terça-feira, 24 de março de 2020

Metamorfosi - Inferno (1973)







Metamorfosi foi uma das poucas bandas a saírem da Sicília. Esse é o segundo álbum dela e é uma obra prima do rock progressivo italiano. Ele é um trabalho conceitual baseado na obra "Divina Comédia" de Dante, suas faixas são conectadas e rolam sobre múltiplos teclados. A seção rítmica também é um grande destaque. 
Apesar de não ser nada menos que soberba, a Metamorfosi não recebeu o reconhecimento que seria devido, mostrando que naquela época o grande público era tão indiferente à uma música refinada como o é hoje.




Jimmy Spitaleri - vocal, flauta
Enrico Olivieri - piano, órgão, clavinet, sintetizadores, vocal
Roberto Turbitosi - guitarra, baixo, vocal
Gianluca Herygers - bateria




1   Introduzione - Selva Oscura
2   Porta dell'Inferno
3   Caronte
4   Spacciatore di droga - Terremoto - Limbo
5   Lussuriosi
6   Avari
7   Violenti
8   Malebolge
9   Sfruttatori
10 Razzisti - Fossa dei giganti
11 Lucifero (Politicanti)
12 Conclusione

segunda-feira, 23 de março de 2020

Silberbart - 4 Times Sound Razing (1971)







Esse trio foi formado no norte da Alemanha a partir do fim de uma banda chamada Tonics. Ele se serviu do blues rock e do heavy-psych desse início de década mas adotou um estilo pouco convencional de composição, meio esquizofrênico, pela a atonalidade entre os instrumentos. 
Eles entraram no estúdio com a intenção de gravar umas demos mas o resultado foi um dos mais potentes e dementes álbuns do krautrock. Logo ganharam a reputação de uma das bandas que tocavam mais alto e a guitarra com fuzz e distorção os colocou na vanguarda como proto-metal.
Logo depois de lançarem o disco, contudo, se separaram e o baterista é quem teve alguma projeção mais tarde.




Hajo Teschner - guitarra, vocal
Werner Klug - baixo
Peter Behrens - bateria, percussão




1 Chub Chub Cherry
2 Brain Brain
3 God
4 Head Tear Of The Drunken Sun

domingo, 22 de março de 2020

Murple - Io Sono Murple (1974)







Este único álbum da Murple está no patamar mais alto da tradição dentro do Rock progressivo Italiano de álbuns conceituais e com faixas integradas. Ele equilibra o rock pesado e as influências clássicas, deixando as partes mais agressivas para a guitarra e os temas mais refinados para os teclados, numa espécie de duelo.
A banda foi muito infeliz ao se associar a um selo com pouca experiência em promover esse tipo de música, e uma sucessão de problemas atrasou o lançamento do disco, fazendo com que a Murple fosse esquecida.




Pier Carlo Zanco - vocal, órgão, piano, sintetizador, baixo acústico
Pino Santamaria - guitarra, violão,vocal
Mario Garbarino - baixo, bongôs, triângulo
Duilio Sorrenti - bateria, gongo, timbales, percussão




1 Antartide / Metamorfosi / Pathos / Senza Un Perché / Nessuna Scelta / Murple Rock
2 Preludio E Scherzo / Tra I Fili / Variazioni In 6/8 / Fratello / Un Mondo Cosi / Antarplastic
3 Il Vecchio Castello
4 Il Ballo Dei Pulcini
5 Limoges
6 Nani E Clown (Live 1973)

sábado, 21 de março de 2020

Frank Zappa - You Can't Do That On Stage Anymore, Vol. 2 (1988)







O Volume 1 dessa série coletou performances em diversas datas e locais mas este apresenta um único show, gravado na Finlândia em 22 de setembro de 1974. Tem sempre um chato que vem dizer que não é bem assim, que não foi um só, mas é o que Zappa disse, então é. 
Ao estilo bem próprio dele, o folheto informa que aqui está basicamente o repertório do disco Roxy & Elsewhere e que a banda estava tão afiada que tocaria de olhos fechados. E essa é banda mais icônica de Zappa.
A minha experiência pessoal é de que ouvir Zappa afasta namoradas, amigos e caronistas. Obviamente ele não afasta um vírus, mas já que contribui para um isolamento... Perché no?




Frank Zappa - guitarra, vocal
George Duke - teclados, vocal
Ruth Underwood - percussão
Napoleon Murphy Brock - sax, vocal
Tom Fowler (Jean-Luc Ponty, Steve Hackett) - baixo
Chester Thompson (Genesis, Weather Report, Santana) - bateria




CD1
1   Tush Tush Tush (A Token Of My Extreme)
2   Stinkfoot
3   Inca Roads
4   RDNZL
5   Village Of The Sun
6   Echidna's Arf (Of You)
7   Don't You Ever Wash That Thing?
8   Pygmy Twylyte
9   Room Service
10 The Idiot Bastard Son
11 Cheepnis


