quinta-feira, 9 de maio de 2019

Sun - S.U.N. (1980)







A banda Sun foi formada no noroeste da Alemanha em 1974 e nesse mesmo ano teve duas composições incluídas numa coletânea dedicada ao krautrock chamada Proton 1. Ela era uma banda promissora com uma mistura complexa de influências e um estilo um tanto excêntrico. O primeiro LP saiu seis anos mais tarde e veio com um som mais voltado ao jazz-rock, ainda meio excêntrico, talvez pela influência de Frank Zappa. Eles mesmos produziram e bancaram a prensagem. Na etapa da arte gráfica a grana acabou e há quem diga que eles próprios terminaram de colar as capas.




Reinhard Stephan - piano elétrico, órgão
Gunter Hübner - guitarra
Harry Müller - guitarra, vocal
Bruno Mäder - sax, Lyricon, vocal
Thomas Heldmann - baixo, vocal
Rudi Herrmann - bateria




1   Ohne Titte
2   The Jester
3   Seeing Similaun
4   On Holiday
5   Und Ewig Heulen Die Gitarren
6   Neulich In Spanien
7   Women's Lib. Blues
8   Leisure
9   To Celia
10 Communication Breakdown
11 Slave Of Heaven
12 Black Sheep Of The Family
13 Morning Dream

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Surgery - Übermorgen (1980)







Surgery foi uma banda de jazz-rock/krautrock, que nunca conseguiu destaque fora de sua própria área. Esse seu único álbum foi lançado por eles mesmos numa tiragem de cerca de 500 cópias, e chegou ao mercado numa época em que esse tipo de música já não despertava muito interesse. Uma pena.
Übermorgen é cheio de boas idéias interpretadas com maestria e é colocado entre os melhores do gênero. Apesar de disputado pelos colecionadores, o LP só mereceu este relançamento do selo Garden of Delights que não deixou por menos e acrescentou dez bônus, além do rico encarte que é da sua tradição.




Thomas Miebs - órgão, piano, piano elétrico, sax tenor 
Herbert Klinger  - guitarra
Udo Custodis - sax tenor
Udo Fuellhaas - baixo
Rüdiger Freitag - bateria
Jörg-Peter Podlasly - bateria, percussão
Alfred Gaudschun - percussão




1   Intro   
2   Kernein  
3   Adios G. F. 
4   Vurz Im Morgengrauen   
5   Intro Reprise  
6   Paulchen Panther  
7   Pisa  
8   On My Way To Übermorgen   
9   Sieben Plus Bossa 
10 Sir Jerry 
11 Alter Narr, Was Nun? 
12 Feeling Good
13 Katerfrühstück
14 Schmalzer 
15 Amazonien, Teil 1 
16 Heiter Bis Wolkig
17 Amazonien, Teil 2 
18 Rush Hour In Madrid 
19 Schmetterling 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

The Brecker Brothers - Heavy Metal Be-Bop (1978)







Amanhã, 04 de maio, começa uma turnê européia com a reunião dessa mesma banda interpretando este disco, infelizmente sem o saudoso Michael Brecker — no seu lugar está uma saxofonista italiana. 
Heavy Metal Be-Bop é o quarto disco da dupla e foi gravado ao vivo, exceto pela faixa 1. E não, não há heavy metal nele. O título é uma dica, porque o conteúdo é bombástico: uma mistura de jazz, rock e funk com interpretações fantásticas. Randy e Michael se plugaram a todo tipo de efeitos disponíveis na época, inclusive Wah-Wah e Echoplex, normalmente usados em guitarras.
Os irmãos Brecker eram a sessão de metais dos sonhos de todo músico e a lista de créditos deles é quilométrica. Na época da gravação desse disco eles estavam na banda de Frank Zappa — vejam Zappa em NY — e o baterista de Zappa, Terry Bozzio está aqui, veloz como sempre.




