quinta-feira, 5 de março de 2020

Peter Gabriel - Peter Gabriel (1978)







Depois de lançar seu primeiro disco solo, Peter Gabriel pegou a estrada. Primeiro excursionou pela América do Norte e depois pela Europa. Isso ajudou a entrosar a banda para o segundo álbum, que também receberia o título de Peter Gabriel. Informalmente, bem como no próprio site dele, o disco é chamado de "2" e de "Scratch" também.
Robert Fripp assumiu a produção e todos foram para a Hollanda gravar. Fripp, inclusive, havia estado naquela turnê como convidado e usando o pseudônimo de "Dusty Rhodes".
Peter Gabriel 2 é uma mistura criativa e interessante, muito diferente do seu trabalho na Genesis. É mais agressivo, talvez contaminado pela onda punk, e também já vai antecipando um pouco da New Wave que viria adiante e da qual Gabriel seria um expoente cult.




Peter Gabriel - vocal, piano (2), órgão (11), sintetizador (5,7)
Robert Fripp - guitarra (1,3,5,10) violão (5), Frippertronics (8)
Sidney McGinnis - guitarra (1, 4, 8, 9, 10, 11), violão (2,3), ressonador, bandolim (2)
Roy Bittan - teclados (1,3,5,6,10,11)
Todd "Bayete" Cochran - teclados (2,4,6,7)
Larry Fast - sintetizadores (1,2,5,7,10)
Timmy Capello - sax (10,11)
George Marge - gravadores (6,8,9)
Tony Levin - baixo, contrabaixo (6), Chapman stick (2,4,9), gravador (6,9), backing vocal
Jerry Marotta - bateria, backing vocal
John Tims - ruido de insetos (3)




1   On The Air
2   D.I.Y.
3   Mother Of Violence
4   A Wonderful Day In A One-Way World
5   White Shadow
6   Indigo
7   Animal Magic
8   Exposure [Fripp, Gabriel]
9   Flotsam And Jetsam
10 Perspective
11 Home Sweet Home

terça-feira, 3 de março de 2020

Genesis - Nursery Cryme (1971)







Nursery Cryme é o terceiro disco da Genesis e o primeiro com Phil Collins e Steve Hackett como membros. Collins veio da Flaming Youth e foi uma recomendação do dono da gravadora Charisma, Tony Stratton Smith. Steve Hackett havia publicado um anúncio na revista Melody Maker procurando por músicos comprometidos e que buscassem expandir horizontes, ou coisa parecida. Quem respondeu o anúncio foi Peter Gabriel e Hackett entrou praticamente sem uma audição. 
Depois de seis meses na estrada, o álbum começou a ser gravado. A maioria das músicas foi composta enquanto Anthony Phillips ainda estava na banda, mas elas adquiriram um ar mais pesado e sólido, tanto pela adição da guitarra de Hackett, como em função das apresentações ao vivo. Aí cabe lembrar que Anthony Phillips saiu da banda por ter fobia de palco e não por desavença ou descontentamento.
Seu antecessor, Trespass, colocou a Genesis na cena prog, e Nursery Cryme trouxe o formato ideal e final que seria o som da banda até a saída de Hackett. 




Peter Gabriel - vocal, flauta, percussão
Steve Hackett - guitarra, violão 12 cordas
Tony Banks - órgão, Mellotron, piano, piano elétrico, violão 12 cordas, voz
Michael Rutherford - baixo, pedais, violão 12 cordas, voz
Phil Collins - bateria, percussão, voz




1 The Musical Box
2 For Absent Friends
3 The Return Of The Giant Hogweed
4 Seven Stones
5 Harold The Barrel
6 Harlequin
7 The Fountain Of Salmacis


domingo, 1 de março de 2020

Flaming Youth - Ark 2 (1969)







Flaming Youth é mais conhecida por ter o jovem Phil Collins entre seus membros. Esse único disco que gravou é um álbum conceitual de ficção científica e, talvez por isso, ficou datado. O som também se perde um pouco quando mistura muitos elementos na tentativa de se tornar prog. De qualquer forma, Collins já demonstrava ser um excelente baterista. 




