quinta-feira, 16 de abril de 2020

Doyle Bramhall - Bird Nest On The Ground (1994)







Doyle Bramhall é um baterista e compositor texano que formou sua primeira banda com Jimmie Vaughan e na qual ocasionalmente tocava o irmão mais novo de Jimmie, o Stevie, no baixo. Ainda garotos, eles abriram shows para Jimi Hendrix. 
A próxima banda já contava com Stevie Ray Vaughan na guitarra e mesmo seguindo caminhos diferentes depois, a parceria continuou. Bramhall compôs diversas músicas que foram sucesso com SRV.
Bramhall cita Otis Rush como uma influência primária nos vocais e no estilo de compor. Seu filho, Doyle Bramhall II, é famoso por acompanhar Eric Clapton.
Bird Nest On The Ground foi composto e gravado aos poucos a partir de 1980, durante folgas das turnês dos músicos que acompanhava. Aqui estão os irmãos Vaughan, a banda Double Truble de SRV e muita gente boa do ramo.




Doyle Bramhall - bateria, percussão, vocal
Stevie Ray Vaughan - guitarra
Jimmie Vaughan - guitarra
Smokin' Joe Kubek - guitarra
Doyle Bramhall II - guitarra rítmica
Sumter Bruton - guitarra rítmica
David Murray - guitarra
Charley Wirz - guitarra rítmica
Ron Mason - Hammond, piano
Lou Bovis - piano
The Memphis Horns: Andrew Love - sax ; Wayne Jackson - trombone, trompete
James Farnsworth - sax barítono
Paul Lamoureux - sax tenor
Frank Greene - trompete
David Von Blohn - trompete
Nate Lynch - trombone
Johnny Reno - sax
Tommy Shannon (SRV) - baixo
Robin Syler - baixo, guitarra, backing vocal
Mike Judge - baixo
Don Bennett - baixo
Terry Manning - baixo
Chris Layton (SRV) - bateria
David Watson - bateria



1   Bird Nest on the Ground
2   Change It
3   Other Side of Love
4   The Hunter [Steve Cropper, Booker T. Jones]
5   I'm in the Mood [John Lee Hooker]
6   She's Gone [Hound Dog Taylor]
7   I Can See Clearly Now [Johnny Nash]
8   (Marie's the Name) His Latest Flame [Doc Pomus]
9   Too Sorry
10 I Know
11 Take Your Time, Son


terça-feira, 14 de abril de 2020

Otis Grand - He Knows The Blues (1992)







Otis Grand nasceu no Líbano e viveu nos Estados Unidos a maior parte da vida. Ele foi profundamente influenciado por Otis Rush, por B.B. King e por Robert Johnson. Tornou-se um excelente guitarrista e um purista que sempre montou bandas grandes. Abriu concertos para Stevie Ray Vaughan, John Lee Hooker e muitos outros. Mudou-se para França e depois para a Inglaterra, onde tornou-se uma referência.
Esse é o disco de estréia dele, com vários convidados e que foi indicado ao prêmio W.C. Handy.




Otis Grand - guitarra, National Steel
Joe Louis Walker - guitarra (6), vocal
Earl Green - vocal
Jimmy "T-99" Nelson - vocal (3, 10)
Mick Weaver - Hammond B3 (1), piano (2)
Peter Bogart - Hammond B3, piano
Steve Clayton - piano
Pee Wee Ellis - sax tenor
Mike Hobart - sax barítono
Peter Acock - sax tenor, sax alto
Lorenzo Parry - trompete
Calvin Owens - trompete
Dan Quinton - baixo, fidle
Marc Wilson - bateria, percussão




1   Things Are Getting Harder To Do
2   You Hurt Me
3   Jumpin' For Jimmy
4   Grand Style
5   Real Gone Lover
6   SRV (My Mood Too)
7   Leave That Girl
8   Ham
9   Your Love Pulls No Punches
10 Swing Turn
11 Teach Me How To Love You
12 He Knows The Blues

domingo, 12 de abril de 2020

Otis Rush - Right Place, Wrong Time (1976)







