sábado, 18 de maio de 2019

The Mothers Of Invention - Burnt Weeny Sandwich (1970)







Burnt Weeny Sandwich foi lançado depois que Frank Zappa já havia dissolvido a The Mothers Of Invention. Ele contém material que estava gravado antes do derradeiro álbum Uncle Meat. Na verdade era tanto material, que serviu para lançar este disco e mais o Weasels Ripped My Flesh no mesmo ano. Mas este disco não é só um ajuntamento de arquivo; ele é o melhor exemplo de um talento do Zappa: a edição do som. A faixa 8, por exemplo, tem 18 minutos e seu corpo principal foi gravado no Albert Hall em 1969, sendo adicionado o piano de Ian Underwood no início e mais adiante um solo matador de Sugarcane Harris. 
O "sanduíche", no caso, é um recheio entre duas fatias de Rhythm & Blues: WPLJ de 1956 e Valarie de 1960. 
A capa é uma fotografia da escultura Crucified on Technology e havia sido feita originalmente para um disco de Eric Dolphy.





Frank Zappa - órgão, guitarra, vocal
Jimmy Carl Black - bateria, percussão
Roy Estrada - baixo, backing vocal, Pachuco rap (1)
Janet Ferguson – backing vocal (1)
Bunk Gardner - sopros
Buzz Gardner - trompete
Billy Mundi - bateria (não creditado, 4)
Lowell George - guitarra, vocal
Don "Sugarcane" Harris  - violino (8)
Don Preston - baixo, piano, teclados
Jim Sherwood - guitarra, vocal, sopros
Art Tripp - bateria, percussão
Ian Underwood - guitarra, piano, teclados, sopros
John Balkin  - baixo (1, 3)





1 WPLJ [The Four Deuces]
2 Igor's Boogie, Phase One
3 Overture To A Holiday In Berlin
4 Theme From Burnt Weeny Sandwich
5 Igor's Boogie, Part Two
6 Holiday In Berlin, Full-Blown
7 Aybe Sea
8 The Little House I Used To Live In
9 Valarie [Jackie And The Starlites]

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Geronimo Black - Geronimo Black (1972)







Geronimo Black foi formada por Jimmy Carl Black em 1972. Black é mais conhecido como o excelente baterista da banda Mothers of Invention de Frank Zappa. Ele era descendente de índios Cheyenne, aprendeu a tocar piano aos seis anos e vários outros instrumentos adiante. Já adulto e casado, ele mudou-se para a Califórnia onde conheceu Roy Estrada e Ray Collins, e juntos formaram uma banda chamada Soul Giants. Eventualmente eles contrataram um guitarrista e vocalista chamado Frank Zappa. Em um mês Zappa já tinha se tornado o líder e a banda passou a se chamar "The Mothers of Invention". Isso foi em 1964. Em 1969, depois de cinco álbuns absolutamente clássicos e indispensáveis, Zappa dissolveu a The Mothers. Black então uniu-se a outros ex-membros da The Mothers para formar sua própria banda.
Geronimo era o nome de um dos filhos de Black. A influência de Zappa está por toda parte, incluindo o humor, mas a Geronimo Black também se debruça sobre o rock ácido e provocativo da costa oeste.





Jimmy Carl Black - vocal, bateria, percussão, tímpanos
Andy Cahan - órgão, órgão de tubos, piano, Harpsichord, vocal, bateria
Denny Walley (Mothers of Invention) - guitarra, violão, órgão de tubos, backing vocal, vocal (8)
Bunk Gardner (Mothers of Invention) - sax, flauta, corneta, fagote, trompete, piano, órgão de tubos
Tjay Contrelli - sax tenor, sax barítono, flauta, vocal
Tom Leavey - baixo, backing vocal
com
Nat Gershman - cello
Buzz Gardner (Mothers of Invention) - trompete, corneta
Phil Goldsberg - viola
Arno Nuefeld - violino
Samuel Cytron - viola
Scott Page - oboé
Keith Olsen - backing vocal (9)





