sábado, 19 de dezembro de 2020

Gentle Giant - Acquiring The Taste (1971)







Este é o segundo disco da GG e seu título é expressivo. Uma declaração no encarte é ainda mais franca: usaram todo o conhecimento musical e técnico para expandir as fronteiras da música, correndo o risco de tornarem-se muito impopulares. Não foi exatamente o que aconteceu.
A GG tornou-se uma das maiores bandas do rock progressivo e seu trabalho é exemplar, inteligente, complexo e virtuosamente interpretado, mas nunca deixando de ser rock. Por outro lado, ela nunca foi uma grande vendedora de discos.




Gary Green - guitarras 6 e 12 cordas, violão 12 cordas , bandolim, baixo, percussão, assobio, voz
Kerry Minnear - piano, piano elétrico, órgão Hammond, Mellotron, vibrafone, xilofone, MiniMoog, celeste, clavichord, harpsichord, percussão, cello, vocal & backing vocal
Derek Shulman - sax alto, clavichord, percussão, vocal & backing vocal
Phil Shulman - sax alto, sax tenor, clarinete, trompete, piano, teclados, maracas, vocal & backing vocal
Ray Shulman - baixo, violino, violino elétrico, viola, violão flamenco, violão 12 cordas, pedais, percussão, backing vocal
Martin Smith - bateria, percussão

com:
Tony Visconti - flautas barrocas (3,5), percussão, produção
Paul Cosh - trompete, órgão (3)
Chris Thomas - programção do Moog (1-5)




1 Pantagruel's Nativity 
2 Edge of Twilight 
3 The House, the Street, the Room 
4 Acquiring the Taste
5 Wreck
6 The Moon Is Down
7 Black Cat
8 Plain Truth


 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Caravan - If I Could Do It All Over Again, I'd Do It All Over You (1970)







No meio de 1979 a Caravan contratou o empresário Terry King que lhes conseguiu um longo contrato com a gravadora Decca. Este foi o primeiro lançamento pelo novo selo, é o segundo na discografia e é o álbum que marca o início do período clássico da banda.
O humor característico da cena Canterbury está por toda parte, a começar pelo título. O som é levado pelo órgão mas há solos memoráveis de guitarra. As melodias são ótimas e a interpretação delas é complexa, embora pareça uma jam psicodélica em algumas faixas.




Richard Sinclair - baixo, percussão, vocal
David Sinclair - órgão, piano, Harpsichord
Jimmy Hastings - sax, flauta
Pye Hastings - guitarras, violão, teclados, voz
Richard Coughlan - bateria, percussão




1   If I Could Do It All Over Again, I'd Do It All Over You
2a And I Wish I Were Stoned
2b Don't Worry
3   As I Feel I Die
4a With An Ear To The Ground You Can Make It
4b Martinian
4c Only Cox
4d Reprise
5   Hello Hello
6   Asforteri
7a Can't Be Long Now
7b Francoise
7c For Richard
7d Warlock
8   Limits
Bonus 
9   A Day In The Life Of Maurice Haylett
10 Why? (And I Wish I Were Stoned) (Demo Version)
11 Clipping The 8th (Hello Hello) (Demo Version)
12 As I Feel I Die (Demo Version)


 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Curved Air - Airconditioning (1970)







A Curved Air nasceu pelas mãos de Darryl Way e Francis Monkman. Way havia se formado no Royal College of Music enquanto Monkman saiu da Royall Academy of Music. Com Bobby Martin e Florian Pilkington-Miksa eles formaram a banda Sisyphus que mudou seu nome com a entrada de Sonja Kristina. Ela havia atuado na TV, teve um papel na peça Hair e se apresentava na cena folk londrina.
Este é o disco de estréia e tem muita influência da música da Costa Oeste norte-americana. No entanto, a partir da terceira faixa a bagagem erudita de Way e Monkman vai ganhando espaço.

O nome da banda foi tirado disco "A Rainbow in Curved Air" do compositor americano Terry Riley lançado no ano anterior e no qual Monkman estava mergulhado na época. Curved Air foi o primeiro LP a ter uma imagem impressa em todo o vinil, uma aposta e tanto da Warner.