Right Place, Wrong Time é o quinto álbum de Otis Rush e um dos seus melhores trabalhos. Rush estava na sua melhor forma e cada nota, cada bend, é do mais puro blues. 
Mas então porque ele demorou seis anos para ser lançado, já que foi gravado em 1971? A resposta é: avaliações frias e estúpidas de mercado. A Capitol havia tentado explorar o revival do blues no final dos anos 60 e início dos anos 70 mas nenhum dos seus lançamentos alcançou os números que esperava, então, nem se ocupou deste. E em 1976 um selo independente chamado Bullfrog foi criado especialmente para lançá-lo — o produtor conheceu o trabalho e sabia da qualidade. Acordo feito, o resultado foi a inclusão do álbum no Blues Hall of Fame.




Otis Rush - guitarra, vocal
Fred Burton - guitarra rítmica
Mark Naftalin (Mike Bloomfield, Paul Butterfield) -piano
Ira Kamin - órgão
Hart McNee - sax alto
Ron Stallings - sax tenor
John Wilmeth - trompete
Doug Killmer - baixo
John Kahn (Jerry Garcia) - baixo
Bob Jones (Mississippi Fred McDowell) - bateria




1   Tore Up [Ike Turner]
2   Right Place, Wrong Time
3   Easy Go
4   Three Times A Fool
5   Rainy Night In Georgia [Tony Joe White]
6   Natural Ball [Albert King]
7   I Wonder Why [Mel London]
8   Your Turn To Cry [Deadric Malone]
9   Lonely Man [Little Milton]
10 Take A Look Behind

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Mighty Baby - Mighty Baby (1969)







Essa excelente banda foi formada no final dos anos 60 pelos remanescentes de outra banda chamada The Action, que era popular nos clubes mod e chegou a gravar cinco singles. Mas a Mighty Baby tomou outro rumo e fez um rock psicodélico com algumas influências da costa oeste americana, bastante imaginativo e distinto.
Este é o primeiro dos dois discos que lançou e sua música tem um diálogo sofisticado entre as duas guitarras e os instrumentos de sopro, abrangendo do jazz (Egyptian Tomb) à musica country britânica. Ele frequenta com destaque todas as listas dos melhores álbuns do período.




Ian Whiteman - vocal, flauta, sax, órgão, piano
Martin Stone - guitarra, slide
Alan King - guitarra, vocal
Michael Evans - baixo
Roger Powell - bateria




1   Egyptian Tomb
2   A Friend You Know But Never See
3   I've Been Down So Long
4   Same Way From The Sun
5   House Without Windows
6   Trials Of A City
7   I'm From The Country
8   At A Point Between Fate And Destiny
The Action:
9   Only Dreaming
10 Dustbin Full Of Rubbish
11 Understanding Love
12 Favourite Days
13 A Saying For Today

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Wicked Lady - The Axeman Cometh (1969-72)







Essa banda foi um trio de psych-rock pesado formado em 1968 pelo guitarrista Martin Weaver. Ela ganhou notoriedade pelas performances ultrajantes, por se recusar a parar de tocar ou por simplesmente sair do palco no meio da apresentação, deixando os equipamentos no feedback até que alguém fosse lá desligar. Entre os seus seguidores haviam grupos de motoqueiros que, não raro, quebravam o lugar só por diversão.
Essa formação gravou músicas entre 69 e 72, supostamente num porão, mas a produção é muito boa. São essas as músicas apresentadas em The Axeman Cometh, que foi lançado postumamente em 1994.
Álcool e drogas os forçaram a parar por um tempo e colocar a cabeça no lugar, retornando com um novo baixista que deu um certo equilíbrio. Mais músicas foram gravadas e lançadas noutro álbum, também só lançado em 1994.
Martin Weaver seguiu compondo e tocando com outros músicos e recentemente participou de concertos da Oresund Space Collective.




