quarta-feira, 14 de abril de 2021

Eloy - Inside (1973)






A Eloy surgiu em Hannover, em 1969, tomando seu nome do livro Máquina do Tempo de H.G. Wells. Como muitas bandas alemãs da época, ela começou fazendo covers de bandas britânicas e essas tiveram forte influência na música depois criada por ela. O disco de estréia foi de hard-rock.
Inside é o segundo disco e mostrou uma mudança de rumo sob o comando de Frank Bornemann, cujo vocal se assemelha bastante ao de Ian Anderson. Sem nenhuma surpresa, o som voltou-se ao prog e ao space-rock combinando a influência da Pink Floyd aos riffs de blues que a Jethro Tull crivava no seu início. São faixas que unem o rock clássico levado pelo órgão a elementos progressivos e psicodélicos, e compõe um dos melhores álbuns do rock alemão.




Frank Bornemann - guitarra, vocal, percussão
Manfred Wieczorke - órgão, guitarra, vocal, percussão
Wolfgang Stöcker - baixo
Fritz Randow - bateria, percussão, violão, vocal




1 Land Of No Body
2 Inside
3 Future City
4 Up And Down
5 Daybreak
6 On The Road


 

domingo, 11 de abril de 2021

Choco - Bubbles In Your Brain? (2014)







Detlev Schmidtchen e Manfred Wieczorke foram duas das principais forças na banda Eloy. Depois que a Eloy se separou em 1980 eles nunca se perderam de vista e nos anos noventa colaboraram um com o outro. No final dos anos 90 ele iniciaram um projeto sob o nome "Choco" que perdurou até 2004, mas não está claro se lançaram algum disco. Aparentemente essas faixas foram gravadas naquela época, retrabalhadas e lançadas em 2014.
São músicas produzidas por teclados e sequenciadores que, apesar da tecnologia, mantém aquela veia psicodélica. É uma viajem muito interessante e totalmente fora do mainstream.




Detlev Schmidtchen - teclados, eletrônicos 
Manfred Wieczorke - teclados, guitarra, eletrônicos
Voice – Neil John Douglas - voz
Sarah Douglas - voz angelical




1 In The Bottle
2 Scots In The Jungle
3 Dreampath
4 Rule Of Thumb
5 Drawn By The Worm
6 Mama Hey
7 Two Worlds
8 Weekend


 

terça-feira, 6 de abril de 2021

Sam Apple Pie - Sam Apple Pie (1969)







Sam Apple Pie nasceu num subúrbio de Londres e se tornou uma das mais festejadas atrações nos clubes e festivais. Participaram da primeira edição do festival Glastonbury e no festival belga de Amougies eles fizeram jams com Frank Zappa. O som deles era o boogie-blues rock e o sucesso os levou a ter seu próprio clube de blues, chamado Bottleneck.
No final dos anos 70 a formação da banda mudou e um novo álbum só foi lançado em 1973. Após isso veio outra formação mas a banda atuou entre 1974 e 1975 como a Vincent Crane's Atomic Rooster. Manteve-se ativa até o final dos anos 70.




Sam "Tomcat" Sampson - vocal, harmônica
Mick "Tinkerbell" Smith - guitarra
Andy "Snakehips" Johnson - guitarra slide
Bob "Dog" Rennie - baixo
Dave Charles - bateria
com 
Steve Jolly - guitarra (10)
Malcolm Morley - piano (9), Harpsichord (3)
Rex Morris - sax tenor (2, 4)
Harry Klein - sax barítono (2, 4)




1   Hawk
2   Winter Of My Love
3   Stranger
4   Swan Song
5   Tiger Man (King Of The Jungle)
6   Something Nation
7   Sometime Girl
8   Uncle Sams Blues
9   Annabelle
10 Moonlight Man
11 Tiger Man (Mono Single Mix)
12 Sometime Girl (Mono Single Mix)


 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

The Comet Is Coming - Trust In The Lifeforce of The Deep Mystery (2018)







Esse grupo é liderado pelo saxofonista Shabaka Hutchings, um expoente do jazz inglês. Mas o jazz que eles fazem é como o caldeirão do druida. As influências da banda vão da Mahavisnu Orquestra a John Coltrane, passando pela King Crimson, pelo space-rock e pelo experimentalismo da Can.
O nome da banda saiu de um LP de efeitos sonoros da rádio BBC e a premissa é desenhar musicalmente a visão cósmica da qual os três compartilham.




