terça-feira, 31 de março de 2020

Rainbow - Difficult To Cure (1981)








Difficult To Cure é o quinto álbum da Rainbow e traz um novo line-up com substitutos para o insubstituível Cozy Powell e para Graham Bonnet. Bonnet ainda estava na banda quando as gravações começaram, uma versão da faxa 1 existe com sua voz, e suspeita-se que alguns backing vocals são dele também. Já Bob Rondinelli teve a responsabilidade sobre os ombros logo na sua estréia num estúdio.
O álbum é mais leve que os anteriores numa tentativa de conquistar as rádios. Não funcionou e funcionou. Os antigos fãs reclamaram mas uma nova legião de jovens impulsionou as vendas dele e o colocou nas paradas.
Ouvir Blackmore é sempre muito bom, melhor ainda quando acompanhado por Roger Glover, que também produz o disco.




Ritchie Blackmore - guitarra
Roger Glover - baixo
Don Airey - teclados
Joe Lynn Turner - vocal
Bob Rondinelli (Black Sabbath, Blue Öyster Cult) - bateria




1 I Surrender
2 Spotlight Kid
3 No Release
4 Magic
5 Vielleicht Das Nachster Zeit = Maybe Next Time  (or Vielleicht Das Nachste Mal, in a better translation)
6 Can't Happen Here
7 Freedom Fighter
8 Midtown Tunnel Vision
9 Difficult To Cure (Beethoven's Ninth)






domingo, 29 de março de 2020



John Zorn - Inferno (2015)







Este é o terceiro disco do trio absurdamente virtuoso criado por John Zorn. O trio se chama Simulacrum mas seu nome não é estampado nas capas. Zorn compõe, arranja e produz mas não toca.
Inferno é baseado na obra do escritor e filósofo sueco August Strindberg, cuja obra soturna foi inspiração para o expressionismo e o surrealismo. Uma dessas obras tem esse mesmo título e é de caráter autobiográfico, relatando suas obsessões com alquimia e ocultismo. Zorn escolheu essa obra em particular para compor a faixa título, que ocupa o centro do disco e quase metade da sua duração. As demais faixas também são inspiradas em outras obras de Strindberg.
O som é uma mistura bastante agressiva de Jazz e Metal e o trio junta gente desses dois mundos.




John Medeski - órgão
Matt Hollenberg - guitarra
Kenny Grohowski - bateria




1 Dance of Death
2 Pariah
3 Ghost Sonata
4 Inferno
5 Blasphemy
6 The Powers
7 Dreamplay

sexta-feira, 27 de março de 2020

Iceberg - Sentiments (1977)







Iceberg foi o grande expoente do jazz-rock espanhol e este é o terceiro disco dela. O anterior, Coses Nostres, é um clássico e este está no mesmo nível mas numa direção um pouco diferente, o que neste caso é louvável. O flamenco ficou um pouco de lado enquanto a banda explora mais o jazz-rock e o aspecto sinfônico. A espontaneidade também deu lugar para uma música mais séria e técnica, com passagens memoráveis de guitarra.




Joaquim "Max" Sunyer - guitarra, violão
Josep "Krtflus" Mas - piano, piano elétrico, sintetizadores
Primi Sancho Sancho - baixo
Jordi Colomer - bateria




1 Sentiments
2 Andalusia; Andalusia
3 A Sevilla
4 Ball De Les Fulles
5 Màgic
6 Joguines
7 Alegries Del Mediterrani

quarta-feira, 25 de março de 2020

Hiro Yanagida - Hiro Yanagida (1971)







Hiro Yanagida começou sua carreira na banda The Floral e depois dela fundou a Apryl Fool. Ele habitou o mundo underground e se notabilizou por colaborar com inúmeros projetos experimentais.
Esse é o segundo álbum solo dele e segue a linha do primeiro com uma clara influência de Frank Zappa. Ele mistura o ácido psicodélico ao prog e ao jazz. Os teclados dominam mas Kimio Mizutani arrebenta. 




Hiro Yanagida - teclados, vocal (5, 8)
Kimio Mizutani - guitarra (1 - 5, 6, 7, 8)
Keiju Ishikawa - baixo
Kiyoshi Tanaka - percussão (2, 3, 6, 8)
Kyosuke Tokano - percussão (1, 4, 5, 7)
com
Suiho Tosha - flauta (1)
Hiroto Kawamura - cello (3, 6)
Nozomu Nakatani - flauta (3, 6)
Ichiro Mimori - sax (7)
Joey Smith (Speed, Glue & Shinki) - vocal (7)




1 The Butcher
2 The Murder In The Midnight
3 Fantasia
4 Good Morning People
5 Always
6 The Skyscraper 42ndF
7 My Dear Mary
8 Melancholy

terça-feira, 24 de março de 2020

Metamorfosi - Inferno (1973)







Metamorfosi foi uma das poucas bandas a saírem da Sicília. Esse é o segundo álbum dela e é uma obra prima do rock progressivo italiano. Ele é um trabalho conceitual baseado na obra "Divina Comédia" de Dante, suas faixas são conectadas e rolam sobre múltiplos teclados. A seção rítmica também é um grande destaque. 
Apesar de não ser nada menos que soberba, a Metamorfosi não recebeu o reconhecimento que seria devido, mostrando que naquela época o grande público era tão indiferente à uma música refinada como o é hoje.