Sonja Kristina - vocal, lira
Francis Monkman - guitarra, Harpsichord, Mellotron, órgão, piano, sintetizador VCS3, efeitos
Darryl Way - violino, violino elétrico, teclados, vocal
Bobby Martin - baixo
Florian Pilkington-Miksa  - bateria




1  It Happened Today 
2  Stretch  
3  Screw 
4  Blind Man  
5  Vivaldi 
6  Hide and Seek  
7  Propositions 
8  Rob One
9  Situations 
10 Vivaldi With Cannons 


 

domingo, 6 de dezembro de 2020

Renaissance - Prologue (1972)







Com o fim da Yardbirds, Keith Relf e Jim McCarty seguiram uma direção diferente daquele blues-rock: uma combinação de clássico, jazz e folk com Jane Relf no vocal, Louis Cennamo no baixo e o pianista John Hawken. Lançaram um bom disco mas antes mesmo de lançarem o segundo, Relf e MacCarty saíram. John Hawken, então, convidou sua antiga banda The Nashville Teens para levar a Renaissance adiante. Só que Hawken também saiu e quem ficou no comando foi o guitarrista Michael Dunford. Dunford reformulou a banda e entregou os vocais para Annie Haslam, cuja voz definiu a nova Renaissance.
Prologue é o disco de re-estréia, digamos assim. Dunford participou dele apenas como compositor e produtor, e a guitarra tornou-se uma voz rara no som da banda. Eles também incluíram a poetisa Betty Thatcher como letrista. O resultado segue a linha musical da formação original com maior romantismo. 
O álbum fez muito mais sucesso nos Estados Unidos e por alguns anos a banda estabeleceu-se por lá.
A arte da capa é do estúdio Hipgnosis.




Annie Haslam - vocal, percussão
Rob Hendry - guitarra, bandolim, vocal
John Tout - teclados, vocal
John Camp - baixo, percussão, vocal
Terence Sullivan - bateria, percussão
com
Francis Monkman (801, Curved Air) - sintetizador (7)




1 Prologue
2 Kiev
3 Sounds Of The Sea
4 Spare Some Love
5 Bound For Infinity
6 Rajah Khan


 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Deep Purple - Fireball (1971)







Quando perguntaram aos caras da Deep Purple qual era o melhor disco da banda, eles ficaram divididos entre In Rock e Fireball. Se perguntassem às massas, diriam que é In Rock ou Machine Head.
Fireball padece da mesma coisa que Obscured By Clouds da Pink Floyd: ficou na sombra de dois estrondosos sucessos. In Rock foi o álbum que colocou a Deep Purple no Olimpo e Machine Head a colocou na Santíssima Trindade.
Mas Fireball é melhor que os dois, na minha humilde opinião. No LP o lado A era matador, já abria arrebentando com um solo frenético do Jon Lord. O lado B era mais ousado, experimental e o solo de Blackmore em The Mule está entre os melhores que fez, e os sons que saíram da sua guitarra estão entre os mais consistentes da carreira. 
No Brasil o LP foi lançado primeiro com Demon's Eye e mais tarde uma outra edição trouxe Strange Kind Of Woman no lugar dela. Talvez tenha sido uma jogada para que comprássemos as duas edições. Funcionou.
Eu considero que as letras em Fireball são melhores que em Machine Head e as composições tem uma harmonia sólida. 
Esta é a edição de aniversário dos 25 anos de Fireball. Ela traz três músicas legais que poderiam ter ajudado a fazer um álbum duplo.