Michael Brecker - sax tenor elétrico, sax tenor (1), palmas (1)
Randy Brecker - trompete elétrico, teclados, trompete (1), palmas (1)
Barry Finnerty - guitarra, backing vocal
Neil Jason - baixo, vocal
Terry Bozzio - bateria, backing vocal
com:
Paul Schaeffer - Fender Rhodes piano (1)
Jeff Schoen, Roy Herring - backing vocal (1)
Alan Schwartzberg - bateria (1)
Victoria - pandeiro
Rafael Cruz - percussão 
Sammy Figueroa - percussão




1 East River
2 Inside Out
3 Some Skunk Funk
4 Sponge
5 Funky Sea, Funky Dew
6 Squids

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Michael Brecker - Tales From The Hudson (1996)







Desde 1970 Michael Brecker vinha sendo um dos mais requisitados músicos de estúdio, menos para trabalhos no jazz e mais em discos de rock e pop. Isso até 1975, quando ele e o irmão Randy lançaram o primeiro álbum da Brecker Brothers com o que eles chamaram de "slunk funk". Em 1978 eles lançaram Heavy Metal Be-Bop, um álbum transgressor no qual o trompete e o sax eram processados eletronicamente. A partir daí a dupla ganhou bastante prestígio e Michael começou a ser comparado ao John Coltrane. Não significa que não tenha feito discos comerciais e superficiais, mas Tales From The Hudson é um trabalho maduro e muito comprometido. Talvez nem precisasse de tanto capricho nas composições, afinal, o que poderia dar errado quando se tem uma banda como essa?




Michael Brecker - sax tenor
McCoy Tyner - piano (3, 5)
Joey Calderazzo - piano
Pat Metheny - guitarra, sintetizador de guitarra (3)
Dave Holland - baixo
Jack DeJohnette - bateria
Don Alias - percussão (3, 5)




1 Slings And Arrows
2 Midnight Voyage
3 Song For Bilbao
4 Beau Rivage
5 African Skies
6 Introduction To Naked Soul
7 Naked Soul
8 Willie T.
9 Cabin Fever

terça-feira, 30 de abril de 2019

Poços & Nuvens - Clouds on the Road (2012)







Poços & Nuvens foi formada em 1996, no Rio Grande do Sul, com o intuito de misturar o prog à música tradicional gaúcha. Dois anos depois a banda lançou o primeiro disco chamado Ano Veloz Outono Adentro. Em 2002 saiu Província Universo, o segundo. Clouds on the Road é um disco ao vivo com o repertório desses dois discos gravado em 2005. Como se vê, a vida de uma banda prog no Brasil não é fácil — sete anos pra lançar um disco que é excelente. A própria banda fez algumas pausas.
Ela diz que suas principais influências são a Yes e a Djam Karet, mas ouve-se elementos da Camel, Jetro Tull e PFM também. O foco é a parte instrumental que usa uma maior variedade de instrumentos e tem muitas variações de ritmo e estrutura. As letras foram escritas em português, apesar do título do disco.
Poços & Nuvens é uma grande banda, uma das nossas melhores prog. Seus discos podem ser comprados no site da Rock Symphony.




Gérson Werlang - guitarra,violão, voz, efeitos 
Sávio Werlang - teclados, acordeon, voz
Edgar Sleifer - guitarras, flauta, vocal 
Iva Giracca - violino, voz
Chico Gonçalves - baixo, voz
Rodrigo Bernardon - bateria, percussão




1   Vega 
2   Vindima E Ventania 
3   Copla 
4   Balada Outonal 
5   A Sagração Do Outono 
6   Amanhecer 
7   Dança Ao Crepúsculo 
8   Milonguita 
9   Incenso E Chuva 
10 No Inverno 
11 Todas As Estações
12 Geração Perdida 
13 Poços E Nuvens 



sexta-feira, 26 de abril de 2019

Roine Stolt - Wall Street Voodoo (2005)







Roine Stolt é um veterano da cena prog sueca. Seus talentos são de produtor, engenheiro, compositor, tecladista, baixista, cantor, mas principalmente um guitarrista muito habilidoso. Ele é um workaholic, atuando em projetos/bandas como Kaipa, TransAtlantic e The Flower Kings. Seu estilo de composição é melódico e sinfônico que parece simples, mas contém arranjos meticulosos e interpretações virtuosas.
Wall Street Voodoo é seu sexto álbum solo e é bastante diferente dos demais e também diferente dos outros projetos. Stolt retorna às suas raízes de blues e do rock clássico, e o CD 2 até tem vapores de jazz numa clara influência de Frank Zappa. Mas a maior diferença é que ele não tem os excessos que todos os outros tem.
O tema são suas perspectivas políticas e sua análise do capitalismo, do dinheiro e da ganância.





