domingo, 13 de outubro de 2019

Masters of Reality - Sunrise on the Sufferbus (1992)







Masters of Reality é uma banda do estado de Nova Iorque que realmente pegou seu nome do terceiro disco da Black Sabbath. Ela foi fundada pelo músico e produtor Chris Goss que tem o olhar lá atrás, nos anos 60 e 70. Quando a banda lançou seu primeiro disco em 1981, logo vieram as comparações com as grandes bandas do passado que modelaram o blues-rock, mas sobretudo com a Cream porque a voz do Goss se parece com a de Jack Bruce.

Ginger Baker estava em Los Angeles e encontrou-se com um agente que lhe contou sobre a banda e o tipo de música que faziam, e ele quis conhecer. Gostou, colaborou na composição de quatro faixas e gravou neste que é o segundo disco dela. É um disco poderoso e isso tem muio a ver com as baquetas de Ginger Baker. É também excelente e foi muito subestimado pelo mercado, mesmo tendo faixas amigáveis ao rádio.

Com o disco finalizado eles embarcaram numa turnê, em um ônibus. Segundo Baker, o título do álbum saiu desse ônibus.




Chris Goss - guitarra, vocal, teclados
Googe - baixo, backing vocal
Ginger Baker - bateria, percussão, fala, backing vocal
com:
Daniel Rey - guitarra
John Russo - harmônica
Ron Jeffries - piano
Sineon Pillich - cello




1   She Got Me (When She Got Her Dress On)
2   J.B. Witchdance
3   Jody Sings
4   Rolling Green
5   Ants In The Kitchen
6   V.H.V.
7   Bicycle
8   100 Years (Of Tears In The Wind)
9   T.U.S.A.
10 Tilt-A-Whirl
11 Rabbit One
12 Madonna
13 Gimme Water
14 The Moon In Your Pocket


sábado, 12 de outubro de 2019

Andy Summers - Synaesthesia (1996)







Ginger Baker é a pulsação desse álbum de Andy Summers, que apareceu diferente daquilo que vinha fazendo ultimamente. Ao invés da ambient, soft rock ou smooth jazz, Synaesthesia trouxe uma variedade de estilos em estruturas musicais inovadoras. Summers se associou ao produtor e músico David Hentchell, conhecido pelos trabalhos com a Genesis e com a Renaissance, e, mesmo mantendo-se no jazz, ele se aproximou do prog ao incluir mudanças de tempo e os efeitos de guitarra. 




Andy Summers - guitarra, baixo acústico (5), piano (8)
Mitchell Forman (McLaughlin, Wayne Shorter, Metro) - teclados
Jerry Watts (Wishful Thinking) - baixo
Ginger Baker - bateria
Greg Bisonette ( Keith Emerson, Satriani) - bateria, percussão (ovedubs) (1, 4)
The Trouserfly String Quartet (3, 5)




1 Cubano Rebop
2 Chocolate Of The Desperate
3 Meshes Of The Afternoon
4 Monk Hangs Ten
5 Umbrellas Over Java
6 Low Flying Doves
7 Invisible Cities
8 Synaesthesia
9 I Remember

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Hawkwind - Levitation (1980)







No final de 1979, Dave Brock, Harvey Bainbridge e Simon King queriam erguer novamente a velha bandeira da Hawkwind e encontraram em dois amigos desses velhos tempos os membros que faltavam: Huw Lloyd-Langton da Widowmaker, que tocara no disco de estréia da Hawkwind, e Tim Blake da Clearlight e Gong. 

Com essa formação a banda gravou um álbum duplo ao vivo. No final dessa turnê, a Hawkwind voltou ao estúdio mas desavenças fizeram Simon King sair. Então, a esposa de Lloyd-Langton sugeriu convidarem ninguém mais, ninguém menos que Ginger Baker. Ele ele topou.

