segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Fernando Pacheco - Himalaia (1986)







Himalaia é um excelente disco solo do Fernando Pacheco, líder da Recordando o Vale das Maçãs. Digamos que é mais ou menos solo, pois as duas primeiras faixas, ou primeira parte, foram gavadas quatro anos antes, ainda com a RVM. As demais faixas, aí sim, são absolutamente solo com Fernando tocando todos os instrumentos. 
É um disco instrumental e o som é similar ao da RVM. Foi muito bem recebido no exterior e pouco ouvido por aqui.
Fernando hoje se apresenta esporadicamente com a RVM e ele é coordenador e professor do curso de pós-graduação em música de uma universidade em Três Corações, Minas Gerais.




Fernando Pacheco - guitarra, violão, sintetizador de guitarra Roland, violino
Moacir Amaral Filho - flauta
Eliseu De Oliveira Filho - teclados
Fernando Motta - violino
Luiz Aranho - violino
Ronaldo Mesquita - contrabaixo
Lourenço Gotti - bateria




   The Past
1 Sonho
2 Himalaia
   The Present
3 Progressivo L-2 Sul
4 Ciclo Da Vida
5 Civilização Maia







sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Recordando O Vale Das Maçãs - As Crianças Da Nova Floresta (1977-1993)







Esse álbum é uma regravação feita em 1993 do LP original de 1977. Nele foram retrabalhadas as principais faixas para um formato apenas instrumental, e acrescentadas duas faixas de um disco solo de Fernando Pacheco, o líder da banda. As capas, tanto do LP como deste CD, são idênticas, o que gera uma certa confusão.
Recordando O Vale Das Maçãs foi uma das melhores bandas prog brasileiras e esse é o seu, digamos assim, único disco. Ele foi premiado no exterior, considerado o melhor lançamento na França naquele ano, e tornou a RVM a primeira banda nacional do gênero a receber reconhecimento internacional.
Seu som é sinfônico, misturando uma série de elementos ao rock, do clássico ao folclore brasileiro. Ele balanceia bem entre o acústico e o elétrico e é pastoral e relaxante, do tipo que eleva o espírito.




Fernando Pacheco - guitarra
Eliseu Filho - teclados, violino 
Ronaldo Mesquita - baixo
Miltom Bernardes - bateria, percussão
Fernando Motta - violão (5, 6) 
Domingos Mariotti - flauta, trompa digital
Fernando Ramos - teclados (5) 




1 Remembering Apples Valley II 
2 The Children Of The New Forest II 
3 Water
4 The Hermit 
5 Himalaia
6 Seeds Of Light 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Capitolo 6 - Frutti per Kagua (1972)






Esta é uma das muitas bandas que permaneceram desconhecidas fora da Itália, a despeito da qualidade de sua música. Ela fez um rock progressivo complexo e inquieto. É também um bom exemplo de como as técnicas de composição clássicas podem ser usadas no rock. A faixa título tem 18 minutos e uma estrutura em três partes. 
O tema do disco, como a capa indica, são histórias sobre os nativos norte-americanos. 
O amplo uso da flauta a aproxima das conterrâneas Jumbo e Museo Rosembach e, pensando numa correspondente britânica, é claro, a Jethro Tull.




Riccardo Bartolotti - vocal, guitarra, flauta
Jimmy Santerini - teclados, vocal
Loriano Berti - sax, flauta
Maurizio Romani - baixo
Lorenzo Donati - bateria, vocal




1 Frutti Per Kagua
2 Grande Spirito
3 Il Tramonto Di Un Popolo
4 L'Ultima Notte


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Jean-Michel Jarre - Oxygene Trilogy (2016)







Na adolescência Jean-Michel Jarre tocava guitarra em bandas de rock e foi quando começou a experimentar com sons processados através de um gravador que ganhou do avô. O tempo passou, ele entrou mais e mais na música experimental, produziu trabalhos de outros músicos e em 1972 e 1973 ele gravou duas trilhas sonoras. Aí veio a ideia de tratar do tema "meio ambiente" com a música eletrônica, e sem vocais. Um dia, numa exposição de arte ele viu uma pintura do artista Michel Granger intitulada Oxigène e decidiu que aquela teria que ser a capa e aquele teria que ser o título do disco. Comprou-a.

Oxygene foi gravado com poucos equipamentos, alguns defeituosos e com gambiarras feitas com durex, na cozinha do seu apartamento. Ele foi recusado por uma gravadora após a outra, sob a alegação de que não havia uma banda, nem ao menos vocais. Por sorte um produtor visionário chamado Francis Dreyfus viu o potencial e lançou uma tiragem de 50 mil cópias — hoje já vendeu mais de 15 milhões delas.