King Shabaka (Shabaka Hutchings) - sax tenor, clarinete baixo
Danalogue (Dan Leavers) - sintetizadores Roland SH-09, Roland Juno-60, Roland Jupiter 4, Sampler Ensoniq EPS, Vocoder Roland VP-330
Betamax (Maxwell Hallett) - bateria, percussão, Drum Machine Pro Rhythm, Drumfire Drum Machine, Simmons Clap, Sampler Ensoniq EPS
com
Kate Tempest - vocal (4)




1 Because The End Is Really The Beginning
2 Birth Of Creation
3 Summon The Fire
4 Blood Of The Past
5 Super Zodiac
6 Astral Flying
7 Timewave Zero
8 Unity
9 The Universe Wakes Up


 

terça-feira, 30 de março de 2021

Frank Zappa, Captain Beefheart & The Mothers - Bongo Fury (1975)







Não faltaria quem dissesse que dois malucos juntos não teria como dar certo. Mas deu. Zappa e Beefheart eram amigos de infância e sempre trocaram figurinhas. Zappa foi o responsável pela carreira musical do amigo e produziu seu grande clássico Trout Mascara Replica. Eles ainda tinham a mesma queda pela anarquia e pelo humor. Mas em 72 Beefheart queixou-se que o amigo tentava vendê-lo como uma esquisitice. Bem, o que pensar de um cara que viajava com tudo o que possuía no mundo em sacolas de loja? E que frequentemente as esquecia?

Em 1975 Captain Beefheart estava sem sua Magic Band por problemas contratuais — tinha o hábito de assinar qualquer papel sem ler. Ele estava pensando em abandonar a música e estava abusando do álcool também. Então Zappa o convidou para a turnê Bongo Fury que originou este álbum gravado ao vivo numa cervejaria de Austin, Texas. 
De cara, percebe-se a intensidade da interpretação que Beefheart dá às letras de Zappa. Consta que ele constantemente reclamava do volume pois não conseguia ouvir a própria voz. Aparentemente ele forçava a musculatura da garganta e do pescoço ao ponto de prejudicar a própria audição.




Frank Zappa - guitarra, vocal
Captain Beefheart (Don Van Vliet) - harmônica, vocal
George Duke - teclados, vocal
Denny Walley - guitarra slide, vocal
Napoleon Murphy Brock - sax, vocal
Bruce Fowler - trombone
Tom Fowler - baixo
Chester Thompson - bateria (5, 6)
Terry Bozzio - bateria




1 Debra Kadabra
2 Carolina Hard-Core Ecstasy
3 Sam With The Showing Scalp Flat Top
4 Poofter's Froth Wyoming Plans Ahead
5 200 Years Old
6 Cucamonga
7 Advance Romance
8 Man With The Woman Head
9 Muffin Man


 

sábado, 27 de março de 2021

Banging Colours – Hallucinogenic Treasures From The Convolution Of An Imaginative Brain (1967 - 1969)







Banging Colours parecia fadada a existir somente na memória do público que frequentava o underground londrino no final dos anos 60 e a viu dividindo o palco com Hendrix, com a Pink Floyd e com a Soft Machine, The Pretty Things e a Tomorrow, entre outras. De fato, os melhores sites especializados e as melhores publicações, como a Tapestry of Delights, simplesmente a desconhecem.

Então, um pesquisador realizou um trabalho meticuloso e encontrou fitas que nunca se transformaram num LP ou mesmo num single. E o mais impressionante é a qualidade dessas fitas; parecem gravações atuais. Elas mostram uma banda fundindo o rock ao jazz principalmente pela levada da bateria. Também mostra uma banda a frente do seu tempo ao incluir um violino na formação — durante seu curto período de existência não há lembrança de outra banda com um violino proeminente. Ela seria, portanto, um embrião do rock progressivo e na medida em que as faixas avançam vão surgindo algumas sons dos primeiros dias da Pink Floyd ou coisas que a Genesis mostraria anos mais tarde.