Martin Weaver - guitarra, vocal
Bob Jeffries - baixo
"Mad" Dick Smith - bateria




1 Run The Night
2 War Cloud
3 The Axeman Cometh
4 Life And Death
5 Wicked Lady
6 Out Of The Dark
7 Rebel
8 Living On The Edge


domingo, 5 de abril de 2020

Virus - Revelation (1971)







Essa banda surgiu no norte da Alemanha em 1970 das cinzas de outra chamada Man's World. Seus fundadores foram Bernd Hohmann e Wolfgang Rieke. 
A vírus foi uma das bandas mais notáveis do krautrock, inspirada sobretudo pela Pink Floyd, e levando o space-rock desta mais adiante no cosmos. São faixas longas com ampla interação instrumental e a engenharia de estúdio coube ao lendário Conny Plank.
Um mês depois do lançamento desse disco, Hohmann, Monka e Spiegelfeld saíram para formar a banda Weed.




J. Dieter Krahe - órgão
Bernd Hohmann - vocal, flauta
Werner Monka - guitarra
Reinhold Spiegelfeld - baixo
Wolfgang (Dicken) Rieke - bateria




1 Revelation
2 Endless Game
3 Burning Candle
4 Hungry Loser
5 Nur Noch Zwei Lichtjahre
6 Confusion
7 Facts Of Death

sábado, 4 de abril de 2020

Bob Dylan - Highway 61 Revisited (1965)







Highway 61 é a principal rota do blues, ela acompanha o rio Mississippi e liga a cidade onde Dylan nasceu à Memphis, Nova Orleans e outras cidades importantes para a música. E ela deu nome ao sexto álbum do Bob Dylan, um marco para ele e para a música. 
Highway 61 Revisited foi criado depois da volta de uma extenuante turnê acústica pelo Reino Unido. Dylan estava física e mentalmente exaurido e pensava realmente em largar tudo. Mas ao invés de largar, ele resolveu mudar. Adeus ao trovador do violão e gaita.
Ele começou a escrever como forma de lidar com a situação e nesse processo, que ele chegou a comparar a uma possessão, redescobriu o gosto pela coisa. E, se era para se reinventar, ele eletrificou-se. Chocou a platéia do festival de Newport, sendo vaiado e chamado de Judas. Contudo, ele fez um convite a Jimi Hendrix, Rolling Stones, Led Zeppelin, Beatles nas sua músicas mais cerebrais e tantos outros. Chuck Berry pode ter inventado o rock, então Dylan o reinventou. Alguns escritores dizem que os anos 60 só começaram depois do lançamento de Highway 61 Revisited.
Ele foi gravado em seis dias e além de não conter uma única música fraca, conta com a combinação imortal de Mike Bloomfield, Al Kooper e Harvey Brooks.




Bob Dylan - vocal, guitarra, harmônica, piano
Mike Bloomfield - guitarra
Charlie McCoy - guitarra
Al Kooper - piano, órgão
Paul Griffin - piano, órgão
Frank Owens - piano
Harvey Brooks - baixo
Russ Savakus - baixo 
Joe Macho, Jr. - baixo
Bobby Gregg - bateria
Sam Lay - bateria




1 Like A Rolling Stone 
2 Tombstone Blues 
3 It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry 
4 From A Buick 6 
5 Ballad Of A Thin Man 
6 Queen Jane Approximately 
7 Highway 61 Revisited
8 Just Like Tom Thumb's Blues 
9 Desolation Row 








quinta-feira, 2 de abril de 2020

Deep Purple - In Rock (1970)






