terça-feira, 10 de agosto de 2021

Tyburn Tall - Tyburn Tall (1972)







Tyburn Tall surgiu no meio dos anos 60 na Alemanha como uma banda Beat chamada The Screamers. Eventualmente eles mudaram seu estilo na medida em que foram absorvendo influências de bandas com as quais excursionavam, como a Colosseum, a The Nice, Frumpy e Renaissance. Assim, e após algumas mudanças no line-up, sua música se identificou com o Hard-Rock levado pelo órgão e pela guitarra com algumas aspirações progressivas. Atomic Rooster não seria uma comparação inválida e a tendência jazzística de Rheinhard Magin justifica a admiração pela Colosseum.
O vocalista é um caso à parte. Talvez seu pai tenha comprado todo o equipamento ou talvez ele fosse o dono da van. O fato é que se identificou demais com o nome anterior da banda.
Esse é o único disco que lançaram de forma privada e limitada em 200 cópias. Evidentemente ele atingiu preços indecentes entre os colecionadores até seu relançamento em CD.




Werner Gallo - guitarra
Rheinhard Magin - órgão, piano, vocal
Klaus Fresenius - vocal
Stefan Kowa - baixo, vocal
Hanns Dechant - bateria, percussão




1 War Game [Intro: J.S. Bach]
2 In The Heart Of The Cities (Broken People)
3 I Am America Too
4 Strange Days Hiding
5 Lost Angeles [Colosseum]
6 Bring Out Your Dead [Colosseum]


 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Junipher Greene - Friendship (1971)







A norueguesa Junipher Greene começou a se apresentar em 1967 e este seu primeiro disco levou anos para ser composto.
Friendship foi um trabalho ambicioso que fez a ponte entre o idealismo hippie dos anos 60 e as aspirações instrumentais dos anos 70. E foi a qualidade da composição que colocou a Junipher Greene acima dos seus pares. 
Foi um LP duplo logo na estréia, algo que só ocorrera antes com a Mothers Of Invention, com a Magma e com a Burnin' Red Ivanhoe.
As primeiras faixas tem inspiração na Pretty Things e na Beatles, com os efeitos das caixas Leslie que John Lennon gostava. Aí vão surgindo influências da Deep Purple, Pink Floyd e Jethro Tull até a suíte Friendship, de mais de 25 minutos.
Este álbum é um marco do Prog escandinavo e, por que não, do europeu também.




Helge Grøslie - órgão, vocal
Bent Åserud - guitarra, flauta
Freddy Dahl - guitarra, vocal
Øyvind Vilbo - baixo
Geir Bøhren - bateria




1   Try To Understand
2   Witches Daughter
3   Music For Our Children
4   A Spectre Is Haunting The Peninsula
5   Sunrise / Sunset
6   Magical Garden
7   Autumn Diary
8   Maurice
9   Attila's Belly-Dance
10 Friendship: Prelude: Take The Road Across The Bridge
11 Friendship (Contd.):
    a. Friendship
    b. Interlude
    c. Mountain Voices
    d. Land Of The Foxes/Friendship That's Earned
    e. Into The Cloudburst
    f. Manitou's Skylands & Down To Earth
    g. Friendship


 

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Showmen 2 - Showmen 2 (1972)







Showmen surgiu em Nápoles no meio dos anos 60 tocando Pop. Um dos seus membros originais era Elio d'Anna que iria formar a Osanna. A banda se separou e os remanescentes convocaram novos músicos para a Showmen 2. Dessa vez a orientação musical foi outra e misturou o Prog ao Jazz de um jeito melódico que pode ser comparado ao primeiro disco da banda Chicago (ou Chicago Transit Autority).
Esse é o único disco dela, que não vendeu muito e provocou uma nova separação.
Talvez ainda por influência da Chicago ela mudou seu nome para Napoli Centrale, continuou na mesma linha, mas fez sucesso e lançou vários discos, permanecendo como um dos mais importantes grupos de Jazz-Rock da Itália.




James Senese - vocal, sax tenor, sax barítono, flauta, percussão
Gianmichele Mattiuzzo - órgão, piano, vocal
Piero Alonso - guitarra
Mario Archittu - trombone, piano
Giuseppe Botta - baixo, vocal
Franco Del Prete - bateria, percussão




1 Abbasso Lo Zio Tom
2 Amore Che Fu
3 Epitaffio
4 Corri Uomo Corri
5 E La Vita Continua
6 Ma Che Uomo Sei


 

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Alan Hull - Squire (1975)







Alan Hull foi o líder da banda Lindisfarne e o seu primeiro álbum solo de 1973, chamado Pipedream, é um clássico. Em 1974 ele foi convidao para estrelar uma peça da BBC chamada Squire, para a qual também compôs a trilha sonora. 
Da peça ele pegou o título e da trilha ele pegou a faixa-título para lançar este segundo álbum solo. Ele é uma obra que deve ser entendida no todo; nenhuma canção se destaca, elas vão fluindo deliciosamente.
Humor, sensibilidade e delicadeza de um artista que antes de sê-lo trabalhou numa instituição mental.