Jon Lord - órgão Hammond
Ritchie Blackmore - guitarra
Ian Gillan - vocal
Roger Glover - baixo
Ian Paice - bateria




1   Fireball
2   No No No
3   Demon's Eye
4   Anyone's Daughter
5   The Mule
6   Fools
7   No One Came
8   Strange Kind Of Woman (A-Side Remix 96)
9   I'm Alone (B-Side)
10 Freedom (Album Out-take)
11 Slow Train (Album Out-take)
12 Demon's Eye (Remix 96)
13 The Noise Abatement Society Tapes
     a.Midnight In Moscow
     b.Robin Hood
     c.William Tell
14 Fireball (Take 1) (Instrumental)
15 Backwards Piano
16 No One Came (Remix 96)






 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Pink Floyd - Obscured By Clouds (1972)







Obscured By Clouds é um álbum cruelmente subestimado. Ele foi concebido como uma trilha sonora para o Filme La Vallée do diretor Barbet Schroeder. 
A Pink Floyd já havia colaborado antes com Schroeder na trilha do filme More, de 1969. O método de composição usado foi o mesmo em ambos os trabalhos: com um cronômetro. No entanto, Obscured By Clouds parece-se muito mais com um álbum do que com uma trilha sonora porque é uma boa coleção de canções, sem aqueles interlúdios ambientais e a música incidental.
Talvez as pessoas não deem muita importância a ele por não ser um álbum conceitual — e nem poderia ser. Ou talvez porque ele foi lançado entre dois marcos do rock progressivo e psicodélico: Meddle e The Dark Side Of The Moon. E aí está uma injustiça porque ele traz muitos elementos de Meddle, como a cadência dada pela guitarra e o baixo em Echoes que se repete em Childhood's End. Ele também antecipa algumas coisas que se ouviria no TDSOTM.
A propósito, Childhood's End é uma das melhores composições do Gilmour e "Wot's... Uh The Deal" é uma favorita pessoal dele.
Então, eu creio que uma audição atenta pode revelar um belo trabalho de composição.




David Gilmour - guitarra, slide, VCS3, vocal
Richard Wright - teclados, vocal
Roger Waters - baixo, vocal
Nick Mason - bateria, vocal




1   Obscured By Clouds
2   When You're In
3   Burning Bridges
4   The Gold It's In The ...
5   Wot's... Uh The Deal
6   Mudmen
7   Childhood's End
8   Free Four
9   Stay
10 Absolutely Curtains


 

domingo, 29 de novembro de 2020

Genesis - Trespass (1970)







A Genesis foi formada quando os caras ainda eram estudantes na Charterhouse Public School. Um ex-aluno chamado Jonathan King, que na época já era um astro pop e trabalhava na gravadora Decca, gostou deles e lhes ofereceu a chance de gravar demos, e depois um contrato de cinco anos. Os pais deles foram absolutamente contra e o contrato foi só de um ano. O primeiro álbum, From Genesis to Revelation foi um fiasco comercial e o contrato ficou meio de lado. Graduados, restou-lhes pegar a estrada e tocar em qualquer lugar que os aceitasse. No meio tempo, alugaram um chalé no campo para compor e ensaiar. Foi durante uma apresentação no clube Ronnie Scott's que eles foram contratados pelo dono da gravadora Charisma. O baterista John Silver saiu e foi substituído por John Mayhew que respondeu a um anúncio na Melody Maker.
Em junho de 1970 a Genesis entrou nos estúdios Trident para gravar Trespass. Ele é um álbum gentil e pastoral. A banda talvez ainda fosse imatura mas soube criar sua assinatura musical e os fundamentos de tudo o que a Genesis faria depois estão contidos aqui.
Depois da conclusão do álbum, Anthony Phillips descobriu-se com fobia de palco e deixou a banda amigavelmente. John Mayhew também saiu. Mais anúncios na Melody Maker.




Peter Gabriel - vocal, flauta, acordeon, pandeiro, tambor
Anthony Phillips - violão 12 cordas, guitarra, Dulcimer, voz
Anthony Banks - órgão, piano, Mellotron, guitarra, voz
Michael Rutherford - violão 12 cordas, baixo, violão nylon, cello, voz
John Mayhew - bateria, percussão, voz

 
     
     
1 Looking for Someone   
2 White Mountain  
3 Visions of Angels 
4 Stagnation   
5 Dusk    
6 The Knife   


 

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Camel - Mirage (1974)