Roine Stolt - vocal, guitarras, slide, violões, Mini Moog (2), Echoplex (10), vocoder, glockenspiel (16), percussão
com:
Neal Morse - vocal (2,4,11), backing vocal, Hammond B3 solo (2)
Slim Pothead - piano, Wurlizer, Mini Moog, Hammond B3, Mellotron, Fender Rhodes, eMagic synth (6), Hohner clavinet (11)
Gonzo Geffen (The Flower Kings) - Moog, Yamaha CS80 sequencing (8,13), percussão (2, 8,11), loops (12,13), eMagic synth (13)
Hasse Bruniusson (Samla Mammas Manna) - percussão (4,14), marimba (7)
Oil Dollar Horns - trombone, trompa francêsa (12)
Grandmother Strings - violino, viola (12)
Victor Woof - baixos, Moogbass (3,7,9,10), backing vocal 
Marcus Liliequist - bateria, percussão




CD 1
1 The Observer 
2 Head Above Water 
3 Dirt
4 Everyone Wants To Rule The World 
5 Spirit Of The Rebel 
6 Unforgiven
7 Dog With A Million Bones
8 Sex Kills 
9 Outcast 


CD 2
10 The Unwanted
11 Remember 
12 It's All About Money 
13 Everybody Is Trying To Sell You Something
14 Hotrod (The Atomic Wrestler)
15 Mercy
16 People That Have The Power To Shape The Future

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Captain Beefheart & His Magic Band - Trout Mask Replica (1969)







O DJ John Peel, que sabia um bocado sobre música, vaticinou que esse disco era o único que poderia ser chamado de uma obra de arte e reconhecido como tal por praticantes de outros tipos de arte. Único isso, único aquilo, alguns críticos afirmam que ele é o mais legítimo representante do dadaísmo na música, ou seja, contestador, controverso, concebido para chocar e composto ao acaso.
Trout Mask Replica é o terceiro álbum de Beefheart. Ele tinha reformulado sua banda e reencontrou seu amigo de escola Frank Zappa, que na época estava ocupado em criar seu próprio selo chamado Straight. Zappa quis produzí-lo e lhe prometeu total liberdade para criar. O resultado não poderia ser menos bizarro. A banda gravou a música em quatro horas e adicionou as letras em mais quatro horas e meia, sem ouvir a música. Beefheart apresentou a eles figuras e desenhos daquilo que esperava que as músicas suscitassem. Muitas delas não tem propriamente uma forma, mas longe de serem espontâneas, elas foram ensaiadas ao ponto da obsessão.
O álbum se tornou um clássico underground daqueles que se ama, ou se odeia. Só não se deve decidir na primeira audição. Nem na segunda.




Captain Beefheart - clarinete baixo, sax tenor, sax soprano, vocal, trompa (20), musette (20)
The Mascara Snake (Victor Hayden) - clarinete baixo, vocal
Zoot Horn Rollo (William Earl Harkleroad) - guitarra slide (vidro), flauta
Antennae Jimmy Semens (Jeff Cotton) - guitarra slide (aço), efeitos (4), vocal (15)
Doug Moon - guitarra (11)
Rockette Morton (Mark Boston) - baixo, narrador
Drumbo (John Stephen French) - bateria
com:
Frank Zappa - voz (15, 25), produção
Gary Marker - baixo (6, 28)
Roy Estrada (Zappa) - baixo (25)
Arthur Tripp III (Zappa) - bateria (25)
Don Preston (Zappa) - piano (25)
Ian Underwood (Zappa) - sax tenor e alto (25)
Bunk Gardner (Zappa) - sax tenor e alto (25)
Buzz Gardner (Zappa) - trompete (25)




1   Frownland
2   The Dust Blows Forward 'N The Dust Blows Back
3   Dachau Blues
4   Ella Guru
5   Hair Pie: Bake 1
6   Moonlight On Vermont
7   Pachuco Cadaver
8   Bills Corpse
9   Sweet Sweet Bulbs
10 Neon Meate Dream Of A Octafish
11 China Pig
12 My Human Gets Me Blues
13 Dali's Car
14 Hair Pie: Bake 2
15 Pena
16 Well
17 When Big Joan Sets Up
18 Fallin' Ditch
19 Sugar 'N Spikes
20 Ant Man Bee
21 Orange Claw Hammer
22 Wild Life
23 She's Too Much For My Mirror
24 Hobo Chang Ba
25 The Blimp (Mousetrapreplica)
26 Steal Softly Thru Snow
27 Old Fart At Play
28 Veteran's Day Poppy

terça-feira, 23 de abril de 2019

Coupla Prog - Death Is A Great Gambler (1970 - 72)