(Flash) Gordon Smith - guitarra, violão 12 cordas, baixo, vocal
Brian Chatton (Jackson Heights, Snafu) - órgão, piano, vocal
Ronnie Caryl - baixo, violão 12 cordas, vocal
Phil Collins - bateria, percussão, vocal




1   Guide Me, Orion
2   Earthglow
3   Weightless
4   The Planets:
     a. Mars - Bringer Of War
     b. Venus - Bringer Of Peace
     c. Mercury - The Winged Messenger
     d. Jupiter - Bringer Of Jollity
     e. Saturn - Bringer Of Old Age
     f. Uranus - The Magician
     g. Neptune - The Mystic
5   Changes
6   Pulsar
7   Space Child
8   In The Light Of Love
9   From Now On (Immortal Invisible)
10 Man, Woman And Child
11 Drifting

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

King Crimson - In The Wake Of Poseidon (1970)







Recentemente a revista Rolling Stone soltou uma daquelas listas, desta vez contendo nove álbuns que influenciaram o surgimento do Metal. Entre eles está "In The Wake Of Poseidon". O problema é porque então não está nela seu antecessor "In the Court of the Crimson King"? "In the Wake..." é muito semelhante ao anterior; Pictures of a City até parece uma versão mais lenta e medicada de 21st Century Schizoid Man. 

Enfim, no final de 1969 e ao término da turnê americana a KC implodiu. Ian McDonald e Michael Giles pediram a conta. Greg Lake encontrara-se com Keith Emerson e combinou formarem a ELP quando retornasse. Restaram Fripp e Peter Sinfield. 

Com tanta atribulação não houve muito tempo para se trabalhar em novas músicas e "In the Wake..." foi gravado com material que já estava fazendo parte da turnê do "In the Court...". Michael Giles concordou em colaborar e trouxe seu irmão Peter. Greg Lake também gravou.

Portanto, este álbum segue de perto seu antecessor com a diferença de ser melhor construído e muito melhor produzido.
Na capa estão as "12 Faces da Humanidade", figuras criadas por Tammo de Jongh em 1967 para um livro de Richard Gardner, que depois ele reuniu num único plano especialmente para este disco.
Esta edição foi remixada por Fripp e por Steven Wilson, exceto a faixa The Devil's Triangle cujas fitas multitrack se perderam.
Quanto à tal influência sobre o Metal, a King Crimson influenciou Jimi Hendrix e tudo mais sobre a terra.




Robert Fripp - guitarra, Mellotron
Greg Lake - vocal
Michael Giles - bateria
Peter Giles - baixo
Keith Tippett - piano
Mel Collins - sax e flautas
Gordon Haskell - vocal (3)
Peter Sinfield - letras




1   Peace - A Beginning 
2   Pictures Of A City 
3   Cadence And Cascade 
4   In The Wake Of Poseidon 
5   Peace - A Theme 
6   Cat Food 
7   The Devil's Triangle Part I: Merday Morn
8   The Devil's Triangle Part II: Hand Of Sceiron
9   The Devil's Triangle Part III: Garden Of Worm
10 Peace - An End 
11 Groon (2010 Mix)
12 Peace: An End (Alternate Mix)
13 Cadence & Cascade (Greg Lake Guide Vocal)






domingo, 23 de fevereiro de 2020

Santana - Moonflower (1977)







Esse álbum mistura faixas ao vivo com outras de estúdio não incluídas em outros discos. O usual nesses casos é encontrar um disco ao vivo e outro de estúdio, mas a produção optou por misturar e o resultado foi muito bom, um grande sucesso de vendas. E não só pelo lado comercial, Moonflower é talvez o melhor "live" de Santana e um dos melhores de todos os tempos, tanto pela sua energia, quanto pela captação do som. Santana atingiu um nível tal, que nunca teve imitadores.
As faixas ao vivo foram gravadas na Alemanha, na França e na Inglaterra usando a unidade móvel dos Rolling Stones. 
A faixa dois do disco 1 é o mais perto que eu chego do Carnaval.




