domingo, 6 de fevereiro de 2022

Neil Young - Live At Massey Hall 1971 (2007)







Neil Young é um combatente por um mundo melhor. Não desiste, não retrocede.
Seu pai foi um escritor e jornalista famoso no Canadá e a árvore genealógica de sua mãe vai até personagens da independência dos Estados Unidos.
Aos 7 anos ele contraiu polio e quase morreu. Em 1966, Neil desenvolveu epilepsia e começou a ter convulsões com frequência — muitas vezes no palco com a Buffalo Springfield.
Neil tem dois filhos com paralisia cerebral. Uma investigação médica concluiu que isso nada tinha a ver com seus problemas de saúde anteriores, nem com sua genética. Ele fundou a Bridge School, dedicada às crianças portadoras de deficiências e todos os anos organiza um concerto com músicos famosos para angariar fundos. Seus ônibus de turnê são totalmente adaptados para que seus filhos possam acompanhá-lo. Ele também comprou uma fabricante tradicional de trens de brinquedo e agora ela desenvolve seus modelos com controles que as crianças com dificuldades motoras possam usar.
Neil nunca permitiu que suas músicas fossem usadas em comerciais. Todo ano ele faz um concerto para levantar fundos para ajudar pequenos agricultores.
Neil Young é o rock. E ele nem precisa de uma banda no palco para tanto.




Neil Young - vocal, violão, piano




1   On The Way Home
2   Tell Me Why
3   Old Man
4   Journey Through The Past
5   Helpless
6   Love In Mind
7   A Man Needs A Maid / Heart Of Gold Suite
8   Cowgirl In The Sand
9   Don't Let It Bring You Down
10 There's A World
11 Bad Fog Of Loneliness
12 The Needle And The Damage Done
13 Ohio
14 See The Sky About To Rain
15 Down By The River
16 Dance Dance Dance
17 I Am A Child


 

domingo, 30 de janeiro de 2022

Spock's Beard - The Kindness Of Strangers (1998)







The Kindness Of Strangers é o terceiro álbum da Spock's Beard e aquele em que ela encontrou seu som. Não é tão ao prog quanto o primeiro nem tão ao pop quanto o segundo. Mantém sua reverência ao prog dos anos 70 mas inclui elementos AOR dos anos 80 e psych-pop dos anos 60. Então a gente ouve compassos ímpares, Mellotrons e um quarteto de cordas ao mesmo tempo em que ouve harmonias vocais e um rock mais direto e estrondoso, com linhas de baixo perfeitas.
O álbum trata de aflição, decepção e empatia, e torna-se mais atual a cada dia nesses tempos em que "por favor" e "obrigado" tornaram-se artigos raros no mercado.




Neal Morse - vocal, piano, sintetizadores, violão, guitarra ocasional
Alan Morse - guitarra, cello, Mellotron, vocal
Ryo Okumoto - órgão Hammond, Mellotron
Dave Meros - baixo, vocal
Nick D'Virgilio - bateria, percussão, vocal
com:
Eric Brenton, Jackie Suzuki, Melissa Hasin, Tom Tally - cordas




1 The Good Don't Last
   a. Introduction
   b. The Good Don't Last
   c. The Radiant Is
2 In The Mouth Of Madness
3 Cakewalk On Easy Street
4 June
5 Strange World
6 Harm's Way
7 Flow
   a. True Believer
   b. A Constant Flow Of Sound
   c. Into The Source


 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Spectrum Road - Spectrum Road (2012)






Esses quatro músicos excepcionais se reuniram em 2011 para prestar uma homenagem ao baterista Tony Williams. Quase todas as músicas saíram de discos da Lifetime, banda que ele formou após deixar Miles Davis, e na qual aumentou a octanagem dos conceitos criados por Davis.
Jack Bruce foi membro da Lifetime e amigo de Williams, e Vernon Reid, da Living Colour, tem enveredado pelo jazz e é um admirador de Williams. John Medeski assume as frases de Larry Young nas teclas. Mas a grande responsabilidade recai sobre Cindy Blackman-Santana, que surpreende. Grande banda. Grande música.