Coupla Prog foi uma contradição. A despeito de ser uma ótima banda, nunca conseguiu um contrato para gravar. Mas mesmo sem ter um contrato com uma gravadora e um álbum para divulgar, ela foi agraciada com três sessões exclusivas na rádio SWF, a segunda maior emissora da Alemanha, e famosa por receber em seus estúdios os maiores nomes da música.
A Coupla Prog surgiu em 1969 na cidade de Baden-Baden, onde há uma das sedes da SWF. Os caras foram habilidosos ao criar um som que incluía as raízes do blues-rock britânico, boas doses de música clássica e rock psicodélico e space-rock. Então a música ficou mais acessível que a da maioria das bandas do krautrock, muito experimental. Como era dominada pelo órgão, a comparação com a Vanilla Fudge é inevitável.
Três sessões na SWF para três anos de vida é um feito e tanto, e esses são os únicos registros da Coupla Prog. O primeiro chama-se Sprite. O segundo é mais complexo e chama-se Edmundo Lopez, uma grande suíte sobre a vida de um soldado. Death Is A Great Gambler é a derradeira sessão, gravada na sua maior parte após a morte do guitarrista Rolf Peters por overdose — o título é uma referência a isso — e com um novo baterista. E é o trabalho mais elogiado. 
Resta destacar que todas essas sessões foram ao vivo, sem a possibilidade de edição e correção de erros. 




Wolfgang Schindhelm - órgão, piano ,vocal
Rolf Peters - guitarra, vocal (5, 6)
Walter Kümmich - guitarra
Reiner Niketta - baixo, órgão, piano, vocal
Hubert Donauer - bateria (5, 6)
Reinhold Hirt - bateria




1 Chandra
2 That's The Way It Goes
3 Tochter Im Delirium / Daughter's Delirium
4 Death Is A Great Gambler But If I Win, Finally I Can Die
5 Your Time Has Come
6 Season Of The Witch [Donovan]

sábado, 20 de abril de 2019

Bill Evans - New Jazz Conceptions (1956)







New Jazz Conceptions é o álbum de estréia de Bill Evans como líder. Antes ele era apenas conhecido do público mais íntimo do jazz. Tocou com o clarinetista Tony Scott e brevemente com Thelonious Monk. Mas um dia Miles Davis foi vê-lo tocar no Village Vanguard. Com o lançamento desse disco, Evans tornou-se uma sensação e um ano após ele estava no sexteto de Miles Davis.
New Jazz Conceptions é um marco na história do jazz, muito embora nem seja um dos discos mais celebrados de Evans. A partir dele, todos queriam tocar como Evans — sua harmonia impressionista, suas melodias cantadas e seu ritmo, que davam uma interpretação única até a standards do jazz.




Bill Evans - piano
Teddy Kotick - baixo
Paul Motian - bateria 




1   I Love You [Cole Porter]
2   Five
3   I Got It Bad And That Ain't Good [Duke Ellington]
4   Conception [George Shearing]
5   Easy Living [Robin, Rainger]
6   Displacement
7   Speak Low [Kurt Weill]
8   Waltz For Debby
9   Our Delight [Tadd Dameron]
10 My Romance [Hart/Rodgers]
11 No Cover, No Minimum (Take 1)
12 No Cover, No Minimum (Album version - take 2)

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Brainticket - Cottonwood Hill (1971)







Alguns colocam esse disco como sendo o de estréia da banda suíça Brainticket, outros como o segundo. Há uma confusão de datas e isso não importa muito.
Alguns também dizem que esse é o álbum mais psicodélico de todos os tempos. Talvez. A verdade é que se alguém quiser deixar seus vizinhos doidos, esse é o álbum certo. Ele é estridente, cheio de colagens e efeitos improvisados. A suíte Brainticket é baseada num riff de órgão distorcido, tema que é insistentemente repetido. A vocalista, se é que se pode chamar assim, dá a impressão de ter ingerido toda a tabela periódica.
Deve-se ouví-lo com certa cautela para não entrar demais no clima, principalmente quem estiver num andar mais alto.
Werni Fröhlich e Cosimo Lampis saíram para formar a Toad.
O guitarrista inglês Ron Bryer infelizmente faleceu em 1973.




Joel Vandroogenbroeck - órgão, flauta, vocal
Ron Bryer - guitarra
Werni Fröhlich - baixo
Cosimo Lampis - bateria
Dawn Muir - voz
Wolfgang Paap - tabla




1 Black Sand
2 Places Of Light
3 Brainticket, Part I
4 Brainticket, Part I - Conclusion
5 Brainticket, Part II