Baker estava planejando participar de uma reencarnação da Atomic Rooster e se sentiu tão bem nas sessões de gravação que decidiu ficar. Baker acrescentou uma nova força e peso ao som, bem como certos elementos de jazz. Essa seria uma direção que a Hawkwind perseguiria pelos anos adiante.

Mas seguindo uma espécie de tradição na Hawkwind, surgiram novos desentendimentos que primeiro fizeram Tim Blake sair, acusado de ficar muito tempo ao telefone com a namorada, e em seguida foi a vez de Ginger Baker ser dispensado por se amotinar. Coube a Harvey Bainbridge comunicar-lhe e o comentário na época foi que "o pior baixista do mundo demitiu o maior baterista do mundo". Nesse ponto, a Hawkwind já tinha tido dez baixistas e doze bateristas.




Dave Brock - vocal, guitarra, sintetizador
Huw Lloyd-Langton - guitarra
Tim Blake - teclados, sintetizadores
Harvey Bainbridge - baixo, vocal
Ginger Baker - bateria




1 Levitation
2 Motorway City
3 Psychosis
4 World Of Tiers
5 Prelude
6 Who's Gonna Win The War
7 Space Chase
8 The Fifth Second Of Forever
9 Dust Of Time

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Baker Gurvitz Army - The Baker Gurvitz Army (1974)







Quando surgiram rumores de que Ginger Baker estava se associando aos irmãos Adrian e Paul Gurvitz houve um certo rebuliço. Afinal, eram três dos mais duros e comprometidos músicos da época e esperava-se uma banda afiada e explosiva. Os fãs não se decepcionariam. O resultado foi o primeiro trio realmente "power" desde o fim da Cream.

Baker tinha desmanchado sua banda Ginger Baker's Airforce e estava a procura de um caminho. Foi para a Africa explorar o Sahara num Land Rover, estudou os instrumentos de percussão e os ritmos de lá e fez umas coisas com o Fela Kuti.

Com os irmãos Gurvitz não foi muito diferente. Eles tinham feito sucesso com a banda Gun mas estavam à procura de um novo caminho. 
O guitarrista Adrian e o baixista Paul iniciaram a carreira com o nome de Curtis, mas logo mudaram para o nome de família. A primeira banda profissional foi a The Knack e quando o tecladista saiu, eles seguiram em trio como "Gun". Adrian estava com apenas 17 anos mas já tinha tocado com Screaming Lord Sutch. A Gun foi descoberta por Ronnie Scott, proprietário do famoso clube de Londres que leva seu nome. Eles gravaram vários singles mas acabaram mudando de direção e fundaram a banda Three Man Army. O passo mais ambicioso foi quando decidiram substituir o baterista por ninguém menos que Ginger Baker.

Esse disco de estréia é um clássico do puro hard-rock, acrescido de algumas experiências que Baker trouxe da África. A faixa Mad Jack, por exemplo, conta a historia de uma corrida de carros que fez por lá. Para ela Baker gravou sons de pneus queimando usando seu próprio Jensen FF de estimação. 



Ginger Baker - bateria, percussão,vibrafone, vocal
Adrian Gurvitz - guitarra, vocal
Paul Gurvitz - baixo, vocal
Madeline Bell - vocal
Rosetta Hightower - vocal
Barry St. John - vocal
Liza Strike - vocal




1  Help Me   
2  Love Is  
3  Memory Lane  
4  Inside of Me  
5  I Wanna Live Again   
6  Mad Jack   
7  4 Phil   
8  Since Beginning 
9 Memory Lane (Live Version)

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Ginger Baker - Do What You Like (1998)







Ontem, dia 06 de outubro, nós perdemos Ginger Baker. Baker redefiniu o papel da bateria no rock e abriu estradas por onde o rock pode se aventurar. Curiosamente, ele sempre afirmou nunca ter tocado rock, e sim jazz. 