Ok, esse não é nenhuma novidade mas como eu não o tenho visto muito por aí, para alguém bem jovem pode até ser.
In Rock é um marco na história do rock. Quando foi lançado não havia nada parecido, nem mesmo um gênero no qual ele pudesse ser confortavelmente encaixado. E o seu sucesso não reside apenas na capacidade de detonar woofers. Nessa época, tanto a Led Zeppelin como a Free estavam levando o blues-rock aos limites e a Deep Purple decidiu descartar a primeira parte da equação. Os caras voltaram a 1968 quando abriam shows para a Crazy World, banda de Arthur Brown e se inspiraram naquele som com o Hammond pesado, a percussão poderosa, claustrofóbico. 
Contudo, o elemento central do som da Deep Purple era Jon Lord e ele sempre negou a intensão de se fazer uma extensão da Crazy World, atribuindo o disco à somatória de todos os movimentos que a banda vinha fazendo. Ele também sempre atribuiu a escolha do título "In Rock" para diferenciar do álbum anterior, "In Concert". Ritchie Blackmore sempre reclamou daquele álbum, dizendo que a banda deveria fazer música para festas e não para salas de concerto. 
No estúdio todos estavam bastante comprometidos, o que não impediu algumas rusgas entre egos. Gillan reclamava que sua voz quase não era ouvida, ao que Blackmore proferia a famosa frase "who do you think you are".
Ian Gillan foi o primeiro gritador do rock e logo a banda passou a ser reconhecida pelo seu vocal. Durante as gravações, um acetato com um take de Child In Time chegou ao produtor Andrew Lloyd Webber que imediatamente o convidou para estrelar o musical Jesus Cristo Superstar. Tendo compromisso com a Deep Purple, ele aceitou apenas gravar os vocais para o disco, sendo, portanto, o primeiro intérprete de Jesus na produção.
Ao término das gravações ninguém decidia quais músicas seriam lançadas num single. Concordaram que Speed King seria o lado A mas empacaram no lado B. Então, pegaram uma jam de Blackmore, Gillan e Glover escreveram uma letra e em três horas surgiu Black Night. Os produtores estabeleceram que essa seria a música do lado A, ponto final, e lamentaram não poder incluí-la no LP. Black Night chegou ao número dois nas paradas e só foi incluída em coletâneas até se encaixar perfeitamente nessa edição especial de aniversário.
Os membros da banda se dividem quanto a qual seria o melhor álbum: este ou Fireball. Eu adoro o Fireball, mas In Rock exerce um papel muito maior na música.




Jon Lord - órgão Hammond
Ritchie Blackmore - guitarra
Ian Gillan - vocal
Roger Glover - baixo
Ian Paice - bateria




1   Speed King
2   Bloodsucker
3   Child In Time
4   Flight Of The Rat
5   Into The Fire
6   Living Wreck
7   Hard Lovin' Man
8   Black Night (Original Single Version)
9   Studio Chat
10 Speed King (Piano Version)
11 Studio Chat
12 Cry Free (Roger Glover Remix)
13 Studio Chat
14 Jam Stew (Unreleased Instrumental)
15 Studio Chat
16 Flight Of The Rat (Roger Glover Remix)
17 Studio Chat
18 Speed King (Roger Glover Remix)
19 Studio Chat
20 Black Night (Unedited Roger Glover Remix)







terça-feira, 31 de março de 2020

Rainbow - Difficult To Cure (1981)








Difficult To Cure é o quinto álbum da Rainbow e traz um novo line-up com substitutos para o insubstituível Cozy Powell e para Graham Bonnet. Bonnet ainda estava na banda quando as gravações começaram, uma versão da faxa 1 existe com sua voz, e suspeita-se que alguns backing vocals são dele também. Já Bob Rondinelli teve a responsabilidade sobre os ombros logo na sua estréia num estúdio.
O álbum é mais leve que os anteriores numa tentativa de conquistar as rádios. Não funcionou e funcionou. Os antigos fãs reclamaram mas uma nova legião de jovens impulsionou as vendas dele e o colocou nas paradas.
Ouvir Blackmore é sempre muito bom, melhor ainda quando acompanhado por Roger Glover, que também produz o disco.




Ritchie Blackmore - guitarra
Roger Glover - baixo
Don Airey - teclados
Joe Lynn Turner - vocal
Bob Rondinelli (Black Sabbath, Blue Öyster Cult) - bateria




1 I Surrender
2 Spotlight Kid
3 No Release
4 Magic
5 Vielleicht Das Nachster Zeit = Maybe Next Time  (or Vielleicht Das Nachste Mal, in a better translation)
6 Can't Happen Here
7 Freedom Fighter
8 Midtown Tunnel Vision
9 Difficult To Cure (Beethoven's Ninth)