Devadip Carlos Santana - guitarra. percussão, backing vocal
Greg Walker - vocal
Tom Coster - órgão Hammond, piano elétrico (Yamaha Electric Grand, Fender Rhodes), Arp Omni, Arp Dgx Pro Solist, Arp Odessey, Arp String Ensemble, Mini Moog, vibrafone, marimba, backing vocal
Tommy Coster Jr. - ARP Pro Soloist (7)
David Margen - baixo (estúdio)
Pablo Tellez - baixo
Graham Lear - bateria, percussão
Jose "Chepito" Areas - percussão
Pete Escovedo - percussão (estúdio)
Raul Rekow - percussão, backing vocal




CD 1
1   Dawn / Go Within
2   Carnaval
3   Let The Children Play
4   Jugando
5   I'll Be Waiting
6   Zulu
7   Bahia
8   Black Magic Woman / Gypsy Queen
9   Dance Sister Dance (Baila Mi Hermana)
10 Europa (Earth's Cry Heaven's Smile)


CD 2
1   She's Not There
2   Flor D'Luna (Moonflower)
3   Soul Sacrifice / Head, Hands & Feet
4   El Morocco
5   Transcendance
6   Savor / Toussaint L'Overture

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Gordon Giltrap - Perilous Journey (1977)







Gordon Giltrap é um violonista que pertence à uma elite de músicos que se tornaram lendários. Suas técnicas, como o legato, o tapping de duas mãos, as afinações abertas e os harmônicos de harpa são seguidas por muitos guitarristas. Nesse ponto são inevitáveis as comparações com Anthony Phillips, um dos fundadores da Genesis, mas os caminhos deles são diferentes.
Giltrap começou sua carreira no final dos anos 60 como um músico de folk. Num dado momento ele fez uma pausa para repensar as coisas e voltou em 1976 com uma trilogia instrumental e progressiva. Perilous Journey é o segundo disco dessa trilogia e o ponto alto da carreira dele. É um álbum conceitual que deveria ser melhor evidenciado como uma referência do rock sinfônico. São excelentes arranjos e harmonias tão bem construídas que não há um espaço vago ou um só encaixe frouxo.   




Gordon Giltrap - violões
Rod Edwards - teclados
Jeff Daly (Mogul Thrash) - sax barítono
Roger Ball (Mogul Thrash) - sax alto
Malcolm Duncan - sax tenor
Stan Sultzman - sax tenor
Chris Pyne - trombone
Henry Lowther - trompete
Martin Drover - trompete
Pat Halling - líder da seção de cordas
John G. Perry (Caravan, Curved Air)- baixo
Simon Phillips - bateria
Tony Carr - percussão




1   Quest
2   The Deserter
3   Pastoral
4   Morbio Gorge
5   Heartsong
6   Reflections & Despair
7   Cascade
8   To The High Throne
9   Vision
10 Heartsong (Original Version)
11 Quest (Orchestral Version)
12 Guitar & Piano Demos
13 Oh Well

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

King Hobo - King Hobo (2008)







Essa banda é sueca e foi formada por membros da Opeth, da Sky High, da Kamchatka e da Clutch. Eles se encontraram em 2005 durante um festival e tudo aconteceu espontaneamente. 
A ideia foi combinar blues, funk e rock 'n' roll e as principais fontes de inspiração para eles foram Grand Funk, Johnny Winter, Band Of Gypsys e Funkadelic. 
Esse álbum foi gravado em apenas uma semana e não tem um único ponto fraco. Resumindo a coisa toda, é blues-rock de primeira qualidade com o olhar fixo nos anos 70.




Thomas Juneor Andersson (Kamchatka) - guitarra, vocal
Per Wiberg (Kamchatka, Opeth) - teclados, guitarra, vocal
Ulf Rockis Ivarsson (Paatos, Sky High) - baixo
Jean Paul Gaster (Clutch, Five Horse Johnson) - bateria
com 
Eric Oblander - gaita (2)
Tomas Agnas - sax (10)




1   Running [Curtis Mayfield]
2   Leaving Letter Blues
3   Rolling In From The Sea
4   Swede
5   Moonshine
6   Four Winds
7   From Me To You
8   Coffee Break
9   Best Of Times
10 Mr Clean [Weldon Irvine]

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Quill - Quill (1970)







Essa banda americana foi formada em 1967 pelos irmãos Cole, responsáveis pela maioria das composições. O som dela é underground e nada convencional e nem comercial, juntando elementos do rock psicodélico e elementos progressivos. Talvez seja até mais prog pelas constantes variações e pela complexidade, mas não assume a forma completamente. 
Ela fez bastante sucesso e abriu concertos para a Deep Purple, para Jeff Beck, Janis e Buddy Guy. Isso lhes rendeu um convite para tocar em Woodstock. A Quill ocupou o palco principal mas foi a banda que menos recebeu pela sua apresentação: 375 dólares contra 18 mil de Hendrix e 15 mil da Blood, Sweat & Tears. É provável que tenham aceito pela exposição que teriam, principalmente no filme que estava sendo rodado. Só que na vez deles houve um problema técnico com a filmagem e eles ficaram de fora. Sobraram as gravações de áudio, mas elas só foram lançadas 38 anos depois. 
A Quill se separou em 1971, deixando apenas esse excelente álbum. O riff da primeira faixa é ótimo e gruda.