Este é o segundo álbum da Camel e aquele que estabeleceu sua reputação dentro da cena progressiva, na qual chagaram um pouco atrasados. 
Eles nunca obtiveram muito sucesso comercial e isso os obrigou a tocar muito, tornando-os um dos grupos mais sólidos e afiados do prog. Seu foco nunca foi a técnica intrincada e exuberante, embora fossem capazes disso. O mais importante sempre foi a melodia e os arranjos. 
Mirage tem um som extremamente dinâmico e despretensioso já na faixa de abertura. Supertwister é inspirada pela banda holandesa "Supersister" com a qual excursionaram. A suíte Nimrodel é uma interpretação da obra "Senhor dos Anéis" de Tolkien. Earthrise é instrumental e lembra o som da Caravan. E a suíte Lady Fantasy, que lembra um pouco a Focus, sublima o diálogo entre a guitarra e os teclados e é uma das melhores peças do prog.
E sim, a capa realmente foi uma proposta para propaganda subliminar da marca de cigarros de mesmo nome, negociada com a gravadora Decca.




Andrew Latimer - guitarra, flauta, vocal
Peter Bardens - órgão, piano, Mini Moog, Mellotron, celeste, vocal
Doug Ferguson - baixo
Andy Ward - bateria, percussão




1 Freefall
2 Supertwister
3 Nimrodel / The Procession / The White Rider
4 Earthrise
5 Lady Fantasy: Encounter / Smiles For You / Lady Fantasy
         Live at the Marquee
6 Supertwister
7 Mystic Queen
8 Arubaluba
         Original Basing Street Studios Mix
9 Lady Fantasy: Encounter / Smiles For You / Lady Fantasy


 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Agusa - Högtid (2014)







Agusa foi formada na Suécia um ano antes de lançar esse disco de estréia. Aparentemente eles eram apaixonados por todo tipo de heavy-psich e prog feito nos anos 70, a década mais feliz, e canalizaram essa paixão para suas composições. Abençoados sejam.
Agusa é uma área rural na região de Malmö e foi o lugar que escolheram para fazer suas primeiras jams — todos o membros vieram de bandas da cena underground.
O som é instrumental, com apenas harmonizações vocais. Ele tem alguns elementos folk que lembram a Focus e, na maior parte, lembra as conterrâneas Kebnekajse e Saga. Não apresenta nenhuma inovação significativa. Graças a Deus.




Mikael Ödesjö - guitarra
Jonas Berge - órgão
Tobias Pettersson - baixo
Dag Strömkvis - bateria




1 Uti Vår Hage 
2 Melodi Från St Knut
3 Östan Om Sol, Västan Om Måne 
4 Stigen Genom Skogen
5 Kärlek från Agusa 


 

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Mr Brown - Mellan tre ögon med Mr Brown (1977)







Essa é uma banda sueca da qual se tem poucas informações. Aparentemente ela foi formada em 1972 sob outro nome e o mudou pouco antes de lançar esse único disco.
Das suas oito faixas, três são instrumentais e nas demais os vocais são esparsos. O principal instrumento é o piano e o estilo fundamental é algo entre o Prog e o Art-Rock sinfônico com elementos distintos de música folk. Algumas faixas são mais ecléticas, lembrando fortemente "A Passion Play" — o único álbum da Jethro Tull em que Ian Anderson toca sax além de flauta. É clara também a influência da Pink Floyd.
Este álbum nos remete diretamente para a década mais feliz da história da humanidade.




Håkan Andersson - guitarra, violão, bandolim, vocal
Bo Carlberg - guitarra, violão
Lars Meding - guitarra solo
Anders Nilsson - piano, Hammond B3, Logan Hohner String Melody, sintetizadores Arp, percussão
Jan Peter Stråhle - flauta
Robert Svensson - baixo
Kjell Johansson - bateria

com:
Marie Swantezon - vocal
Ovriga Medverkande & Mats Bengtsson - congas
Bengt Karlsson - sax
Bruno Nilsson - sax
Lennart Schander - pedal Harmonizer




1 Suicide
2 Recall the Future 
3 Resan till Ixtlan 
4 Universe 
5 Kharma 74 
6 Liv i stad utan liv 
7 Tornet 
8 I'll Arise