1   Low Ridin' Man
2   Siesta
3   Other Man
4   L.A. County Jail '59 C/S
5   Let Us Live
6   Bullwhip
7   Quaker's Earthquake
8   Gone
9   An American National Anthem
10 '59 Chevy (Bonus Track)

terça-feira, 14 de maio de 2019

Lily - V.C.U. (we see you) 1973







Lily foi o nome imposto pela Bacillus Records para a banda alemã Monsun. E não foi a única imposição. Na época do lançamento deste que é o único disco da banda, a Bacillus era controlada pela Bellaphon que determinou que a Lily seria promovida como uma banda de glitter-rock ou glam. Na verdade o som dela é um krautrock com uma estrutura jazzística complexa, conduzida pelo sax plugado no fuzz e no wah-wah. Seu estilo é bastante distinto do das outras bandas da região de Frankfurt, com letras estranhas e composições idem.
Portanto, a capa, o nome da banda e a maquiagem dos caras devem ser ignorados. 




Manfred-Josef Schmid - guitarra
Klaus Lehmann - guitarras
Hans-Werner Steinberg - sax tenor, sax soprano
Wilfried Kirchmeier - baixo, vocal, percussão (3), sintetizador (6)
Manfred Schlagmüller - bateria, percussão, gongo, sintetizador (6)
com:
Dieter Dierks - engenheiro, Mellotron
Armin Bannach - gongo




1   In Those Times
2   Which Is This
3   Pinky Pigs
4   Doctor Martin
5   I'm Lying On My Belly (Including 'Tango Atonale')
6   Eyes Look From The Mount Of Flash
7   Chemical New York
8   Adlerbar
9   Catch Me
10 The Wanderer

sábado, 11 de maio de 2019

Déjà-Vu - Between The Leaves (1976)







A norueguesa Déjà-Vu foi formada em 1975 por Svein Rønning e Knut Lie depois que ambos deixaram a banda Høst. Seu único álbum permaneceu desconhecido até mesmo na Noruega até que o selo Research o relançou vinte anos mais tarde. 
O som da banda é uma mistura de hard rock com o prog sinfônico e mencionar Deep Purple e Yes não estaria muito distante. Ele sobrepõe a guitarra áspera a montes de teclados e não é muito diferente do som da Høst, a não ser por ter faixas mais longas. É um disco muito legal que merecia ter feito sucesso.




Svein Rønning - guitarra, violão 12, backing vocal
Harald Otterstad - Fender Rhodes, sintetizadores, Mellotron, Klavinett D-6
Kai Grønlie - vocal
Per Amundsen - baixo
Knut R. Lie - bateria, backing vocal




1 Burning Bridges
2 Between The Leaves
3 Free Man
4 Flying
5 Somebody Cares
6 Time
7 Visions Of Nirvana

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Sun - S.U.N. (1980)







A banda Sun foi formada no noroeste da Alemanha em 1974 e nesse mesmo ano teve duas composições incluídas numa coletânea dedicada ao krautrock chamada Proton 1. Ela era uma banda promissora com uma mistura complexa de influências e um estilo um tanto excêntrico. O primeiro LP saiu seis anos mais tarde e veio com um som mais voltado ao jazz-rock, ainda meio excêntrico, talvez pela influência de Frank Zappa. Eles mesmos produziram e bancaram a prensagem. Na etapa da arte gráfica a grana acabou e há quem diga que eles próprios terminaram de colar as capas.




Reinhard Stephan - piano elétrico, órgão
Gunter Hübner - guitarra
Harry Müller - guitarra, vocal
Bruno Mäder - sax, Lyricon, vocal
Thomas Heldmann - baixo, vocal
Rudi Herrmann - bateria




1   Ohne Titte
2   The Jester
3   Seeing Similaun
4   On Holiday
5   Und Ewig Heulen Die Gitarren
6   Neulich In Spanien
7   Women's Lib. Blues
8   Leisure
9   To Celia
10 Communication Breakdown
11 Slave Of Heaven
12 Black Sheep Of The Family
13 Morning Dream

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Surgery - Übermorgen (1980)







Surgery foi uma banda de jazz-rock/krautrock, que nunca conseguiu destaque fora de sua própria área. Esse seu único álbum foi lançado por eles mesmos numa tiragem de cerca de 500 cópias, e chegou ao mercado numa época em que esse tipo de música já não despertava muito interesse. Uma pena.
Übermorgen é cheio de boas idéias interpretadas com maestria e é colocado entre os melhores do gênero. Apesar de disputado pelos colecionadores, o LP só mereceu este relançamento do selo Garden of Delights que não deixou por menos e acrescentou dez bônus, além do rico encarte que é da sua tradição.