Dan Cole - vocal, guitarra, trombone 
Norm Rogers - guitarra, baixo, cello, vocal
Phil Thayer - órgão, pianos, baixo, sax, vocal 
Jon Cole - baixo, guitarra, vocal
Roger North - bateria, vocal




1 Thumbnail Screwdriver
2 The Tube Exuding
3 They Live The Life
4 BBY
5 Yellow Butterfly
6 Too Late
7 Shrieking Finally

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Pat Metheny & Lyle Mays - As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls (1981)






Na semana passada a música perdeu Lyle Mays. Lyle foi um extraordinário tecladista, compositor e arranjador, e parceiro de Pat Metheny desde o início da carreira. Ele foi o responsável pelos melhores momentos do Pat Metheny Group com as harmonias e a métrica complexas, que foram a espinha dorsal do som da banda.
Seu disco solo de 1986 está entre os meus favoritos dentre todos os que tenho ou que já ouvi. O LP foi lançado no Brasil e é facilmente encontrado no Mercado Livre.
"As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls" foi gravado em Oslo e é mais introspectivo que os álbuns do Pat Metheny Group, embora mantenha aquela atmosfera rural e bucólica. Ele adianta muito do que seriam os futuros trabalhos solo da dupla e do grupo, pela presença do brasileiro Naná Vasconcelos. Foi a primeira vez que apareceram vocais na música deles e Naná influenciou profundamente aos dois.
Nos próximos dias 16 e 17 de março, Pat Metheny estará tocando em São Paulo e Rio.




Pat Metheny - Guitarras de 6 e 12 cordas, violões de 6 e 12 cordas, baixo
Lyle Mays - piano, sintetizadores, órgão, Autoharp
Nana Vasconcelos - percussão, bateria, berimbau, voz




1 As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls
2 Ozark
3 September Fifteenth (Dedicated To Bill Evans)
4 "It's For You"
5 Estupenda Graça

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Peter Hammill - The Fall of the House of Usher (Deconstructed & Rebuilt) 1999







Traduzir a obra de Edgar Allan Poe em música era um projeto ambicioso do Hammill desde o início dos anos 70. Desde essa época ele se debruçava com Chris Judge Smith sobre esse trabalho. Judge Smith foi co-fundador da Van Der Graaf Generator mas deixou a banda logo no início. Ele frequentemente ainda compunha para a banda e para Hammill. Ele é o autor das letras, que pouco mudaram a história original.
Os dois só conseguiram finalizá-lo em 1991, ano do primeiro lançamento. Não completamente satisfeito, Hammill regravou muitas partes, suprimiu a bateria e a percussão e adicionou o violino de Stuart Gordon nesse relançamento de 1999.
É uma ópera-rock mais baseada na música clássica que no prog conhecido dos fãs da VDGG. A orquestração é feita pelos sintetizadores e por sobreposições de guitarras.




Peter Hammill - vocal [Roderick Usher, The Voices Of The House], guitarras, violões, teclados
Stuart Gordon - violino
Lene Lovich - vocal [Madeline Usher]
Andy Bell (Erasure) - vocal [Montresor]
Sarah-Jane Morris - vocal [The Chorus]
Herbert Grönemeyer - vocal [The Herbalist] 




Act One (The Road To The House Of Usher)
1   An Unenviable Role
2   That Must Be The House

Act Two (Within The House Of Usher)
3   Architecture
4   The Sleeper
5   One Thing At A Time
6   I Shun The Light
7   Leave This House

Act Three (Immediately Following)
8   Dreaming
9   A Chronic Catalepsy
10 The Herbalist
11 The Evil That Is Done

Act Four (The Following Morning)
12 Five Years Ago
13 It's Over Now
14 An Influence
15 No Rot

Act Five (Dawn The Next Day)
16 She Is Dead

Act Six (Three Days Later)
17 Beating Of The Heart
18 The Haunted Palace
19 I Dared Not To Speak
20 She Comes Towards The Door
21 The Fall