Do What You Like é uma coletânea que reúne os primeiro trabalhos de Ginger Baker depois que a Cream de desfez. Primeiro com a Ginger Baker's Air Force, cujo primeiro disco foi gravado ao vivo, e terminando com Stratavarious, seu primeiro disco solo propriamente dito. A Air Force foi formada em 1969 com músicos extraordinários, uma big band do rock e mais além. Ela misturou o rock ao jazz, à música africana, ao prog, ao funk , ao soul e por aí foi até 1972.

Em 1971, durante um concerto em Londres, Baker dividiu o palco com o seu maior ídolo, o baterista de jazz americano Elvin Jones que acompanhou Charles Mingus e Miles Davis. Os dois tocaram "Do What You Like" num duelo de mais de 30 minutos. Foi um empate técnico.




CD 1 - Live at Royal Albert Hall

Ginger Baker's Air Force (1970)

Ginger Baker - bateria, tímpanos, percussçao, vocal
Denny Laine (Moody Blues, Wings) - guitarra, vocal
Ric Grech (Blind Faith, Traffic) - baixo, violino
Steve Winwood (Blind Faith, Traffic) - órgão Hammond, baixo, vocal
Chris Wood (Traffic) - sax tenor, flauta
Graham Bond - Hammond, sax alto, vocal
Harold McNair - sax tenor, sax alto, flauta alto
Jeanette Jacobs - vocal
Remi Kabaka - bateria, percussão
Phil Seamen - bateria, percusssão


1 Da Da Man
2 Early In The Morning
3 Don’t Care
4 Toad
5 Aiko Biaye
6 Man Of Constant Sorrow
7 Do What You Like
8 Doin’ It


CD 2 - In the Studio 

Ginger Baker's Air Force 2 (1970)

Ginger Baker - bateria, tímpanos, sinos tubulares, tambores africanos, vocal
Ken Craddock (Lindisfarne) - guitarra, Hammond, piano, vocal
Colin Gibson (Snafu) - baixo
Graham Bond - sax alto, Hammond, piano, vocal
Steve Gregory (Riff-Raff) - sax tenor, flautas
Bud Beadle (Riff-Raff) - sax barítono, sax alto
Diane Stewart - vocal
Catherine James - vocal
Neemoi "Speedy" Acquaye bateria , percussão africana
com:
Denny Laine - guitarras, piano, vocal
Rick Grech - baixo
Harold McNair - sax tenor, sax alto, flautas
Aliki Ashman - vocal
Rocky Dzidzornu - percussão


1 Man Of Constant Sorrow
2 Let Me Ride
3 Sweet Wine
4 Do U No Hu Yor Phrenz R ?
5 We Free Kings
6 I Don’t Want To Go On Without You
7 Toady
8 12 Gates Of The City
9 Sunshine Of Your Love


Stratavarious (1972)

Ginger Baker - bateria, percussão
Fela Ransome-Kuti - órgão, vocal, percussão
Bobby Tench (Humble Pie, Jeff Beck) - baixo, guitarra, vocal
Sandra - vocal, côro
Alhaji JK Brimar - percussão, côro
Dusty - percussão, côro
Remi - côro
Guy Warren - bateria


10 Ariwo
11 Tiwa (It’s Our Own)
12 Something Nice
13 Ju Ju
14 Blood Brothers 69
15 Coda

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Daryl Stuermer - Go (2007)