Vernon Reid - guitarras
John Medeski - órgão, Mellotron
Jack Bruce - baixo, vocal
Cindy Blackman-Santana - bateria, vocal

 


1 Vuelta Abajo [Tony Williams]
2 There Comes A Time [Tony Williams]
3 Coming Back Home [Jan Hammer]
4 Where [John McLaughlin]
5 An T-Eilan Muileach 
6 Vashkar 
7 One Word [John McLaughlin]
8 Blues For Tillmon 
9 Allah Be Praised [Larry Young]
10 WIld Life [Tony Williams]


 

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Richard Hallebeek - RHP II - Pain In The Jazz (2012)






O holandês Richard Hallebeek é hoje um dos melhores guitarristas da Europa.
O primeiro volume desse seu projeto trazia essa mesma banda, mais Shawn Lane e Brett Garsed como convidados. Tristemente, quando o disco foi lançado em 2004, o grande Shawn Lane já havia falecido. Nove anos se passaram até que o segundo volume fosse finalizado. Ao invés de dois, agora são sete convidados de diferentes matizes. Essa diversidade resulta num fusion autêntico e de primeira classe, com guitarras do mais alto nível.




Richard Hallebeek - guitarras, sintetizador para guitarra
Alex Machacek - guitarra (1)
Jose de Castro - guitarra (2)
Guthrie Govan - guitarra (3)
Eric Gales - gutarra (4)
Kiko Loureiro - guitarra (6)
Andy Timmons - guitarra (8)
Greg Howe - guitarra (9)
Randy Brecker - trompete (7)
Ada Rovatti - sax (7)
Lalle Larsson (Karmakanic) - teclados
Frans Vollink - baixo
Sebastiaan Cornelissen - bateria
Martin Verdonk - percussão




1 Wristkiller 
2 Third Phase 
3 Bring It On 
4 Pain In The Jazz 
5 People 
6 Speed City Blues 
7 Amelia 
8 Think Of Something 
9 East Side Bridge 
10 New World 


 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Jean-Paul Bourelly & The Bluwave Bandits - Blackadelic-Blu (1994)






Jean-Paul Bourelly é um explorador musical e um inovador. Natural de Chicago, ele começou a desenvolver o seu estilo misturando a cultura da comunidade de imigrantes haitianos, da qual seus pais faziam parte, com as raízes afro-americanas e bluseiras da cena local. Aos 18 anos ele mudou-se para Nova York onde gravou com Miles Davis e tocou com Elvin Jones, Pharaoh Sanders.
Este álbum faz parte de uma série de quatro que ele gravou para o selo japonês DIW e nele ele expande as fronteiras do funk com o aprendizado que teve dessa nata do jazz, usando polirritmia e experimentando com a sonoridade da guitarra.




Jean-Paul Bourelly - guitarra, vocal, baixo sub-atômico, teclado baixo
"Kundalini" Mark Batson - teclados (10), vocal (1, 2, 4, 6)
Blue Black (Robert Jackson) - Rap (3, 8)
John Stubblefield - sax tenor (faixas: 6)
Mark Peterson - baixo (5, 8, 9)
Alfredo Alias - bateria (2, 5, 8 ,9)
Kevin "K-Dog" Johnson - bateria (1, 2, 4, 6)




1   Welfare Flower Child
2   Song Of Allah
3   Travelin' Across The Land
4   (Gotta Have) Soul
5   Steppin' On The Giant
6   Runaway Train
7   Lover's Cool-Out
8   Thinkin' Bout Money
9   Restless Waves
10 Surrender


 

domingo, 12 de dezembro de 2021

H.P. Lovecraft - H.P. Lovecraft & H.P. Lovecraft II (1967 - 1968)







George Edwards era um cantor folk que trabalhava como vocalista de estúdio para o selo Dunwich de Chicago. Ali ele conheceu quatro outros músicos de uma banda chamada The Rovin' Kind e entre eles estava Kal David, que mais tarde integraria a The Illinois Speed Press. O nome da banda veio do escritor de romances de terror H.P. Lovecraft. Essa formação gravou alguns singles e logo se desfez. Edwards, então, reformulou a banda e um dos novos membros era Dave Michaels que tinha estudado canto clássico. A combinação dos dois, de folk e clássico, acabou dando a identidade musical da banda, nas belas harmonias vocais.
É rock psicodélico em todos os sentidos do termo; uma atmosfera alucinógena.
Esta é uma coletânea que foi chamada de "At the Mountains of Madness" na sua primeira versão em vinil. Ela reúne os dois álbuns que a banda lançou antes de se separar, após uma tentativa frustrada de se estabelecer na Califórnia.