Jimmy Spitaleri - vocal, flauta
Enrico Olivieri - piano, órgão, clavinet, sintetizadores, vocal
Roberto Turbitosi - guitarra, baixo, vocal
Gianluca Herygers - bateria




1   Introduzione - Selva Oscura
2   Porta dell'Inferno
3   Caronte
4   Spacciatore di droga - Terremoto - Limbo
5   Lussuriosi
6   Avari
7   Violenti
8   Malebolge
9   Sfruttatori
10 Razzisti - Fossa dei giganti
11 Lucifero (Politicanti)
12 Conclusione

segunda-feira, 23 de março de 2020

Silberbart - 4 Times Sound Razing (1971)







Esse trio foi formado no norte da Alemanha a partir do fim de uma banda chamada Tonics. Ele se serviu do blues rock e do heavy-psych desse início de década mas adotou um estilo pouco convencional de composição, meio esquizofrênico, pela a atonalidade entre os instrumentos. 
Eles entraram no estúdio com a intenção de gravar umas demos mas o resultado foi um dos mais potentes e dementes álbuns do krautrock. Logo ganharam a reputação de uma das bandas que tocavam mais alto e a guitarra com fuzz e distorção os colocou na vanguarda como proto-metal.
Logo depois de lançarem o disco, contudo, se separaram e o baterista é quem teve alguma projeção mais tarde.




Hajo Teschner - guitarra, vocal
Werner Klug - baixo
Peter Behrens - bateria, percussão




1 Chub Chub Cherry
2 Brain Brain
3 God
4 Head Tear Of The Drunken Sun

domingo, 22 de março de 2020

Murple - Io Sono Murple (1974)







Este único álbum da Murple está no patamar mais alto da tradição dentro do Rock progressivo Italiano de álbuns conceituais e com faixas integradas. Ele equilibra o rock pesado e as influências clássicas, deixando as partes mais agressivas para a guitarra e os temas mais refinados para os teclados, numa espécie de duelo.
A banda foi muito infeliz ao se associar a um selo com pouca experiência em promover esse tipo de música, e uma sucessão de problemas atrasou o lançamento do disco, fazendo com que a Murple fosse esquecida.




Pier Carlo Zanco - vocal, órgão, piano, sintetizador, baixo acústico
Pino Santamaria - guitarra, violão,vocal
Mario Garbarino - baixo, bongôs, triângulo
Duilio Sorrenti - bateria, gongo, timbales, percussão




1 Antartide / Metamorfosi / Pathos / Senza Un Perché / Nessuna Scelta / Murple Rock
2 Preludio E Scherzo / Tra I Fili / Variazioni In 6/8 / Fratello / Un Mondo Cosi / Antarplastic
3 Il Vecchio Castello
4 Il Ballo Dei Pulcini
5 Limoges
6 Nani E Clown (Live 1973)

sábado, 21 de março de 2020

Frank Zappa - You Can't Do That On Stage Anymore, Vol. 2 (1988)







O Volume 1 dessa série coletou performances em diversas datas e locais mas este apresenta um único show, gravado na Finlândia em 22 de setembro de 1974. Tem sempre um chato que vem dizer que não é bem assim, que não foi um só, mas é o que Zappa disse, então é. 
Ao estilo bem próprio dele, o folheto informa que aqui está basicamente o repertório do disco Roxy & Elsewhere e que a banda estava tão afiada que tocaria de olhos fechados. E essa é banda mais icônica de Zappa.
A minha experiência pessoal é de que ouvir Zappa afasta namoradas, amigos e caronistas. Obviamente ele não afasta um vírus, mas já que contribui para um isolamento... Perché no?




Frank Zappa - guitarra, vocal
George Duke - teclados, vocal
Ruth Underwood - percussão
Napoleon Murphy Brock - sax, vocal
Tom Fowler (Jean-Luc Ponty, Steve Hackett) - baixo
Chester Thompson (Genesis, Weather Report, Santana) - bateria




CD1
1   Tush Tush Tush (A Token Of My Extreme)
2   Stinkfoot
3   Inca Roads
4   RDNZL
5   Village Of The Sun
6   Echidna's Arf (Of You)
7   Don't You Ever Wash That Thing?
8   Pygmy Twylyte
9   Room Service
10 The Idiot Bastard Son
11 Cheepnis


CD2
1 Approximate
2 Dupree's Paradise
3 Satumaa (Finnish Tango)
4 T'Mershi Duween
5 The Dog Breath Variations
6 Uncle Meat
7 Building A Girl
8 Montana (Whipping Floss)
9 Big Swifty











quarta-feira, 18 de março de 2020

Michael Brook with Brian Eno & Daniel Lanois - Hybrid (1985)







Michael Brook participou do disco da Rain Tree Crow fazendo uns tratamentos sonoros mas ele, na verdade, é um guitarrista com sólida formação musical que desenvolveu o que ele próprio chamou de "guitarra infinita". Essa técnica consiste em segurar uma nota com sustain pelo tempo que se queira para ser usada como ela é ou para criar novos sons, ou ainda para emular outros instrumentos.
Isso foi amplamente usado neste disco que é seu debut. Cercado por dois expoentes luminares da ambient music e das soundscapes, Brook produziu um clássico da new age music.
Em tempos tão sombrios, de medo e angústia que estamos, qualquer forma de relaxar e meditar pode ser útil.




Michael Brook - guitarra, baixo,, vibrafone, Mbira, ressonador, percussão
Brian Eno - efeitos, piano, sopros, sintetizadores, baixo
Daniel Lanois - baixo, percussão, efeitos
com:
Dick Smith - percussão
Gordon Phillips - foles




1 Hybrid
2 Distant Village
3 Mimosa
4 Pond Life
5 Ocean Motion
6 Midday
7 Earth Floor
8 Vacant