanceou o Free-jazz ou o Jazz de vanguarda com seus sentimentos e emoções nas melodias.
Esse é o primeiro disco que gravou para o selo ECM que está completando 50 de jornada para além do horizonte.





Tomasz Stanko - trompete
Tomasz Szukalski - sax tenor, sax soprano
Dave Holland - baixo
Edward Vesala - bateria





1 First Song
2 Tale
3 Num
4 Duet
5 Balladyna
6 Last Song
7 Nenaliina

quinta-feira, 7 de março de 2019

Amon Düül II - Carnival In Babylon (1972)







Quando Carnival In Babylon começou a ser trabalhado, a formação clássica da Amon Düül estava estabelecida, inclusive com o novo segundo baterista Danny Fichelsscher. A banda também encontrara o sucesso na Grã-Bretanha e por causa disso esse álbum que deveria ser duplo, saiu simples. É que a gravadora United Artists queria pegar o embalo do sucesso e lançar um disco que vendesse muito. Isso deixou Carnival In Babylon com uma sensação de incompleto, mas ele se tornou um marco na carreira da banda por abandonar as longas jams psicodélicas em favor de músicas com uma estrutura melhor composta, só que mais curtas. Entretanto, a assinatura musical está aqui, tanto nas composições como na execução combinando o órgão Farfisa com a guitarra transformada pelos gabinetes Leslie.
O sucesso aumentou, os concertos se sucederam e a Amon Düül se tornou mais instável.





Chris Karrer - guitarra, violão, violino, sax soprano, vocal
Renate Knaup-Krötenschwanz - vocal
John Weinzierl - guitarra, violão 12, vocal
Falk-Ulrich Rogner  - órgão
Lothar Meid - baixo, vocal
Peter Leopold - bateria, percussão
Danny Fichelsscher - bateria
com:
Karl-Heinz (Kalle) Hausmann - órgão Farfisa, teclados, eletrônicos
Olaf Kübler - sax soprano
Joy Alaska - backing vocal





1 C.I.D. In Uruk
2 All The Years 'Round
3 Shimmering Sand
4 Kronwinkl 12
5 Tables Are Turned
6 Hawknose Harlequin
7 Skylight
8 Tatzelwurmloch

segunda-feira, 4 de março de 2019

Gong - Angel's Egg - Radio Gnome Invisible Part II (1973)






No final de 1972 o casal Daevid Allen e Gilli Smyth deu um tempo na banda e foram passear. Os demais excursionaram pela Europa como "Paragong". Findo o passeio dos pombinhos, a clássica formação da banda completou uma turnê pala Inglaterra e embarcou para a França para gravar essa segunda parte da trilogia Radio Gnome Invisible. E gravaram no quintal de casa mesmo. Mas gravaram com uma bela unidade móvel trazida pelo produtor Giorgio Gomelsky, dono de clubes famosos e, portanto, um entendido em unidades móveis.
Angel's Egg é um álbum bastante democrático na medida em que todos os membros da banda participam das composições, mas tudo ainda gira em torno de Allen. As músicas são mais curtas que o usual para parecerem a apresentação de um livro de estórias, e ele é um dos álbuns mais divertidos da época. Tirando uma canção pop, ele é feita daquelas jams de space-rock influenciado pelo jazz. Angel's Egg é a representação mais coerente de toda a mitologia criada por Allen com a Gong — os habitantes do Planeta Gong.





Dingo Virgin (Daevid Allen) - guitarra, vocal
Hi. T. Moonweed (Tim Blake)- sintetizador, vocal
Bloomdidi Bad de Grass (Didier Malherbe) - sax tenor, sax soprano, flauta, vocal
Shakti Yoni (Gilli Smyth) - vocal, space whisper
Sub. Capt. Hillage (Steve Hillage) - guitarra
T, Being Esg (Mike Howlett) - baixo
Pierre De Strasbourg (Pierre Moerlen) - bateria, marimba, vibrafone
Mirielle De Strasbourg (Mireille Bauer) - glockenspiel





1   Other Side Of The Sky
2   Sold To The Highest Buddha
3   Castle In The Clouds
4   Prostitute Poem
5   Givin My Luv To You
6   Selene
7   Flute Salad
8   Oily Way
9   Outer Temple
10 Inner Temple
11 Percolations
12 Love Is How Y Make It
13 I Never Glid Before
14 Eat That Phone Book Coda
15 Other Side Of The Sky (Single Version)
16 Ooby-Scooby Doomsday Or The D-Day DJ's Got The D.D.T. Blues
17 Love Is How Y Make It (1973 Vocal Mix)
18 Eat That Phone Book Coda (Early Version)