Manny Wolfe - órgão, piano, Mellotron, vocal
Keith Friedell - violino, bandolim
Young Patel - guitarra, violão, bandolim
Pekka Jokinen - baixo
Bas Ricken - bateria, percussão




CD 1: The Studio Recordings
1   The Love And The Fun Brigade (Full Stereo)
2   Evaporation Of Linearity
3   If God's A Fly
4   Tapestry Puzzle
5   Primrose Hill
6   Ivica
7   Waves
8   The Letter
9   Toward The Great Oneness
10 Magic Theatre
11 The Love And Fun Brigade (Mono Single)


CD 2: Live Jams And Radio Sessions
1   Gustav Metzger Improv I
2   Gustav Metzger Improv II
3   Gustav Metzger Improv III
4   Gustav Metzger Improv IV
5   Gustav Metzger Improv V
6   Radio Session Improv I
7   Radio Session Improv II
8   Radio Session Improv III
9   Fool's Parsley In Pills


 

quarta-feira, 24 de março de 2021

Gamma - Darts (1974)







Essa banda Gamma é holandesa e foi formada por Paul Poulissen. Este é o segundo dos dois discos que lançou e foi um avanço em relação ao primeiro. Ele trouxe uma nova formação sem um vocalista e direcionou o som mais ao jazz-rock, abrangendo influências da cena Canterbury até ao jazz latino. O clima de relaxamento só é quebrado quando a guitarra de Lex Bolderdijck entra — aí, acaba lembrando a Focus.




Paul Poulissen - piano Fender Rhodes, órgão Hammond, Mellotron, sintetizador ARP, metais, espineta
Wouter Hasebos - guitarra rítmica e solo
Lex Bolderdijck - guitarra (2, 5, 6)
Rob Goubitz - baixo
Hans Van Der Schaft - bateria, percussão
Bob Martens - percussão




1 Wishing Like Children (part one)
2 Wishing Like Children (part two)
3 Exposal
4 Endless
5 Goodbye Holiday
6 Darts
7 Anna's Mood
8 Heart Rythm
9 Your Face



 

sexta-feira, 19 de março de 2021

Secret Oyster - Secret Oyster (1973)







Secret Oyster foi, de fato, uma continuação da também dinamarquesa Burnin' Red Ivanhoe, que havia se separado em 1972 em meio à disputas entre Karsten Vogel e os outros membros acerca de qual direção a banda seguiria. E, se o rock dinamarquês começou com a Burnin' Red Ivanhoe, a Secret Oyster foi sua primeira super-banda. Com músicos excelentes, Vogel tinha o veículo perfeito para explorar o jazz-rock inspirado em parte pela Weather Report, mesmo porque ela não tinha um guitarrista como Claus Bøhling.
Este é o primeiro dos quatro discos que lançou numa carreira de certo modo esquizofrênica. Acontece que depois do lançamento deste disco, Vogel viu que tinha composto várias músicas de rock que fugiam do escopo da Secret Oyster e eram bem do estilo da Burnin' Red Ivanhoe. Então ele ressuscitou a BRI com essa mesma formação e o nome da banda era apenas uma formalidade.
Secret Oyster foi um sucesso de crítica e de vendas em toda Europa.




Karsten Vogel - sax alto, sax soprano, órgão
Claus Bøhling (Hurdy Gurdy) - guitarra
Kenneth Knudsen (Coronarias Dans) - piano elétrico
Mats Vinding - baixo
Bo Thrige Andersen - bateria
com:
Bo Stief - baixo (8)
Ole Streenberg - bateria (9)




1 Dampexpressen
2 Fire & Water 
3 Vive la quelle? 
4 Blazing Lace 
5 Public Oyster 
6 Mis(s) Fortune 
7 Ova-X 
8 Dampexpressen (live)
9 Orlavær 


 

quarta-feira, 17 de março de 2021

Daydé - Daydé (1971)







Joël Daydé foi o vocalista da banda Zoo. Pouco mais de um ano após o lançamento do primeiro álbum da Zoo ele saiu. Estreou sua carreira solo com este álbum e deixou para trás o som influenciado pelo jazz e pelo funk. 
Daydé é um bom álbum de blues-rock psicodélico com climas variados. Ruim é não trazer créditos decentes em nenhuma edição. O único que recebe uma justa menção é o excelente guitarrista Claude Engel, talvez por obrigação com a gravadora.
No mesmo ano Joël lançou um sigle com a música "Mamy Blue" que fez um enorme sucesso nas rádios do mundo todo.




Joël Daydé - vocal, harmônica, guitarra, ?
Claude Engel (Magma) - guitarra
Dudu - ?
Paco - ?




1   I'm Very Well (Part One)
2   Can I Live My Life
3   Confusion
4   See Here [Rory Gallagher]
5   Cocaine
6   Main Line
7   The Great Love
8   You Got Freedom
9   You Honey
10 I'm Very Well (Part Two)