Alan Hull - guitarra, violão, Mellotron, gravadores, piano, vocal, percussão
Micky Moody - guitarra
Albert Lee - guitarra
Kenny Craddock (Ginger Baker's Air Force, Lindisfarne) - guitarra, violão 12 cordas, percussão, vibrafone, órgão, piano elétrico e acústico, Mellotron, Mini-Korg
Brian Chatton (Flaming Youth, Snafu) - piano
Jean Roussel - órgão
Ray Jackson (Lindisfarne) - harpa, bandolim
Colin Gibson (Ginger Baker's Air Force) - baixo, percussão
Ray Laidlaw (Lindisfarne) - bateria
Terry Popple (Tramline) - bateria
Jo Newman - backing vocal
Lesley Duncan - backing vocal




1   Squire
2   Dan The Plan
3   Picture A Little Girl
4   Nuthin' Shakin'
5   One More Bottle Of Wine
6   Golden Oldies
7   I'm Sorry Squire
8   Waiting
9   Bad Side Of Town
10 Mr. Inbetween
11 The End
12 Crazy Woman
13 Carousel


 

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Chilliwack - Chilliwack (1970)






A Chilliwack foi relativamente eclética nesse seu disco de estréia, o que também é relativo porque ela teve dois outros nomes antes desse e lançou discos. Enfim, ela compôs rock clássico indo ao psicodélico, flertando com o prog e incluindo um pouco de soul music.
A banda nasceu em 1964 em Vancouver e em 69 adotou esse nome. No Canadá esse álbum foi disco de platina mas não mereceu um relançamento em CD, coisa que só aconteceu pelo selo Red Fox que costuma mentir seu endereço mas lança boas cópias e resgata ótimas bandas.




Claire Lawrence - órgão, flata, sax, piano
Bill Henderson - guitarra, piano, vocal
Glenn Miller - baixo, guitarra 
Ross Turney - bateria




1 Sundown
2 Every Day
3 Seventeens Summer
4 Ballad
5 I Got You Fixed
6 Rain-O
7 Chain Train


 

quarta-feira, 28 de julho de 2021

The Old Man And The Sea - The Old Man And The Sea (1972)






Os colecionadores de Rock Progressivo reconhecem este único álbum da dinamarquesa The Old Man and the Sea como uma das obras-primas dos países nórdicos e como um exemplo-chave do gênero. 
Eles se apegaram à fórmula do Hammond rugindo e a guitarra em multi-tracks mas o que sempre conta, no entanto, é a capacidade de escrever um bom material e executá-lo bem. "Living Dead" e "Princess" estão entre as melodias mais brilhantes da época cantadas com paixão por Ole Wedel, cuja voz soava muito parecida com a de Jon Anderson. As influências vão de Atomic Rooster e Jethro Tull a Traffic e ELP.
Infelizmente, o selo Sonet não fez uma boa distribuição do LP além da Escandinávia, ele vendeu pouco, a banda desestimulou-se e se separou. O tecladista Tommy Hansen foi quem se saiu melhor, com créditos em dezenas de projetos, inclusive no Metal.




Tommy Hansen - piano, órgão Hammond, guitarra (9), backing vocal
Benny Stanley - guitarra, violão
Ole Wedel - vocal, backing vocal, percussão
Knud Lindhard - baixo, vocal (2, 7), backing vocal
John Lundvig - bateria

com:
Poul Åge Hersland - flauta (5, 7)
Lasse Laursen - guitarra (9)




1 Living Dead 
2 Princess 
3 Jingoism 
4 Prelude
5 The Monk Song 1 
6 The Monk Song 2 
7 Going Blind 


 

domingo, 25 de julho de 2021

Herbert F. Bairy - Traumspiel (1979)







Esse é o único álbum de Herbert F. Bairy, cujo verdadeiro nome é Ferdinand Försch.
Bairy é um multi-instrumentista que na época absorveu tudo o que estava a sua volta e criou sua própria música, única e atemporal. Contudo, ele não fugiu da regra alemã de criar pontes entre o jazz, a música étnica, o prog e o erudito.
Algumas de suas influências parecem ser os primeiros trabalhos de Mike Oldfield e da Clearlight, bem como um Miles Davis aqui e ali. Tudo bem mais lisérgico, contudo.
Os vários convidados foram todos pinçados da cena krautrock, como os ex-membros da banda Odin, Jeff Beer e Rob Terstall.