Thomas Miebs - órgão, piano, piano elétrico, sax tenor 
Herbert Klinger  - guitarra
Udo Custodis - sax tenor
Udo Fuellhaas - baixo
Rüdiger Freitag - bateria
Jörg-Peter Podlasly - bateria, percussão
Alfred Gaudschun - percussão




1   Intro   
2   Kernein  
3   Adios G. F. 
4   Vurz Im Morgengrauen   
5   Intro Reprise  
6   Paulchen Panther  
7   Pisa  
8   On My Way To Übermorgen   
9   Sieben Plus Bossa 
10 Sir Jerry 
11 Alter Narr, Was Nun? 
12 Feeling Good
13 Katerfrühstück
14 Schmalzer 
15 Amazonien, Teil 1 
16 Heiter Bis Wolkig
17 Amazonien, Teil 2 
18 Rush Hour In Madrid 
19 Schmetterling 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

The Brecker Brothers - Heavy Metal Be-Bop (1978)







Amanhã, 04 de maio, começa uma turnê européia com a reunião dessa mesma banda interpretando este disco, infelizmente sem o saudoso Michael Brecker — no seu lugar está uma saxofonista italiana. 
Heavy Metal Be-Bop é o quarto disco da dupla e foi gravado ao vivo, exceto pela faixa 1. E não, não há heavy metal nele. O título é uma dica, porque o conteúdo é bombástico: uma mistura de jazz, rock e funk com interpretações fantásticas. Randy e Michael se plugaram a todo tipo de efeitos disponíveis na época, inclusive Wah-Wah e Echoplex, normalmente usados em guitarras.
Os irmãos Brecker eram a sessão de metais dos sonhos de todo músico e a lista de créditos deles é quilométrica. Na época da gravação desse disco eles estavam na banda de Frank Zappa — vejam Zappa em NY — e o baterista de Zappa, Terry Bozzio está aqui, veloz como sempre.




Michael Brecker - sax tenor elétrico, sax tenor (1), palmas (1)
Randy Brecker - trompete elétrico, teclados, trompete (1), palmas (1)
Barry Finnerty - guitarra, backing vocal
Neil Jason - baixo, vocal
Terry Bozzio - bateria, backing vocal
com:
Paul Schaeffer - Fender Rhodes piano (1)
Jeff Schoen, Roy Herring - backing vocal (1)
Alan Schwartzberg - bateria (1)
Victoria - pandeiro
Rafael Cruz - percussão 
Sammy Figueroa - percussão




1 East River
2 Inside Out
3 Some Skunk Funk
4 Sponge
5 Funky Sea, Funky Dew
6 Squids

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Michael Brecker - Tales From The Hudson (1996)







Desde 1970 Michael Brecker vinha sendo um dos mais requisitados músicos de estúdio, menos para trabalhos no jazz e mais em discos de rock e pop. Isso até 1975, quando ele e o irmão Randy lançaram o primeiro álbum da Brecker Brothers com o que eles chamaram de "slunk funk". Em 1978 eles lançaram Heavy Metal Be-Bop, um álbum transgressor no qual o trompete e o sax eram processados eletronicamente. A partir daí a dupla ganhou bastante prestígio e Michael começou a ser comparado ao John Coltrane. Não significa que não tenha feito discos comerciais e superficiais, mas Tales From The Hudson é um trabalho maduro e muito comprometido. Talvez nem precisasse de tanto capricho nas composições, afinal, o que poderia dar errado quando se tem uma banda como essa?