Vinte anos mais tarde, Jarre retomou o tema em Oxygene 7-13 usando até alguns daqueles equipamentos de 1976. É uma continuação com sons e estilo novos, mas fixada na visão original. E depois de outros vinte anos veio Oxygene 3, tratando das mesmas questões ambientais de uma forma ainda mais visceral e aventurosa.




CD 1 - Oxygene (1976)

Jean-Michel Jarre - sintetizadores ARP, AKS, EMS VCS 3, RMI Harmonic, órgão Farfisa, órgão Eminent, Mellotron, computador rítmico Korg Mini Pops

1 Oxygene (Part 1)
2 Oxygene (Part 2)
3 Oxygene (Part 3)
4 Oxygene (Part 4)
5 Oxygene (Part 5)
6 Oxygene (Part 6)

CD 2 - Oxygene 7-13 (1997)

Jean-Michel Jarre - Mellotron, sampler Akai Mpc3000, sampler DJ 70, Sequencer, Drum Machine TR 80, Theremin, sintetizadorres: ARP 2600, VCS3, AKS, Eminent, CS 80, Quasimidi Raven, Nordlead, JV 90, K2000, RMI, Prophecy

1 Oxygene (Part 7)
2 Oxygene (Part 8)
3 Oxygene (Part 9)
4 Oxygene (Part 10)
5 Oxygene (Part 11)
6 Oxygene (Part 12)
7 Oxygene (Part 13)

CD 3 - Oxygene 3 (2016)

Jean-Michel Jarre - Eminent 310, AKS, VCS 3, Small Stone, Electric Mistress, ARP 2600, ARP 2500, Moog Sub 37, OB6, Mellotron D4000, Korg Polyphonic Ensemble, Mini Pops, Metasonic, Digisequencer, TR8, Animoog, OP1, OP12, OP24, Qchord, teclados analógicos, Virus, Dune, Nordlead 1, Monark, Rblocks, Spire, Serum, Cognosphere, Taurus 1, Micro Monsta, Philicorda.

1 Oxygene (Part 14)
2 Oxygene (Part 15)
3 Oxygene (Part 16)
4 Oxygene (Part 17)
5 Oxygene (Part 18)
6 Oxygene (Part 19)
7 Oxygene (Part 20)




sábado, 31 de agosto de 2019

Atoll - Musiciens-Magiciens (1974)







Atoll foi formada em 1972, em Metz, por Luc Serra, Jean-Luc Thillot Alain Gozzo. Ela foi uma das maiores bandas francesas no campo do rock sinfônico. O primeiro single saiu no ano seguinte e vendeu 40 mil cópias, o que é impressionante para uma estreia. 
A música da Atoll mistura as influências dos medalhões do gênero, como Yes e Genesis, bem como as harmonias vocais de bandas americanas como a CSNY.
Musiciens-Magiciens é seu primeiro álbum e mostra um grande talento para compor faixas complexas, cujos temas evoluem e mudam continuamente.




Luc Serra - guitarra, sintetizadores, vocal, percussão
Michel Taillet - sintetizador Eminent, clavinet, órgão, vibrafone, vocal, percussão
André Balzer - vocal
Jean-Luc Thillot - baixo, vocal, violão 12 cordas
Alain Gozzo - bateria, percussão
com
Laurent Gianez - sax tenor, sax soprano, flauta, piccolo, vocal




1   L'Hymne Medieval
2   Le Baladin Du Temps
     a. L'arpège Philosophal
     b. L'incube
     c. L'arpège Philosophal
3   Musiciens-Magiciens
4   Au-Dela Des Ecrans De Cristal
5   Le Secret Du Mage
6   Le Berger
7   Je Suis D'Ailleurs
8   Au-Dela Des Ecrans De Cristal
9   Fille De Neige
10 Je Fais Un Reve
11 Musiciens-Magiciens

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Artcane - Odyssée (1977)







Essa banda francesa fez apenas um álbum, o que é uma pena. Odyssée foi um começo promissor, obviamente influenciado pela King Crimson por volta de 1972-75, mas com mais calor e menos tensão (também menos vocais). As faixas longas e variadas se desenvolvem através de várias fases, com uma faixa dinâmica tão ampla quanto na música sinfônica. Guitarra e teclados são os principais ingredientes, tratados com efeitos como flanging, wah-wah e eco. Algumas partes do álbum são bastante etéreas e espaciais. A única fraqueza é que as idéias da Artcane careciam de alguma originalidade, mas isso diminui pouco seu valor. 