CD2
1 Approximate
2 Dupree's Paradise
3 Satumaa (Finnish Tango)
4 T'Mershi Duween
5 The Dog Breath Variations
6 Uncle Meat
7 Building A Girl
8 Montana (Whipping Floss)
9 Big Swifty











quarta-feira, 18 de março de 2020

Michael Brook with Brian Eno & Daniel Lanois - Hybrid (1985)







Michael Brook participou do disco da Rain Tree Crow fazendo uns tratamentos sonoros mas ele, na verdade, é um guitarrista com sólida formação musical que desenvolveu o que ele próprio chamou de "guitarra infinita". Essa técnica consiste em segurar uma nota com sustain pelo tempo que se queira para ser usada como ela é ou para criar novos sons, ou ainda para emular outros instrumentos.
Isso foi amplamente usado neste disco que é seu debut. Cercado por dois expoentes luminares da ambient music e das soundscapes, Brook produziu um clássico da new age music.
Em tempos tão sombrios, de medo e angústia que estamos, qualquer forma de relaxar e meditar pode ser útil.




Michael Brook - guitarra, baixo,, vibrafone, Mbira, ressonador, percussão
Brian Eno - efeitos, piano, sopros, sintetizadores, baixo
Daniel Lanois - baixo, percussão, efeitos
com:
Dick Smith - percussão
Gordon Phillips - foles




1 Hybrid
2 Distant Village
3 Mimosa
4 Pond Life
5 Ocean Motion
6 Midday
7 Earth Floor
8 Vacant


sexta-feira, 13 de março de 2020

Jansen, Barbieri, Karn - Beginning To Melt (1993)







Dois anos depois da reunião da banda Japan sob o nome Rain Tree Crow, seus membros voltaram a se reunir, com a exceção de David Sylvian. Eles fundaram o próprio selo para lançar músicas que compuseram juntos e individualmente também. Portanto, Beginning To Melt é uma compilação que não se parece muito com uma. Digo isso por minha conta porque as músicas foram compostas no mesmo período e tem uma identidade parecida. É tudo sobre paisagens sonoras conduzidas pelas linhas de baixo do Karn e pintadas pelos efeitos dos sintetizadores e das guitarras. Richard Barbieri é um mago e David Torn faz seus loops inimitáveis. Na faixa 6 está o guitarrista original da Japan, Rob Dean.




Steve Jansen - bateria, percussão, guitarra, samplers, teclados, programação
Richard Barbieri - teclados, sintetizadores, efeitos, fitas
Mick Karn - baixos, metais, sax, clarinete
com 
Steven Wilson - violão (2)
David Torn - guitarras, loops
Robby Aceto - vocal, guitarra, violão (4)
Rob Dean (Japan) - guitarra (6)




1 Beginning To Melt
2 The Wilderness (by The Oystercatchers: Richard Barbieri, Suzanne Barbieri)
3 March Of The Innocents
4 Human Age
5 Shipwrecks
6 Ego Dance
7 The Orange Asylum


quinta-feira, 12 de março de 2020

Rain Tree Crow - Rain Tree Crow (1991)







Rain Tree Crow é uma reunião da banda Japan sob outro nome. A Japan foi um expoente da new wave mas ela começou muito antes, nos anos 70, como uma banda glam que se inspirava em Bowie e Roxy Music. Sua música foi mudando radicalmente, muito em função de seus membros serem músicos que estavam num patamar mais elevado. A banda acabou por causa de uma namorada e os caras seguiram seus caminhos, mas todos com o experimentalismo e a qualidade no horizonte.
Rain Tree Crow talvez soe como a Japan soaria se estivesse unida, talvez não. Ela é mais experimental e mais jazzy do qualquer coisa que a Japan fez, e mais interessante do que qualquer coisa do Sylvian. Aliás, os caras não gostaram da mixagem final feita por ele. Sylvian suprimiu passagens e adicionou outros músicos, entre eles o ótimo Bill Nelson, e outros tratamentos, inclusive feitos por Michael Brook, um guitarrista inovador.




David Sylvian - vocal, guitarra, violão, órgão Hammond, piano elétrico, sintetizador, banjo, harmonium, marimba, percussão
Richard Barbieri - sintetizadores, piano, programação
Mick Karn - baixo, sax, clarinete, tabla
Steve Jansen - bateria, percussão, Hammond, piano preparado, programação

com:

Bill Nelson (Be Bop Deluxe) - guitarra (1,8)
Phil Palmer - guitarra slide (2), violão (4)
The Phantom Horns - metais (1)
Brian Gascoigne - orquestração (4)
Michael Brook - tratamentos (5,11), percussão (9), congas (4)
Djene Doumbouya - vocal (1)
Djanka Diabate - vocals (1)




1   Big Wheels In Shanty Town
2   Every Colour You Are
3   Rain Tree Crow
4   Red Earth (As Summertime Ends)
5   Pocket Full Of Change
6   Boat's For Burning
7   New Moon At Red Deer Wallow
8   Blackwater
9   A Reassuringly Dull Sunday
10 Blackcrow Hits Shoe Shine City
11 Scratchings On The Bible Belt
12 Cries And Whispers


domingo, 8 de março de 2020

Anthony Phillips - Wise After The Event (1978)







Esse é o segundo disco solo do guitarrista fundador da Genesis. Ao contrário do álbum anterior, nenhum membro da Genesis colabora aqui. Ainda em comparação com álbum anterior, o som é bem menos pastoral, mais elétrico, mais acessível e, logicamente, mais comercial. Longe de ser uma crítica, esse movimento revela o talento de Phillips para a composição, já que sair do seu quadrado pode trazer lá seus problemas, o que definitivamente não é o caso. 
Phillips toca quase todos os instrumentos (sob pseudônimos?) e até canta, e bem. O som também tem o suporte de uma seção rítmica de primeira classe, formada por Perry e Giles, que, de certa forma deram uma puxadinha para o lado jazzy da coisa.