HP Lovecraft I, 1967

Tony Cavallari - guitarra, vocal
George Edwards - guitarra, violões, vocal
Dave Michaels - órgão, harpsichord,piano, clarinete, vocal
Jerry McGeorge - baixo, vocal
Michael Tegza - bateria, percussão
com:
Eddie Higgins - vibrafone
Paul Tervelt - trompa francêsa 
Jack Henningbaum - trompa francêsa
Len Druss - clarinete, trompa inglêsa, flauta piccolo, sax
Bill Traub - percussão
Herb Weiss - trombone
Ralph Craig - trombone
Clyde Bachand - tuba


1 Wayfaring Stranger
2 Let's Get Together
3 I've Been Wrong Before
4 The Drifter
5 That's The Bag I'm In
6 The White Ship
7 Country Boy & Bleeker Street
8 The Time Machine
9 That's How Much I Love You, Baby (More Or Less)
10 Gloria Patria

HP Lovecraft II, 1968

Tony Cavallari - guitarra, vocal
George Edwards - guitarra, violões, vocal
Dave Michaels - teclados, vocal
Jeff Boyan - baixo, vocal
Michael Tegza - bateria, percussão

11 Spin, Spin, Spin
12 It's About Time
13 Blue Jack Of Diamonds
14 Electrollentando
15 At The Mountains Of Madness
16 Mobius Trip
17 High Flying Bird
18 Nothing's Boy
19 Keeper Of The Keys

Bonus Tracks
20 Anyway That You Want Me
21 It's All Over For You


 

sábado, 4 de dezembro de 2021

The Illinois Speed Press - The Illinois Speed Press (1969)






The Illinois Speed Press foi uma banda formada em fevereiro de 1968 por Paul Cotton, Kal David e Michael Anthony, três músicos significantes em Chicago. Kal David havia sido membro da H.P. Lovecraft.
Este é o disco de estréia e as músicas nele vão do blues-rock ao hard-rock, recoolhendo elementos do country e do folk. Também não faltam referências psicodélicas e o pedal fuzz.
Esse disco recebeu boas críticas e teve relativo sucesso comercial. Contudo, a banda mudou-se para a Califórnia onde seus planos não deram certo. Paul Cotton foi tocar na banda Poco.




Paul Cotton - guitarra, vocal
Kal David - guitarra, vocal
Michael Anthony - teclados, vocal
Rob Lewine - baixo
Fred Page - bateria




1   Overture
2   Get In The Wind
3   Hard Luck Story
4   Here Today
5   Pay The Price
6   P.N.S. (When You Come Around)
7   Be A Woman
8   Sky Song
9   Beauty M. Anthony
10 Free Ride


 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Warlord - Warlord (1974-1977)






Esse é um CD lançado em 2002 contendo músicas de arquivo deixadas por três diferentes formações da mesma banda, a Warlord — ela nunca lançou um disco.
O som dela era proto-metal, influenciado por bandas como Black Sabbath ou os dias mais sombrios da Hawkwind. É tudo pesado, melancólico e curtindo uma desgraça. 
O CD começa pelo fim, ou pelo trio final. Amadorístico e totalmente despretensioso. E é isso que o faz interessante. Até mesmo os vocais horríveis de John Alexander são um componente de autenticidade e espontaneidade.
Parece que os músicos estavam destinados a não lançar discos. Consta que Ivan Coutts compôs e gravou uma ópera-rock chamada "Turn of the Century" com músicos do naipe de Jeff Beck, mas ela nunca saiu das fitas master.