Herbert F. Bairy - piano, harmonium, harpa eólica, zither, voz, percussão, bateria
Jeff Beer - sintetizador, harmonium, baixo, guitarra, voz, percussão
Rob Terstall - guitarra, violão, baixo
Ulli Süsse - órgão
Michael Weilers - guitarra, violão
Jürgen Bräuninger - sintetizador
Bernd Konrad - clarinetes, sax soprano, flautas
Frédéric Rabold - trompa 
Rudolf Reindl - trompetes
Martin Klenk - cello
Michael Körber - voz
Dietburg Spohr - voz
Jeanette MacLeod - voz
Thomas Stabenow - baixos
Manfred Kniel - bateria, percussão
Georg Heinen - dilruba, tamboura
Dizzy Pandtli - tabla




1 Traumspiel
2 Runnin
3 Lady Ollala
4 Redpeters Dream


 

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Odin - Odin (1972)






A Odin foi formada por músicos de três nacionalidades: o alemão Beer, o holandês Terstall e os britânicos Brown e Fordham. Beer era muito jovem, tinha 18 anos mas já era reconhecido pelas suas interpretações de músicas da The Nice. Terstall tinha sólida formação no violão clássico e os dois britânicos eram músicos experientes de estúdio. 
O encontro deles se deu em Würzburg na Alemanha. Todos, menos Beer, tocavam numa banda chamada Honest Truth quando o tecladista morreu e o equipamento foi roubado. A única sorte dos caras foi conhecerem Beer.
Esse é o único disco da banda e traz um rock básico com alguma experimentação, dominado pelo Hammond e com alguma influência da Deep Purple.
Depois que a banda se separou em 74, Terstall permaneceu na Alemanha fazendo dupla com Beer em discos de músicos locais.




Jeff Beer - teclados, vibrafone, vocal
Rob Terstall - guitarra, vocal
Ray Brown - baixo, vocal
Stuart Fordham - bateria




1 Life Is Only 
2 Tribute To Frank 
3 Turnpike Lane
4 Be The Man You Are 
5 Gemini [Quatermass]
6 Eucalyptus 
7 Clown


 

terça-feira, 20 de julho de 2021

Bush - Bush (1970)






Bush foi formada no Canadá em 1969 mas mudou-se para o Arizona logo depois. O som dela era simples, direto e inovava ao incluir funk ao hard-rock e ao R&B. Os caras eram bastante competentes e abriram concertos para a Steppenwolf e para a Three Dog Night.
Esse é o único álbum que ela lançou e foi uma plataforma para que seus membros alçassem voos mais altos. Don Troiano foi convidado para substituir Joe Walsh na James Gang e levou Roy Kenner com ele. Troiano trocou a James Gang pela The Guess Who mas Kenner permaneceu nela em mais dois álbuns. Prakash foi para a Funkadelic e depois tocou com Lou Reed e Alice Cooper. E Pentti Glan, que era finlandês, também tocou com Reed e Cooper em vários discos.




Roy Kenner - vocal, congas
Dominic "Don" Troiano - guitarra, vocal
Prakash (Prakash John) - baixo, vocal
Pentti J. Glan - bateria




1   Back Stage Girl
2   Yonge Street Patty
3   Got To Leave The City
4   I Miss You
5   Grand Commander
6   Cross Country Man
7   I Can Hear You Calling
8   Messin' Around With Boxes
9   Livin' Life
10 Turn Down
11 Drink Your Wine
12 Try (live)
13 Lookin' (live)
14 Wicked Woman (live)
15 Cross Country Ma, (live)


 

domingo, 18 de julho de 2021

Moose Loose - Elgen Er Los (1974)






Essa banda de jazz-rock foi formada em Oslo, em 1973. Os quatro eram muito jovens mas, ainda assim, Blix e Hovensjø já haviam tocado em vários discos de Terje Rypdal.
Esse é o disco de estreia e tem o domínio dos teclados com a intervenção feroz da guitarra fuzzada. A bateria tem um volume mais alto que o usual e descansa na última faixa.
Talvez porque tenha sido lançado apenas localmente, não alcançando boa vendagem, esse álbum nunca foi relançado até este ano de 2021.
O guitarrista Jon Eberson acabou se tornando uma figura bastante conhecida no jazz-rock europeu.




Brynjulf Blix - órgão, piano elétrico, Clavinet, Mini Moog, piano
Jon Eberson - guitarra
Sveinung Hovensjø - baixo
Pål Thowsen - bateria, gongo




1 Ebers' Funk
2 B. M.
3 Flytende Øye
4 Skakke-Jens
5 O Kjød