Daryl Stuermer é um excelente guitarrista que em 1977 entrou para a banda de Jean-Luc Ponty. Ele participou dos melhores discos de Ponty e também colaborou com George Duke. Quando Steve Hackett deixou a Genesis ele foi chamado para tocar nas turnês, revesando entre o baixo e a guitarra com Mike Rutherford. Nesse período todo ele tocou nos álbuns solo do Phil Collins e do Tony Banks também.
Ele tem uns dez álbuns solo e neles seu estilo é mais ao jazz que ao prog, com uma influência muito clara de Allan Holdsworth, pela perfeição ao ligar as notas e pelo tom fluido e limpo — Stuermer e Holdsworth trabalharam juntos no álbum Enigmatic Ocean do Ponty. 
Mas este disco aqui, que é o penúltimo, é diferente. "Go" é um álbum instrumental mais ao rock, com semelhanças ao que faz o Joe Satriani. Talvez por causa disso ele tenha sido lançado no Brasil pelo selo Dynamo que é especializado em metal.
Destaque para Leland Sklar, um dos melhores e mais requisitados baixistas da música.
Hoje Stuermer está na banda de Phil Collins e também ministra clínicas de guitarra pelo mundo, algumas em demonstração das guitarras Godin como essa da capa.




Daryl Stuermer - guitarras, programação
Kostia - teclados
Leland Sklar - baixo
Eric Hervey - baixo (6, 8-10)
John Calarco - bateria




1   Striker
2   Masala Mantra
3   Greenlight
4   Dream in Blue
5   Breaking Point
6   Urbanista
7   Heavy Heart
8   Meltdown
9   The Archer
10 Omnibus



domingo, 29 de setembro de 2019

Bert Jansch - Bert Jansch (1965)







Bert Jansch foi o fundador da banda folk-prog Pentangle e ele pertence à categoria dos "guitarristas dos guitarristas", ou o violonista dos guitarristas, já que todo seu trabalho foi com o instrumento acústico. Ele influenciou muito o Jimmy Page, bem como Neil Young, Donovan e Paul Simon. Johnny Marr afirmou que sem ele o rock teria sido bem diferente e com o lançamento desse álbum em 1965 ele reinventou a maneira de se tocar, e estabeleceu um padrão sem igual. Seu dedilhado intrincado e seus bends tem influenciado gerações.

Jansch nasceu na Escócia e e ficou fascinado pelo violão ainda na escola. Seus pais puderam pagar-lhe apenas algumas aulas sem, contudo, comprar-lhe um instrumento. Jansch tentou então construir um e na segunda tentativa até saiu algo tocável. Violão mesmo, ele só teve aos 15 anos. Daí em diante ele foi autodidata nele e em muitos outros instrumentos. Suas maiores influências foram Big Bill Broonzy, Brownie McGhee e Lead Belly. Seu estilo musical incorporou o blues, música clássica, o jazz, a música celta e o folk inglês.




Bert Jansch - violão, vocal
Keith De Groot - percussão (16, 17) 
John Challis - piano (16, 17)




1   Strolling Down The Highway
2   Smokey River [Jimmy Giuffre]
3   Oh How Your Love Is Strong
4   I Have No Time
5   Finches
6   Rambling's Going To Be The Death Of Me
7   Veronica
8   Needle Of Death
9   Do You Hear Me Now
10 Alice's Wonderland
11 Running From Home
12 Courting Blues
13 Casbah
14 Dreams Of Love
15 Angie [Davy Graham, Nat Adderley]
16 Instrumental Medley 1964
17 Angie (Live) 1964

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Jimmy Page & The Black Crowes - Live At The Greek (1999)







Esse disco é muito legal. Não há novidade alguma e os arranjos das músicas da Led Zeppelin são muito próximos dos originais, senão iguais. Mas é muito legal ouvir essas músicas com três guitarras e órgão — uma festa. Parece que isso deixou Page bem a vontade numa performance muito superior às que vinha fazendo. Chris Robinson foi reverente e não tentou pisar fora das pegadas de Plant, mesmo porque deu umas escorregadas em algumas notas altas. A captação do som é esplêndida, fazendo deste um dos melhores discos ao vivo que ouvi. No mais, ele é um atestado do quão bons foram Bonham, Jones, Plant e Page, pois apenas eles, os quatro, conseguiam uma massa sonora similar a desse septeto. E o ponto alto são os covers de blues, claro.