The Blacksmiths (1974)
Ivan Coutts - teclados vocal
Dave Smith - guitarra
Chris Pritchard - guitarra rítmica
Andy Harsent - baixo
Kip - bateria

Warlord (1975)
John Alexander - guitarra
Andy Dunlop - baixo, violão
Paul Cantwell - bateria
Ivan Coutts - teclados, vocal
Richard Roffey - vocal. 

Stallion (1977)
John Alexander - guitarra, vocal
Andy Dunlop - baixo, violão
Paul Cantwell - bateria




1   Jasmin Queen (as Stallion)
2   Explorer (as Stallion)
3   Face Of The Sun
4   Warlord
5   Lady Killer
6   To The Devil A Daughter (as The Blacksmiths)

Live, Drug-crazed Rehearsal Demos (1975, St Peter' Church Hall, Wimbledon)
7   Devil Drink
8   Wild Africa
9   I See The Warlord
10 F ace Of The Sun
11 The Ring
12 Warlord Part II (Reprise)




 

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

The Residents - Duck Stab (1978)







A banda americana The Residents parece ter vindo do nada. Até mesmo a identidade dos seus membros é desconhecida, menos a de um: Hardy Fox, que se aposentou da banda em 2017 e revelou fazer parte dela desde os anos 70. Fez isso porque estava com um câncer no cérebro e sabia que iria morrer — e publicou o próprio obituário antecipado.
O nome da banda também surgiu do acaso quando eles enviaram anonimamente uma fita demo para a Warner e a Warner respondeu ao endereço do remetente como "aos residentes".
Essencialmente, eles soam como nenhuma outra banda. Provavelmente a comparação mais próxima seria com os primeiros álbuns de Mothers of Invention, como We're Only in it for the Money ou Lumpy Gravy. Embora as influências musicais de Zappa sejam geralmente bastante fáceis de refazer, a falta de referências musicais óbvias e a falta de convenções musicais parece maior nos álbuns da The Residents. Sobram anarquia e subversão, contudo.
Duck Stab é o quinto álbum da banda e talvez o mais popular. Kraftwerk e Devo vem a mente mas não há comparação possível. Também é pouco provável que se possa ouví-lo inteiro numa única sessão porque ele, de tão desafiador, pode desafiar a paciência. Mas a perseverança provará ser um álbum inteligente e importante.




Convidados:
Snakefinger (Philip Charles Lithman) - vocal, guitarra
Ruby - vocal (The Electrocutioner)




Duck Stab:
1   Constantinople
2   Sinister Exaggerator
3   The Booker Tease
4   Blue Rosebuds
5   Laughing Song
6   Bach Is Dead
7   Elvis And His Boss
8   Lizard Lady
9   Semolina
10 Birthday Boy
11 Weight-Lifting Lulu
12 Krafty Cheese
13 Hello Skinny
14 The Electrocutioner

Goosebump, 1980:
15 Disaster
16 Plants
17 Farmers
18 Twinkle






 

domingo, 21 de novembro de 2021

Big George And The Business - The Alleged Album (1989)

 







Big George Watt foi um excelente guitarrista e cantor de blues-rock, prematuramente falecido em 2013. Ele começou a carreira em Glasgow inspirado por Rory Gallagher e Hendrix, entre outros, e levou seu talento aos maiores festivais da Europa e dos Estados Unidos, dividindo palco com Buddy Guy, Mick Taylor, Mick Jagger e muitos outros. Big George teve uma parceria com James Dewar, o baixista de Robin Trower e da Stone The Crows, mas como Dewar aposentou-se por problemas de saúde, ele formou esse power-trio.
"O Suposto Álbum" tinha outro título na primeira edição, só que ele esgotou tão rápido que se duvidava que tivesse chegado às lojas. Esse é o primeiro de três discos de estúdio e dois ao vivo.
Em janeiro de 2013 sua casa pegou fogo e ele foi resgatado com sérias queimaduras. Passou semanas internado e acabou por falecer em abril.




George Ross Watt - guitarra, vocal
Tam "Shifty" McLucas - baixo
Greg J. Orr - bateria




1 Long Black Train
2 Thunderbolt
3 Wrong Side Of Town
4 Late Last Night
5 Rose's Home
6 I Gotta Tell You
7 The Storm
8 Roll The Dice
9 I'd Rather Go Blind