(Anthony Phillips) The Vicar  - guitarra, violão, teclados, vocal, harmônica
Robin Phillips - oboé
Mel Collins (King Crimson) - sax soprano, flauta
Perkin Alanbeck - sintetizador
Jeremy Gilbert - teclados (7), harpa (9)
John G. Perry (Caravan, Curved Air) - baixo
(Anthony Phillips) Vic Stench - baixo (7)
Michael Giles (King Crimson) - bateria
(Rupert Hine) Humbert Ruse - bateria (7)




1   We're All As We Lie
2   Birdsong And Reprise
3   Moonshooter
4   Wise After The Event
5   Pulling Faces
6   Regrets
7   Greenhouse
8   Paperchase
9   Now What (Are They Doing To My Little Friends)
10 Squirrel

quinta-feira, 5 de março de 2020

Peter Gabriel - Peter Gabriel (1978)







Depois de lançar seu primeiro disco solo, Peter Gabriel pegou a estrada. Primeiro excursionou pela América do Norte e depois pela Europa. Isso ajudou a entrosar a banda para o segundo álbum, que também receberia o título de Peter Gabriel. Informalmente, bem como no próprio site dele, o disco é chamado de "2" e de "Scratch" também.
Robert Fripp assumiu a produção e todos foram para a Hollanda gravar. Fripp, inclusive, havia estado naquela turnê como convidado e usando o pseudônimo de "Dusty Rhodes".
Peter Gabriel 2 é uma mistura criativa e interessante, muito diferente do seu trabalho na Genesis. É mais agressivo, talvez contaminado pela onda punk, e também já vai antecipando um pouco da New Wave que viria adiante e da qual Gabriel seria um expoente cult.




Peter Gabriel - vocal, piano (2), órgão (11), sintetizador (5,7)
Robert Fripp - guitarra (1,3,5,10) violão (5), Frippertronics (8)
Sidney McGinnis - guitarra (1, 4, 8, 9, 10, 11), violão (2,3), ressonador, bandolim (2)
Roy Bittan - teclados (1,3,5,6,10,11)
Todd "Bayete" Cochran - teclados (2,4,6,7)
Larry Fast - sintetizadores (1,2,5,7,10)
Timmy Capello - sax (10,11)
George Marge - gravadores (6,8,9)
Tony Levin - baixo, contrabaixo (6), Chapman stick (2,4,9), gravador (6,9), backing vocal
Jerry Marotta - bateria, backing vocal
John Tims - ruido de insetos (3)




1   On The Air
2   D.I.Y.
3   Mother Of Violence
4   A Wonderful Day In A One-Way World
5   White Shadow
6   Indigo
7   Animal Magic
8   Exposure [Fripp, Gabriel]
9   Flotsam And Jetsam
10 Perspective
11 Home Sweet Home

terça-feira, 3 de março de 2020

Genesis - Nursery Cryme (1971)







Nursery Cryme é o terceiro disco da Genesis e o primeiro com Phil Collins e Steve Hackett como membros. Collins veio da Flaming Youth e foi uma recomendação do dono da gravadora Charisma, Tony Stratton Smith. Steve Hackett havia publicado um anúncio na revista Melody Maker procurando por músicos comprometidos e que buscassem expandir horizontes, ou coisa parecida. Quem respondeu o anúncio foi Peter Gabriel e Hackett entrou praticamente sem uma audição. 
Depois de seis meses na estrada, o álbum começou a ser gravado. A maioria das músicas foi composta enquanto Anthony Phillips ainda estava na banda, mas elas adquiriram um ar mais pesado e sólido, tanto pela adição da guitarra de Hackett, como em função das apresentações ao vivo. Aí cabe lembrar que Anthony Phillips saiu da banda por ter fobia de palco e não por desavença ou descontentamento.
Seu antecessor, Trespass, colocou a Genesis na cena prog, e Nursery Cryme trouxe o formato ideal e final que seria o som da banda até a saída de Hackett. 




Peter Gabriel - vocal, flauta, percussão
Steve Hackett - guitarra, violão 12 cordas
Tony Banks - órgão, Mellotron, piano, piano elétrico, violão 12 cordas, voz
Michael Rutherford - baixo, pedais, violão 12 cordas, voz
Phil Collins - bateria, percussão, voz




1 The Musical Box
2 For Absent Friends
3 The Return Of The Giant Hogweed
4 Seven Stones
5 Harold The Barrel
6 Harlequin
7 The Fountain Of Salmacis