Michael Brecker - sax tenor
McCoy Tyner - piano (3, 5)
Joey Calderazzo - piano
Pat Metheny - guitarra, sintetizador de guitarra (3)
Dave Holland - baixo
Jack DeJohnette - bateria
Don Alias - percussão (3, 5)




1 Slings And Arrows
2 Midnight Voyage
3 Song For Bilbao
4 Beau Rivage
5 African Skies
6 Introduction To Naked Soul
7 Naked Soul
8 Willie T.
9 Cabin Fever

terça-feira, 30 de abril de 2019

Poços & Nuvens - Clouds on the Road (2012)







Poços & Nuvens foi formada em 1996, no Rio Grande do Sul, com o intuito de misturar o prog à música tradicional gaúcha. Dois anos depois a banda lançou o primeiro disco chamado Ano Veloz Outono Adentro. Em 2002 saiu Província Universo, o segundo. Clouds on the Road é um disco ao vivo com o repertório desses dois discos gravado em 2005. Como se vê, a vida de uma banda prog no Brasil não é fácil — sete anos pra lançar um disco que é excelente. A própria banda fez algumas pausas.
Ela diz que suas principais influências são a Yes e a Djam Karet, mas ouve-se elementos da Camel, Jetro Tull e PFM também. O foco é a parte instrumental que usa uma maior variedade de instrumentos e tem muitas variações de ritmo e estrutura. As letras foram escritas em português, apesar do título do disco.
Poços & Nuvens é uma grande banda, uma das nossas melhores prog. Seus discos podem ser comprados no site da Rock Symphony.




Gérson Werlang - guitarra,violão, voz, efeitos 
Sávio Werlang - teclados, acordeon, voz
Edgar Sleifer - guitarras, flauta, vocal 
Iva Giracca - violino, voz
Chico Gonçalves - baixo, voz
Rodrigo Bernardon - bateria, percussão




1   Vega 
2   Vindima E Ventania 
3   Copla 
4   Balada Outonal 
5   A Sagração Do Outono 
6   Amanhecer 
7   Dança Ao Crepúsculo 
8   Milonguita 
9   Incenso E Chuva 
10 No Inverno 
11 Todas As Estações
12 Geração Perdida 
13 Poços E Nuvens 



sexta-feira, 26 de abril de 2019

Roine Stolt - Wall Street Voodoo (2005)







Roine Stolt é um veterano da cena prog sueca. Seus talentos são de produtor, engenheiro, compositor, tecladista, baixista, cantor, mas principalmente um guitarrista muito habilidoso. Ele é um workaholic, atuando em projetos/bandas como Kaipa, TransAtlantic e The Flower Kings. Seu estilo de composição é melódico e sinfônico que parece simples, mas contém arranjos meticulosos e interpretações virtuosas.
Wall Street Voodoo é seu sexto álbum solo e é bastante diferente dos demais e também diferente dos outros projetos. Stolt retorna às suas raízes de blues e do rock clássico, e o CD 2 até tem vapores de jazz numa clara influência de Frank Zappa. Mas a maior diferença é que ele não tem os excessos que todos os outros tem.
O tema são suas perspectivas políticas e sua análise do capitalismo, do dinheiro e da ganância.





Roine Stolt - vocal, guitarras, slide, violões, Mini Moog (2), Echoplex (10), vocoder, glockenspiel (16), percussão
com:
Neal Morse - vocal (2,4,11), backing vocal, Hammond B3 solo (2)
Slim Pothead - piano, Wurlizer, Mini Moog, Hammond B3, Mellotron, Fender Rhodes, eMagic synth (6), Hohner clavinet (11)
Gonzo Geffen (The Flower Kings) - Moog, Yamaha CS80 sequencing (8,13), percussão (2, 8,11), loops (12,13), eMagic synth (13)
Hasse Bruniusson (Samla Mammas Manna) - percussão (4,14), marimba (7)
Oil Dollar Horns - trombone, trompa francêsa (12)
Grandmother Strings - violino, viola (12)
Victor Woof - baixos, Moogbass (3,7,9,10), backing vocal 
Marcus Liliequist - bateria, percussão




CD 1
1 The Observer 
2 Head Above Water 
3 Dirt
4 Everyone Wants To Rule The World 
5 Spirit Of The Rebel 
6 Unforgiven
7 Dog With A Million Bones
8 Sex Kills 
9 Outcast 


CD 2
10 The Unwanted
11 Remember 
12 It's All About Money 
13 Everybody Is Trying To Sell You Something
14 Hotrod (The Atomic Wrestler)
15 Mercy
16 People That Have The Power To Shape The Future