Alain Coupel - sintetizadores, vocal
Jack Mlynski - guitarra, vocal
Stanislas Belloc - baixo, vocal
Daniel Locci - percussão




1 Odyssée
2 Le Chant D'Orphée
3 Novembre
4 25ème Anniversaire
5 Artcane I
6 Nostalgie

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Mémoriance - Et Après... (1976)







Apesar de ter lançado este que é um dos melhores álbuns do prog francês, a Mémoriance permaneceu na obscuridade e, mesmo quando na ativa, foi pouco conhecida fora da França. De fato, Et Après (e depois...) só mereceu um relançamento em CD no Japão e outro mais recente na Alemanha. 
A banda foi formada na Alta Normandia em 1975 e seu som parece-se com o da conterrânea Ange e com o da Genesis, em alguns aspectos. As músicas são complexas, um tanto melancólicas em alguns momentos, e dramático e teatral em outros.




Jean-François Perier - teclados, vocal
Didier Guillaumat - guitarra, vocal
Jean-Pierre Boulais - guitarra rítmica, vocal
Michel Aze - baixo, vocal
Didier Busson - bateria, percussão




1 Je Ne Sais Plus
2 La Grange Mémoriance
3 Et Après...
4 Tracsir

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Città Frontale - El Tor (1975)







Città Frontale surgiu em 1970 e logo foi abandonada, pois alguns de seus membros saíram para formar a célebre Osanna. Em 1974, quando a Osanna se separou, Lino Viaretti e Massimo Guarino retomaram a antiga banda. O som dela é próximo do da Osanna pelo amplo uso da flauta e do sax, mas difere por ser mais pastoral, folk e menos complexo.




Lino Viaretti  - teclados, vocal
Enzo Avitabile - flauta, sax, vocal
Gianni Guarracino - guitarra, violão, Moog, vocal
Paolo Raffone - piano, órgão, Mellotron, glockenspiel
Rino Zurzulo - baixo
Massimo Guarino - percussão, vocal




1 Alba Di una Citta'(instrumental) 
2 Solo Uniti 
3 El Tor 
4 Duro Lavoro 
5 Mutatione 
6 La Casa del Mercante "Sun" 
7 Milioni di Persone 
8 Equilibrio Divino? 

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Crow Black Chicken - Electric Soup (2012)







Esse é o poderoso álbum de estreia de um trio irlandês que surgiu na mesma localidade onde Rory Gallagher foi criado. O nome da banda é o título de uma música folk tradicional americana que eles ouviram numa versão de Ry Cooder. Esses caras se confessam fãs de jazz e que a música que fazem é uma mistura de tudo que ouvem. Mas o que a gente ouve é um blues-rock de altíssimo nível — não é apenas riffs e divagações. Então não é heresia compará-los à Taste, à Cream ou à Experience; ou todas juntas e misturadas, mas com uma selvageria bem particular. O vocal é áspero e a guitarra é fenomenal. É uma faixa melhor que a outra.




Christy O'Hanlon - vocal, guitarra
Stephen McGrath - baixo
Gev Barrett - bateria, percussão, vocal




1 White Lightning  
2 Skin Deep   
3 Pourin' Down    
4 Epitaph   
5 Charlie's Women   
6 John Lee Wee  
7 Electric Soup   
8 Bijou Creole   
9 Murmuration    
10 Lie Awake   
11 The Drop  
12 Flowers 
13 John the Revelator  

terça-feira, 20 de agosto de 2019

AndersonPonty Band - Better Late Than Never (2015)







Jon Anderson e Jean-Luc Ponty se conheceram pessoalmente no final dos anos 70 quando a Yes tocou com a Mahavishnu Orchestra. Voltaram a cruzar caminhos nos anos 80 durante turnês, mas apesar de serem admiradores do trabalho um do outro, uma parceria nunca aconteceu até que um amigo com quem Anderson estava trabalhando sugeriu que Ponty tocasse numa nova música. Ponty topou e Anderson gostou do resultado. Daí emdiante compuseram algumas músicas juntos e retrabalharam músicas marcantes da carreira dos dois. Ponty jazzificou músicas da Yes e Anderson escreveu letras para clássicos do Ponty.
A banda foi escolhida entre alguns dos mais constantes colaboradores da carreira de Ponty, ou seja, só fera.




Jon Anderson - vocal, violão
Jean Luc Ponty - violino
Wally Minko - teclados
Jamie Glaser - guitarra
Baron Browne - baixo
Rayford Griffin - bateria




1   Intro
2   One In The Rhythm Of Hope
3   A For Aria
4   Owner Of A Lonely Heart
5   Listening With Me
6   Time And A Word
7   Infinite Mirage
8   Soul Eternal
9   Wonderous Stories
10 And You And I
11 Renaissance Of The Sun
12 Roundabout
13 I See You Messenger
14 New New World