Jimmy Page - guitarra
Rich Robinson - guitarra, vocal
Audley Freed - guitarra
Chris Robinson - vocal
Ed Harsch - teclados
Sven Pipien - baixo
Steve Gorman - bateria




CD 1
1   Celebration Day
2   Custard Pie
3   Sick Again
4   What Is And What Should Never Be
5   Woke Up This Morning [BB King]
6   Shape Of Things To Come [Yardbirds]
7   Sloppy Drunk [Jimmy Rogers]
8   Ten Years Gone
9   In My Time Of Dying
10 Your Time Is Gonna Come


CD 2
1   The Lemon Song [Howlin' Wolf]
2   Nobody's Fault But Mine
3   Heartbreaker
4   Hey Hey What Can I Do
5   Mellow Down Easy [Willie Dixon]
6   Oh Well [Peter Green]
7   Shake Your Money Maker [Elmore James]
8   You Shook Me [J.B. Lenoir, W. Dixon]
9   Out On The Tiles
10 Whole Lotta Love

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

The Black Crowes - Amorica (1994)







Depois do sucesso do "Southern Harmony..." a Black Crowes gastou um bom tempo trabalhando no próximo. Ele iria se chamar apenas "Band" mas foi descartado quando estava praticamente pronto. Parte das músicas dele foram recicladas, novas foram adicionadas e o terceiro álbum acabou por chamar-se Amorica — com capa censurada e tudo.
Para alguns fãs esse é o melhor disco da banda, para outros foi nele q começaram a perder a mão. Mas, de fato, as músicas são ótimas e pendem mais o blues-rock mais áspero e menos relaxado que o álbum anterior. 




Chris Robinson - vocal, harmônica
Rich Robinson - guitarra
Marc Ford - guitarra
Eddie Harsch - teclados
Jimmy "Two Fingers" Ashurst - bandolim
Bruce Kaphan - pedal steel
Johnny Colt - baixo
Steve Gorman - bateria
Eric Bobo - percussão




1   Gone
2   A Conspiracy
3   High Head Blues
4   Cursed Diamond
5   Nonfiction
6   She Gave Good Sunflower
7   P. 25 London
8   Ballad In Urgency
9   Wiser Time
10 Downtown Money Waster
11 Descending
12 Tied Up And Swallowed


sábado, 21 de setembro de 2019

Burning Tree - Burning Tree (1990)







Burning Tree foi um power trio formado em Los Angeles, em 1987. E foi uma das melhores coisas que apareceram naquela época. Eles conseguiram ser os residentes no Coconut Teaszer de Hollywood, um dos melhores clubes da época. Logo depois já assinaram um contrato com a Epic. A gravadora percebeu que as hair-metal bands e o grunge de Seattle estavam se apagando e investiu em alternativas. 
O som da Burning Tree tinha um pé no final dos anos 60, sendo fortemente influenciado por bandas como a Cream, a Mountain ou mesmo Jimi Hendrix.
Esse único disco dela é um memorável conjunto de ótimas músicas que eram totalmente diferentes do pop-metal pastoso que fazia sucesso na época. Apesar do entusiasmo da crítica, o público não entendeu uma mudança tão radical e as vendas não deslancharam. Aí, os próprios caras desanimaram. Marc Ford, então, entrou para The Black Crowes.




Marc Ford - guitarras, piano, vocal
Mark 'Muddy' Dutton - baixos, piano, vocal
Doni Gray - bateria, percussão, vocal




1   Burning Tree
2   Wigs, Blues And High Heeled Shoes
3   Fly On
4   Mistreated Lover
5   Masquerade
6   Playing In The Wind
7   Last Laugh
8   Crush
9   Same Old Story
10 Baker’s Song
11 Baby Blue
12 Turtle
13 Burning Tree (live)
14 Fly On (live)
15 Mistreated Lover (live)
16 Same Old Story (live)